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3 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Nota de posicionamento da Aprosoja MT – MAIS SOJA

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) respeita a decisão do ministro Flávio Dino e confia na avaliação do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) em ratificar o trabalho técnico desenvolvido até aqui pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O Cade já reconheceu a ilegalidade, em materia concorrencial, da chamada Moratória da Soja e identificou indícios de formação de cartel entre tradings signatárias do pacto. Nesta semana, a Superintendência-Geral do órgão abriu investigação administrativa contra executivos dessas empresas para aprofundar a apuração dos fatos.

A Aprosoja MT reafirma sua confiança nas instituições e no devido processo legal, certo de que o trabalho técnico do Cade contribuirá para assegurar a livre concorrência, a isonomia entre produtores e o cumprimento da legislação brasileira.

Fonte: Aprosoja Mato Grosso

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Sustentabilidade

Glufosinato de amônio: atenção às condições de aplicação – MAIS SOJA

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O uso do glufosinato de amônio tem se expandido nos sistemas agrícolas, impulsionado por seu amplo espectro de controle e pela eficácia no manejo de espécies daninhas de difícil controle, como buva e capim-amargoso. Essas características têm consolidado o herbicida como uma importante alternativa ao glifosato na dessecação pré-semeadura de culturas como soja e milho. Além disso, diante do avanço da resistência de plantas daninhas ao glifosato, o glufosinato de amônio assume papel estratégico no manejo de espécies como caruru, capim-pé-de-galinha e capim-amargoso, contribuindo para a diversificação dos mecanismos de ação empregados nos programas de controle.

Entretanto, para alcançar resultados satisfatórios de controle, é fundamental observar alguns cuidados relacionados ao posicionamento do herbicida e às condições de aplicação. Pesquisas demonstram que a eficácia do glufosinato de amônio é maior quando as aplicações são realizadas sobre plantas daninhas pequenas, nos estádios iniciais de desenvolvimento. Nessa fase, as plantas apresentam maior suscetibilidade ao herbicida, favorecendo o controle e reduzindo o risco de escapes.

Figura 1. Planta de caruru em período recomendado para o controle pós-emergente.

Quando inserido em programas de dessecação sequencial, o glufosinato de amônio desempenha um papel importante no manejo de espécies daninhas de difícil controle. Conforme observado por Bianchi, Sturmer e Somavilla (2018), o controle da trapoeraba, por exemplo, é mais eficiente quando são realizadas aplicações sequenciais de herbicidas. Nesse caso, a primeira aplicação é composta pela associação de glifosato + 2,4-D (1.458 g e.a. + 1.340 g e.a. ha⁻¹), seguida de uma segunda aplicação com glufosinato de amônio (500 g ha⁻¹). Além de atuar sobre plantas debilitadas e em fase de rebrote, a dessecação sequencial permite atingir plantas daninhas localizadas em camadas mais inferiores do dossel, que podem sobreviver à primeira aplicação em decorrência do chamado “efeito guarda-chuva”, exercido pelas plantas maiores, que limita a interceptação e a chegada do ingrediente ativo aos alvos.

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Entretanto, para alcançar resultados satisfatórios com o uso do glufosinato de amônio na dessecação pré-semeadura, além do posicionamento adequado do herbicida em relação às espécies-alvo, é fundamental observar as condições ambientais no momento da pulverização. Fatores como intensidade luminosa, estádio de desenvolvimento das plantas daninhas, condições de crescimento e horário da aplicação podem interferir na resposta ao herbicida (HRAC-BR, 2026). Isso ocorre porque o glufosinato de amônio apresenta ação fotodependente, ou seja, sua eficácia está relacionada à presença de luz. Dessa forma, recomenda-se priorizar horários de aplicação que proporcionem maior exposição das plantas à radiação solar nas horas seguintes à pulverização, favorecendo a ação do herbicida (Braz et al., 2025).

Figura 2. Mecanismo de ação do glufosinato de amônio e fatores que influenciam sua eficácia no controle de plantas daninhas.
Fonte: HRAC-BR (2026)

Quando aplicado em condições de baixa luminosidade, o glufosinato de amônio pode apresentar menor eficácia, uma vez que a inibição da enzima glutamina sintetase (GS) pode não desencadear o acúmulo expressivo de espécies reativas de oxigênio (EROs). Consequentemente, há menor comprometimento das membranas celulares e menor ocorrência de necrose dos tecidos foliares, reduzindo a eficiência de controle das plantas daninhas (Braz et al., 2025).

Vale destacar que o uso do glufosinato de amônio exige conhecimento técnico e atenção a diferentes aspectos do manejo, incluindo tecnologia de aplicação, monitoramento do desenvolvimento das plantas daninhas e avaliação das condições ambientais no momento da pulverização. Quando corretamente posicionado e aplicado sob condições adequadas, o herbicida constitui uma importante ferramenta para o manejo de espécies daninhas de difícil controle, contribuindo para diversificar as estratégias e os mecanismos de ação empregados nos programas de controle.

Referências:

BIANCHI, M. A.; STURMER, H.; SOMAVILLA, J. C. ESTRATÉGIAS DE CONTROLE PARA TRAPOERABA. CCGL. Boletim Técnica, n. 65, 2018. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/boletim_t%C3%A9cnico_65.pdf >, acesso em: 03/11/2026.

