Sustentabilidade
Intervalo ideal entre aplicação de inseticidas: como garantir proteção contínua contra pragas sugadoras – MAIS SOJA

O controle químico em lavouras comerciais é uma das estratégias de manejo mais utilizadas para reduzir a interferência das pragas em lavouras agrícolas. Ainda que distintos métodos de controle possam ser adotados de forma integrada ao longo do ciclo da cultura e durante os períodos entressafra, o uso de inseticidas químicos é praticamente indispensável no sistema de produção de grãos.
A elevada pressão de pragas, bem como o grande potencial de algumas espécies em reduzir a produtividade e depreciar grão, torna praticamente inevitável o emprego de inseticidas químicos no manejo fitossanitário das lavouras. Sobretudo, visando um manejo consciente e sustentável, sem perder potencial produtivo, é preciso compreender a dinâmica populacional das pragas, a biologia delas e as características dos inseticidas disponíveis no mercado, especialmente com relação a residualidade e intervalos de pulverização.
Pragas consideradas sugadoras com a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis e Leptodelphax maculigera) e a mosca-branca (Bemisia tabaci), tem demonstrado crescente participação em lavouras de milho e soja respectivamente, como elevado potencial em reduzir a produtividade dessas culturas.
Figura 1. Cigarrinha do milho Dalbulus maidis e Leptodelphax maculigera.
No caso da cigarrinha-do-milho, as perdas de produtividade em milho podem chegar a 100% nos casos mais severos, inviabilizando a lavoura (Cota et al., 2021). Não menos importante, a mosca-branca também pode inviabilizar lavouras de soja, com danos que podem chegar a 80% (Tomquelski et al., 2020).
Figura 2. Mosca-branca (Bemisia tabaci).
Essas pragas apresentam uma grande habilidade reprodutiva e um curto ciclo de vida, fato que dificulta um controle efetivo desses insetos, uma vez que há um rápido reestabelecimento das populações infestantes nas culturas agrícolas. Estima-se que a cigarrinha-do-milho produza de 400 a 600 ovos por ciclo. O ciclo de ovo a adulto tem duração entre 15 dias a 27 dias, dependendo da temperatura e umidade do ambiente. Os adultos apresentam longevidade de 51 dias a 77 dias (Ávila et al., 2022).
De forma semelhante, a mosca-branca apresenta um curto ciclo e alta fecundidade. Em média, o ciclo de vida da mosca-branca, do ovo ao adulto, dura cerca de 20 dias, enquanto a longevidade dos adultos é de aproximadamente 19 dias, além disso, a fêmea pode ovipositar de 100 e 300 ovos (IRAC, 2013).
Figura 3. Ciclo de vida da mosca-branca (Bemisia tabaci).

Intervalo entre aplicações e cuidados para garantir proteção contínua
Sob condições ambientais favoráveis, especialmente de temperatura e umidade, o desenvolvimento das pragas é acelerado, reduzindo o intervalo entre gerações e favorecendo aumentos populacionais. Nesses cenários, o intervalo entre pulverizações tende a ser encurtado, exigindo maior frequência de aplicações para garantir um controle efetivo.
O efeito residual dos inseticidas aplicados no tratamento de sementes, embora proporcione proteção inicial, é geralmente limitado a 10 a 15 dias após a semeadura. Considerando que o período crítico de ocorrência da cigarrinha-do-milho se estende até cerca de 40 dias após a emergência, e que a mosca-branca pode ocorrer tanto em estádios vegetativos quanto reprodutivos da soja, o monitoramento periódico das lavouras torna-se essencial para definir o momento oportuno do controle.
Em condições ideais de temperatura, o ciclo biológico desses insetos é acelerado, encurtando o intervalo entre ovo e adulto e resultando em explosões populacionais. Nessas situações, mesmo com inseticidas de maior residual, frequentemente são necessárias reaplicações em intervalos de 5 a 7 dias para reduzir reinfestações (Agrofit, 2025).
