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Sustentabilidade

Produtividade do milho como chave para sucesso do agricultor: IHARA se une às principais consultorias do Brasil para o GETAP 2026 – MAIS SOJA

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A IHARA, empresa de pesquisa e desenvolvimento de defensivos agrícolas, anuncia sua participação no GETAP 2026, concurso nacional de produtividade para o milho inverno. A iniciativa será conduzida em escala de campo nas principais regiões produtoras de milho segunda safra no Brasil e tem como objetivo mensurar, de forma técnica e auditada, a eficiência de diferentes estratégias de manejo na construção e proteção do potencial produtivo da cultura, evidenciando a relação direta entre manejo, produtividade e rentabilidade.

As áreas participantes serão acompanhadas pelas principais consultorias agronômicas do País, reunidas no grupo conhecido internamente na IHARA como Shogun. Ao longo de todo o ciclo da cultura, as lavouras contarão com recomendação técnica das consultorias, incluindo a adoção do herbicida ÁPICE, do inseticida ZEUS e do fungicida FUSÃO EC. A produtividade final será auditada pela curadoria do GETAP, e os resultados consolidados serão divulgados em novembro, após o encerramento do ciclo nacional do milho.

Segundo o idealizador do projeto GETAP, Anderson Galvão, a iniciativa representa um avanço relevante no entendimento do potencial produtivo do milho no Brasil, cultura que responde por uma parcela significativa da renda do agricultor e pode representar quase metade da margem da propriedade. “O GETAP é um fórum técnico voltado à discussão e à validação das melhores práticas agronômicas, envolvendo gestão, tecnologias aplicadas e manejo. A participação da IHARA fortalece esse movimento ao apoiar os agricultores com soluções tecnológicas que contribuem para elevar os níveis de produtividade”, destaca Galvão.

Para o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Valdumiro Garcia, o milho segunda safra tem papel estratégico para a prosperidade da agricultura brasileira. “A participação da IHARA no GETAP 2026 reforça a proposta da empresa de validar suas soluções com dados técnicos, em condições reais de campo, contribuindo para o aumento da produtividade e da rentabilidade do agricultor. Esse projeto traduz a forma como a IHARA enxerga a agricultura: baseada em ciência, manejo eficiente, parcerias sólidas e resultados consistentes. Ao lado do GETAP e das principais consultorias do agro, avançamos na geração de conhecimento aplicado ao campo”, ressalta Garcia.

Entre as consultorias participantes do projeto em parceria com a IHARA está a Terram. Para o sócio-diretor da empresa, Diemerson Ragagnin, com sede no sudoeste goiano e atuação em todo o cerrado brasileiro, mesmo na segunda safra de milho, ainda há um grande potencial a ser explorado em termos de produtividade e eficiência agronômica. “Participar do GETAP, em parceria com a IHARA, é uma forma prática de avaliar os resultados proporcionados por diferentes tecnologias de produção, sem deixar de lado, os custos envolvidos e o retorno sobre o investimento”, enfatiza Ragagnin.

Também integra o projeto o consultor da JF Consultoria, Jerley Fernando Alves Lima,  que atua em uma das principais regiões produtoras de milho do País, ao longo da BR 163. Segundo ele, a produtividade é um fator decisivo para a sustentabilidade econômica da atividade. “A iniciativa permite avaliar, em condições reais, até onde é possível elevar a produtividade do milho segunda safra, sempre considerando a eficiência econômica da operação”, comenta.

Produtividade como fator decisivo de rentabilidade

De acordo com a Agroconsult, as projeções iniciais da safra 2025/26 indicavam um cenário de preços de commodities agrícolas pressionados pela ampla oferta e pelo temor de uma recessão global. No entanto, esse comportamento vem apresentando melhora consistente nos últimos meses, superando as expectativas iniciais do mercado. No caso do milho, os preços têm sido sustentados pela demanda interna, com destaque para o avanço do consumo pelas destilarias de etanol no País. As margens do milho segunda safra devem se aproximar dos níveis observados em 2024/25. A diferença é que, na safra passada, as produtividades recordes garantiram margens mais confortáveis. Para o milho segunda safra, a produtividade será determinante na composição da margem do agricultor e pode ser o divisor de águas entre uma operação que gera lucro ou prejuízo.

