Sustentabilidade
Soja/RS: Semeadura avançou de forma significativa favorecida por predomínio de tempo seco e chuvas pontuais – MAIS SOJA

A semeadura avançou de forma significativa no início do período, favorecida por predomínio de tempo seco e pelas chuvas pontuais, que mantiveram os níveis de umidade do solo adequados na maior parte das áreas produtoras. No entanto, no final do período, o ritmo de operação se reduziu, sendo temporariamente interrompida devido à diminuição da umidade superficial, especialmente em solos de textura mais leve. A área semeada alcançou 60% da projetada.
As lavouras estão na fase de germinação e desenvolvimento vegetativo. O estande inicial segue uniforme com boa emergência, resultado de condições de solo favoráveis e da realização de semeaduras dentro da janela preferencial da cultura.
A cultura apresenta quadro fitossanitário estável. Há baixa pressão de esporos de ferrugem e ausência de registros relevantes de pragas ou moléstias. A ocorrência de ventos fortes dificultou a realização de pulverizações e gerou deriva de herbicidas para lavouras sensíveis.
Para a Safra 2025/2026, no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura seguiu em ritmo acelerado, favorecida pela sequência de dias secos inclusive em áreas de várzea anteriormente inacessíveis. Municípios como Itaqui, Rosário do Sul, Maçambará e Dom Pedrito apresentam forte progressão dos trabalhos, com percentuais de 50% a 78% da área já implantada. O estabelecimento das lavouras está satisfatório, com boa emergência, embora ocorram situações pontuais de redução de umidade em coxilhas. Em Manoel Viana, onde os solos são mais arenosos, há preocupação quanto à maior restrição hídrica.
Na de Caxias do Sul, a semeadura avançou de forma contínua, favorecida pela boa umidade do solo. A germinação está uniforme, e as lavouras apresentam estande adequado e desenvolvimento inicial compatível com as condições ambientais da região, ainda que temperaturas mais baixas reduzam a velocidade de emergência.
Na de Erechim, cerca de 80% da área está implantada, devendo avançar com a colheita do trigo. Os cultivos já estabelecidos apresentam bom desenvolvimento inicial. Há registro de perdas localizadas em lavouras nos estádios V2 a V4 atingidas por granizo.
Na de Frederico Westphalen, 65% da área estimada foi semeada. A evolução das operações depende do retorno de condições adequadas de umidade do solo. O estabelecimento inicial das lavouras implantadas está satisfatório.
Na de Ijuí, houve forte avanço da semeadura, que alcançou 80%. A germinação das áreas implantadas até meados de novembro está muito uniforme, e as lavouras exibem bom desenvolvimento inicial. Em pequenas propriedades, os trabalhos de implantação estão concluídos, e nas médias e grandes seguem em finalização. O plantio tem sido escalonado estrategicamente se estendendo até o fim da janela de semeadura.
Na de Passo Fundo, 75% da área está semeada. As condições ambientais, como umidade e temperatura, estão favoráveis ao estabelecimento.
Na de Pelotas, 53% estão implantados, mas há limitações devido à redução da umidade no solo em algumas localidades.
Na de Santa Maria, o plantio atinge 55% do estimado. As lavouras emergidas apresentam número de plantas e desenvolvimento vegetativo satisfatórios.
Na de Santa Rosa, 55% estão implantados. Há grande variação de estabelecimento entre lavouras recém-semeadas e em áreas com plântulas em V2 a V5. Os trabalhos foram interrompidos devido à redução da umidade superficial e aos ventos moderados. A semeadura em várzeas prossegue. As áreas irrigadas apresentam vigor superior, mas dentro da normalidade.
Na de Soledade, a semeadura chega a 85%. O estabelecimento das lavouras está muito bom, com emergência uniforme e estande adequado. A cultura não foi afetada por condições climáticas nas últimas semanas.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,63%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 125,24 para R$ 126,03.
Confira o Informativo Conjuntural n° 1895 completo, clicando aqui!
Fonte: Emater RS

Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Business24 horas agoComissão do Senado aprova redução de tributos que incidem sobre o calcário
Sustentabilidade11 horas agoMilho/Ceema: Milho sobe em Chicago e mantém viés de alta no Brasil – MAIS SOJA
Sustentabilidade13 horas agoArroz/RS: Colheita do arroz avança no RS com boa produtividade – MAIS SOJA
Sustentabilidade12 horas agoTrigo/Ceema: Mercado do trigo mostra reação com alta nos preços no Sul – MAIS SOJA
Sustentabilidade10 horas agoSoja/ Ceema: Soja recua com volatilidade em Chicago e impacto nas exportações – MAIS SOJA
Business8 horas agoColheita de milho avança na Argentina, diz Bolsa de Buenos Aires
Business2 horas agoDo mar à terra: investimento do BNDES fortalece pesca artesanal e agricultura familiar em SP
Featured5 horas agoColheita de soja no Brasil atinge 68,8%, aponta consultoria