Para o controle da cigarrinha-do-milho, diferentes estratégias podem ser integradas ao manejo, tanto no período pré como pós-safra, incluindo o uso de híbridos mais tolerantes, a rotação de culturas com espécies não hospedeiras e a eliminação de plantas voluntárias de milho (milho tiguera). Já para a mosca-branca, devido ao seu caráter polífago, o vazio sanitário é uma das medidas mais eficazes (Roggia, et al., 2020). Entretanto, no sistema produtivo da soja, o controle de B. tabaci ainda é realizado predominantemente com inseticidas químicos, o que eleva o risco de seleção de populações resistentes (Tomquelski et al., 2020)..
O manejo da resistência requer a alternância de produtos com diferentes mecanismos de ação, sempre associados ao uso racional de inseticidas, de forma a reduzir a pressão de seleção (Tomquelski et al., 2020). Embora a cigarrinha-do-milho apresente alta suscetibilidade a inseticidas como metomil, carbosulfan e acefato (Machado et al., 2024), a inclusão de moléculas com mecanismos distintos, como os inseticidas fisiológicos, a exemplo do Fera® (buprofezina), tem demonstrado resultados satisfatórios tanto para cigarrinha quanto para mosca-branca.
Os inseticidas fisiológicos diferenciam-se por não atuarem diretamente sobre o sistema nervoso, mas por interferirem em processos biológicos fundamentais, como a síntese de quitina, comprometendo o crescimento e a reprodução dos insetos, e portanto, atuando sobre ninfas. Quando inseridos em programas de manejo, além de ampliar a eficácia do controle, contribuem para retardar a evolução da resistência. Estudos também indicam que a buprofezina, além de controlar a cigarrinha, reduz a fertilidade da praga, diminuindo a quantidade e a viabilidade dos ovos depositados (Sipcam Nichino, s. d.).
Vale ressaltar que o sucesso do manejo das pragas sugadoras depende não apenas do posicionamento correto dos inseticidas quanto ao ingrediente ativo, mecanismo de ação e intervalo de reaplicação, mas também do monitoramento constante das populações, sendo crucial, embasar a tomada de decisão com base nas recomendações técnicas para a cultura.
Referências:
AGROFIT. CONSULTA ABERTA. Ministério da Agricultura e Pecuária, 2025. Disponível em: < https://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons >, acesso em: 26/08/2025.
ÁVILA, C. J. et al. CIGARRINHA-DO-MILHO.: DESAFIOS AO MANEJO DE ENFEZAMENTOS E VIROSES NA CULTURA DO MILHO. Embrapa Agropecuária Oeste, Documentos, n. 149, 2022. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1152076/1/DOC-149-2022-ONLINE-1.pdf >, acesso em: 26/08/2025.
COTA, L. V. et al. MANEJO DA CIGARRINHA E ENFEZAMENTOS NA CULTURA DO MILHO. Embrapa Milho e Sorgo, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1130346/manejo-da-cigarrinha-e-enfezamentos-na-cultura-do-milho >, acesso em: 26/08/2025.
FERREIRA, K. R. et al. FIRST RECORD OF THE AFRICAN SPECIES Leptodelphax maculigera (Stål, 1859) (Hemiptera: Delphacidae) IN BRAZIL. Research Square, 2023. Disponível em: < https://www.researchsquare.com/article/rs-2818951/v1 >, acesso em: 26/08/2025.
IRAC-BR. RESISTÊNCIA DE MOSCA-BRANCA A INSETICIDAS. Comitê de Ação a Resistencia aos Inseticidas, IRAC-BR, 2013. Disponível em: < https://www.irac-br.org/_files/ugd/6c1e70_e9a5d8f60a584e02aa5c5152b5a41e78.pdf >, acesso em: 26/08/2025.
MACHADO, E. P. IS INSECTICIDE RESISTANCE A FACTOR CONTRIBUTINGTO THE INCREASING PROBLEMS WITH Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae) IN BRAZIL? Society of Chemical Industry, 2024. Disponível em: < https://scijournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/ps.8237?domain=author&token=EFNPXSEM4KUXHHESVXEG >, acesso em: 26/08/2025.
