Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve ter mais um dia de lentidão nas negociações – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve ter uma quarta-feira de lentidão nas negociações. A cautela presente nas movimentações feitas pelos produtores e consumidores impede um avanço na comercialização do cereal. Além disso, a indefinição no cenário internacional também contribui com o quadro travado dos negócios.
O mercado brasileiro de milho esteve sem grandes novidades no decorrer desta terça-feira, mantendo cotações estáveis. Tanto consumidores como produtores estão cautelosos, acompanhando a valorização do dólar, o movimento dos futuros do milho e a paridade de exportação.
Segundo a Safras Consultoria, o plantio também é uma variável acompanhada com atenção. Mapa de precipitação acumulada do Inmet mostra que houve boa ocorrência de chuvas em vários estados do Centro-Sul nos últimos 3 dias. Há ainda a previsão de boas chuvas para a região até o dia 9 de novembro.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 69,00/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 68,00/70,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 60,00/61,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 63,00/66,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 70,00/72,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 60,00/63,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/60,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 57,00/62,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em dezembro estão cotados a US$ 4,31 1/2 por bushel, estável em relação ao fechamento anterior.
* O mercado tenta recuperar parte das perdas de terça-feira, apoiado pelo bom desempenho do petróleo e pela desvalorização do dólar frente a outras moedas. Por outro lado, o cereal reage às projeções internacionais que apontam para uma produtividade maior nos Estados Unidos, movimento que contraria expectativas recentes de redução no potencial produtivo.
* Ontem (4), os contratos com entrega em dezembro de 2025 fecharam com baixa de 0,63%, ou 2,75 centavos, cotados a US$ 4,31 1/2 por bushel. Os contratos com entrega em março de 2026 fecharam com recuo de 2,00 centavos, ou 0,44%, cotados a US$ 4,44 3/4 por bushel.
CÂMBIO
* O dólar comercial opera com alta de 0,04%, cotado a R$ 5,4010. O Dollar Index registra desvalorização de 0,05% a 100,17 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços mistos. Xangai, +0,23%. Japão, -2,50%.
* As principais bolsas na Europa operam com índices mistos. Paris, +0,04%. Frankfurt, -0,29%. Londres, +0,07%.
* O petróleo opera em baixa. Dezembro do WTI em NY: US$ 60,32 o barril (-0,39%).
AGENDA
– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pelo Departamento de Energia (DoE). *(Devido à paralisação do governo dos Estados Unidos, não há garantia de que o órgão norte-americano divulgará os dados no horário descrito).
– Segundo dia de reunião do Copom e atualização da Selic.
– Resultado financeiro da Minerva, após o fechamento do mercado.
—–Quinta-feira (6/11)
– Alemanha: A produção industrial de setembro será publicada às 4h pelo Destatis.
– Reino Unido: A decisão de política monetária será publicada às 9h pelo BOE.
– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30. *(Devido à paralisação do governo dos Estados Unidos, não há garantia de que o órgão norte-americano divulgará os dados no horário descrito).
– O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços divulga, às 15h, os dados consolidados de outubro, seguidos por coletiva de imprensa.
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– Resultado financeiro da Petrobras e da SLC, após o fechamento do mercado.
—–Sexta-feira (7/11)
– China: O saldo da balança comercial de outubro será publicado à meia-noite pela alfândega.
– Alemanha: O saldo da balança comercial de setembro será publicado às 4h pelo Destatis.
– EUA: A taxa de desemprego e vagas criadas (payroll) de outubro será publicada às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.
– A FGV divulga, às 8h, o IGP-DI referente a outubro.
– O IBGE divulga, às 9h, o Índice de Preços ao Produtor – Indústrias extrativas e de transformação referente a setembro.
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
– China: A leitura do índice de preços ao consumidor de outubro será publicada às 22h30 do dia posterior pelo departamento de estatísticas.
– China: A leitura do índice de preços ao produtor de outubro será publicada às 22h30 do dia posterior pelo departamento de estatísticas.
Fonte: Pedro Carneiro / Safras News
Sustentabilidade
El Niño pode encarecer insumos e frete das empresas em 2027 – MAIS SOJA

