Sustentabilidade
Aprosoja MT destaca papel da ciência no campo como pilar da sustentabilidade em Mato Grosso – MAIS SOJA

Em comemoração ao Dia da Ciência e Cultura, celebrado nesta quarta-feira (05.10), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) valoriza o papel da ciência no campo, por meio dos Centros de Pesquisas (CTECNOs) Araguaia e Parecis, promovendo o avanço de conhecimento na agricultura. A entidade destaca a importância da pesquisa independente conduzida pelo próprio setor produtivo, reforçando que inovação e cultura científica são pilares para a produtividade e sustentabilidade no agronegócio mato-grossense.
Para o vice-presidente Leste da Aprosoja MT, Lauri Pedro Jantsch, a ciência tem um papel crucial na construção de um agronegócio cada vez mais sustentável e a associação tem contribuído para que o setor produtivo invista em pesquisa própria para auxiliar o produtor rural. “A ciência tem um papel muito importante para o agronegócio, porque a ciência traz inovação e aumento de produtividade para a agricultura. Então, é com a ciência que a gente consegue aumentar a produtividade, ter um uso melhor do solo com a agricultura de precisão e usar realmente o que o solo necessita. Ela traz uma agricultura mais sustentável que busca o equilíbrio. Então, é muito importante a ciência estar junto, fazer parte do agronegócio”, afirmou Lauri.
Para Lauri, o Dia da Ciência e Cultura reforça o compromisso da entidade com o conhecimento e a inovação. “A Aprosoja MT tem investido fortemente em pesquisa e também na informação dos seus associados, buscando e trazendo informação através de palestras, Rodadas Técnicas e Simpósio. É muito importante o setor ter a pesquisa própria através dos CTECNOs para ter uma pesquisa independente e para realmente a pesquisa ser feita através da demanda do produtor e assim buscar a solução direta a partir de cada localidade específica do Estado. O Dia da Ciência e Cultura é um dia muito importante para a nossa entidade. O compromisso da entidade é estar buscando inovação e uma cultura mais sustentável, com menos impacto ambiental”, explicou.
Para a pesquisadora do CTECNO Parecis, Daniela Facco, os avanços nas pesquisas demonstram o impacto da ciência no dia a dia das lavouras. “As pesquisas do CTECNO Parecis, têm impacto direto no dia a dia das lavouras dos produtores, porque em primeiro lugar elas são feitas conforme a demanda dos produtores. Então os produtores têm suas dúvidas do dia a dia e essas demandas são levantadas e transformadas em pesquisa. São realizadas pesquisas mais direcionadas para a aplicação prática a campo”, disse Daniela.
De acordo com Daniela, as Rodadas Técnicas promovidas pela Aprosoja Mato Grosso são para fornecer e atualizar os conhecimentos técnicos dos produtores rurais, promovendo palestras e eventos sobre temas estratégicos que proporcionam uma interação entre os produtores e as mais recentes pesquisas e tecnologias voltadas ao sistema produtivo.
“As rodadas técnicas têm sido uma estratégia importante para que esses resultados de pesquisa sejam levados aos produtores de todas as regiões do estado. Então nas rodadas técnicas há uma troca de experiências entre os pesquisadores baseados nos resultados de pesquisa obtidos ao longo dos anos e os produtores baseados nas suas experiências ao longo dos anos na agricultura. A rodada técnica é importantíssima para fortalecer essa ligação entre a pesquisa e o campo. Então é uma estratégia para levar esses resultados e para que chegue até os produtores resultados confiáveis de uma pesquisa idônea e fazer a aplicação desses resultados a campo”, pontuou.
Segundo o vice-presidente Leste da Aprosoja MT, Diego Dallasta, o acesso à pesquisa e ao conhecimento técnico tem auxiliado os produtores rurais durante a produção. “O acesso à pesquisa e ao conhecimento técnico que está sendo produzido nos CTECNOs da Aprosoja MT é de fundamental importância para o produtor rural do Mato Grosso e do Brasil, pois hoje ele tem um acesso à pesquisa científica de total procedência de produtores rurais. Você pode confiar que ali você tem resultados que foram testados ao longo de muitos anos e sem viés de empresas. Então temos resultados de pesquisa científica na veia e isso faz a gente produzir mais e com economia”, afirmou.