ROGGIA, S. et al. MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. Embrapa, Sistemas de Produção, n. 17, Tecnologias de Produção de Soja, cap. 9, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 26/08/2025.
SIPCAM NICHINO. INOVAÇÃO NO CONTROLE DA CIGARRINHA-DO-MILHO: NOVO INSETICIDA DEMONSTRA ALTA EFICÁCIA. Sipcam Nichino Brasil, s.d. Disponível em: < https://www.sipcamnichino.com.br/post/inova%C3%A7%C3%A3o-no-controle-da-cigarrinha-do-milho-novo-inseticida-demonstra-alta-efic%C3%A1cia >, acesso em: 26/08/2025.
TOMQUELSKI, G. V. et al. EFICIÊNCIA DE INSETICIDAS PARA O CONTROLE DA MOSCA-BRANCA Bemisia tabaci biótipo B (Hemiptera: Aleyrodidae) EM SOJA NAS SAFRAS 2017/2018 E 2018/2019: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa, Circular Técnica, n. 158, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1121519/1/CT158.pdf >, acesso em: 26/08/2025.

Sustentabilidade
Soja impulsiona processamento recorde de oleaginosas na Argentina em 2025

A agroindústria da Argentina encerrou o ano de 2025 com um marco histórico, processando um volume recorde de 47,6 milhões de toneladas de oleaginosas. Segundo relatório divulgado pela Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), o desempenho foi impulsionado pela boa oferta de soja e girassol, resultando na menor capacidade ociosa do setor industrial desde 2011.
O mercado de milho vive um momento de forte dinamismo. A comercialização e a fixação de preços para a safra nova 2025/26 dispararam, motivadas pela competitividade do cereal argentino no mercado internacional.
De acordo com a BCR, o preço FOB do milho argentino posiciona-se como “o mais competitivo adiante”, o que tem tracionado a demanda no mercado local.
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Em contrapartida, o cenário para a soja mostra-se diferente. As vendas antecipadas da oleaginosa estão estagnadas, mesmo diante de preços futuros que atingiram máximas recentes.
A entidade aponta que a depreciação do dólar tem dado suporte às cotações das commodities, mas isso ainda não foi suficiente para destravar a comercialização da soja no ritmo esperado.
O relatório também destaca que o Índice Composto Coincidente de Atividade Econômica da Argentina (ICA-ARG) apresentou uma leve alta de 0,01% em dezembro, sinalizando estabilidade na atividade econômica do país.
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Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve iniciar semana com negociações travadas – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve iniciar a semana com negociações travadas, tendo em vista que os principais formadores de preço operam em direções opostas. Além disso, o avanço da oferta da safra de verão pressiona os preços. A Bolsa de Chicago opera em queda, enquanto o dólar sobe frente ao real.
O mercado brasileiro de milho apresentou preços de estáveis a mais baixos nesta quarta-feira. Segundo Safras & Mercado, a oferta com a colheita da safra de verão pesa sobre as cotações. A necessidade de caixa dos produtores e de espaço nos armazéns para a chegada da safra de soja pesa sobre os preços do milho.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 67,00/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 67,00/69,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 61,00/63,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 63,00/65,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 64,00/65,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 61,00/63,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/60,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 52,00/56,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em março de 2026 estão cotados a US$ 4,26 1/2 por bushel, baixa de 1,75 centavo de dólar, ou 0,40%, em relação ao fechamento anterior.
* O mercado estende perdas, acompanhando a queda acentuada do petróleo em Nova York, com recuo superior a 5%, em um movimento associado à redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. No fim de semana, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que segue em diálogo com representantes do governo iraniano.
* Na Argentina, as chuvas registradas nas principais áreas agrícolas do oeste do país melhoraram a umidade do solo. Mesmo assim, segundo a Bolsa de Buenos Aires, as lavouras de milho ainda dependem de novas precipitações nas próximas semanas para evitar perdas de rendimento.