O impacto do El Niño na economia brasileira deve extrapolar o calendário meteorológico e pressionar os custos operacionais do setor produtivo ao longo de 2027. O quarto boletim do Painel El Niño 2026–2027, elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), aponta 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026. A previsão indica chuva acima da média no Sul e estiagem em faixas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Apesar de o pico climático ocorrer no fim deste ano, a transmissão do choque de oferta para a planilha das empresas será defasada. Estudo do Banco Central sobre episódios anteriores mostra que o impacto na alimentação no domicílio acumula mais de 11 pontos percentuais em quatro trimestres. Já relatórios do BC e estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) projetam alta média de até 5% nos preços internacionais das commodities agrícolas em 12 meses. No campo logístico, o desequilíbrio afeta a navegação nos rios do Norte e o tráfego rodoviário no Sul, encarecendo os fretes.
Para Dema Oliveira, CEO e fundador da Goshen Land, a maior vulnerabilidade das companhias está no descompasso entre o evento climático e o reajuste das tabelas de suprimentos. “O clima muda primeiro, e o custo chega depois, quando a quebra de safra, o frete mais caro e o reajuste dos contratos se espalham pela cadeia. Quem olha só para o calendário do clima percebe o problema tarde”, afirma.
O executivo ressalta que o risco operacional raramente está restrito ao endereço da empresa, concentrando-se na cadeia estendida de suprimentos. A falta de visibilidade sobre a origem primária das matérias-primas expõe os negócios desafios imprevisíveis. “Muitas companhias conhecem bem o fornecedor direto, mas não sabem de onde vêm os insumos dele. É nesses elos mais distantes que a dependência de uma única região aparece. Um insumo agrícola que encarece, uma estrada comprometida ou uma matéria-prima mais difícil de repor chegam ao negócio como atraso, despesa extra e aperto no caixa, mesmo para quem opera longe das áreas atingidas”, explica.
Para conter riscos sem comprometer a liquidez, a orientação é mapear os insumos críticos, calcular o tempo de reposição (lead time) e buscar rotas e fornecedores alternativos. Formar estoques de segurança reduz a chance de parada de fábrica, mas imobiliza capital e eleva custos de armazenagem. Além disso, a recomendação é renegociar antecipadamente os contratos com transportadoras, fornecedores e seguradoras, ajustando cláusulas de reajuste e força maior antes que a volatilidade se consolide.
Na prática, a estruturação dessa blindagem operacional exige um plano de ação em três etapas imediatas. Primeiro, a auditoria da cadeia de suprimentos deve classificar os itens por grau de essencialidade e vulnerabilidade geográfica, identificando previamente matérias-primas substitutas com homologação técnica pronta para uso.
Em seguida, as empresas precisam estabelecer acordos operacionais flexíveis (SLA) e diversificar as rotas de escoamento, prevendo a migração do modal aquaviário para o rodoviário ou vice-versa em momentos de seca severa ou enchente. Por fim, recomenda-se a criação de um comitê multifuncional de gerenciamento de riscos que monitore mensalmente indicadores pluviométricos e índices de frete, permitindo acionar compras antecipadas de oportunidade antes das escaladas de preço.
“O que a empresa precisa saber é quais itens não podem ficar sem, quais são difíceis de substituir e quanto custaria, em dias parados e em margem, reagir só depois que o problema aparecer”, conclui o especialista.
Sobre a Goshen Land
A Goshen Land é uma empresa especializada em expansão de negócios. Fundada por Dema Oliveira, ex-executivo da Samsung e da TIM, desenvolveu a metodologia das “7 Inteligências da Expansão” para apoiar empresas em estratégias de crescimento sustentável. Apenas em 2025, mais de 600 organizações passaram por seus programas, que, segundo a empresa, contribuíram para a geração de R$ 3 bilhões em receitas entre os negócios atendidos. Entre as organizações que já participaram de suas iniciativas estão Unilever, Claro, TIM, Caixa Econômica Federal e Bradesco.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Glufosinato de amônio: atenção às condições de aplicação – MAIS SOJA

