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5 de maio de 2026

Business

Energisa completa 11 anos em MS com investimentos e foco no futuro

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A Energisa está celebrando um marco especial: 11 anos de atuação em Mato Grosso do Sul. Desde que chegou ao estado, em 2014, a empresa vem escrevendo junto com os sul-mato-grossenses uma história de crescimento, desenvolvimento e compromisso com a transformação da vida das pessoas.

Ao longo desse período, foram investidos R$ 4,7 bilhões na modernização e ampliação da rede elétrica, construção de subestações, melhorias na qualidade do fornecimento e em programas que unem eficiência energética e responsabilidade social.

E a história continua: só em 2025, a Energisa está aplicando R$ 771 milhões para acompanhar o ritmo de expansão econômica e populacional do estado, que completou 48 anos no dia 11 de outubro.

Energia que acompanha o desenvolvimento do estado

Para atender mais de 1,2 milhão de clientes em todo o estado, a Energisa MS segue investindo pesado na infraestrutura elétrica.

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Neste ano, duas novas subestações entraram em operação: Campo Grande Parque e Japorã, ampliando a capacidade de fornecimento. Hoje, Mato Grosso do Sul já conta com 110 subestações, um avanço que fortalece a rede de energia e garante mais segurança para os 74 municípios atendidos.

A potência instalada nas subestações cresceu 18 MVA, energia suficiente para abastecer uma cidade do tamanho de Bonito. Já na rede de distribuição, o ganho foi de 120 MVA, equivalente ao consumo de Dourados.

E tem mais: foram acrescentados 846 km de novas linhas e redes elétricas – distância que cruza o estado de norte a sul, de Sonora a Mundo Novo.

Mais qualidade no serviço para quem vive aqui

O trabalho da Energisa também tem impacto direto no dia a dia dos clientes. Em 11 anos, a média de horas que os clientes ficavam sem luz caiu 31% (de 12,87 para 8,88 horas por ano), e o número de interrupções caiu 40% (de 7,26 para 4,35).

Tudo isso é resultado de investimentos contínuos, mesmo enfrentando desafios como a extensa rede rural, que representa 93% da rede do estado, o atendimento no Pantanal e os impactos de tempestades severas.

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Ilumina Pantanal: energia limpa para quem vive em áreas remotas

Um dos maiores orgulhos da Energisa MS é o programa Ilumina Pantanal, que já levou energia solar limpa e segura para 2.890 famílias ribeirinhas e comunidades indígenas em uma das regiões mais isoladas do Brasil.

Em 2025, o programa completa 4 anos e já garante energia para 6 escolas, beneficiando cerca de 300 crianças. A energia é gerada por placas fotovoltaicas, sem a necessidade de grandes obras, ajudando a preservar o bioma pantaneiro.

Uso consciente da energia: um compromisso que transforma

Por meio do programa Nossa Energia, a empresa leva palestras, cinema itinerante, troca de lâmpadas e sorteio de equipamentos para famílias de baixa renda.

No total, já foram substituídas 6.162 geladeiras e quase 700 mil lâmpadas antigas por modelos de LED, que consomem até 80% menos energia.

Em Campo Grande, o Espaço Energia, localizado na Avenida Afonso Pena, é outro destaque: desde 2015, o local já recebeu mais de 68 mil visitantes e oferece experiências interativas para escolas e projetos sociais sobre geração, distribuição e consumo consciente de energia.

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“O Espaço Energia aproxima as pessoas de conceitos que, muitas vezes, parecem abstratos e mostra, de forma prática, como podemos usar a energia de forma responsável”, afirma Paulo Roberto dos Santos, diretor-presidente da Energisa MS.

Incentivo à cultura e ações sociais

A Energisa também contribui para o desenvolvimento cultural e social do estado.

Apoiamos artistas locais no Espaço Energia, iniciativas socioambientais como o projeto Agroflorestas, do Instituto Homem Pantaneiro, e realizamos campanhas solidárias com doações de roupas, alimentos e eletrodomésticos para famílias em situação de vulnerabilidade.

Reconhecimento que inspira

O trabalho realizado no estado tem rendido conquistas importantes. Em 2025, a Energisa MS recebeu:

● 2º lugar como Melhor Distribuidora das regiões Norte/Centro-Oeste (ABRADEE)
● 3º lugar em Gestão da Inovação (ABRADEE)
● Prêmio de Boas-Práticas pelo Ilumina Pantanal (FGV)
● Destaque no Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor (IASC) como melhor distribuidora da região Centro-Oeste entre as empresas com mais de 400 mil clientes

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“Vivemos em um mundo em constante transformação, pautado pela inovação e compromisso cada vez maior com a sociedade e a sustentabilidade. Nesse contexto, a demanda por energia confiável e de qualidade é fundamental para o crescimento econômico e social do estado”, conclui Paulo Roberto dos Santos.


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Agro Mato Grosso

Lucas do Rio Verde estabelece modelo de produção agrícola com milho como pilar

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Da ciência no campo à industrialização, o município consolidou uma cadeia que gera energia, proteína e valor

Lucas do Rio Verde construiu, ao longo das últimas décadas, uma trajetória que vai além da produção agrícola. O município consolidou um modelo baseado em conhecimento, planejamento e capacidade de transformação, tendo o milho como um dos principais pilares desse processo.

