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30 de junho de 2026

Sustentabilidade

Milho/Ceema: Mercado do milho oscila em Chicago e mantém viés de alta no Brasil – MAIS SOJA

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Comentários referentes ao período entre 20/03/2026 e 26/03/2026

As cotações do milho, em Chicago, após alcançarem US$ 4,69/bushel na terceira semana de março, iniciaram a presente semana (a quarta do mês) em baixa, com o bushel fechando em US$ 4,59 na segunda-feira (23). O valor da semana anterior (4,69) não era visto desde 28/04/2025 naquela bolsa. Mas o fechamento desta quinta-feira (26) melhorou, ficando em US$ 4,67/bushel.

Ainda nos EUA, os embarques de milho na semana encerrada em 19/03 atingiram a 1,7 milhão de toneladas, somando um total de 44,6 milhões de toneladas no atual ano comercial, o que representa 38% acima do mesmo período do ano anterior.

E aqui no Brasil os preços pouco se alteraram, porém, existe um leve viés de alta. Todavia, muitas praças estiveram sem cotação. Daquelas que indicaram preços, os valores giraram entre R$ 52,00 e R$ 69,00/saco, enquanto no Rio Grande do Sul as principais praças locais permaneceram em R$ 56,00/saco.

O plantio da safrinha atingiu a 97% no Centro-Sul brasileiro, enquanto nossas exportações do cereal atingiram a 784.176 toneladas nos primeiros 15 dias úteis de março, sendo que a média diária representa 14% acima da registrada no mês de março do ano passado. O preço pago por tonelada caiu 5,5% ficando em US$ 227,10 em março de 2026 contra os US$ 240,30 de março de 2025.

Dito isso, existem preocupações sobre a capacidade de o Brasil manter esse fluxo de exportações aquecido ao longo do ano, principalmente diante dos conflitos envolvendo o Irã, que foi o principal comprador de milho brasileiro no ano passado, atingindo pouco mais de 9 milhões de toneladas. Assim, o mercado interno brasileiro continua sendo o principal consumidor de nosso milho.

De forma geral, e dentro da atual realidade de mercado, os preços do milho no Brasil se mantêm firmes. Muitos produtores estão retraídos, esperando o desenrolar da guerra no Oriente Médio e seus efeitos sobre o custo de transporte e de produção no país.

Aqui a Agroconsult estima uma redução de 7,6% na safrinha, o que resultaria em uma colheita de 114,5 milhões de toneladas nesta segunda safra nacional. Muito irá depender do clima no mês de abril sobre as regiões de produção. A área total da segunda safra estaria sendo esperada em 18,5 milhões de hectares, com crescimento de 2,5%. Assim, somando-se a primeira safra, atingiria a 141,6 milhões de toneladas, ou seja, acima do que vem sendo indicado pela Conab.

Fonte: Ceema



 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: CEEMA

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Oferta restrita mantém preços em recuperação no mercado brasileiro – MAIS SOJA

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Os preços do trigo em grão seguem em recuperação no mercado doméstico nesta parcial de junho, ainda sustentados pela oferta restrita no mercado spot. Segundo pesquisadores do Cepea, produtores que têm estoques retêm o produto, à espera de oportunidades melhores de comercialização. Moinhos com necessidade de reposição, por sua vez, têm cedido às ofertas mais altas de venda.

Nesta parcial de junho (até o dia 26), o preço médio do trigo no Paraná foi de R$ 1.371,12/t, avanço de 1,4% em relação a maio, mas ainda 13% inferior ao registrado em junho de 2025, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI), apontam dados do Cepea.

No Rio Grande do Sul, a média atingiu R$ 1.324,79/t, alta de 1,9% frente ao mês anterior, mas recuo de 6,1% na comparação anual. Ainda segundo levantamento do Cepea, em São Paulo, o preço médio foi de R$ 1.508,04/t, elevação de 2,8% no comparativo mensal, mas queda de 5,6% em relação a junho do ano passado. Em Santa Catarina, a média foi de R$ 1.313,46/t, aumento de 2,1% frente a maio, mas retração de 14,4% na comparação anual.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Brasil constrói caminho regulatório para soluções agrícolas à base de RNA – MAIS SOJA

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O Brasil não tem atualmente uma legislação específica para produtos agrícolas à base de RNA. Ainda assim, o país avança na construção desse caminho, e os passos dados nos últimos meses mostram que o ambiente regulatório brasileiro está mais preparado do que parece para receber essa tecnologia.

Em abril de 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou o Ato nº 62, incluindo pela primeira vez um produto à base de RNA na lista de prioridades de análise para registro no país. O produto é o ES43, da GreenLight Biosciences, submetido ao órgão em outubro de 2025 e que será comercializado sob a marca OIFIRAX. “É um avanço bastante positivo, pois demonstra o alinhamento do Ministério no sentido de levar ao campo novas tecnologias com maior inovação e sustentabilidade”, afirma Juliana Pelegrino, gerente de Assuntos Regulatórios Latam da GreenLight Biosciences.