BRAZ, G. B. P. et al. CAPIM-PÉ-DE-GALINHA: FUNDAMENTOS E RECOMENDAÇÕES PARA MANEJO. FEPAF, Cap. 7, Cuidados com a tecnologia de aplicação para o êxito no controle químico de capim-pé-galinha, 2025. Disponível em: < https://www.fepaf.org.br/loja/fepaf/livro-virtual-e-book/capim-pe-de-galinha-fundamentos-e-recomendacoes-para-manejo/ >, acesso em: 03/11/2026.

HRAC-BR. GLUFOSINATO: MECANISMO DE AÇÃO E CONDIÇÕES AMBIENTAIS. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicida, 2026. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/glufosinato-mecanismo-de-acao-e-condicoes-ambientais >, acesso em: 03/11/2026.

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Sustentabilidade

Plantio de verão 26/27 de milho no Centro-Sul atinge 75,2% – Safras – MAIS SOJA

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O plantio de milho da safra de verão 2026/27 no Centro-Sul do Brasil atingia 75,2% da área estimada de 3,561 milhões de hectares até sexta-feira (30), segundo levantamento de Safras & Mercado.

O cultivo de milho chegou a 97,8% da área prevista de 940 mil hectares no Rio Grande do Sul, a 96,3% dos 597 mil hectares estimados em Santa Catarina e a 92,9% dos 537 mil hectares projetados no Paraná. A semeadura atinge 56,8% da área prevista de 293 mil hectares em São Paulo, a 40,5% dos 24 mil hectares projetados em Mato Grosso do Sul, a 30,2% dos 282 mil hectares previstos em Goiás/Distrito Federal e a 49,5% dos 847 mil hectares projetados em Minas Gerais. No estado de Mato Grosso o plantio atinge 39% dos 10 mil hectares previstos.

No mesmo período do ano passado, o plantio estava concluído em 68,4% da área estimada de 3,608 milhões de hectares. Já a média de plantio dos últimos cinco anos é de 71,8%.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Semana terá frio, temporais de 150 mm e calorão de 36°C; veja o que vem por aí em novembro

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Novembro começa com contrastes nas condições do tempo pelo Brasil. Nos próximos dias, enquanto parte do país enfrenta temporais, chuva volumosa e uma nova queda nas temperaturas, outras regiões produtoras de soja continuam sob calor intenso, com máximas que podem chegar a 36°C. A previsão também exige atenção para os impactos da chuva nas cidades e nas atividades agrícolas.

Sudeste terá temporais e granizo

Atenção especial para a região Sudeste: São Paulo e o sul de Minas Gerais devem registrar temporais até quinta-feira (5), acompanhados de rajadas de vento e possibilidade de queda de granizo.

Em São Paulo, os volumes de chuva podem chegar a 40 milímetros. A partir de quinta-feira, a atuação de um ciclone extratropical deve favorecer a ocorrência de precipitações no norte de Minas Gerais e no Espírito Santo.

Durante o fim de semana, a passagem de uma frente fria deve ampliar as áreas de instabilidade, levando chuva a outras localidades desses estados. No Espírito Santo, os acumulados podem alcançar 50 milímetros em cinco dias.

Além das tempestades, o calor e a sensação de abafamento marcam o início da semana. Nos próximos cinco dias, as temperaturas máximas podem chegar a 36°C em algumas áreas do Sudeste. A mudança ocorre no fim de semana, quando a entrada de ar frio deve provocar uma queda mais acentuada nos termômetros em São Paulo e no sul de Minas Gerais.

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Tempo no Sul

Na Região Sul, a atenção se volta para o excesso de chuva. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul podem acumular até 150 milímetros de precipitação nos próximos cinco dias.

O volume elevado pode provocar transtornos nas cidades, com risco de alagamentos e deslizamentos de terra. No campo, a chuva persistente também pode dificultar os trabalhos nas lavouras e comprometer o andamento das atividades agrícolas.

Depois dos temporais, a previsão aponta uma mudança importante nas temperaturas. No fim de semana, uma massa de ar frio deve avançar sobre a região, com mínimas abaixo de 5°C. Em pontos de maior altitude, os termômetros podem se aproximar de 0°C.

Chuva ganha força no Centro-Sul

Entre os dias 9 e 13 de novembro, a atuação de uma área de alta pressão deve favorecer mudanças nas condições do tempo em parte do Centro-Sul. A tendência é de melhora nas condições para as atividades agrícolas, especialmente nas áreas produtoras de soja.

Na Bahia e no norte de Minas Gerais, a previsão também indica retorno das precipitações, com acumulados entre 40 e 50 milímetros.

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Matopiba pode receber até 100 mm de chuvas

A previsão fica mais otimista para áreas produtoras do Matopiba na virada para a segunda quinzena de novembro. Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e o oeste da Bahia devem receber chuvas mais expressivas, com acumulados de pelo menos 100 milímetros em cinco dias.

Até lá, o calorão continua predominando em áreas de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e Tocantins. As temperaturas elevadas devem marcar os próximos dias, especialmente nas localidades com menor frequência de chuva.

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