Para que esse potencial produtivo se traduza efetivamente em resultado econômico ao produtor, a cultura do milho precisa superar desafios agronômicos cada vez mais complexos. O avanço de plantas daninhas resistentes, aliado ao aumento da pressão de pragas e doenças, tem prejudicado o atingimento da produtividade, que beneficiaria a rentabilidade do agricultor.

Estudos técnicos indicam que a matocompetição causada por espécies como capim-amargoso, capim-pé-de-galinha, soja tiguera, corda-de-viola e trapoeraba pode comprometer até 80% da produtividade. A cigarrinha-do-milho, por sua vez, pode provocar perdas de até 70% em lavouras suscetíveis, enquanto o percevejo barriga-verde gera danos significativos que afetam tanto o desempenho produtivo quanto a rentabilidade. Entre as principais doenças relatadas estão ferrugem-polisora, manchas foliares, mancha-de-phaeosphaeria e cercosporiose, que, em  híbridos sensíveis, podem resultar em perdas entre 8 e 10 sacas por hectare na ausência de controle adequado.

“Quando a produtividade impacta diretamente a rentabilidade do cultivo, o manejo adequado de plantas daninhas, doenças e insetos deixa de ser apenas uma estratégia produtiva e passa a ser um pilar essencial para garantir a segurança alimentar e a competitividade do Brasil, assegurando o papel fundamental do milho na economia nacional e global”, afirma o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA.

Manejo eficiente para proteção da produtividade

Para enfrentar esse cenário, os campos do projeto contarão com soluções estratégicas do portfólio da IHARA, com destaque para ÁPICE, ZEUS e FUSÃO EC, tecnologias desenvolvidas para proteger o potencial produtivo do milho ao longo de todo o ciclo.

O ÁPICE é um herbicida pós-emergente com eficácia comprovada no controle de plantas daninhas de difícil manejo, como capim-pé-de-galinha, capim-amargoso e soja tiguera, alvos que já apresentam resistência a diversos herbicidas amplamente utilizados na cultura. Com tecnologia exclusiva, o produto oferece amplo espectro de controle de gramíneas e folhas largas. Sua formulação pronta para uso elimina a necessidade de misturas em tanque, garantindo maior segurança operacional e eficiência no campo.

No manejo de pragas, o inseticida ZEUS tem apresentado resultados consistentes no controle da cigarrinha-do-milho e do percevejo barriga-verde. Com ação por contato e ingestão, efeito de choque e ação residual prolongada, a tecnologia assegura proteção efetiva mesmo em condições adversas. Resultados de performance em estudos sob condições de campo auditados por consultorias independentes indicam uma entrega duas vezes mais eficiente no controle do percevejo barriga-verde em comparação a outros inseticidas.

Já o FUSÃO EC, fungicida da IHARA, atua de forma preventiva e curativa no controle das principais doenças do milho, como ferrugem-polisora, cercosporiose e manchas foliares. Sua rápida absorção e translocação sistêmica garantem desempenho mesmo em cenários de chuvas frequentes, quando as janelas de aplicação são mais curtas. De acordo com os resultados de controle, o produto apresentou incremento de mais de 14 sacas por hectare em ensaios contratados junto a instituições, quando comparado a outros tratamentos disponíveis no mercado.

“Mais do que apresentar tecnologias, buscamos contribuir de forma concreta para a tomada de decisão do agricultor, demonstrando, com resultados consistentes e auditados, como o manejo adequado impacta diretamente a produtividade e a rentabilidade do milho segunda safra”, finaliza Valdumiro.

Sobre a IHARA

A IHARA é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que há 60 anos leva soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesa como uma marca que tem a credibilidade e a confiança dos seus clientes. A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais somando mais de 60 soluções que contribuem para a proteção de mais de 100 diferentes tipos de cultivos, colaborando para que os agricultores possam produzir cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a IHARA ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras para o pecuarista brasileiro. Para mais informações, acesse o site da IHARA. 