O peso histórico do momento vai além da empresa. Ao submeter o primeiro produto de RNA para uso agrícola no Brasil a GreenLight Biosciences não apenas busca autorização para comercializar um produto. Está trilhando, pela primeira vez, um caminho que ainda não existia. Cada etapa cumprida, cada critério negociado com os órgãos reguladores, estabelece um precedente técnico que valerá para toda a categoria no futuro.

Um enquadramento construído do zero

O RNA aplicado à agricultura permite desenvolver soluções altamente específicas para determinados alvos biológicos, como pragas e fungos, sem afetar organismos não alvo. A tecnologia se degrada rapidamente no ambiente e responde a uma demanda crescente por defensivos mais precisos e sustentáveis. O ES43, especificamente, foi desenvolvido para controle do oídio em videiras.

O desafio regulatório, no entanto, é real. As legislações brasileiras foram estruturadas antes do surgimento do RNA como ferramenta comercial de proteção de cultivos, o que exigiu da GreenLight Biosciences, desde o início, a construção de um enquadramento adequado. O primeiro passo foi uma consulta à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que concluiu que seus produtos à base de RNA não envolvem organismos geneticamente modificados, parecer determinante para que o processo seguisse pelas vias regulatórias convencionais, envolvendo MAPA, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Ibama Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

“Quando não há categoria específica prevista em lei, o processo exige diálogo técnico estruturado com as autoridades. É necessário apresentar dados científicos robustos, discutir critérios de avaliação e construir, de forma responsável, o enquadramento adequado para uma inovação sem precedentes”, explica Juliana, que coordena o processo de registro no país.

O dossiê regulatório exigido é extenso e precisa conter estudos de eficácia agronômica conduzidos em campo, avaliações toxicológicas, análises ecotoxicológicas em organismos como abelhas, peixes e microcrustáceos, além de dados sobre destino ambiental e caracterização molecular. Parte dos estudos segue padrões internacionais de Boas Práticas de Laboratório (GLP), permitindo o uso de dados gerados fora do Brasil desde que conformes com os requisitos dos órgãos nacionais.

O arcabouço legislativo acelera o processo

No plano legislativo, o cenário também evoluiu. Em dezembro de 2024, o Brasil sancionou a Lei de Bioinsumos (Lei 15.070/2024), que estabelece as bases para um novo enquadramento de produtos biológicos e de baixo impacto ambiental. A regulamentação por decreto e as normativas específicas por categoria ainda estão em elaboração, mas a lei representa um avanço estrutural que deverá trazer mais clareza para o registro de tecnologias como o RNA. Em 2026, o MAPA lançou ainda o SISPA (Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica) que promete reduzir prazos e aumentar a transparência nos processos de registro.

“A evolução regulatória acompanha a evolução tecnológica, e depende dela. Esse período de transição exige participação ativa do setor privado nos fóruns técnicos e diálogo constante com as autoridades”, avalia Juliana.

Para a especialista, a abertura técnica dos órgãos reguladores brasileiros é um diferencial que distingue o Brasil nesse cenário. Uma postura determinante para que o país continue entre os líderes em inovação agrícola. “O caminho aberto agora pelo ES43 tende a ter consequências que ultrapassam o produto em si, os critérios técnicos estabelecidos ao longo desse processo inédito devem pavimentar a entrada de toda uma nova geração de defensivos à base de RNA no mercado brasileiro”.

Sobre a GreenLight Biosciences

Fundada em 2008, a GreenLight Biosciences está na vanguarda da pesquisa com RNA na agricultura. Ao oferecer soluções baseadas em RNA eficazes e fáceis de usar para agricultores em todo o mundo, a GreenLight Biosciences está viabilizando uma produção de alimentos mais resiliente e ambientalmente protegida. Como líder em RNA para agricultura, a empresa é a única com soluções RNA registradas e aprovadas, no mundo. Inúmeras patentes protegem a plataforma de fabricação da empresa.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Line-up prevê embarques de 14,053 mi de t de soja pelo Brasil em junho – MAIS SOJA

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 O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 14,053 milhões de toneladas de soja em grão para junho, conforme levantamento realizado por Safras & Mercado. No mesmo mês do ano anterior, exportações somaram 13,931 milhão de toneladas segundo a estimativa.

Para julho de 2026, estão previstas 9,491 milhões de toneladas. Em maio, foram programadas 15,304 milhões de toneladas.

De janeiro a julho de 2026, o line-up projeta o embarque de 82,130 milhões de toneladas. Pelo Secex, de janeiro a junho de 2025 foram embarcadas 64,947 milhões de toneladas.

Fonte: Agência Safras


FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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