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Energisa completa 11 anos em MS com investimentos e foco no futuro

A Energisa está celebrando um marco especial: 11 anos de atuação em Mato Grosso do Sul. Desde que chegou ao estado, em 2014, a empresa vem escrevendo junto com os sul-mato-grossenses uma história de crescimento, desenvolvimento e compromisso com a transformação da vida das pessoas.
Ao longo desse período, foram investidos R$ 4,7 bilhões na modernização e ampliação da rede elétrica, construção de subestações, melhorias na qualidade do fornecimento e em programas que unem eficiência energética e responsabilidade social.
E a história continua: só em 2025, a Energisa está aplicando R$ 771 milhões para acompanhar o ritmo de expansão econômica e populacional do estado, que completou 48 anos no dia 11 de outubro.
Energia que acompanha o desenvolvimento do estado
Para atender mais de 1,2 milhão de clientes em todo o estado, a Energisa MS segue investindo pesado na infraestrutura elétrica.
Neste ano, duas novas subestações entraram em operação: Campo Grande Parque e Japorã, ampliando a capacidade de fornecimento. Hoje, Mato Grosso do Sul já conta com 110 subestações, um avanço que fortalece a rede de energia e garante mais segurança para os 74 municípios atendidos.
A potência instalada nas subestações cresceu 18 MVA, energia suficiente para abastecer uma cidade do tamanho de Bonito. Já na rede de distribuição, o ganho foi de 120 MVA, equivalente ao consumo de Dourados.
E tem mais: foram acrescentados 846 km de novas linhas e redes elétricas – distância que cruza o estado de norte a sul, de Sonora a Mundo Novo.
Mais qualidade no serviço para quem vive aqui
O trabalho da Energisa também tem impacto direto no dia a dia dos clientes. Em 11 anos, a média de horas que os clientes ficavam sem luz caiu 31% (de 12,87 para 8,88 horas por ano), e o número de interrupções caiu 40% (de 7,26 para 4,35).
Tudo isso é resultado de investimentos contínuos, mesmo enfrentando desafios como a extensa rede rural, que representa 93% da rede do estado, o atendimento no Pantanal e os impactos de tempestades severas.
Ilumina Pantanal: energia limpa para quem vive em áreas remotas
Um dos maiores orgulhos da Energisa MS é o programa Ilumina Pantanal, que já levou energia solar limpa e segura para 2.890 famílias ribeirinhas e comunidades indígenas em uma das regiões mais isoladas do Brasil.
Em 2025, o programa completa 4 anos e já garante energia para 6 escolas, beneficiando cerca de 300 crianças. A energia é gerada por placas fotovoltaicas, sem a necessidade de grandes obras, ajudando a preservar o bioma pantaneiro.
Uso consciente da energia: um compromisso que transforma
Por meio do programa Nossa Energia, a empresa leva palestras, cinema itinerante, troca de lâmpadas e sorteio de equipamentos para famílias de baixa renda.
No total, já foram substituídas 6.162 geladeiras e quase 700 mil lâmpadas antigas por modelos de LED, que consomem até 80% menos energia.
Em Campo Grande, o Espaço Energia, localizado na Avenida Afonso Pena, é outro destaque: desde 2015, o local já recebeu mais de 68 mil visitantes e oferece experiências interativas para escolas e projetos sociais sobre geração, distribuição e consumo consciente de energia.
“O Espaço Energia aproxima as pessoas de conceitos que, muitas vezes, parecem abstratos e mostra, de forma prática, como podemos usar a energia de forma responsável”, afirma Paulo Roberto dos Santos, diretor-presidente da Energisa MS.
Incentivo à cultura e ações sociais
A Energisa também contribui para o desenvolvimento cultural e social do estado.
Apoiamos artistas locais no Espaço Energia, iniciativas socioambientais como o projeto Agroflorestas, do Instituto Homem Pantaneiro, e realizamos campanhas solidárias com doações de roupas, alimentos e eletrodomésticos para famílias em situação de vulnerabilidade.
Reconhecimento que inspira
O trabalho realizado no estado tem rendido conquistas importantes. Em 2025, a Energisa MS recebeu:
● 2º lugar como Melhor Distribuidora das regiões Norte/Centro-Oeste (ABRADEE)
● 3º lugar em Gestão da Inovação (ABRADEE)
● Prêmio de Boas-Práticas pelo Ilumina Pantanal (FGV)
● Destaque no Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor (IASC) como melhor distribuidora da região Centro-Oeste entre as empresas com mais de 400 mil clientes
“Vivemos em um mundo em constante transformação, pautado pela inovação e compromisso cada vez maior com a sociedade e a sustentabilidade. Nesse contexto, a demanda por energia confiável e de qualidade é fundamental para o crescimento econômico e social do estado”, conclui Paulo Roberto dos Santos.
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USDA aponta piora na condição do milho nos EUA e estabilidade da soja