Fonte: Assessoria de Imprensa IHARA



 

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Sustentabilidade

Rotação de culturas no plantio direto preserva os estoques de nutrientes do solo – MAIS SOJA

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O desequilíbrio nutricional está entre os principais fatores associados à redução da produtividade das culturas agrícolas. Nesse sentido, o aporte nutricional e o equilíbrio de nutrientes são determinantes para a expressão do potencial produtivo da cultura. Assim, o manejo da adubação, especialmente com nutrientes de elevada exportação, como nitrogênio, fósforo e potássio, torna-se indispensável safra após safra, tanto para atender à demanda das plantas quanto para repor os nutrientes exportados pelos grãos, sobretudo em sistemas de alta produtividade.

Contudo, diante do crescente custo de aquisição dos fertilizantes e das recorrentes dificuldades logísticas no cenário atual, a adubação de base, especialmente no que se refere aos macronutrientes essenciais, tem se consolidado como um dos componentes mais onerosos do sistema produtivo. Como consequência, observa-se uma redução significativa na lucratividade e na rentabilidade da produção de grãos, refletindo a estreita margem entre os custos de produção e o retorno econômico.

Nesse contexto, a adoção de estratégias de manejo que viabilizem a redução dos custos com fertilizantes torna-se cada vez mais relevante para a sustentabilidade dos sistemas de produção de grãos. Entre essas estratégias, destaca-se a rotação de culturas com espécies produtoras de grãos e plantas de cobertura que apresentem diferentes características morfológicas e fisiológicas. Essa diversificação favorece a ciclagem de nutrientes, a fixação biológica de nitrogênio, o estímulo à microbiota do solo e a solubilização e mineralização de nutrientes ao longo do perfil, contribuindo para maior eficiência no uso dos insumos e manutenção da fertilidade do solo.

Corroborando a contribuição da rotação de culturas para o manejo da fertilidade do solo, ao avaliar como sistemas agrícolas contrastantes, definidos por tipos de preparo do solo e sequência de culturas, afetam os estoques de nutrientes do solo sob manejo de baixo insumo a longo prazo, Algarín et al. (2025) constataram que o plantio direto diversificado contribuiu para a manutenção de estoques mais elevados de nitrogênio total (+15%) e de fósforo disponível (+40%), potássio trocável (+27%), cálcio (+72%) e magnésio (+43%) em relação ao preparo convencional.

O estudo desenvolvido pelos autores foi resultado de 32 anos de pesquisa, em que a sequências de culturas foi implementada continuamente em ciclos de três anos. Os três primeiros tratamentos corresponderam ao sistema de sucessão mais predominante, que inclui trigo e soja, sob diferentes níveis de preparo do solo: preparo convencional (PC), preparo reduzido (PR) e plantio direto (PD1). Além disso, foram incluídas duas rotações diversificadas de plantio direto: PD2, composta por aveia preta e soja, trigo e soja, e aveia preta e soja; e PD3, composta por trigo e soja, ervilhaca e milho, e aveia preta e soja, representados na figura 1 (Algarin et al., 2025).

Figura 1. Representação esquemática dos tratamentos, evidenciando o nível de revolvimento do solo e a sequência de culturas em cada sistema agrícola. Os tratamentos representados são: CT (preparo convencional: trigo – soja), RT (preparo reduzido: trigo – soja), NT1 (plantio direto: trigo – soja), NT2 (plantio direto: aveia preta – soja, trigo – soja, aveia preta – soja) e NT3 (plantio direto: trigo – soja, ervilhaca – milho, aveia preta – soja). Os símbolos indicam as culturas cultivadas em cada estação (inverno e verão) e o nível de preparo do solo utilizado em cada sistema agrícola.
Adaptado: Algarin et al. (2025)

Os resultados obtidos por Algarin et al. (2025) ao longo de 32 anos de cultivo demonstram que na profundidade de 0 a 30 cm do perfil do solo, as rotação de cultura NT2 e NT3, no sistema plantio direto, respectivamente, aveia preta – soja, trigo – soja, aveia preta – soja , assim como trigo – soja, ervilhaca – milho, aveia preta – soja apresentaram os maiores totais de estoque de macronutrientes, contrastando com os estoques significativamente menores no preparo convencional (CT) e preparo reduzido (RT).

