Business
10 anos de informações e incentivos ao grão dourado

Há 10 anos, quando o Mais Milho estreou, o cenário era bem diferente. O Brasil colhia pouco menos de 98 milhões de toneladas e vivia um momento em que, como lembra Glauber Silveira — diretor-executivo da Abramilho e um dos idealizadores do projeto, “o milho, inclusive, não valia nada”. A ideia de lançar um projeto dedicado ao grão chegou a causar estranhamento, mas logo ganhou força ao reforçar o conceito de “mais produção, mais rentabilidade, mais produtividade”.
Desde então, o cereal se consolidou como protagonista de uma década marcada por avanços expressivos — da genética mais eficiente aos sistemas sustentáveis que preservam o solo, reduzem emissões e integram diferentes cadeias produtivas. O etanol de milho despontou como uma nova potência industrial e energética, interiorizando desenvolvimento e movimentando bilhões.
Nesta safra 2025/26 o projeto Mais Milho, realizado pelo Canal Rural, sob a tutela da afiliada em Mato Grosso, Abramilho e Aprosoja Mato Grosso, chega a sua 10ª temporada.
Glauber lembra que o Mais Milho nasceu com o propósito de levar informação de qualidade ao campo. Ao longo desse tempo, foram fóruns, debates, lives e coberturas de plantio e colheita que acompanharam a evolução da cultura. “Com certeza nesses 10 anos, a gente trouxe muita informação para todo mundo”, diz ele, destacando o papel contínuo do projeto na orientação das decisões do produtor.
A mudança fica evidente quando se revisitam as primeiras temporadas: a diferença de rendimento nas lavouras salta aos olhos — fruto de tecnologia, manejo e do compartilhamento de conhecimento que o projeto proporcionou.
“Se você assistir os primeiros programas, você vai ver que a gente tinha uma produtividade muito mais baixa e esse projeto avançou trazendo informação para que a gente pudesse produzir muito mais”, lembra Glauber.
A presença próxima do projeto foi decisiva em momentos críticos, como na forte pressão da cigarrinha-do-milho. O Mais Milho ajudou a difundir estratégias de manejo, atualizar práticas e orientar a reação do campo diante de um dos maiores desafios da década. “Nós vencemos desafios, como é o caso da cigarrinha. Foi um grande desafio nosso, levando informação para que o produtor pudesse realmente enfrentar tudo isso”, afirma.

A força da informação em uma era de transformação
A 10ª temporada chega com um novo ritmo, alinhado à velocidade da agricultura digital e ao avanço da inteligência artificial. O programa trará conteúdos semanais, novos parceiros, mais tecnologia, máquinas em destaque e fóruns para discutir tendências e oportunidades da cultura.
“Esse projeto é um projeto de inteligência, um projeto que traz informação”, resume Glauber, que reforça a importância da participação do produtor: “Eu conto com você para estar sempre assistindo, sendo parceiro, colaborando, mandando informação e contribuições. Esse projeto é seu, produtor rural”. Para ele, manter esse diálogo é condição para que o Brasil continue ampliando a produção do “grão maravilhoso, o mais produzido no mundo”.
Ao completar uma década, o Mais Milho consolida sua contribuição para uma cultura que move mercados, sustenta cadeias estratégicas e transforma realidades no campo — uma trajetória construída junto de quem vive, planta e colhe o grão dourado do país.
+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no site do Canal Rural
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
Business
Do mar à terra: investimento do BNDES fortalece pesca artesanal e agricultura familiar em SP

