Sustentabilidade
Tecnologia amplia eficiência e segurança na gestão de armazéns agrícolas – MAIS SOJA

A gestão de armazéns tornou-se um dos grandes desafios do agronegócio brasileiro. Mesmo com o país consolidado como potência na produção de grãos, o déficit de armazenagem ainda supera 120 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O desequilíbrio entre produção e infraestrutura provoca gargalos logísticos, aumenta o custo de escoamento e obriga muitos produtores a venderem parte da safra antecipadamente, por falta de espaço seguro para estocar.
Nesse cenário, a tecnologia tem se tornado uma aliada essencial para melhorar a eficiência e a transparência nas operações. É o caso do módulo de armazenagem da Agrotis, empresa pioneira em tecnologia de gestão para o agronegócio, que oferece um sistema completo de gestão para armazéns gerais, cerealistas e produtores com estrutura própria. A ferramenta automatiza etapas críticas como recebimento, classificação, pesagem, cobrança de serviços, controle de saldos e quebras técnicas, garantindo precisão e segurança em todas as transações. O sistema também atua em empresas com comércio de insumos para automatizar as operações de barter.
“Armazém é o banco do produtor rural”
“O armazém é, na prática, o banco do produtor rural, mas com uma moeda forte, que é o grão depositado. Se ele não confia no controle da empresa armazenadora, deixa de entregar o produto. Nosso sistema traz a confiança porque garante transparência total entre armazém e produtor, controlando saldos e serviços”, explica o CEO e fundador da Agrotis, Manfred Schmid.
Com o módulo, o gestor pode configurar regras personalizadas de cobrança e armazenagem, como taxas por período, descontos por carência e políticas de secagem de acordo com o nível de umidade. O sistema calcula automaticamente os valores devidos em reais ou em grãos e atualiza o saldo de cada produtor.
Além da eficiência operacional, o software reforça a governança e o controle interno dos armazéns, reduzindo riscos de erros de lançamento, falhas de conferência ou fraudes. Cada movimentação é registrada e vinculada a notas fiscais, fotos e classificações com total rastreabilidade. “O sistema tira das mãos do operador a decisão sobre quanto cobrar ou qual regra aplicar. Isso elimina divergências e padroniza o processo”, destaca o Schmid.
Outro diferencial é o portal do produtor, um aplicativo integrado que permite ao cliente do armazém acompanhar em tempo real seu saldo, serviços cobrados, notas fiscais e projeções futuras de estoque. A ferramenta possibilita ao produtor simular retiradas e verificar quanto terá disponível após a incidência de novas cobranças ou quebras, o que facilita o planejamento de contratos de venda.
“A digitalização da armazenagem é mais um passo da eficiência no agro. Nossa missão é garantir que o produtor e os gestores tenham informações seguras, acessíveis e integradas, permitindo decisões rápidas e baseadas em dados. É assim que fortalecemos toda a cadeia”, afirma.
Sobre a Agrotis
Pioneira no desenvolvimento de softwares para o agronegócio, a Agrotis foi fundada em Curitiba (PR) e completa 35 anos em fevereiro de 2026. A empresa oferece soluções que fortalecem a gestão, otimizam operações e ampliam os resultados de mais de 2 mil clientes em todo o Brasil, entre empresas do setor e produtores rurais.
O primeiro produto lançado pela companhia foi o receituário agronômico, um compêndio que reúne informações sobre defensivos agrícolas e pragas, auxiliando o produtor no manejo adequado e emitindo receituários. Desde então, a Agrotis ampliou seu portfólio e hoje disponibiliza tecnologias que podem ser integradas a ERPs de mercado, atendendo diferentes elos da cadeia: produção rural, produção de sementes, gestão de silos e armazéns, cooperativas, indústrias de fertilizantes, fábricas de ração e distribuição e revendas de insumos.
Com uma equipe de 270 colaboradores, dentre os quais 35 engenheiros agrônomos, a empresa alia conhecimento técnico e inovação para traduzir as demandas do campo em soluções tecnológicas que impulsionam a competitividade do agronegócio brasileiro.
Mais informações: https://www.agrotis.com.br/
Fonte: Assessoria de Imprensa Agrotis
Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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