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4 de maio de 2026

Sustentabilidade

Milheto granífero ganha força na 2ª safra em um dos anos mais arriscados para o milho – MAIS SOJA

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A irregularidade das chuvas no Centro-Oeste voltou a dominar o planejamento da 2ª safra. Entre novembro e janeiro, diversas regiões registraram precipitações de 20% a 45% abaixo da média histórica, segundo dados do Inmet. O MATOPIBA e parte de Mato Grosso do Sul foram os mais afetados, alternando veranicos longos com chuvas concentradas em curtos períodos.

O atraso no plantio da soja, com áreas entrando no campo até 20 dias depois do ideal, encolheu a janela operacional do milho, empurrando o início do plantio para momentos de maior risco hídrico. Em Mato Grosso, por exemplo, dados do IMEA mostram que a semeadura do milho segunda safra deve avançar para após 25 de fevereiro em grande parte das regiões, justamente quando a curva de risco climático sobe.

O conjunto desses fatores levou muitos produtores a reconsiderar a dependência exclusiva do milho. A safra 23/24 já havia mostrado o impacto desse deslocamento: prejuízos expressivos no milho safrinha em áreas plantadas tardiamente, tanto por seca quanto por calor extremo, com perdas superiores a 30% em alguns polos.

Estabilidade vale mais do que teto produtivo

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Além do clima, a economia também pesou na balança. Com o preço do milho recuando entre R$ 8 e R$ 12 por saca em várias praças durante o primeiro trimestre, a conta ficou ainda mais apertada. Muitos produtores perceberam que, em um ambiente de margens comprimidas, vale mais apostar em culturas que entreguem ‘menos oscilação’ do que ‘picos produtivos incertos’.

Esse movimento abriu espaço para alternativas como o milheto granífero, que se destaca por sua menor exigência hídrica e alto índice de regularidade em anos adversos.

Menor risco climático

Com necessidade hídrica em torno de 300 mm por ciclo, o milheto tem se mostrado uma das culturas mais estáveis da 2ª safra em anos marcados por variação de chuvas. Na prática, consegue manter produtividade mesmo quando janeiro e fevereiro apresentam falhas severas de precipitação, cenário observado em boa parte de Goiás, Mato Grosso do Sul e oeste da Bahia nesta temporada.

Os híbridos graníferos mais difundidos no mercado, como ADRG 9060 e ADRG 9070, têm alcançado produtividades de até 50 sc/ha, com áreas tecnificadas que ultrapassam esse número em condições favoráveis. Mas o ponto central não é o teto produtivo e sim a regularidade.

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Enquanto o milho pode perder de 20% a 50% em ciclos com déficit hídrico na fase de embonecamento e enchimento, o milheto se mantém produtivo em ambientes de forte variação climática. E, em um ano de janela curta, essa previsibilidade pesa.

Outro fator que explica sua ascensão é a liquidez do grão. A indústria de rações, especialmente confinamentos e granjas do Centro-Oeste, ampliou sua demanda por milheto, com preços historicamente estáveis e boa aceitação como ingrediente na formulação.

Palhada forte, retenção de umidade e menos nematoides

Além da produção de grãos, o milheto tem sido utilizado como ferramenta estratégica de manejo. A produção elevada de palhada contribui para: melhor infiltração e retenção de águaestruturação física do soloredução da infestação por Pratylenchus brachyurus e maior proteção contra veranicos na implantação da soja.

Em áreas monitoradas de Cerrado, a soja implantada após milheto tem registrado ganhos que chegam entre 10 e 12 sc/ha em relação a áreas sem cobertura equivalente. Esse efeito sistêmico vem influenciando a decisão de produtores que enxergam o milheto como parte de uma estratégia de longo prazo, não apenas como substituto pontual do milho.

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Consórcio com braquiária ganha força 

O avanço da Integração Lavoura-Pecuária (ILP) também impulsionou a adoção do consórcio entre milheto e Brachiaria ruziziensis. Em regiões de solo leve e alta demanda por cobertura, essa combinação tem mostrado: formação acelerada de massa verde, maior longevidade da palhada, pasto mais rápido para entrada de animais e aumento significativo do aporte de matéria orgânica.

O milheto fornece o arranque rápido e volumoso; a braquiária prolonga a cobertura e contribui para um sistema radicular robusto. Para muitas fazendas, esse consórcio tem reduzido custos com reforma de pastagens e ampliado a eficiência do sistema como um todo.

Em ano de risco, racionalidade pesa mais que tradição

Com clima incerto, janela curta e preços pressionados, a 2ª safra 24/25 deve marcar um dos anos em que a diversificação dentro da propriedade volta a ganhar peso estratégico. A busca por resiliência, mais do que por recordes de produtividade, define a tônica desta temporada.

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O milheto granífero, que, por muito tempo, ocupou um espaço periférico no planejamento, agora se posiciona como uma cultura de risco reduzidoboa liquidez e benefícios agronômicos comprovados, características que combinam exatamente com o cenário atual do campo.

Fonte: Assessoria de Imprensa Atto Sementes



 

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Sustentabilidade

Brasil deve colher 3,86 milhões de toneladas de algodão na safra 2025/26, projeta StoneX – MAIS SOJA

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A StoneX, empresa global de serviços financeiros, revisou para cima sua estimativa para a safra brasileira de algodão 2025/26, elevando a produção total para 3,86 milhões de toneladas. O ajuste é sustentado pelo bom desempenho climático nas principais regiões produtoras, especialmente Bahia e Mato Grosso.

Na Bahia, os elevados volumes de chuva impulsionaram novas revisões positivas de produtividade. Mesmo com redução de área plantada, o estado caminha para registrar a segunda maior safra de sua história. Já no Mato Grosso, as condições climáticas também favoreceram o desenvolvimento das lavouras, levando a uma produtividade estimada em 1,88 tonelada por hectare e uma produção de 2,7 milhões de toneladas de pluma.