As bases desse avanço foram lançadas no início dos anos 2000, quando a Fundação Rio Verde iniciou os primeiros experimentos voltados à safrinha, hoje consolidada como segunda safra. Naquele momento, ainda sem a estrutura atual, a pesquisa agrícola no município partia de uma convicção simples: era preciso produzir mais milho.

Entre os estudos conduzidos, uma mudança técnica se mostrou decisiva. A redução do espaçamento entre linhas de 90 para 45 centímetros, aliada ao aumento da população de plantas, elevou a produtividade em até 50% sem aumento de custo. Inicialmente vista com desconfiança, a prática foi validada em campo e rapidamente se consolidou. Hoje, esse modelo é utilizado em praticamente toda a produção de milho em Mato Grosso e no Cerrado brasileiro.

Com essa base técnica consolidada, o município avançou para um novo estágio: agregar valor à produção. O milho deixou de ser apenas grão e passou a ser transformado dentro do próprio território, conectando agricultura, indústria e proteína animal em uma cadeia integrada.

Os números mais recentes evidenciam essa força. Na safra 2025/2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de (março de 2026), Lucas do Rio Verde cultivou 147.097 hectares de milho, com produtividade média de 7.250 kg por hectare, resultando em uma produção de 1.066.521 toneladas.

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Esse desempenho está inserido em um contexto ainda maior: Mato Grosso é hoje o maior produtor de milho e de etanol de milho do Brasil , consolidando-se como o principal polo dessa cultura no país.

Embora parte da produção brasileira seja exportada, cerca de dois terços do milho permanecem no mercado interno, sustentando diferentes cadeias produtivas. Desse volume, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, cerca de 22% à produção de etanol e os 18% restantes abastecem diversos segmentos industriais, segundo a Associação Brasileira de Milho e Sorgo (Abramilho).

Em Lucas do Rio Verde, essa lógica se materializa de forma integrada. A escala produtiva sustenta um setor industrial importante, com capacidade instalada para produzir mais de 600 milhões de litros de etanol de milho por ano, consolidando o município como referência em bioenergia. Paralelamente, a produção de DDGs fortalece a nutrição animal, ampliando a eficiência da pecuária e garantindo o aproveitamento integral do milho.

Essa integração se estende à agroindústria de proteína. O município conta com unidades de abate de suínos e aves, que utilizam o milho e seus derivados como base nutricional, fechando um ciclo produtivo completo, do campo à mesa.

Mais do que volumes expressivos, o que se consolida no município é um modelo de desenvolvimento. Um modelo que nasce na pesquisa, ganha escala no campo, se fortalece na indústria e retorna em forma de valor agregado para toda a economia local.

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Para o prefeito Miguel Vaz, o milho representa muito mais do que uma cultura agrícola. “Lucas do Rio Verde mostra, na prática, que é possível produzir com eficiência, agregar valor e transformar isso em qualidade de vida para as pessoas. O milho é parte da nossa história e também do nosso futuro”, destacou.

Mais do que produzir, Lucas do Rio Verde mostra como transformar. E é essa transformação que sustenta seu desenvolvimento e projeta seu papel como referência.

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Business

Novo Desenrola Rural deve ampliar e facilitar renegociação de dívidas, diz ministra

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Foto: Agência Brasil

O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (4), uma nova etapa do programa Desenrola Rural. Segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, a iniciativa chega com condições ampliadas para atender mais produtores.

“O Desenrola Rural é retomado em condições ainda mais facilitadas, com maior abrangência”, afirmou a ministra. Ela destacou ainda a inclusão de novos públicos: “No caso dos assentados da Reforma Agrária, incluímos a possibilidade de renegociação de dívidas do Procera”.

A medida será formalizada por decreto previsto para publicação ainda nesta semana e amplia o prazo de adesão até 20 de dezembro de 2026.

A nova fase do Desenrola Rural amplia as condições de renegociação de dívidas. O programa oferece descontos, prazos mais longos e novas possibilidades de liquidação dos débitos.

Os parcelamentos podem chegar a até dez anos, conforme o valor e o tipo da dívida.

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Outro ponto é a retomada do crédito rural. Agricultores com contratos firmados até 31 de dezembro de 2015, com risco integral da União, poderão acessar novas operações pelo Pronaf, mesmo inadimplentes, desde que não estejam inscritos na Dívida Ativa da União.

Quem pode aderir ao programa?

Podem aderir ao programa agricultores familiares, assentados da reforma agrária, pescadores artesanais, povos e comunidades tradicionais e cooperativas da agricultura familiar.

É necessário ter dívidas em atraso há mais de um ano.

As formas de renegociação variam conforme o tipo de débito:

  • Dívidas na Dívida Ativa da União devem ser negociadas pelo site Regularize;
  • Débitos do Pronaf ou com bancos devem ser tratados diretamente com as instituições financeiras;
  • Créditos de instalação podem ser quitados junto ao Incra, com condições específicas.

Mais de R$ 23 bilhões já foram renegociados

Criado em 2025, o Desenrola Rural já beneficiou mais de 500 mil agricultores familiares. Segundo o governo, mais de R$ 23 bilhões em dívidas foram renegociados.

Para o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, Vanderley Ziger, a nova etapa amplia o alcance da política. “Estamos ampliando as condições para que mais agricultores regularizem sua situação, voltem a acessar crédito e sigam produzindo”, afirmou.

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Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

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Foto: Ana Maria Vieira da Silva / Embrapa

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.

O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.

A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.

Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.

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Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.

A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.

Solos coesos limitam produtividade agrícola

O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.

Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.

Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.

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