Para Diego Dallasta, a ciência e a agricultura devem caminhar juntas, por isso os eventos realizados pela Aprosoja MT, que buscam orientar o produtor através de pesquisas e dados são primordiais para o aprendizado diário no campo. “As Rodadas Técnicas que estão sendo feita nesses últimos anos, principalmente do ano passado e deste ano, têm nos trazido o conhecimento que está sendo gerado, pois todo ano temos muito conhecimento novo a partir do nosso CTECNO Araguaia que está começando seus experimentos e as atualizações do CTECNO Parecis. Então a ciência e a agricultura caminham juntas. O Brasil é o reflexo disso, pois é o país onde mais se produz por hectare, onde mais se conserva a natureza e isso vem de anos de pesquisa e de ciência. O produtor aplica no seu dia a dia e produz com qualidade e com responsabilidade ambiental”, finalizou.
O Dia da Ciência e Cultura destaca o compromisso da Aprosoja Mato Grosso com a pesquisa de qualidade, reconhecendo a ciência como base para a sustentabilidade e para o fortalecimento do futuro do agronegócio mato-grossense.
Sustentabilidade
Soja impulsiona processamento recorde de oleaginosas na Argentina em 2025

A agroindústria da Argentina encerrou o ano de 2025 com um marco histórico, processando um volume recorde de 47,6 milhões de toneladas de oleaginosas. Segundo relatório divulgado pela Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), o desempenho foi impulsionado pela boa oferta de soja e girassol, resultando na menor capacidade ociosa do setor industrial desde 2011.
O mercado de milho vive um momento de forte dinamismo. A comercialização e a fixação de preços para a safra nova 2025/26 dispararam, motivadas pela competitividade do cereal argentino no mercado internacional.
De acordo com a BCR, o preço FOB do milho argentino posiciona-se como “o mais competitivo adiante”, o que tem tracionado a demanda no mercado local.
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Em contrapartida, o cenário para a soja mostra-se diferente. As vendas antecipadas da oleaginosa estão estagnadas, mesmo diante de preços futuros que atingiram máximas recentes.
A entidade aponta que a depreciação do dólar tem dado suporte às cotações das commodities, mas isso ainda não foi suficiente para destravar a comercialização da soja no ritmo esperado.
O relatório também destaca que o Índice Composto Coincidente de Atividade Econômica da Argentina (ICA-ARG) apresentou uma leve alta de 0,01% em dezembro, sinalizando estabilidade na atividade econômica do país.
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Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve iniciar semana com negociações travadas – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve iniciar a semana com negociações travadas, tendo em vista que os principais formadores de preço operam em direções opostas. Além disso, o avanço da oferta da safra de verão pressiona os preços. A Bolsa de Chicago opera em queda, enquanto o dólar sobe frente ao real.
O mercado brasileiro de milho apresentou preços de estáveis a mais baixos nesta quarta-feira. Segundo Safras & Mercado, a oferta com a colheita da safra de verão pesa sobre as cotações. A necessidade de caixa dos produtores e de espaço nos armazéns para a chegada da safra de soja pesa sobre os preços do milho.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 67,00/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 67,00/69,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 61,00/63,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 63,00/65,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 64,00/65,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 61,00/63,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/60,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 52,00/56,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em março de 2026 estão cotados a US$ 4,26 1/2 por bushel, baixa de 1,75 centavo de dólar, ou 0,40%, em relação ao fechamento anterior.
* O mercado estende perdas, acompanhando a queda acentuada do petróleo em Nova York, com recuo superior a 5%, em um movimento associado à redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. No fim de semana, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que segue em diálogo com representantes do governo iraniano.
* Na Argentina, as chuvas registradas nas principais áreas agrícolas do oeste do país melhoraram a umidade do solo. Mesmo assim, segundo a Bolsa de Buenos Aires, as lavouras de milho ainda dependem de novas precipitações nas próximas semanas para evitar perdas de rendimento.
