Sustentabilidade
Milho/RS: Semeadura alcança 85% da área prevista para a safra no Estado – MAIS SOJA

A semeadura alcança 85%. Desse total, 58% estão em desenvolvimento vegetativo, 29% em floração e 13% em enchimento de grãos.
A cultura apresenta boas condições de desenvolvimento, e o potencial produtivo se mantém. Algumas áreas sofreram leve estresse hídrico. Em lavouras irrigadas, o desenvolvimento está excelente, mas há preocupação com o déficit hídrico em áreas de sequeiro, principalmente na Fronteira Oeste. Muitos cultivos apresentam expectativas de produtividade acima da inicial, de 6.000 a 10.000 kg/ha.
Houve registro de granizo na Região Norte, o que ocasionou perda de produtividade nas lavouras atingidas.
As condições fitossanitárias estão adequadas. Contudo, há registros pontuais de cigarrinha-do-milho, que está sob controle. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as lavouras estão em plena fase de floração e em início do enchimento de grãos. Alguns produtores estão apreensivos em função da ausência de chuvas para a fase de pendoamento e polinização. Na Campanha, o plantio continua, e as áreas semeadas no início de novembro apresentam bom desenvolvimento. Há grande variação no rendimento devido ao nível tecnológico empregado, ao uso de fertilizantes e aos manejos fitossanitários.
Na de Caxias do Sul, as lavouras se desenvolvem bem, e a expectativa é de uma excelente safra. Algumas áreas de menor altitude começam a entrar na fase de floração, mas a maioria está em desenvolvimento vegetativo, com aspecto fitossanitário dentro do esperado.
Na de Erechim, o plantio foi finalizado. Estão 20% em estágio vegetativo e 80% em início de pendoamento. Os produtores têm utilizado menor quantidade de adubos em comparação com o ano passado, mas as lavouras apresentam bom desenvolvimento. A produtividade poderá ultrapassar 9.000 kg/ha, caso ocorra regularidade climática. Porém, o evento recente de granizo poderá reduzir essa expectativa nas áreas atingidas.
Na de Frederico Westphalen, 30% estão em desenvolvimento vegetativo; 36% em floração; e 33% em enchimento. Embora tenha sido constatada a presença de cigarrinha-do-milho, a população está baixa. O estado fitossanitário da cultura está adequado.
Na de Ijuí, o desenvolvimento da cultura está apropriado. Estão em estágio reprodutivo 25%, e em pré-pendoamento 35%. Por estar em uma fase de maior demanda de água, algumas áreas apresentam sintomas de déficit hídrico nos horários mais quentes do dia. O número de óvulos está bem alto nas lavouras em emissão de espigas, indicando alto potencial produtivo. Os produtores dão continuidade à aplicação de fungicidas.
Na de Passo Fundo, 70% estão na fase de desenvolvimento vegetativo, demonstrando bom potencial produtivo em decorrência das condições climáticas satisfatórias.
Na de Pelotas, as chuvas ocorridas no período não foram suficientes para repor a umidade ideal do solo, ocasionando atrasos na semeadura de algumas áreas. O plantio chega a 41% do previsto, e predomina a fase de crescimento vegetativo. Foi realizada adubação nitrogenada em cobertura.
Na de Santa Maria, 58% da área foi plantada. O restante será realizado após a colheita do tabaco.
Na de Santa Rosa, a área semeada está em 89%, e o remanescente será cultivado em safrinha. Estão em desenvolvimento vegetativo 17%; em floração, 52%; e em enchimento de grãos, 31%. A expectativa para a safra está boa devido às condições meteorológicas da região. A presença de cigarrinha tem sido baixa na região. Portanto, espera-se que os danos decorrentes de enfezamento sejam pequenos nesta safra.
Na de Soledade, 68% foram semeados. As chuvas regulares, a temperatura adequada e a boa luminosidade contribuíram significativamente para o desenvolvimento das lavouras. Em locais de baixa altitude, as fases de pendoamento e enchimento dos grãos já começaram (5%).