Figura 2. Estoques de nitrogênio total (a), fósforo (b) e potássio (c) em diferentes camadas do solo (0–10, 10–20 e 20–30 cm) sob sistemas agrícolas: CT (preparo convencional: trigo – soja), RT (preparo reduzido: trigo – soja), NT1 (plantio direto: trigo – soja), NT2 (plantio direto: aveia preta – soja, trigo–soja, aveia preta – soja) e NT3 (plantio direto: trigo – soja, ervilhaca – milho, aveia preta – soja). As barras representam a média ± erro padrão (n = 3). Letras minúsculas diferentes indicam diferenças significativas entre os tratamentos dentro de cada profundidade do solo, enquanto letras maiúsculas diferentes indicam diferenças significativas entre os tratamentos considerando a camada total de 0–30 cm; ns: não significativo, de acordo com o teste de Duncan (p < 0,05).
Adaptado: Algarin et al. (2025)

Em números, o sistema NT3 (plantio direto: trigo–soja, ervilhaca–milho, aveia preta–soja) acumulou 4,9 Mg ha⁻¹ de nitrogênio (N) e 360 ​​kg ha⁻¹ de fósforo (P), representando aumentos de 15% e 40%, respectivamente, em relação ao preparo convencional (CT). O potássio seguiu uma tendência semelhante, com NT2 (plantio direto: aveia preta – soja, trigo – soja, aveia preta – soja) e NT3 (plantio direto: trigo – soja, ervilhaca – milho, aveia preta – soja) atingindo até 3,2 Mg ha⁻¹, pelo menos 23% a mais do que o preparo convencional e o preparo reduzido (Algarin et al., 2025).

Portanto, considerando os aspectos observados e a relevância do estudo conduzido por Algarin et al. (2025) ao longo de 32 anos de cultivo, os resultados sustentam a hipótese de que a rotação de culturas, especialmente em sistemas de plantio direto, contribui significativamente para a manutenção dos estoques de macronutrientes no solo. Dessa forma, trata-se de uma estratégia importante para aumentar a sustentabilidade da produção de grãos, mitigando os impactos do elevado custo dos fertilizantes e oferecendo uma base para reduzir, quando possível, a dependência de insumos minerais.

Confira o estudo completo desenvolvido por Algarín e colaboradores (2025), clicando aqui!



Referências:

ALGARIN, C. A. V. et al. CAN NO-TILLAGE AND CROP DIVERSIFICATION SUSTAIN NUTRIENT STOCKS IN ACIDIC AND POORLY-FERTILIZED SOILS? EVIDENCE FROM 32 YEARS OF REAL-WORLD AGRICULTURAL MANAGEMENT IN PARAGUAY. Soil Advances, 2025. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2950289625000521 >, acesso em: 27/03/2026.

 

 

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Sustentabilidade

Soja/Ceema: Mercado da soja oscila com tensão geopolítica e expectativa de plantio nos EUA – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 20/03/2026 e 26/03/2026

A cotação da soja, em Chicago, após atingir a US$ 12,13/bushel no dia 12/03 (para o primeiro mês cotado), a mais alta cotação desde o início de junho de 2024, recuou, chegando a US$ 11,55 nos dias 16 e 24 de março. Todavia, na sequência voltou a subir, fechando a quinta-feira (26) em US$ 11,73/bushel.

Sob pressão das idas e vindas da guerra no Oriente Médio, o mercado espera com atenção o relatório de intenção de plantio nos EUA, previsto para o próximo dia 31/03. Existe forte tendência de uma redução na área a ser semeada com soja em 2026 naquele país. Caso isso se confirme, o movimento tende a ser baixista para as cotações da oleaginosa logo
adiante, caso a guerra não traga outras novidades.

Enquanto isso, no Brasil, os preços pouco se movimentaram, com o saco de 60 quilos registrando, na semana, valores médios entre R$ 98,00 e R$ 119,00 nas diferentes praças nacionais. Um mês atrás tais preços estiveram entre R$ 99,00 e R$ 117,00. Aqui no Rio Grande do Sul, as principais praças praticaram R$ 117,00/saco. Até o dia 19/03 a colheita da soja no Brasil chegava a 68% da área semeada, contra 80% na mesma época do ano anterior.

Ao mesmo tempo, o câmbio se mantém entre R$ 5,20 e R$ 5,25 na média deste mês de março, segurando os preços. O próprio óleo de soja, que disparou em Chicago após o início do conflito no Oriente Médio, se estabilizou em valores um pouco mais baixos nos últimos dias, embora tenha fechado a quinta-feira (26) em forte alta, atingindo a 68,02 centavos de dólar por libra-peso.