“As condições climáticas têm sido determinantes para o desempenho da safra até aqui, com destaque para Bahia e Mato Grosso, onde observamos ganhos relevantes de produtividade”, realça o analista de Inteligência de Mercado, Raphael Bulascoschi. Ainda assim, completa, o resultado final dependerá da manutenção de um clima favorável nas próximas semanas, sobretudo em regiões do sul e oeste mato-grossense.

Apesar do avanço na produção, o balanço de oferta e demanda permanece inalterado. A StoneX manteve suas projeções de consumo e exportação, com embarques estimados em 3,1 milhões de toneladas, número considerado confortável para a temporada, embora ainda haja incertezas, especialmente no segundo semestre.

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“O volume de exportações projetado segue robusto, mas o mercado ainda deve acompanhar com cautela o comportamento da demanda ao longo do ano, principalmente na segunda metade da safra”, conclui Bulascoschi.

Sobre a StoneX

A StoneX é uma empresa global e centenária de serviços financeiros customizados, com presença em mais de 80 escritórios pelo mundo, conectando mais de 480 mil clientes em 180 países. No Brasil, atua em estratégias de gestão de riscos, banco de câmbio, inteligência de mercado, corretagem, mercado de capitais de dívida, fusões e aquisições, investimentos, trading e consultoria de soluções sustentáveis.

Mais informações clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa StoneX


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Sustentabilidade

Condições climáticas favorecem desenvolvimento da soja na maior parte do país – MAIS SOJA

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O monitoramento agrícola dos cultivos de verão aponta condições favoráveis para o desenvolvimento da soja na maior parte das regiões produtoras do país. Os dados estão reunidos no último Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na sexta-feira (24). O documento avalia as condições meteorológicas e o índice de vegetação (IV) das principais lavouras brasileiras no período entre 01 e 21 de abril.

Segundo o Boletim, os maiores volumes de chuva da temporada foram registrados na região Norte e na faixa norte da região Nordeste, incluindo também o leste do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Com a elevação da umidade do solo nessas áreas, o desenvolvimento das lavouras de grãos foi favorecido.

No Norte, os maiores acumulados foram verificados no Pará, no leste do Amazonas e no Amapá. Se por um lado o regime hídrico atrasou a colheita da soja no Pará e do arroz no Tocantins, por outro, a segunda safra de milho foi beneficiada. Já no interior do Nordeste, a redução das chuvas, típica do período, interferiu no desenvolvimento de alguns cultivos na Bahia, no Piauí e no Sertão de Pernambuco. Apesar do déficit hídrico localizado, as condições gerais da região foram favoráveis.

A umidade do solo também se manteve suficiente no Centro-Oeste e no Sudeste, embora tenha sido observada redução no armazenamento hídrico no final do período analisado. Na maior região produtora de grãos no país, os índices pluviométricos mais elevados foram verificados em Mato Grosso, contribuindo para o milho segunda safra. Entretanto, o documento aponta diminuição na reserva hídrica do solo em áreas de Mato Grosso do Sul e Goiás, também constatada na região Sudeste, nos estados de Minas Gerais e de São Paulo, o que pode afetar o desenvolvimento do cereal.

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No Sul, com a irregularidade na distribuição das chuvas, o alerta foi para o Paraná, que teve restrição hídrica especialmente na porção norte. O período curto de chuvas intensas ainda impactou a colheita da soja e do arroz no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Apesar da dinâmica, no estado gaúcho o IV da safra atual foi superior ao das anteriores.

O panorama da evolução do IV aponta, de forma geral, um bom desenvolvimento das lavouras, com valores próximos aos das safras antecedentes de soja e milho. Além desses cultivos, o Boletim também apresenta o progresso dos plantios de algodão e arroz nos principais estados produtores.

BMA – Produzido em parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), o Boletim tem como objetivo divulgar informações sobre as condições agrometeorológicas e sobre o monitoramento  das lavouras, avaliado por meio de imagens de satélite e dados de campo. As informações são disponibilizadas periodicamente, considerando ainda a diversidade de cultivos e de manejo em diferentes regiões do território nacional.

As informações completas sobre regime de chuvas e índice de vegetação das safras de verão estão disponíveis na edição de abril do Boletim de Monitoramento Agrícola.

Fonte: Conab

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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Preço da soja se mantém no final de abril, aponta Cepea

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As últimas semanas no mercado da soja foram marcadas por preços firmes. Apesar da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, as cotações se mantiveram sustentadas pela forte demanda, tanto no mercado interno quanto externo.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os conflitos no Oriente Médio e a valorização do petróleo tem reforçado essa constância no mercado. Com os preços do diesel em alta, a procura pelo biodiesel tem aumentado e consequentemente o interesse pelo óleo de soja também.

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Em relação às lavouras, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a colheita atingiu 92,1% da área, com variações entre regiões. No Sul do país, o ritmo é mais lento: Santa Catarina registra 71% e o Rio Grande do Sul, 69%, ambos abaixo dos índices observados no ano passado.

Enquanto isso, no Matopiba o ritmo é heterogêneo e em Tocantis a colheita está próxima ao fim, com 98% da área colhida. Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior. No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025.

Colheita internacional

Na Argentina, chuvas tem atrapalhado a colheita, o que forçou uma pausa por período indeterminado na região.

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Enquanto nos EUA, a chuva chegou como notícia boa e trouxe alívio, apesar de limitar as atividades. Mesmo dessa forma, a semeadura chegou a 23% da área projetada para a safra 2026/27, até 26 de abril, quantidade superior ao ano passado e da média dos últimos 5 anos.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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