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,52%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 61,86 para R$ 62,18.
Confira o Informativo Conjuntural n° 1895 completo, clicando aqui!
Fonte: Emater RS

Autor:Informativo Conjuntural 1895
Site: Emater RS
Sustentabilidade
Soja: veja como ficaram as cotações no Brasil e em Chicago

O mercado brasileiro de soja voltou a registrar uma sessão de pouca movimentação nesta terça-feira (4), com negócios restritos às necessidades imediatas. Conforme avalia o analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, as cotações recuaram no mercado físico acompanhando as perdas da Bolsa de Chicago.
Silveira destaca que o porto de Santos apresentou melhores ofertas, mas o mercado permaneceu lento de maneira geral. O dólar subiu levemente e os prêmios continuaram firmes, porém não foram suficientes para compensar as quedas em Chicago.
“O produtor segue afastado do mercado, enquanto os compradores também reduziram o ímpeto nas aquisições”, resume o analista.
Preços da saca de soja hoje
- Passo Fundo (RS): recuou de R$ 140 para R$ 138
- Santa Rosa (RS): passou de R$ 141 para R$ 139
- Cascavel (PR): cotações caíram de R$ 133 para R$ 132
- Rondonópolis (MT): preços recuaram de R$ 129 para R$ 127
- Dourados (MS): a saca avançou de R$ 127 para R$ 128
- Rio Verde (GO): cotação foi de R$ 128 para R$ 127
- Paranaguá (PR): saca permaneceu em R$ 144
- Rio Grande (RS): recuo de R$ 146 para R$ 144
Soja na Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão de chuvas para o cinturão produtor dos Estados Unidos, beneficiando as lavouras, pesou sobre as cotações. A queda do petróleo completou o cenário baixista para os preços.
Os boletins indicam chuvas para os próximos dias, contribuindo para o desenvolvimento das lavouras americanas. Até o momento, as previsões são de clima ideal ao cultivo. Lembrando que agosto é o mês decisivo para a consolidação do potencial produtivo da safra nos Estados Unidos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 2 de agosto, 63% estavam entre boas e excelentes condições, 28% em situação regular e 9% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 63%, 28% e 9%, respectivamente.
A queda do petróleo trouxe pressão adicional às cotações. Informações de que Irã e Estados Unidos teriam uma minuta do acordo para por fim ao conflito no Oriente Médio fizeram os contratos caírem acentuadamente pela segunda sessão consecutiva.
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 15,50 centavos de dólar, ou 1,32%, a US$ 11,58 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 11,77 1/2 por bushel, com retração de 14,75 centavos de dólar ou 1,23%.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,88% a US$ 312,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 68,06 centavos de dólar, com perda de 0,73 centavo ou 1,06%.
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Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de preços firmes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de firmeza nos preços, tendo em vista uma maior procura por parte dos consumidores. Ainda há cautela por parte dos produtores, mas as negociações passam a ensaiar uma evolução. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago cai, enquanto o dólar opera em queda frente ao real.
O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes no começo da semana. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, as chuvas no Paraná seguram a colheita da safrinha e oferecem suporte aos preços. Ele destaca que os preços no porto não ajudam, mas há boa procura interna. “Não há força de alta, mas por enquanto o mercado se sustenta”, observa.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 65,50/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,00/68,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 59,00/61,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/69,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 57,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 54,00/56,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em dezembro operam com recuo de 2,25 centavos de dólar, ou 0,47%, cotados a US$ 4,70 1/4 por bushels.
* O mercado opera em baixa, pressionado pela realização de lucros após a forte valorização registrada na sessão anterior, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou uma piora nas condições das lavouras acima do esperado pelo mercado. A queda do petróleo em Nova York também contribui para o recuo dos preços.
* Em seu relatório semanal, o USDA reduziu pela terceira semana consecutiva a classificação das lavouras norte-americanas, refletindo os impactos do clima quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos.
