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Dezembro chega com chuva? Previsão do tempo indica alívio para parte do país; saiba onde

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A previsão do tempo para as principais regiões produtoras de soja do país aponta um cenário de melhora na umidade do solo, especialmente no Matopiba. Os mapas meteorológicos mostram boas condições hídricas na Bahia, Tocantins, centro-sul do Maranhão e avançando também para o Piauí.

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Apesar de algumas irregularidades na faixa de divisa entre Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, o Centro-Sul do país mantém níveis satisfatórios de umidade para o avanço da safra.

Próximos cinco dias

Nos próximos cinco dias, o centro-sul deve registrar tempo mais firme, condição que favorece o trabalho em campo, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde produtores aceleram as operações após semanas de instabilidade. Enquanto isso, a chuva deve se concentrar no Tocantins, Bahia, norte de Minas, norte de Mato Grosso e Goiás, com acumulados superiores a 50 milímetros no período.

Como fica o começo de dezembro?

Com a virada do mês e os primeiros dias de dezembro, a instabilidade volta a se espalhar pelo país. A previsão indica o retorno das chuvas para o Paraná, Mato Grosso do Sul e áreas do sul de Mato Grosso, novamente com acumulados acima de 50 milímetros. Esse avanço é importante para regularizar a safra e reduzir áreas de preocupação hídrica.

Entre 5 e 9 de dezembro, o Centro-Sul deve passar por nova janela de tempo mais seco. Mesmo assim, a umidade do solo deve permanecer adequada no Sul, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, com exceção do extremo norte deste último.

Matopiba

Para o Matopiba, a notícia é ainda mais positiva, com previsão de acumulados que podem superar os 100 milímetros no período. Isso aponta alívio especialmente para produtores do centro-norte do Piauí e centro-leste do Maranhão, regiões que enfrentaram irregularidades de chuva nas últimas semanas.

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Nova portaria do Mapa consolida regras sobre fiscalização agropecuária de bagagens

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Cão farejador contribui para evitar a entrada de pragas e doenças por meio de alimentos e outros produtos – Foto: Antônio Araújo/ Ministério da Agricultura

A Portaria nº 872/2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), entra em vigor nesta quarta-feira (4) e consolida em um único regulamento as regras já existentes para a fiscalização agropecuária de bagagens de viajantes que chegam ao país com alimentos, sementes e outros produtos agropecuários.

Na avaliação do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), a medida amplia a transparência para a sociedade e fortalece a previsibilidade das ações do Estado, ao mesmo tempo em que reforça o papel estratégico da fiscalização na proteção do patrimônio agropecuário, ambiental e da saúde pública.

Para o presidente do órgão, Janus Pablo Macedo, o principal desafio está na percepção equivocada de que pequenas quantidades não representam risco.

“Quando um viajante traz alimentos de origem animal ou vegetal sem autorização, mesmo em volumes reduzidos, ele pode introduzir no Brasil pragas e doenças inexistentes no país ou atualmente sob controle, com impactos diretos sobre a produção agropecuária, o meio ambiente e a saúde pública”, alerta.

Um dos exemplos mais sensíveis é o da carne suína, cuja entrada é rigidamente controlada devido ao risco da peste suína africana, doença altamente letal para os animais, sem vacina disponível e ausente no Brasil, mas presente em vários outros países.

“A fiscalização na bagagem do viajante é uma barreira sanitária estratégica. Sem esse controle, o prejuízo potencial ao agro brasileiro pode ser incalculável”, reforça Janus.

Já o coordenador da Unidade de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Cleverson Freitas, acredita que a consolidação das regras traz ganhos operacionais relevantes.

“A Portaria reduz a subjetividade nas análises, promove a harmonização dos procedimentos em âmbito nacional e confere maior segurança técnica e jurídica para a tomada de decisão quanto à autorização ou não do ingresso de produtos agropecuários no país”, afirma.

‘Produtos inofensivos’

A chefe do Serviço de Fiscalização de Viajantes do Mapa, Maria Joana Brito, conta que os passageiros são surpreendidos com o bloqueio de produtos de uso cotidiano, já que não associam esses itens a riscos sanitários.

“São produtos considerados simples, mas que apresentam risco relevante para o Brasil, como queijos artesanais, embutidos, produtos suínos em geral, frutas frescas, sementes, mudas e até mel”, enumera.

Ela destaca ainda que o fato de o produto estar lacrado ou na embalagem original não elimina o risco, mesmo que seja para consumo próprio ou para presente a um familiar. “O risco sanitário não é avaliado pela apresentação comercial. Mesmo embalados a vácuo ou industrializados, alimentos de origem animal ou vegetal podem veicular vírus, bactérias e pragas exóticas”, ressalta.

Assim, conforme a fiscalização, a maioria das apreensões ocorre por falta de informação e não por tentativa deliberada de burlar as regras. “Na maior parte dos casos, o viajante traz alimentos típicos para consumo próprio, sem conhecer as exigências. As tentativas intencionais existem, mas representam uma minoria e recebem tratamento específico”, acrescenta Joana.

