Sustentabilidade
Colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 79% da área, e milho chega a 92%

A colheita da safra de verão no Rio Grande do Sul perdeu ritmo na semana passada devido ao excesso de umidade e à frequência de precipitações. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgada nesta segunda-feira (4), a soja foi colhida em 79% da área semeada de 6.624.988 hectares, enquanto o milho alcançou 92% dos 803.019 hectares cultivados.
No caso da soja, a Emater/RS-Ascar informou que 20% das áreas restantes estão em maturação e 1% ainda em enchimento de grãos. Nas lavouras tardias, a entidade registrou aumento na presença de percevejos e de doenças como a ferrugem-asiática.
A produtividade média estadual da oleaginosa está estimada em 2.871 quilos por hectare. O órgão ressalta, no entanto, que há variações regionais expressivas, com perdas superiores a 50% em áreas afetadas anteriormente por restrição hídrica. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos recuou 1,68% e foi fixado em R$ 115,25.
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Para o milho, o avanço semanal foi de 1 ponto porcentual. A Emater/RS-Ascar atribui a evolução mais lenta à priorização de outras culturas e às chuvas. A produtividade média projetada é de 7.424 quilos por hectare, favorecida pela recuperação hídrica em áreas de safrinha. A cotação da saca de 60 quilos permaneceu estável em R$ 58,19.
No milho para silagem, a colheita chegou a 89%, com rendimento médio de 37.840 quilos por hectare. Já o arroz entrou em fase final de retirada das lavouras, com 93% da área de 891.908 hectares colhida. Segundo a Emater/RS-Ascar, a umidade do solo e dos grãos reduziu a eficiência operacional das máquinas em pontos específicos. A produtividade estimada é de 8.744 quilos por hectare, e o preço médio da saca de 50 quilos subiu 0,26%, para R$ 60,93.
Os dados indicam que o ritmo da colheita no Estado segue condicionado às condições climáticas de curto prazo, especialmente nas áreas ainda remanescentes de soja e arroz, onde a umidade elevada pode continuar limitando a operação de campo e a qualidade final dos grãos.
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Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Com demanda aquecida, valor do grão segue firme

Mesmo diante da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, os preços da soja seguem firmes no Brasil. A sustentação vem das aquecidas demandas interna e externa, e também do avanço das cotações dos derivados.
Segundo o Cepea, no mercado internacional, o conflito no Oriente Médio e a consequente valorização do petróleo reforçam o movimento de alta no Brasil, à medida que esse cenário eleva a atratividade do biodiesel e, consequentemente, a demanda por óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível.
No campo, a colheita alcançou 92,1% da área, segundo a Conab, embora persistam diferenças regionais relevantes. No Sul, os trabalhos seguem mais lentos: Santa Catarina atingiu 71% e o Rio Grande do Sul, 65%, ambos abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. No Matopiba, o ritmo permanece heterogêneo. Tocantins praticamente concluiu a atividade, com 98% da área já colhida, enquanto Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior.
No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025. Na Argentina, chuvas pontuais nas principais regiões interrompem temporariamente a colheita e mantêm o ritmo irregular. Nos Estados Unidos, a recente chuva no Meio-Oeste trouxe alívio climático, mas limitou temporariamente as atividades de campo. Ainda assim, a semeadura atingiu 23% da área projetada para a safra 2026/27 até 26 de abril, superando o ano passado e a média dos últimos cinco anos.
Fonte: Cepea
Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Liquidez segue limitada; preços têm leves ajustes

As negociações seguiram pontuais nas principais regiões de produção e comercialização de milho do Brasil, na semana passada. Pesquisadores do Cepea indicam que, enquanto compradores priorizaram a utilização dos estoques negociados antecipadamente e seguiram atentos à colheita da safra verão, vendedores, limitaram a oferta de lotes, preocupados com a irregularidade do clima no período. Neste contexto, segundo pesquisadores do Cepea, os preços registraram leves ajustes, prevalecendo as ofertas e as demandas regionais.
Entre as praças paulistas, leves valorizações foram observadas, sustentadas pela restrição de vendedores. Já no Sul e no Centro-Oeste, as quedas prevaleceram. De acordo com o Cepea, a pressão veio do avanço da colheita da safra de verão do cereal nos estados do Sul, dos elevados estoques de passagem e também da colheita robusta da soja no Centro-Oeste. Esse contexto faz com que produtores tenham maior interesse e necessidade em negociar o cereal, ainda que em patamares relativamente estáveis.
Fonte: Cepea
Sustentabilidade
Soja e milho impulsionam Paraná com estimativa de 39,1 milhões de toneladas

