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4 de maio de 2026

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Empresas brasileiras adaptam máquinas agrícolas para vender na Europa

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Empresas brasileiras de máquinas e implementos agrícolas parecem ter encontrado uma sólida porta de entrada na Europa: o leste do continente. Durante a Agritechnica 2025, maior feira do setor no mundo, realizada em Hannover, na Alemanha, entre 9 e 15 de novembro, Stara, Vence Tudo e Colombo foram além da presença institucional e expuseram produtos.

Em comum, as três sintetizavam os desafios das mais de 30 marcas nacionais presentes no evento, recorde até então: o atendimento às normas técnicas do Velho Mundo, os entraves logísticos e o estabelecimento de um nome que se faça lembrar em meio ao de gigantes que fornecem para os produtores do norte do globo há mais de um século.

O executivo internacional de vendas da Colombo, Breno Masalskiene, conta que já nos primeiros dias de feira, a empresa conquistou abertura de dois novos mercados: Romênia e Hungria. Assim, a empresa passa a exportar máquinas, como as colhedoras de feijão, responsáveis por 80% das vendas e que são comercializadas a uma média de 60 mil euros, e as de amendoim, a 16 nações europeias.

“Porém, até então, o nosso maior mercado europeu é a Polônia, onde já vendemos mais de 200 colhedoras de feijão em cinco anos. Como faz fronteira, também temos conseguido entrar na Ucrânia, porém, na Itália, França e em Portugal a nossa presença já é mais ativa, com uma forte representatividade. Nosso foco é o de aumentar mais cinco países europeus nos próximos anos”, afirma.

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Como adaptação para vender no continente, Masalskiene cita a adesivação de segurança como a mudança mais significativa: cada parte operacional da máquina precisa ter identificação e conter uma lista de possíveis riscos durante o manuseio. “Fora isso temos um freio a ar, o freio europeu, já que para conseguirmos certificar a máquina e vendê-la na Europa, é preciso passar por um teste de freio”, detalha.

Tal teste consiste em engatar a máquina a um trator, movimentá-la a 30 km/h e efeturar uma freada brusca. “Também precisamos ter as placas de segurança na traseira da máquina para que o produtor possa transportá-la na estrada, além de um engate de três pontos. A largura máxima da máquina deve ser de 3,20 metros, valor limite para poder rodar nas rodovias europeias”, completa.

Cazaquistão, Mongólia e Biolorrúsia

Máquinas da Stara. Foto: Victor Faverin/ Canal Rural

O diretor comercial da Stara, Márcio Elias Fülber, conta que cerca de 15% do faturamento da companhia advém das exportações, sendo que para a Europa, os destaques das remessas vão para Cazaquistão, Mongólia e Biolorrúsia.

Já para atender a países com PIB mais elevado, exemplos de Alemanha, França e Inglaterra, o executivo ressalta que a empresa teria de fazer adaptações mais profundas em sua linha, como a largura das máquinas, a velocidade de transporte e os sistemas de frenagem, diferentemente do que ocorre em outros locais do Hemisfério Norte, que não consideram tais adequações como obrigatórias.

“O mercado de máquinas agrícolas em países como a Alemanha é muito competitivo e conta com diversos fabricantes globais. É um esforço [estar presente neste mercado] que um dia a Stara vai fazer, mas não é um dos focos neste momento porque teríamos de realizar grandes adaptações em nossas máquinas para, em troca, ter uma oportunidade pequena”, conta.

Fülber ainda destaca que países europeus com áreas agrícolas maiores guardam mais semelhanças com o Brasil, o que viabiliza o negócio. “As áreas agrícolas do Cazaquistão, por exemplo, são semelhantes às da Bahia, com cinco, dez, 15, 20 mil hectares, então há maior sinergia e os nossos equipamentos podem trabalhar de forma mais fácil.”

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De acordo com ele, quando se tratam de máquinas autopropelidas, caso dos pulverizadores, produto mais exportado pela Stara no leste europeu, a única adaptação necessária é no sistema de aquecimento, que passa a ser regulado para operar em temperaturas negativas.

Máquina para plantio convencional

plataforma milho
Plataforma de milho da Vence Tudo. Foto: Victor Faverin/ Canal Rural

Pela primeira vez com maquinário na Agritechinica, a Vence Tudo expôs uma plataforma de milho que não comercializa no Brasil, voltada, principalmente, aos Estados Unidos. “Por lá se tem plantações de milho com o dobro do tamanho do Brasil. São materiais mais resistentes, altos, com mais sementes por metro, com espaçamento diferente e o equipamento precisa estar adequado para suportar essas mudanças”, conta o gerente de Mercado Externo da empresa, Jair Bottega.

