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4 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Milheto granífero ganha força na 2ª safra em um dos anos mais arriscados para o milho – MAIS SOJA

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A irregularidade das chuvas no Centro-Oeste voltou a dominar o planejamento da 2ª safra. Entre novembro e janeiro, diversas regiões registraram precipitações de 20% a 45% abaixo da média histórica, segundo dados do Inmet. O MATOPIBA e parte de Mato Grosso do Sul foram os mais afetados, alternando veranicos longos com chuvas concentradas em curtos períodos.

O atraso no plantio da soja, com áreas entrando no campo até 20 dias depois do ideal, encolheu a janela operacional do milho, empurrando o início do plantio para momentos de maior risco hídrico. Em Mato Grosso, por exemplo, dados do IMEA mostram que a semeadura do milho segunda safra deve avançar para após 25 de fevereiro em grande parte das regiões, justamente quando a curva de risco climático sobe.

O conjunto desses fatores levou muitos produtores a reconsiderar a dependência exclusiva do milho. A safra 23/24 já havia mostrado o impacto desse deslocamento: prejuízos expressivos no milho safrinha em áreas plantadas tardiamente, tanto por seca quanto por calor extremo, com perdas superiores a 30% em alguns polos.

Estabilidade vale mais do que teto produtivo

Além do clima, a economia também pesou na balança. Com o preço do milho recuando entre R$ 8 e R$ 12 por saca em várias praças durante o primeiro trimestre, a conta ficou ainda mais apertada. Muitos produtores perceberam que, em um ambiente de margens comprimidas, vale mais apostar em culturas que entreguem ‘menos oscilação’ do que ‘picos produtivos incertos’.

Esse movimento abriu espaço para alternativas como o milheto granífero, que se destaca por sua menor exigência hídrica e alto índice de regularidade em anos adversos.

Menor risco climático

Com necessidade hídrica em torno de 300 mm por ciclo, o milheto tem se mostrado uma das culturas mais estáveis da 2ª safra em anos marcados por variação de chuvas. Na prática, consegue manter produtividade mesmo quando janeiro e fevereiro apresentam falhas severas de precipitação, cenário observado em boa parte de Goiás, Mato Grosso do Sul e oeste da Bahia nesta temporada.

Os híbridos graníferos mais difundidos no mercado, como ADRG 9060 e ADRG 9070, têm alcançado produtividades de até 50 sc/ha, com áreas tecnificadas que ultrapassam esse número em condições favoráveis. Mas o ponto central não é o teto produtivo e sim a regularidade.

Enquanto o milho pode perder de 20% a 50% em ciclos com déficit hídrico na fase de embonecamento e enchimento, o milheto se mantém produtivo em ambientes de forte variação climática. E, em um ano de janela curta, essa previsibilidade pesa.

Outro fator que explica sua ascensão é a liquidez do grão. A indústria de rações, especialmente confinamentos e granjas do Centro-Oeste, ampliou sua demanda por milheto, com preços historicamente estáveis e boa aceitação como ingrediente na formulação.

Palhada forte, retenção de umidade e menos nematoides

Além da produção de grãos, o milheto tem sido utilizado como ferramenta estratégica de manejo. A produção elevada de palhada contribui para: melhor infiltração e retenção de águaestruturação física do soloredução da infestação por Pratylenchus brachyurus e maior proteção contra veranicos na implantação da soja.

Em áreas monitoradas de Cerrado, a soja implantada após milheto tem registrado ganhos que chegam entre 10 e 12 sc/ha em relação a áreas sem cobertura equivalente. Esse efeito sistêmico vem influenciando a decisão de produtores que enxergam o milheto como parte de uma estratégia de longo prazo, não apenas como substituto pontual do milho.

Consórcio com braquiária ganha força 

O avanço da Integração Lavoura-Pecuária (ILP) também impulsionou a adoção do consórcio entre milheto e Brachiaria ruziziensis. Em regiões de solo leve e alta demanda por cobertura, essa combinação tem mostrado: formação acelerada de massa verde, maior longevidade da palhada, pasto mais rápido para entrada de animais e aumento significativo do aporte de matéria orgânica.

O milheto fornece o arranque rápido e volumoso; a braquiária prolonga a cobertura e contribui para um sistema radicular robusto. Para muitas fazendas, esse consórcio tem reduzido custos com reforma de pastagens e ampliado a eficiência do sistema como um todo.

Em ano de risco, racionalidade pesa mais que tradição

Com clima incerto, janela curta e preços pressionados, a 2ª safra 24/25 deve marcar um dos anos em que a diversificação dentro da propriedade volta a ganhar peso estratégico. A busca por resiliência, mais do que por recordes de produtividade, define a tônica desta temporada.

O milheto granífero, que, por muito tempo, ocupou um espaço periférico no planejamento, agora se posiciona como uma cultura de risco reduzidoboa liquidez e benefícios agronômicos comprovados, características que combinam exatamente com o cenário atual do campo.

Fonte: Assessoria de Imprensa Atto Sementes



 

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Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de preços firmes – MAIS SOJA

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 O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de firmeza nos preços, tendo em vista uma maior procura por parte dos consumidores. Ainda há cautela por parte dos produtores, mas as negociações passam a ensaiar uma evolução. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago cai, enquanto o dólar opera em queda frente ao real.