A soja permanece como o grande destaque da safra paranaense, caminhando para a finalização de uma colheita robusta estimada em 21,7 milhões de toneladas, aponta a Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento.
Embora o volume seja ligeiramente inferior ao do mês passado, ele ainda supera o colhido no ciclo anterior. A área plantada consolidou-se em 5,75 milhões de hectares.
O milho também vem em um bom cenário. Embora a falta de chuvas das últimas semanas tenha mantido os produtores em alerta, o retorno das precipitações em todo Estado, nos últimos dias, mantém a expectativa de uma grande safra. Segundo o Deral, A primeira safra de milho foi finalizada com 3,9 milhões de toneladas. Já a segunda safra, que é a maior delas, já tem previsão de colheita de cerca de 17,4 milhões de toneladas, para uma área de plantio que tende a ser a mais extensa dos últimos anos, com 2,9 milhões de hectares.
O analista do Deral Edmar Gervasio destaca que os resultados, tanto da soja quando do milho, não devem apresentar cenários com muitas mudanças. “A primeira safra de milho e de soja está consolidada. Eventualmente, teremos pequenos ajustes de área e de produção, principalmente do milho, por causa das condições de clima, mas não haverá grandes mudanças desses números que já estão postos”.
“No caso da soja, as 21,7 milhões de toneladas já é uma pequena alta se a gente comparar ao ciclo anterior, mesmo com uma redução de área de plantio. Podemos considerar uma produção excelente”, explica Gervasio.
BATATA – O boletim aponta que a batata primeira safra foi totalmente colhida. A segunda safra está a campo com 97% de área plantada e 33% da produção colhida. A colheita deve se estender pelos próximos dois meses.
TOMATE – O tomate primeira safra está com 85% da colheita finalizada. Já para a segunda safra, falta ser semeada cerca de 14% de área, sendo que a colheita já está em 36% da área total estimada. E a previsão é boa, conforme avalia o engenheiro agrônomo e analista do Deral Paulo Andrade. “A qualidade dos tomates é em torno de 90% boa. E as áreas de plantio estão estáveis”, diz.
BOLETIM CONJUNTURAL – Além dos dados de safra, o Deral divulgou o Boletim Conjuntural desta última semana de abril, detalhando o comportamento das principais culturas do Estado diante de um cenário de revisões estratégicas e desafios climáticos recentes.
Em conjunto com as análises da soja, milho e feijão, o documento destaca fruticultura, com foco no kiwi, cultura que ganha relevância no Sul e Centro-Sul do Paraná. De acordo com os números no Estado, a fruta gerou um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 20,7 milhões, com destaque para o município de Antônio Olinto.
O mercado mostra alto potencial de valorização, visto que o preço médio recebido pelos produtores em 2025 (R$ 11,89/kg) foi 50,5% superior ao da safra anterior. Atualmente, o Paraná tenta ampliar sua fatia em um mercado nacional ainda dominado por importações do Chile e da Grécia.
No setor de proteínas animais, o Paraná reafirma sua hegemonia na avicultura, consolidando-se como o maior exportador de carne de frango do país. No primeiro trimestre de 2026, as exportações paranaenses cresceram 7,7% em volume e 5% em faturamento, atingindo US$ 1,088 bilhão.
O Estado detém 42,3% do volume total exportado pelo Brasil e lidera também a produção nacional de ovos férteis para incubação, com 270,4 milhões de dúzias produzidas em 2025, uma alta de 5,5%.
Na pecuária leiteira, o cenário segue sendo com a queda de margens devido à alta nos custos de nutrição e ao aumento das importações. A relação de troca entre o leite e o farelo de soja subiu. Em março de 2025, com o litro do leite sendo comercializado a R$ 2,81, o produtor precisava de 27,7 litros para adquirir uma saca de milho (R$ 77,90), sinalizando maior custo de produção.
Fonte: AEN-PR
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