Segundo ele, tais especificidades também atenderiam ao mercado europeu. Contudo, a largura da plataforma ainda ainda é um entrave. Diante disso, a companhia mira, por enquanto, nações que não requerem a compactação máxima de 3,20 metros, casos de Rússia, Ucrânia, Cazaquistão, Uzbesquistão e, mais recentemente, Bulgária. Ainda assim, tal parte do continente representa o menor contingente nas exportações da companhia, atrás de América do Sul e África.

“Nossas máquinas no Brasil são específicas para plantio direto, mas na Europa e em outras partes do mundo se faz quase que unicamente o plantio convencional, então temos de adaptar o equipamento. Nosso objetivo é aumentar presença no leste europeu, mas, para isso, temos desafios logísticos”, destaca Bottega.

Nesse aspecto, ele dá o exemplo da Rússia, país com quem o Brasil tem o direito a exportar apenas um navio por mês com maquinários. “Se perder a data, só consegue no próximo mês. No ano passado aconteceu de termos um problema logístico e a nossa máquina chegar em território russo após a temporada de plantio, ou seja, tarde demais, o que causa um desconforto”, diz.

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Milho inicia semana com alerta climático, dólar forte e demanda aquecida

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Imagem gerada por IA com base em foto de arquivo do Canal Rural

O estresse hídrico no Centro-Sul e Matopiba trouxe preocupações para o mercado do milho. O calor excessivo e a irregularidade das chuvas, especialmente nas áreas plantadas fora da janela ideal, passaram a gerar expectativas de corte no potencial produtivo do cereal segunda safra, oferecendo suporte aos preços regionais.

Enquanto isso, a disparada nos preços globais do petróleo impulsionou a competitividade do etanol de milho nas bombas, estimulando as usinas do Centro-Oeste do Brasil a atuarem com força na originação do grão, o que ajudou a limitar quedas adicionais nas praças de negociação de Mato Grosso e Goiás.

De acordo com a plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, o milho spot em Chicago encerrou a semana com alta expressiva de US$ 2,86 no período. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência seguiu em direção contrária, fechando a R$ 67,88 por saca (-1,05%) na semana.

O que esperar do mercado do milho

A análise Grainsights, da Grão Direto, indica os pontos que merecem atenção no mercado do milho para a semana que se inicia:

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  • Clima no radar: a instabilidade climática segue como principal fator de preço para o milho safrinha, com o avanço de uma massa de ar polar elevando o risco de geadas no Sul e a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicando continuidade do tempo seco em regiões como Goiás e Mato Grosso do Sul. Esse cenário aumenta o risco de perdas, especialmente nas áreas plantadas mais tarde, e tende a elevar os prêmios nos contratos futuros da B3.
  • Safra norte-americana: o mercado global do cereal ajustará suas posições de médio prazo com base no relatório Crop Progress, do USDA, previsto para esta segunda-feira (4). O plantio do milho norte-americano tem andado dentro das margens projetadas pelo mercado. “Se o avanço das plantadeiras nos Estados Unidos confirmar um ritmo forte nesta próxima semana, isso poderá atuar como um fator de pressão baixista para as cotações em Chicago”, destaca o Grainsights.
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  • Demanda interna aquecida: no mercado interno, a crescente demanda das indústrias de bioenergia atuará como o principal contrapeso de sustentação das cotações. O etanol de milho manteve excelente rentabilidade e competitividade devido à escalada internacional do petróleo, forçando as usinas do Centro-Oeste a atuarem agressivamente na originação do grão físico para garantir a robusta moagem do segundo semestre.
  • Exportações ameaçadas: o setor exportador nacional continuará avaliando a forte ameaça geopolítica à demanda, fruto da guerra no Oriente Médio. O Irã é um dos principais e mais fiéis importadores do milho brasileiro. “Com as tensões crescentes e as interrupções frequentes do trânsito marítimo no Estreito de Ormuz, o mercado teme que milhões de toneladas de milho nacional percam a segurança logística e sejam represadas, sobrecarregando ainda mais os estoques do mercado interno”, ressalta o Grainsights.

Macroeconomia e oportunidades

O cenário econômico abriu o mês de maio precificando as contundentes decisões da “Superquarta”, realizada na semana passada (29).

A manutenção das taxas de juros estadunidenses (entre 3,5% e 3,75%) pelo Fed, justificada pela pressão de custos advinda da guerra no Oriente Médio, combinada ao corte brando da Selic para 14,50% pelo Copom, firmaram um contexto propício à valorização constante do dólar frente ao real.

“Esse câmbio forte é a principal alavanca atual do produtor para compensar a queda dos prêmios portuários. É fundamental que o produtor esteja atento às oscilações do mercado e, principalmente, aos seus custos de produção”, reforça o Grainsights.

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Produção de soja e milho no Paraná deve alcançar 39,1 milhões de toneladas

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A produção de grãos no Paraná deve atingir 39,1 milhões de toneladas, segundo a Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral).

A soja tem estimativa de 21,7 milhões de toneladas, enquanto a área plantada chega a 5,75 milhões de hectares. O volume supera o ciclo anterior, mesmo com ajuste em relação ao mês passado.