* Até 2 de agosto, 61% das lavouras foram classificadas entre boas e excelentes, abaixo dos 63% registrados na semana anterior. Outros 25% estavam em condição regular e 14% entre ruins e muito ruins, ante 12% na semana anterior. Apesar da queda nas cotações, a deterioração das lavouras limita um movimento mais intenso de baixa.
* Ontem (3), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra queda de 0,09, a R$ 5,0827. O Dollar Index registra avanço de 0,04%, a 99.942 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, + 0,41%. Frankfurt, + 0,71%. Londres, + 0,49%.
* As principais bolsas da Ásia operaram em alta. Xangai, +0,33%. Japão, +0,32%.
* O petróleo opera com baixa. Setembro do WTI em NY: US$ 77,75 o barril (-3,22%).
AGENDA
09:30 – EUA: Balança Comercial de Bens e Serviços (junho).
11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.
– Resultado financeiro da Gerdau e da Prio.
—–Quarta-feira (05/08)
06:00 – Zona do Euro: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).
11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.
18:30 – Definição da taxa Selic pelo Copom/BC.
– Resultado financeiro da Brava Energia.
—–Quinta-feira (06/08)
09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
15:00 – Balança comercial consolidada de julho/MDIC.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– Resultado financeiro da Petrorecôncavo e da Petrobras.
—–Sexta-feira (07/08)
09:30 – EUA: Relatório de Emprego/payroll (julho).
03:00 – Alemanha: Produção Industrial (junho).
08:00 – IGP-DI e os componentes: IPA-DI, IPC-DI e INCC-DI de julho/FGV.
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
– China: Balança Comercial (julho).
Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
Sustentabilidade
Soja mais cara em Mato Grosso reduz margem da indústria de esmagamento, aponta Imea

A valorização da soja em Mato Grosso voltou a pressionar a rentabilidade da indústria de processamento. Segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a margem bruta de esmagamento recuou 20,52% em julho na comparação com junho, refletindo principalmente o aumento do custo de aquisição da matéria-prima.
Depois de vários meses de preços mais baixos, a soja registrou em julho a maior cotação média do ano no estado. A saca foi negociada, em média, a R$ 116,74, avanço de R$ 10,12 por saca (9,49%) em relação a junho e de R$ 4,39 (3,91%) na comparação com julho de 2025.
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Mesmo com a valorização dos coprodutos, o resultado não foi suficiente para compensar o aumento do preço do grão. No período, o farelo de soja acumulou alta de 4,46% e o óleo avançou 0,22%, enquanto a margem bruta de esmagamento fechou julho em média de R$ 435,43 por tonelada.
De acordo com o Imea, a entressafra e a menor disponibilidade de soja em Mato Grosso tendem a manter as cotações da oleaginosa em níveis elevados. Caso os preços do farelo e do óleo não acompanhem esse movimento, a margem das indústrias deverá seguir pressionada nos próximos meses.
Mercado acompanha safra dos Estados Unidos
No cenário internacional, o clima segue no radar dos agentes. Conforme o relatório, as lavouras norte-americanas classificadas como boas ou excelentes recuaram de 70,25% para 64,25% em relação ao mesmo período de 2025, em razão das altas temperaturas registradas no Corn Belt, que anteciparam a floração da soja.
Apesar da piora nas condições das lavouras, a estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) ainda aponta produção recorde de 131,6 milhões de toneladas na safra norte-americana. O Imea ressalta, porém, que agosto é um mês decisivo para o desenvolvimento das lavouras, o que mantém o clima no centro das atenções do mercado.
Na última semana, o indicador do Imea mostrou a soja em Mato Grosso cotada, em média, a R$ 122,88 por saca, alta de 0,99% em relação à semana anterior, sustentada pela menor oferta do grão no estado. No mesmo período, os contratos da soja negociados em Chicago recuaram 3,51%, influenciados pela queda nas cotações do petróleo Brent.
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