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20 de maio de 2026

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Brasil dispara com alta de 38% na produção de vinho; clima trava crescimento global

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O Brasil aparece entre os países com maior recuperação na produção de vinho em 2025, de acordo com o relatório divulgado pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) na última semana. A estimativa para o país é de 2,9 milhões de hectolitros, um forte aumento de 38% em relação a 2024 e 15% acima da média dos últimos cinco anos.

Segundo a OIV, o salto brasileiro foi impulsionado principalmente pelo clima favorável nas regiões produtoras, com chuvas durante o inverno e condições mais secas na primavera e no verão, garantindo desenvolvimento adequado das videiras e elevando o desempenho das vinícolas.

América do Sul

Na América do Sul o cenário misto. A Argentina, maior produtora da região, deve alcançar 10,7 milhões de hectolitros, alta de 11% em relação a 2024, embora ainda 2% abaixo da média quinquenal.

O Chile, por outro lado, enfrenta retração significativa: a produção está estimada em 8,4 milhões de hectolitros, queda de 10% frente ao ano passado e 26% abaixo da média dos últimos cinco anos.

Estados Unidos

Quarto maior produtor global, os Estados Unidos também registram baixa produção. A OIV estima 21,7 milhões de hectolitros, um aumento moderado de 3% em relação a 2024.
Mesmo assim, o país enfrenta uma das menores safras das últimas décadas, reflexo da redução de área plantada e de ajustes no mercado interno.

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Europa avança

A União Europeia permanece como maior produtora mundial, responsável por cerca de 60% de todo o vinho fabricado no planeta. Para 2025, a projeção é de 140 milhões de hectolitros, alta de apenas 2% frente a 2024 e 8% abaixo da média dos últimos cinco anos.

Se confirmada, esta será a segunda menor produção da UE no século 21. O relatório aponta a forte volatilidade climática como principal causa, com produtores enfrentando desde ondas de calor e seca extrema até excesso de chuvas, o que prejudicou a sanidade das videiras.

Entre os países europeus:

  • Itália – 47,4 milhões de hl (+8% ante 2024)
  • França – 35,9 milhões de hl
  • Espanha – 29,4 milhões de hl

As três potências seguem no topo do ranking global, mas ainda abaixo de seus desempenhos históricos.

Produção mundial

Em escala global, a produção de vinho em 2025 deve ficar entre 228 e 235 milhões de hectolitros, crescimento de 3% em comparação com 2024. Apesar da leve recuperação, o volume permanece 7% abaixo da média dos últimos cinco anos.

A OIV enfatiza que as variações climáticas continuam determinando o cenário da produção mundial e alerta para transformações no modelo de consumo em mercados tradicionais, o que pressiona a cadeia e exige adaptações estruturais.

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*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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EarthDaily projeta safra de trigo de inverno dos EUA no menor nível em 25 anos

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A safra de trigo de inverno dos Estados Unidos em 2026 deve atingir o menor volume das últimas duas décadas, segundo levantamento divulgado pela EarthDaily nesta quarta-feira (20). A consultoria estima produção de 29,17 milhões de toneladas, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta cerca de 28,5 milhões de toneladas. O cenário é atribuído à combinação entre seca em áreas produtoras e redução da área plantada.

De acordo com a EarthDaily, o mercado começou a precificar um quadro de oferta mais restrita no início de fevereiro. Se confirmada, a produção norte-americana ficará no menor patamar em 25 anos, em um contexto de perdas de produtividade e limitação climática nas principais áreas de cultivo.

A consultoria estima rendimento 9% abaixo da tendência histórica. Já o USDA trabalha com retração de 11%. Pelas duas referências, o resultado pode representar a maior perda de produtividade do trigo de inverno em duas décadas.

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Os déficits de umidade atingem áreas produtoras do Colorado, Texas, Oklahoma e Kansas durante fases de desenvolvimento das plantas. No sudoeste do Kansas, os volumes de chuva no inverno estão entre os menores observados nos últimos anos, segundo a análise.

A EarthDaily também informa que o índice de vegetação por diferença normalizada (NDVI) mostra enfraquecimento das lavouras, refletindo a redução da umidade do solo após meses de estiagem. Esse indicador é usado para monitorar o vigor da vegetação por sensoriamento remoto e, neste caso, reforça a leitura de estresse hídrico acumulado.

Do ponto de vista técnico, a combinação entre menor área semeada e produtividade reduzida limita a capacidade de recomposição da oferta. Como os Estados Unidos são um dos principais exportadores globais de trigo, revisões negativas na safra tendem a ser acompanhadas de perto por agentes do mercado internacional. O material disponível, no entanto, não detalha efeitos imediatos sobre preços ou fluxos de comércio.