O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes no começo da semana. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, as chuvas no Paraná seguram a colheita da safrinha e oferecem suporte aos preços. Ele destaca que os preços no porto não ajudam, mas há boa procura interna. “Não há força de alta, mas por enquanto o mercado se sustenta”, observa.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 65,50/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,00/68,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 59,00/61,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/69,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 57,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 54,00/56,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em dezembro operam com recuo de 2,25 centavos de dólar, ou 0,47%, cotados a US$ 4,70 1/4 por bushels.

* O mercado opera em baixa, pressionado pela realização de lucros após a forte valorização registrada na sessão anterior, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou uma piora nas condições das lavouras acima do esperado pelo mercado. A queda do petróleo em Nova York também contribui para o recuo dos preços.

* Em seu relatório semanal, o USDA reduziu pela terceira semana consecutiva a classificação das lavouras norte-americanas, refletindo os impactos do clima quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

* Até 2 de agosto, 61% das lavouras foram classificadas entre boas e excelentes, abaixo dos 63% registrados na semana anterior. Outros 25% estavam em condição regular e 14% entre ruins e muito ruins, ante 12% na semana anterior. Apesar da queda nas cotações, a deterioração das lavouras limita um movimento mais intenso de baixa.

* Ontem (3), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra queda de 0,09, a R$ 5,0827. O Dollar Index registra avanço de 0,04%, a 99.942 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, + 0,41%. Frankfurt, + 0,71%. Londres, + 0,49%.

* As principais bolsas da Ásia operaram em alta. Xangai, +0,33%. Japão, +0,32%.

* O petróleo opera com baixa. Setembro do WTI em NY: US$ 77,75 o barril (-3,22%).

AGENDA

09:30 – EUA: Balança Comercial de Bens e Serviços (junho).

11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.

– Resultado financeiro da Gerdau e da Prio.

—–Quarta-feira (05/08)

06:00 – Zona do Euro: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).

11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.

18:30 – Definição da taxa Selic pelo Copom/BC.

– Resultado financeiro da Brava Energia.

—–Quinta-feira (06/08)

09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.

15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

15:00 – Balança comercial consolidada de julho/MDIC.

16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

– Resultado financeiro da Petrorecôncavo e da Petrobras.

—–Sexta-feira (07/08)

09:30 – EUA: Relatório de Emprego/payroll (julho).

03:00 – Alemanha: Produção Industrial (junho).

08:00 – IGP-DI e os componentes: IPA-DI, IPC-DI e INCC-DI de julho/FGV.

16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

– China: Balança Comercial (julho).

Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)

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Sustentabilidade

Soja mais cara em Mato Grosso reduz margem da indústria de esmagamento, aponta Imea

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Foto: Antonio Neto/Arquivo Embrapa

A valorização da soja em Mato Grosso voltou a pressionar a rentabilidade da indústria de processamento. Segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a margem bruta de esmagamento recuou 20,52% em julho na comparação com junho, refletindo principalmente o aumento do custo de aquisição da matéria-prima.

Depois de vários meses de preços mais baixos, a soja registrou em julho a maior cotação média do ano no estado. A saca foi negociada, em média, a R$ 116,74, avanço de R$ 10,12 por saca (9,49%) em relação a junho e de R$ 4,39 (3,91%) na comparação com julho de 2025.

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Mesmo com a valorização dos coprodutos, o resultado não foi suficiente para compensar o aumento do preço do grão. No período, o farelo de soja acumulou alta de 4,46% e o óleo avançou 0,22%, enquanto a margem bruta de esmagamento fechou julho em média de R$ 435,43 por tonelada.

De acordo com o Imea, a entressafra e a menor disponibilidade de soja em Mato Grosso tendem a manter as cotações da oleaginosa em níveis elevados. Caso os preços do farelo e do óleo não acompanhem esse movimento, a margem das indústrias deverá seguir pressionada nos próximos meses.

Mercado acompanha safra dos Estados Unidos

No cenário internacional, o clima segue no radar dos agentes. Conforme o relatório, as lavouras norte-americanas classificadas como boas ou excelentes recuaram de 70,25% para 64,25% em relação ao mesmo período de 2025, em razão das altas temperaturas registradas no Corn Belt, que anteciparam a floração da soja.

Apesar da piora nas condições das lavouras, a estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) ainda aponta produção recorde de 131,6 milhões de toneladas na safra norte-americana. O Imea ressalta, porém, que agosto é um mês decisivo para o desenvolvimento das lavouras, o que mantém o clima no centro das atenções do mercado.

Na última semana, o indicador do Imea mostrou a soja em Mato Grosso cotada, em média, a R$ 122,88 por saca, alta de 0,99% em relação à semana anterior, sustentada pela menor oferta do grão no estado. No mesmo período, os contratos da soja negociados em Chicago recuaram 3,51%, influenciados pela queda nas cotações do petróleo Brent.

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Preço médio atinge maior patamar desde agosto de 2025 no PR – MAIS SOJA

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As cotações do trigo no Paraná voltaram aos patamares observados em agosto de 2025, em termos reais, refletindo a restrição da oferta disponível no mercado spot.

De acordo com pesquisadores do Cepea, diante da necessidade de recompor estoques, compradores elevaram gradualmente suas ofertas em busca de lotes de melhor qualidade. No entanto, vendedores seguem com disponibilidade limitada de trigo da safra 2025, mantendo as negociações pontuais.

Segundo o Cepea, além da restrição de oferta, a última semana de julho foi marcada pelos primeiros reflexos do fenômeno El Niño, com elevado volume de chuvas e ventos intensos, deixando triticultores em alerta no Sul do Brasil. Esse cenário contribuiu para a elevação dos preços, principalmente no mercado de balcão paranaense, ressalta o Centro de Pesquisas.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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