* Sexta-feira (30), os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,28 1/4, com baixa de 2,50 centavos, ou 0,58%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,35 3/4 por bushel, perda de 3,25 centavos de dólar, ou 0,74%, em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial opera com alta de 0,29%, cotado a R$ 5,2617. O Dollar Index registra valorização de 0,39% a 97,37 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, + 0,47%. Frankfurt, +0,71%. Londres, + 0,63%.
* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços baixos. Xangai, -2,48%. Japão, -1,25%.
* O petróleo opera com baixa. Março do WTI em NY: US$ 61,77 o barril (-5,27%).
AGENDA
– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 13h.
– Estimativa de safra de soja, milho e algodão do MT – Imea, 16h.
– Dados de esmagamento de soja dos EUA em janeiro – USDA, 17h.
– Uso de milho na produção de etanol dos EUA – USDA, 17h.
—-Terça-feira (3/02)
– EUA: A processadora de amido ADM publica seus resultados trimestrais.
– EUA: A pesquisadora em agro Corteva publica seus resultados trimestrais.
– EUA: A gigante alimentícia PepsiCo publica seus resultados trimestrais.
– O BC divulga, às 8h, a ata da última reunião do Copom.
– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, a Produção Industrial Mensal (PIM) referente a dezembro.
– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.
—–Quarta-feira (4/02)
– O conglomerado de alimentos holandês Bunge publica seus resultados trimestrais.
– Eurozona: A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de janeiro será publicada às 7h pelo Eurostat.
– Eurozona: A leitura do índice de preços ao produtor de dezembro será publicada às 7h pelo Eurostat.
– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pela EIA.
—–Quinta-feira (5/02)
– A petrolífera britânica Shell publica seus resultados trimestrais.
– Reino Unido: A decisão de política monetária será publicada às 9h pelo BOE.
– Eurozona: A decisão de política monetária será publicada às 10h15 pelo BCE.
– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços divulga, às 15h, os dados consolidados de janeiro, seguidos por coletiva de imprensa.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
—–Sexta-feira (6/02)
– Alemanha: A produção industrial de dezembro será publicada às 4h pelo Destatis.
– Alemanha: O saldo da balança comercial de dezembro será publicado às 4h pelo Destatis.
– A FGV divulga, às 8h, o IGP-DI referente a janeiro.
– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego de janeiro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Autor/Fonte: Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Sustentabilidade
Preços da soja recuam com expectativa de safra recorde e real valorizado

Os preços da soja em grão encerraram o mês de janeiro em queda no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, o enfraquecimento das cotações está ligado às expectativas de uma oferta recorde no Brasil, à demanda doméstica limitada e à valorização do real frente ao dólar.
De acordo com o centro de pesquisas, o movimento cambial reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Com o real mais valorizado, parte dos compradores externos passou a priorizar a soja norte-americana, afastando demandantes do produto brasileiro.
Colheita avança, mas falta de umidade preocupa produtores do Sul
No campo, as atividades de colheita da soja avançam de forma gradual em diferentes regiões do país. No entanto, colaboradores consultados pelo Cepea indicam que os níveis de umidade do solo seguem abaixo do ideal em áreas do Sul do Brasil, principalmente em lavouras semeadas mais tardiamente.
Essa condição mantém os produtores em estado de alerta, diante do risco de impacto sobre o desenvolvimento das lavouras. As previsões climáticas apontam para chuvas mais abrangentes nos próximos dias, o que pode contribuir para a melhora do balanço hídrico e trazer alívio às áreas afetadas.
Mato Grosso lidera colheita da soja no país
Dados da Conab mostram que a colheita da soja alcançou 6,6% da área nacional até o dia 24 de janeiro. O percentual supera os 3,2% registrados no mesmo período da safra passada.
Mato Grosso segue à frente nos trabalhos de campo, com 19,7% da área colhida até a data, avanço expressivo em relação aos 3,6% observados no mesmo intervalo do ciclo anterior.
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