Dito isso, nos EUA, na semana encerrada em 19/03, este país embarcou 1,1 milhão de toneladas de soja, acumulando, no atual ano comercial, 29,2 milhões de toneladas, ou seja, 27% a menos do que o exportado na mesma época do ano anterior.

Por sua vez, as importações chinesas de soja dos EUA caíram nos dois primeiros meses de 2026, em relação ao ano anterior, já que a maioria das remessas, após uma trégua comercial no final de outubro, ainda não chegou. O maior importador de soja do mundo comprou 1,49 milhão de toneladas de soja estadunidense em janeiro e fevereiro, consolidando um recuo de 83,7% em relação aos 9,13 milhões de toneladas do ano anterior.

O mercado espera que Trump e Xi Jinping, presidente da China, se reúnam para dar mais clareza aos negócios entre os dois países (cf. Alfândega da China). Já as importações de soja procedentes do Brasil cresceram 82,7% no bimestre, atingindo a 6,56 milhões de toneladas no bimestre. Entretanto, o mercado está preocupado com o fato de que os controles fitossanitários mais rigorosos do Brasil e o prolongado desembaraço alfandegário da China possam diminuir o ritmo das chegadas nos próximos meses.

Enfim, os chineses importaram 3,27 milhões de toneladas da Argentina no primeiro bimestre do ano, contra apenas 111.603 toneladas no mesmo período do ano anterior. Na prática, a suspensão temporária dos impostos de exportação (as retenciones) na Argentina, em setembro passado, levou a um aumento nas compras de soja pela China (cf. JCI).

E aqui no Brasil, enquanto o quadro mais lógico indica uma colheita final entre 175 e 178 milhões de toneladas, dadas as quebras climáticas no Sul do país, o Rally da Safra, promovido pela Agroconsult, aponta um volume recorde 184,7 milhões de toneladas. Este número se deve à melhoria da produtividade em grande parte do país, a qual compensaria as quebras no Rio Grande do Sul. Segundo o levantamento, a produtividade média no país ficará em 62,7 sacos/hectare, com 4,6% de aumento sobre o ano anterior.

Entre os destaques positivos da safra 2025/26 estão Mato Grosso, maior produtor brasileiro, e a Bahia. Somente o Mato Grosso, por este levantamento, produziria 51,3 milhões de toneladas. Lembrando que a Conab espera uma colheita de 177,8 milhões de toneladas. Se o analista privado estiver correto, os estoques finais, neste atual ano comercial, saltam para 14 milhões de toneladas, com potencial para pressionar ainda mais os preços para baixo.

Fonte: Ceema



 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: CEEMA

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Endividamento: falta apenas um gesto – MAIS SOJA

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Nas últimas safras, agricultores de norte a sul do Brasil amargaram perdas de produção, preços baixos combinados a custos de produção elevados e crédito para plantar a safra com juros elevadíssimos. Como o Brasil não tem um seguro rural eficiente, o resultado foi uma inadimplência recorde, contração do Plano Safra e ameaça de tomada de propriedades e bens dos agricultores por parte dos bancos.

Os agricultores sabem que buscar uma solução para o endividamento agrícola é prioridade máxima para as entidades do setor. E mesmo com intensa pressão sobre o governo por uma solução, que até o momento ela não veio.

Mas o Senado Federal pode ajudar a socorrer os produtores que estão em dificuldade para honrar seus compromissos e poder plantar a próxima safra. E neste momento, o que falta é apenas um gesto, uma decisão, um movimento assertivo na direção de aliviar a angústia dos agricultores endividados.

Este gesto é a indicação de um senador para relatar o projeto de lei 5122, de 2023, que trata da renegociação das dívidas dos produtores que se encontram nesta situação lastimável.

Por isso, pedimos que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal indique, urgentemente, um relator para o PL 5122.

Desta forma, poderemos, ao menos, levar a opinião pública a entender a realidade enfrentada pelo produtor rural e, assim, dialogar com o Governo para encontrarmos uma solução que mantenha o nosso agricultor na atividade.

Fonte: Aprosoja Brasil

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