A margem de recuperação da safra é considerada limitada pela EarthDaily devido ao estresse hídrico acumulado nas lavouras. Novas estimativas e o comportamento das chuvas nas próximas semanas serão determinantes para confirmar o tamanho da produção e os desdobramentos para o mercado de trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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ANP autoriza 3tentos a operar usina de etanol de milho em Mato Grosso

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A 3tentos iniciou oficialmente a operação de sua primeira indústria de etanol de milho em Porto Alegre do Norte, no Vale do Araguaia, em Mato Grosso, após obter autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A liberação foi formalizada pela SPC-ANP nº 253, de segunda-feira (19). Segundo comunicado da companhia divulgado nesta quarta-feira (20), a planta integra o ciclo de expansão anunciado no início de 2024.

De acordo com a empresa, a unidade tem capacidade para processar 2.800 toneladas de milho por dia. A produção estimada é de 1.275 metros cúbicos diários de etanol hidratado e 1.215 metros cúbicos por dia de etanol anidro. A planta também poderá gerar 785 toneladas diárias de DDGS, coproduto usado na alimentação animal, e 50 toneladas por dia de óleo de milho.

A indústria foi instalada em uma região com produção agrícola relevante e presença expressiva da pecuária. Segundo a 3tentos, a unidade também está apta a processar sorgo em composição com o milho, o que amplia a flexibilidade industrial conforme a oferta de matéria-prima.

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No comunicado, o presidente do conselho da companhia, Luiz Osório Dumoncel, informou que a produção começa de forma imediata e que o milho para os primeiros meses já está armazenado. A safra regional, segundo a empresa, começa em junho.

Para a cadeia agropecuária, a entrada em operação da planta adiciona demanda local por milho e amplia a oferta regional de DDGS, insumo usado em dietas animais. Esse movimento pode reforçar a integração entre agricultura, pecuária e biocombustíveis em uma área que, segundo a companhia, ainda não contava com usina de etanol de milho.

A 3tentos informou ainda que a operação deverá gerar cerca de 350 empregos diretos e mais de 500 indiretos. O comunicado não detalha o valor do investimento nem projeções de originação de milho por município ou raio logístico da nova unidade.

Do ponto de vista técnico, a nova usina amplia a capacidade de industrialização do milho no nordeste de Mato Grosso e cria nova oferta de coprodutos para a nutrição animal. O efeito sobre preços regionais do grão, logística e comercialização dependerá do ritmo de moagem, da entrada da safra e da estratégia de compra da empresa, pontos que ainda não foram detalhados publicamente.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Aldeia em Biguaçu recebe capacitação da Embrapa em saneamento e reúso agrícola

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A aldeia indígena Itanhaém, da etnia Mbyá Guarani, em Biguaçu (SC), receberá nos dias 26 e 27 de maio uma capacitação em saneamento básico com instalação de tecnologias desenvolvidas pela Embrapa Instrumentação. A ação inclui Fossa Séptica Biodigestora, Jardim Filtrante e Clorador Embrapa. O projeto busca reduzir vulnerabilidades sanitárias e apoiar o reúso seguro de água e nutrientes na agricultura da comunidade.

Segundo a Embrapa Instrumentação, de São Carlos (SP), a Fossa Séptica Biodigestora trata o esgoto do vaso sanitário, enquanto o Jardim Filtrante é destinado à água de pias e chuveiros. Já o Clorador Embrapa complementa o sistema de tratamento. As tecnologias serão implantadas na aldeia localizada no Morro da Palha, nos arredores de Biguaçu.

O pesquisador Wilson Tadeu Lopes da Silva, responsável técnico pelo projeto “Tecnologias consorciadas de saneamento básico com agricultura urbana e periurbana em Biguaçu (SC)”, afirma que os sistemas foram desenvolvidos para operar com poucos insumos externos e permitir resultados compatíveis com o reúso seguro na agricultura. De acordo com ele, o manejo ficará a cargo dos moradores da aldeia, que também participarão da capacitação.

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O projeto começou no fim de 2025 e tem execução prevista até 2027. Além da Embrapa, a iniciativa envolve o Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), por meio da coordenação-geral de Agricultura Urbana e Periurbana e da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

A engenheira agrônoma Isadora Escosteguy, do Cepagro, destaca que a proposta inclui a comunidade e a escola local no processo de formação. O projeto também prevê a implantação de uma horta agroecológica na escola, com foco em práticas de agricultura sustentável e educação ambiental.

Na prática, a iniciativa conecta saneamento, produção de alimentos e segurança alimentar em uma área periurbana. A ausência de informações sobre volume de investimento e capacidade operacional dos sistemas limita, até o momento, uma estimativa quantitativa do alcance do projeto.

Com base nas informações divulgadas pelas instituições envolvidas, a expectativa é consolidar um modelo de saneamento de baixa complexidade operacional associado à agricultura urbana e periurbana. A replicação em outras localidades dependerá dos resultados técnicos da implantação, da adesão comunitária e da divulgação dos dados do projeto.

Fonte: embrapa.br

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