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB), vai investir R$ 2,1 milhões no fortalecimento da Rede Terra-Mar. A iniciativa tem como foco ampliar práticas sustentáveis, fortalecer cadeias produtivas e impulsionar a produção de alimentos saudáveis no país.
O projeto aposta na integração entre pesca artesanal, agricultura familiar e sistemas agroecológicos. A proposta busca aumentar a escala produtiva, estimular a transição agroecológica e gerar autonomia econômica para famílias agricultoras, assentadas, quilombolas, indígenas e comunidades tradicionais.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Integração entre mar e terra impulsiona economia local
As ações serão desenvolvidas em cinco municípios de São Paulo: Iguape, Cananeia, Itaberá, Guararema e Jarinu. Nessas regiões, a Rede Terra-Mar vai atuar na implantação e modernização de agroindústrias de pescado e no fortalecimento da Cooperpesca Artesanal, que deve se consolidar como um polo logístico estratégico.
Outro ponto central do projeto é a criação de um modelo de economia circular. A proposta prevê o aproveitamento de resíduos da pesca, que passam a ser transformados em insumos para a produção orgânica e agroecológica.
Sustentabilidade e inclusão produtiva no centro da estratégia
Segundo a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, a iniciativa reforça o papel da instituição no desenvolvimento sustentável.
“A iniciativa reforça o compromisso do BNDES com a promoção do desenvolvimento sustentável, ao integrar inclusão produtiva, geração de renda e conservação ambiental”, afirma.
Ela destaca ainda que o apoio à agroecologia e à sociobiodiversidade fortalece as economias locais e valoriza os territórios e comunidades tradicionais.
Apoio à agricultura familiar e acesso a mercados
Para o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, a iniciativa é estratégica para ampliar o acesso a mercados e melhorar a renda dos produtores.
“Isso é positivo nas duas pontas: melhora a previsibilidade e a renda de quem trabalha e produz e, do outro lado, melhora a qualidade e o acesso à comida saudável para quem consome”, explica.
O ministro também ressalta o papel social e ambiental das comunidades pesqueiras do litoral sul paulista, defendendo o apoio contínuo às atividades.
Economia circular cria ciclo sustentável
O presidente da Fundação Banco do Brasil, André Machado, enfatiza o potencial inovador do projeto ao conectar diferentes sistemas produtivos.
“A Rede Terra-Mar mostra, na prática, que, ao transformar resíduos da pesca em insumos agroecológicos, o projeto cria um ciclo virtuoso em que o mar alimenta a terra e a terra retribui ao mar”, afirma.
Segundo ele, a iniciativa integra inovação social, fortalecimento produtivo e valorização das comunidades, promovendo sustentabilidade com justiça social.
Organização produtiva e fortalecimento institucional
O Instituto Linha D’Água será responsável pelo apoio estratégico e pelo investimento de longo prazo na Cooperpesca Artesanal. A entidade foi selecionada pela FBB para executar ações de organização produtiva, fortalecimento institucional e acesso a políticas públicas.
De acordo com o coordenador executivo do instituto, Henrique Callori Kefalás, a experiência mostra que a combinação entre organização comunitária e políticas públicas pode transformar a pesca artesanal.
“Quando essa conexão acontece, a pesca ganha escala econômica e passa a ocupar o lugar que merece nas estratégias de inclusão produtiva, segurança alimentar e desenvolvimento territorial”, afirma.
Com a iniciativa, o projeto busca consolidar um modelo sustentável que une produção, conservação ambiental e geração de renda, reforçando o papel da sociobiodiversidade no desenvolvimento do país.
O post Do mar à terra: investimento do BNDES fortalece pesca artesanal e agricultura familiar em SP apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Preços do boi gordo devem continuar subindo no curto prazo com oferta restrita

O mercado físico do boi gordo manteve negociações acima da referência média ao longo da sexta-feira (20), sustentado principalmente pela restrição na oferta de animais terminados. No curtíssimo prazo, a expectativa ainda é de continuidade do movimento de alta nas cotações.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, esse cenário tende a passar por mudanças ao longo do segundo trimestre. A redução dos índices pluviométricos deve impactar a qualidade das pastagens, diminuindo a capacidade de retenção do pecuarista e aumentando a oferta de animais no mercado.
Além dos fatores internos, o ambiente externo também exige atenção. O conflito no Oriente Médio e a progressão da cota chinesa aparecem como elementos de risco no curto prazo, podendo dificultar o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina.
Confira os preços nas praças pelo Brasil:
- Em São Paulo, a arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 352,25 na modalidade a prazo
- Em Goiás, a arroba teve indicação média de R$ 339,46
- Em Minas Gerais, o preço médio da arroba ficou em R$ 340,88
- Em Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada a R$ 338,98
- Já em Mato Grosso, o preço médio registrado foi de R$ 344,19
Atacado
No mercado atacadista, a semana terminou com elevação nos preços da carne com osso. Já os cortes desossados, especialmente os de maior valor agregado, registraram recuo, refletindo um consumo mais enfraquecido na segunda quinzena do mês. A competitividade da carne bovina segue inferior em relação a outras proteínas, como a carne de frango.
Entre os cortes, o quarto traseiro foi precificado a R$ 27,30 por quilo, com alta de R$ 0,30. O quarto dianteiro subiu R$ 0,40, para R$ 21,00 por quilo. Já a ponta de agulha apresentou recuperação, com avanço de R$ 0,60, cotada a R$ 19,50 por quilo.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 1,67%, cotado a R$ 5,2457 para venda e R$ 5,2437 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1572 e R$ 5,2502.
O post Preços do boi gordo devem continuar subindo no curto prazo com oferta restrita apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Soja ganha fôlego no Brasil com alta do dólar e avanço nos negócios