“A primeira safra de milho e de soja está consolidada. Eventualmente, teremos pequenos ajustes de área e de produção, principalmente do milho, por causa das condições de clima, mas não haverá grandes mudanças desses números que já estão postos”, disse Edmar Gervasio, analista do Deral.

“No caso da soja, as 21,7 milhões de toneladas já é uma pequena alta se a gente comparar ao ciclo anterior, mesmo com uma redução de área de plantio. Podemos considerar uma produção excelente”, acrescentou.

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Milho mantém projeção

A primeira safra de milho foi encerrada com 3,9 milhões de toneladas. Já a segunda safra tem estimativa de 17,4 milhões de toneladas, com área de 2,9 milhões de hectares.

A falta de chuva nas últimas semanas afetou o desenvolvimento das lavouras, mas a retomada das precipitações mantém a projeção de produção.

Batata e tomate

A batata da primeira safra foi colhida. A segunda safra tem 97% da área plantada e 33% colhida. A colheita deve seguir pelos próximos dois meses.

O tomate da primeira safra tem 85% da colheita concluída. Na segunda safra, 36% da área foi colhida e 14% ainda será semeada. “A qualidade dos tomates é em torno de 90% boa. E as áreas de plantio estão estáveis”, descreve Andrade.

Fruticultura e mercado

O boletim do Deral também apresenta dados da fruticultura. O kiwi registrou Valor Bruto de Produção de R$ 20,7 milhões, com destaque para municípios do Sul do estado.

O preço médio ao produtor em 2025 foi de R$ 11,89 por quilo, acima do registrado no ciclo anterior.

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Proteínas animais

O Paraná mantém participação nas exportações de carne de frango. No primeiro trimestre de 2026, o estado exportou US$ 1,088 bilhão, com aumento de 7,7% em volume e 5% em faturamento.

A produção de ovos férteis para incubação chegou a 270,4 milhões de dúzias em 2025, alta de 5,5%.

Na pecuária leiteira, o cenário é de queda de margens devido à alta nos custos de nutrição e ao aumento das importações. A relação de troca com insumos, como milho e farelo de soja, impacta a atividade. Em março de 2025, com o litro do leite sendo comercializado a R$ 2,81, o produtor precisava de 27,7 litros para adquirir uma saca de milho (R$ 77,90), sinalizando maior custo de produção.

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Feijão carioca sobe no fim de abril, mas média mensal fica abaixo de março

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Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

O mercado de feijão carioca teve comportamentos distintos ao longo de abril, segundo dados do indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgados nesta segunda-feira (4).

Na primeira quinzena, os preços recuaram com dificuldade de repasse ao varejo. Na segunda metade do mês, a menor oferta de lotes e a recomposição de estoques sustentaram alta nas principais praças.

Preços na última semana de abril

Entre quarta-feira (23) e terça-feira (29), o feijão carioca de notas 9 ou superior avançou 9,46% no Paraná, nas praças de Curitiba, Castro e Ponta Grossa.

Em Itapeva (SP), a alta foi de 8,87%, seguida por noroeste de Minas, com 7%, e Nordeste do Rio Grande do Sul, com 6,71%. Em Itapeva, a cotação chegou a R$ 395,43 por saca, o maior valor entre as regiões acompanhadas.

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No caso do feijão carioca de notas 8 e 8,50, a reação foi mais intensa em parte das praças. O Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba registrou valorização de 23,87% no mesmo intervalo. Também houve alta em Sorriso (MT), de 7,85%, em Curitiba (PR), de 7,35%, em Itapeva (SP), de 6,49%, e no noroeste de Minas, de 6,18%.

Apesar da recuperação no fim do mês, a média de abril do carioca de maior qualidade ficou 2,84% abaixo da de março. Ainda assim, permaneceu 25,8% acima de abril de 2025 e acumula alta de 43,9% em 2026. Para os padrões 8 e 8,50, a média mensal caiu 2,2% ante março, mas segue 34,8% acima da de um ano antes, com avanço de 40,1% no ano.

Cenário distinto para o feijão preto

No feijão preto tipo 1, o movimento foi diferente. A média de abril recuou 8,03% frente a março, pressionada pela maior oferta e pela proximidade da nova colheita.

Entre quarta-feira (23) e terça-feira (29), houve altas pontuais de 2,28% em Itapeva (SP), 1,91% na Metade Sul do Paraná e 1% no Oeste Catarinense. Em Curitiba (PR), porém, houve queda de 1,01%, com liquidez moderada.

Os dados do Cepea/CNA indicam que o mercado do feijão carioca encerrou abril mais ajustado, com disputa por lotes de melhor qualidade e migração de demanda para padrões intermediários. Já no feijão preto, a expectativa de entrada da nova safra e a maior disponibilidade mantêm o mercado pressionado no curto prazo. O levantamento divulgado não informa porta-voz nominal das instituições.

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