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, na segunda-feira (3), que 61% da safra de milho no país apresentava condição boa ou excelente no último domingo, com recuo de 2 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Para a soja, o índice ficou em 63%, sem variação no período. O levantamento também atualizou os estágios de desenvolvimento das lavouras e o andamento da colheita de trigo.
No milho, o percentual de lavouras em condição boa ou excelente ficou abaixo dos 73% registrados um ano antes. Segundo o USDA, 90% da safra já havia formado espiga, ante 86% no mesmo período do ano passado e 87% na média dos cinco anos anteriores. Além disso, 43% das áreas estavam formando grãos, acima dos 40% de um ano antes e dos 38% da média. A parcela com formação de dentes chegou a 6%, contra 5% no ano passado e na média.
Na soja, 63% da safra estava em condição boa ou excelente, mesmo patamar da semana anterior. Um ano antes, o índice era de 69%. O USDA informou ainda que 88% das lavouras tinham florescido, ante 84% no ano passado e também na média de cinco anos. A formação de vagens alcançou 62%, acima dos 56% registrados um ano antes e dos 55% da média.
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O relatório mostrou também que a colheita do trigo de inverno atingiu 86%, em linha com a média de cinco anos e acima dos 85% observados em igual período do ano passado.
Para o trigo de primavera, 55% da safra apresentava condição boa ou excelente, avanço de 2 pontos porcentuais na semana. No ano passado, a parcela era de 48%. O perfilhamento alcançou 98%, ante 95% um ano antes e 97% na média de cinco anos. A colheita chegava a 5%, contra 4% no ano passado e 8% na média.
No algodão, 42% da safra estava em condição boa ou excelente, queda de 4 pontos porcentuais na semana. Um ano antes, o índice era de 55%. O USDA apontou ainda que 88% da safra estava florescendo, 55% havia formado maçãs e 4% já apresentava abertura de maçãs.
Os dados semanais do USDA mostram piora na condição do milho e do algodão, estabilidade da soja, melhora no trigo de primavera e avanço no desenvolvimento das principais lavouras de verão nos Estados Unidos.
Fonte: Estadão Conteúdo
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CNA defende tecnologia e financiamento para adaptação climática no campo

O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Muni Lourenço, participou nesta terça-feira (4), em São Paulo, do evento “Climate Week Brasil 2030: Economia, Clima e Competitividade”. No painel sobre agricultura, segurança alimentar e clima, ele destacou o papel do agro brasileiro na produção de alimentos e na agenda climática.
Promovido pela Times CNBC, o encontro teve o Sistema CNA/Senar entre os apoiadores e reuniu autoridades, investidores e especialistas para discutir desafios climáticos e soluções voltadas à produtividade, à sustentabilidade e ao desenvolvimento econômico.
Durante o debate, Muni Lourenço afirmou que a agropecuária é o setor da economia mais impactado pelas questões climáticas, por ser uma “indústria a céu aberto”. Segundo ele, o mesmo setor também se apresenta como provedor de soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas.
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Na avaliação do vice-presidente da CNA, a incorporação de novas tecnologias tem permitido ampliar a produtividade agrícola sem aumento de área plantada. Ele afirmou ainda que esse processo contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e para a produção sustentável de alimentos.
Muni Lourenço também defendeu financiamento para ciência e capacitação de produtores com foco na difusão de tecnologias ligadas à assistência técnica e à sustentabilidade. Entre as medidas citadas por ele estão melhorias em sistemas de previsão meteorológica e o uso de cultivares mais resistentes.
No painel, o representante da CNA relacionou essas ações à necessidade de ampliar as condições de adaptação dos produtores diante dos efeitos do clima sobre a atividade agropecuária.
A participação da CNA no evento concentrou a discussão em tecnologia, financiamento, capacitação e adaptação climática como pontos centrais para a produção agropecuária e a segurança alimentar.
Fonte: cnabrasil.org.br
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Chuva prolonga colheita, encarece produção e expõe gargalos da armazenagem em MT

A colheita do milho chega à reta final no Norte de Mato Grosso após uma sequência de chuvas que prolongou os trabalhos, elevou os custos e manteve a umidade dos grãos acima do ideal para a operação. Em algumas propriedades de Sinop, foram registrados até 70 milímetros de chuva em julho, período considerado atípico para a cultura.
O excesso de precipitações também aumentou a necessidade de secagem e estendeu a colheita para além do período normalmente esperado. Ao mesmo tempo, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras e ajudaram a sustentar a produtividade em municípios como Vera, Feliz Natal e Sinop.
Em Vera e Feliz Natal, a produtividade ficou próxima do resultado registrado na temporada anterior. Em Sinop, onde foram cultivados cerca de 170 mil hectares de milho, o resultado é considerado um dos melhores já registrados na região.
“Tivemos uma média de produtividade similar à do ano passado. Não foi uma produtividade excelente, mas foi uma produtividade quase dentro do esperado. Entre 120 e 130 sacas por hectares o pessoal fechou na média geral dos dois municípios”, diz Rafael Bilibio, presidente do Sindicato Rural de Vera e Feliz Natal.