Lista oficial de produtos

A Portaria nº 872/2025 consolida as regras em uma lista oficial de produtos, que pode ser atualizada sempre que necessário, de acordo com eventos sanitários e novos estudos de risco.

A orientação é que, antes de cada viagem, o passageiro consulte a lista, declare corretamente os produtos na chegada ao Brasil e procure a Vigilância Agropecuária em caso de dúvida.

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São Paulo cria programa de melhoramento genético da raça guzerá

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Foto: Secretaria de
Agricultura e Abastecimento

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA) paulista lançou, recentemente, um programa que visa disponibilizar genética de ponta aos criadores de bovinos da raça guzerá.

Os primeiros animais serão selecionados em uma unidade da Diretoria de Assistência Técnica Integral (Cati) localizada no município de Manduri, a Fazenda do Estado Ataliba Leonel.

“O guzerá é uma raça que fala por números. Mesmo com um efetivo menor que outras raças zebuínas, apresenta desempenho destacado em provas de ganho de peso, eficiência produtiva e consistência genética ao longo das gerações”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

A iniciativa atende a uma demanda dos próprios criadores e segue a mesma linha de trabalho já desenvolvida com o Nelore Mocho, priorizando o melhoramento genético voltado tanto ao desempenho para corte quanto à manutenção das características leiteiras da raça.

O diretor da CATI, Ricardo Pereira, destaca que a escolha das raças Nelore e guzerá tem caráter estratégico para a pecuária paulista, já que ambas possuem ampla presença no estado.

Segundo ele, o objetivo é promover a melhoria do rebanho como um todo, democratizando e ampliando o acesso a touros puros de origem. “Queremos que pequenos e médios produtores tenham acesso à mesma excelência genética disponível aos grandes criadores”, ressalta.

Pereira acrescenta ainda que toda a rede da CATI está preparada para orientar os produtores interessados. As Casas da Agricultura e os técnicos regionais estão à disposição para esclarecer dúvidas, auxiliar na escolha da melhor genética e informar sobre o acesso aos materiais disponibilizados pela Secretaria, reforçando o compromisso com o fortalecimento da pecuária paulista.

O Programa Guzerá SP se encontra em fase de arrebanhamento, para ampliação do pool genético e formação de uma base sólida de matrizes e reprodutores, antes de dar início à seleção propriamente dita.

Gado guzerá
Foto: Secretaria de
Agricultura e Abastecimento

Raça guzerá

Um dos primeiros zebuínos a ter entrado no Brasil, seu nome se deve ao porto indiano de Guzerat, localizado na região oeste da Índia, de onde eram inicialmente embarcados.

Em seu país de origem é chamado de Kankrej e apresenta aptidão para leite e tração, já que, por ser um animal sagrado na cultura hindu, o consumo de sua carne é vetado. No Brasil, a raça seguiu um caminho diferente e é criada mais com finalidade de corte.

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Mercado da soja tem negócios pontuais, mas segue com ritmo limitados

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja apresentou baixo volume de negócios ao longo do dia, com registros pontuais de vendas, especialmente nos portos, onde algumas cotações alcançaram os níveis mais altos do dia. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o movimento foi marcado por estabilidade e oscilações contidas na maior parte das praças.

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Segundo o analista, a Bolsa de Chicago chegou a operar em alta, impulsionada principalmente pelos ganhos expressivos do óleo de soja, mas encerrou a sessão sem avanços relevantes. A queda do dólar durante boa parte do dia e ajustes nos prêmios acabaram limitando movimentos mais amplos no mercado interno.

Silveira ressalta ainda que o produtor segue concentrado na colheita e demonstra pouco interesse em comercializar soja nos preços atuais, o que contribui para a lentidão dos negócios.

Cotações da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 114,00 para R$ 116,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 106,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 108,00 para R$ 107,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,00 para R$ 108,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 125,00 para R$ 127,00
  • Rio Grande (RS): manteve em 126,00

Contratos futuros de soja

No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), embora abaixo das máximas do dia. O óleo de soja avançou mais de 2% e liderou os ganhos do complexo, sustentado por fatores ligados à política de biodiesel nos Estados Unidos, ao acordo comercial entre EUA e Índia e à valorização do petróleo.

De acordo com a Reuters, os agentes seguem avaliando as diretrizes atualizadas do Tesouro americano sobre o crédito tributário 45Z para Produção de Combustível Limpo. As novas regras determinam que apenas matérias-primas originárias dos Estados Unidos, México e Canadá se qualificam para o benefício, além de prorrogar o crédito até 2029.

O petróleo também contribuiu para o viés positivo, ao reagir ao acordo comercial entre EUA e Índia e à possibilidade de impactos sobre a commodity russa. O mercado avalia que o entendimento pode elevar a demanda indiana por óleos vegetais americanos, especialmente o óleo de soja.

Apesar disso, os ganhos em Chicago foram limitados pelo bom desenvolvimento das lavouras e pelo avanço da colheita da maior safra da história do Brasil, reforçando a percepção de que parte da demanda chinesa pode estar se deslocando para a América do Sul.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,17%, influenciando a formação de preços no mercado doméstico e contribuindo para a cautela nas negocções.

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