* Sexta-feira (30), os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,28 1/4, com baixa de 2,50 centavos, ou 0,58%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,35 3/4 por bushel, perda de 3,25 centavos de dólar, ou 0,74%, em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial opera com alta de 0,29%, cotado a R$ 5,2617. O Dollar Index registra valorização de 0,39% a 97,37 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, + 0,47%. Frankfurt, +0,71%. Londres, + 0,63%.
* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços baixos. Xangai, -2,48%. Japão, -1,25%.
* O petróleo opera com baixa. Março do WTI em NY: US$ 61,77 o barril (-5,27%).
AGENDA
– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 13h.
– Estimativa de safra de soja, milho e algodão do MT – Imea, 16h.
– Dados de esmagamento de soja dos EUA em janeiro – USDA, 17h.
– Uso de milho na produção de etanol dos EUA – USDA, 17h.
—-Terça-feira (3/02)
– EUA: A processadora de amido ADM publica seus resultados trimestrais.
– EUA: A pesquisadora em agro Corteva publica seus resultados trimestrais.
– EUA: A gigante alimentícia PepsiCo publica seus resultados trimestrais.
– O BC divulga, às 8h, a ata da última reunião do Copom.
– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, a Produção Industrial Mensal (PIM) referente a dezembro.
– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.
—–Quarta-feira (4/02)
– O conglomerado de alimentos holandês Bunge publica seus resultados trimestrais.
– Eurozona: A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de janeiro será publicada às 7h pelo Eurostat.
– Eurozona: A leitura do índice de preços ao produtor de dezembro será publicada às 7h pelo Eurostat.
– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pela EIA.
—–Quinta-feira (5/02)
– A petrolífera britânica Shell publica seus resultados trimestrais.
– Reino Unido: A decisão de política monetária será publicada às 9h pelo BOE.
– Eurozona: A decisão de política monetária será publicada às 10h15 pelo BCE.
– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços divulga, às 15h, os dados consolidados de janeiro, seguidos por coletiva de imprensa.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
—–Sexta-feira (6/02)
– Alemanha: A produção industrial de dezembro será publicada às 4h pelo Destatis.
– Alemanha: O saldo da balança comercial de dezembro será publicado às 4h pelo Destatis.
– A FGV divulga, às 8h, o IGP-DI referente a janeiro.
– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego de janeiro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Autor/Fonte: Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Sustentabilidade
Preços da soja recuam com expectativa de safra recorde e real valorizado

Os preços da soja em grão encerraram o mês de janeiro em queda no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, o enfraquecimento das cotações está ligado às expectativas de uma oferta recorde no Brasil, à demanda doméstica limitada e à valorização do real frente ao dólar.
De acordo com o centro de pesquisas, o movimento cambial reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Com o real mais valorizado, parte dos compradores externos passou a priorizar a soja norte-americana, afastando demandantes do produto brasileiro.
Colheita avança, mas falta de umidade preocupa produtores do Sul
No campo, as atividades de colheita da soja avançam de forma gradual em diferentes regiões do país. No entanto, colaboradores consultados pelo Cepea indicam que os níveis de umidade do solo seguem abaixo do ideal em áreas do Sul do Brasil, principalmente em lavouras semeadas mais tardiamente.
Essa condição mantém os produtores em estado de alerta, diante do risco de impacto sobre o desenvolvimento das lavouras. As previsões climáticas apontam para chuvas mais abrangentes nos próximos dias, o que pode contribuir para a melhora do balanço hídrico e trazer alívio às áreas afetadas.
Mato Grosso lidera colheita da soja no país
Dados da Conab mostram que a colheita da soja alcançou 6,6% da área nacional até o dia 24 de janeiro. O percentual supera os 3,2% registrados no mesmo período da safra passada.
Mato Grosso segue à frente nos trabalhos de campo, com 19,7% da área colhida até a data, avanço expressivo em relação aos 3,6% observados no mesmo intervalo do ciclo anterior.
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