Chuva muda ritmo da colheita e eleva custo
A sequência de precipitações de chuva fora de época alterou o calendário de retirada do milho das lavouras. Em vez de concentrar os trabalhos no período normalmente esperado para a segunda safra, produtores precisaram interromper as operações e retomar a colheita conforme as condições de campo permitiam.
Em Vera, o agricultor Thiago Strapasson concluiu a colheita dos 1.440 hectares cultivados com milho depois de enfrentar um cenário que considera incomum. “Coisa bem atípica, nunca tinha visto”, relata ao projeto Mais Milho sobre as chuvas em junho e julho.
Segundo ele, foram registrados volumes que variavam entre 12 e 50 milímetros ao longo do período, muitos acompanhados de vento. Além do atraso, a condição aumentou a preocupação com possíveis perdas provocadas pelo tombamento das plantas.
A permanência da umidade também trouxe impacto direto sobre os custos. Cerca de dois terços da área cultivada por Thiago precisaram passar pelo secador porque os grãos não atingiam naturalmente o nível adequado de umidade.
“Não baixava a umidade”, afirma. A operação exigiu mais madeira para a queima e consumo de energia, acrescentando despesas ao ciclo produtivo.
Produtividade segura resultado da safra
Apesar das dificuldades impostas pelo clima durante a colheita, a chuva prolongada também teve um efeito positivo sobre o desenvolvimento das lavouras. A disponibilidade de água favoreceu o ciclo das plantas e ajudou a manter o potencial produtivo no Norte do estado.
Em Sinop, as condições climáticas foram consideradas especialmente favoráveis. Ilson José Redivo, presidente do Sindicato Rural do município, classifica a safra como uma das melhores já registradas na região.
O calendário também contribuiu para esse resultado. Com a antecipação do plantio da soja, o milho foi semeado mais cedo e teve mais tempo para aproveitar as condições de umidade durante o ciclo.
“Foi uma safra das melhores que ocorreram na nossa região em todos os tempos. O produtor colheu melhor essa safra em função dos fatores climáticos que foram favoráveis”, pontua à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.
De acordo com Redivo, a regularidade das precipitações se estendeu por um período incomum. Houve chuvas em maio e junho e, em algumas fazendas, os registros chegaram a 70 milímetros em julho.

Milho ganha espaço, mas armazenagem contínua limitada
A evolução da cultura também aumenta a pressão sobre uma estrutura que não acompanhou o crescimento da produção: a armazenagem. Em Vera e Feliz Natal, o milho precisa permanecer na região para atender uma demanda crescente, especialmente das indústrias de etanol.
Sem espaço suficiente nos armazéns, produtores têm recorrido ao silo-bolsa para manter os grãos armazenados.
A alternativa ajuda a absorver a produção no curto prazo, mas evidencia a falta de investimentos em estruturas permanentes. Conforme Bilibio, há produtores armazenando milho fora dos armazéns convencionais, enquanto novos projetos não acompanham a necessidade da região.
“Praticamente não se ouve falar em investimentos significativos na nossa região. Deveria ter um programa governamental para fazer com que o produtor fizesse o seu armazém na propriedade”, defende.
Para o dirigente, a armazenagem própria também amplia a capacidade de decisão do agricultor sobre o momento de comercializar a produção. Com o milho guardado na fazenda, ele consegue organizar as vendas e liberar a estrutura para a entrada da soja, em vez de depender exclusivamente da disponibilidade de armazéns de terceiros.
Boa colheita não garante margem ao produtor
Em Sinop, o problema aparece de outra forma. A produtividade elevada não necessariamente se converte em resultado financeiro, principalmente diante da diferença entre os custos atuais de produção e os preços recebidos pelo milho.
Redivo destaca que o produtor passou a investir mais na cultura, que deixou de ser tratada apenas como uma “safrinha” e ganhou peso dentro do sistema produtivo. O plantio mais cedo, favorecido pela antecipação da soja, também contribuiu para o resultado desta temporada.
Os custos de máquinas, implementos agrícolas, diesel e mão de obra pesam sobre a atividade, enquanto os preços do milho permanecem abaixo dos níveis observados alguns anos atrás. Durante a pandemia, relembra Redivo, a saca chegou a ser comercializada entre R$ 75 e R$ 80. Nesta safra, os negócios ficaram entre R$ 38 e R$ 47 por saca.
“A rentabilidade de novo não é satisfatória, porque estamos vivendo momentos em que o produtor tem alto custo de produção”, frisa.
Mesmo com uma boa colheita, a margem não é suficiente para sustentar novos investimentos. “Aquele que produziu bem consegue pagar a conta, mas ele não tem aquela rentabilidade esperada que precisa para continuar investindo, crescendo e melhorando o seu sistema de produção”.

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