O mercado brasileiro de soja registrou maior movimentação nesta sexta-feira, com avanço nos negócios tanto nos portos quanto na indústria. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dólar foi a principal variável a puxar as cotações no mercado físico, com forte alta, enquanto os preços na Bolsa de Chicago recuaram, mas sem quedas expressivas.
De acordo com ele, os prêmios seguem em patamares melhores e o movimento do dólar sustentou boas oportunidades, levando o produtor a voltar a comercializar após quase duas semanas de mercado mais travado. O analista acrescenta que o spread entre comprador e vendedor diminuiu, a conta ficou mais atrativa e o mercado ganhou fôlego.
Preços no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,50
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,50
- Cascavel (PR): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 107,00 para R$ 110,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 111,00 para R$ 113,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 110,00 para R$ 112,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,50
Soja em Chicago
No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago, ampliando as perdas acumuladas ao longo da semana. O ambiente de aversão ao risco global, influenciado pelo conflito no Oriente Médio, fortalece o dólar frente a outras moedas e reduz a competitividade da soja americana.
Esse cenário ocorre em meio a uma ampla oferta global, com o avanço da colheita da maior safra da história do Brasil. Além disso, o mercado acompanha o adiamento do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, o que posterga um possível acordo comercial e adia uma retomada mais consistente das compras chinesas nos Estados Unidos.
As importações chinesas de soja dos Estados Unidos caíram nos dois primeiros meses de 2025, somando 1,49 milhão de toneladas, recuo de 83,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as compras do Brasil avançaram 82,7%, totalizando 6,56 milhões de toneladas, ante 3,59 milhões no mesmo intervalo de 2024. Da Argentina, foram adquiridas 3,27 milhões de toneladas, contra 111,6 mil toneladas no mesmo período do ano anterior.
Contratos futuros de soja
Na Bolsa de Chicago, os contratos com entrega em maio fecharam a US$ 11,61 1/4 por bushel, com queda de 0,62%, enquanto julho encerrou a US$ 11,76 1/2, com recuo de 0,57%. Entre os subprodutos, o farelo para maio caiu 1,35%, a US$ 328,00 por tonelada, enquanto o óleo subiu 0,15%, para 65,51 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 1,81%, cotado a R$ 5,3117 para venda e R$ 5,3097 para compra. Durante a sessão, a moeda oscilou entre R$ 5,2337 e R$ 5,3237. Na semana, acumulou leve queda de 0,1%.
O post Soja ganha fôlego no Brasil com alta do dólar e avanço nos negócios apareceu primeiro em Canal Rural.
Featured24 horas agoTrade turístico debate ampliação de voos regionais e conexão com Santa Cruz
Business22 horas agoComissão do Senado aprova redução de tributos que incidem sobre o calcário
Business24 horas agoBoi gordo sobe com oferta restrita e dificuldade nas escalas de abate
Sustentabilidade9 horas agoMilho/Ceema: Milho sobe em Chicago e mantém viés de alta no Brasil – MAIS SOJA
Business23 horas agoSTF adia julgamento sobre compra de terras rurais por empresas com capital estrangeiro
Sustentabilidade11 horas agoArroz/RS: Colheita do arroz avança no RS com boa produtividade – MAIS SOJA
Sustentabilidade10 horas agoTrigo/Ceema: Mercado do trigo mostra reação com alta nos preços no Sul – MAIS SOJA
Sustentabilidade8 horas agoSoja/ Ceema: Soja recua com volatilidade em Chicago e impacto nas exportações – MAIS SOJA
