O uso do glufosinato de amônio tem se expandido nos sistemas agrícolas, impulsionado por seu amplo espectro de controle e pela eficácia no manejo de espécies daninhas de difícil controle, como buva e capim-amargoso. Essas características têm consolidado o herbicida como uma importante alternativa ao glifosato na dessecação pré-semeadura de culturas como soja e milho. Além disso, diante do avanço da resistência de plantas daninhas ao glifosato, o glufosinato de amônio assume papel estratégico no manejo de espécies como caruru, capim-pé-de-galinha e capim-amargoso, contribuindo para a diversificação dos mecanismos de ação empregados nos programas de controle.
Entretanto, para alcançar resultados satisfatórios de controle, é fundamental observar alguns cuidados relacionados ao posicionamento do herbicida e às condições de aplicação. Pesquisas demonstram que a eficácia do glufosinato de amônio é maior quando as aplicações são realizadas sobre plantas daninhas pequenas, nos estádios iniciais de desenvolvimento. Nessa fase, as plantas apresentam maior suscetibilidade ao herbicida, favorecendo o controle e reduzindo o risco de escapes.
Figura 1. Planta de caruru em período recomendado para o controle pós-emergente.
Quando inserido em programas de dessecação sequencial, o glufosinato de amônio desempenha um papel importante no manejo de espécies daninhas de difícil controle. Conforme observado por Bianchi, Sturmer e Somavilla (2018), o controle da trapoeraba, por exemplo, é mais eficiente quando são realizadas aplicações sequenciais de herbicidas. Nesse caso, a primeira aplicação é composta pela associação de glifosato + 2,4-D (1.458 g e.a. + 1.340 g e.a. ha⁻¹), seguida de uma segunda aplicação com glufosinato de amônio (500 g ha⁻¹). Além de atuar sobre plantas debilitadas e em fase de rebrote, a dessecação sequencial permite atingir plantas daninhas localizadas em camadas mais inferiores do dossel, que podem sobreviver à primeira aplicação em decorrência do chamado “efeito guarda-chuva”, exercido pelas plantas maiores, que limita a interceptação e a chegada do ingrediente ativo aos alvos.
Entretanto, para alcançar resultados satisfatórios com o uso do glufosinato de amônio na dessecação pré-semeadura, além do posicionamento adequado do herbicida em relação às espécies-alvo, é fundamental observar as condições ambientais no momento da pulverização. Fatores como intensidade luminosa, estádio de desenvolvimento das plantas daninhas, condições de crescimento e horário da aplicação podem interferir na resposta ao herbicida (HRAC-BR, 2026). Isso ocorre porque o glufosinato de amônio apresenta ação fotodependente, ou seja, sua eficácia está relacionada à presença de luz. Dessa forma, recomenda-se priorizar horários de aplicação que proporcionem maior exposição das plantas à radiação solar nas horas seguintes à pulverização, favorecendo a ação do herbicida (Braz et al., 2025).
Figura 2. Mecanismo de ação do glufosinato de amônio e fatores que influenciam sua eficácia no controle de plantas daninhas.

Quando aplicado em condições de baixa luminosidade, o glufosinato de amônio pode apresentar menor eficácia, uma vez que a inibição da enzima glutamina sintetase (GS) pode não desencadear o acúmulo expressivo de espécies reativas de oxigênio (EROs). Consequentemente, há menor comprometimento das membranas celulares e menor ocorrência de necrose dos tecidos foliares, reduzindo a eficiência de controle das plantas daninhas (Braz et al., 2025).
Vale destacar que o uso do glufosinato de amônio exige conhecimento técnico e atenção a diferentes aspectos do manejo, incluindo tecnologia de aplicação, monitoramento do desenvolvimento das plantas daninhas e avaliação das condições ambientais no momento da pulverização. Quando corretamente posicionado e aplicado sob condições adequadas, o herbicida constitui uma importante ferramenta para o manejo de espécies daninhas de difícil controle, contribuindo para diversificar as estratégias e os mecanismos de ação empregados nos programas de controle.

Referências:
BIANCHI, M. A.; STURMER, H.; SOMAVILLA, J. C. ESTRATÉGIAS DE CONTROLE PARA TRAPOERABA. CCGL. Boletim Técnica, n. 65, 2018. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/boletim_t%C3%A9cnico_65.pdf >, acesso em: 03/11/2026.
BRAZ, G. B. P. et al. CAPIM-PÉ-DE-GALINHA: FUNDAMENTOS E RECOMENDAÇÕES PARA MANEJO. FEPAF, Cap. 7, Cuidados com a tecnologia de aplicação para o êxito no controle químico de capim-pé-galinha, 2025. Disponível em: < https://www.fepaf.org.br/loja/fepaf/livro-virtual-e-book/capim-pe-de-galinha-fundamentos-e-recomendacoes-para-manejo/ >, acesso em: 03/11/2026.
HRAC-BR. GLUFOSINATO: MECANISMO DE AÇÃO E CONDIÇÕES AMBIENTAIS. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicida, 2026. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/glufosinato-mecanismo-de-acao-e-condicoes-ambientais >, acesso em: 03/11/2026.

Sustentabilidade
Plantio de verão 26/27 de milho no Centro-Sul atinge 75,2% – Safras – MAIS SOJA

O plantio de milho da safra de verão 2026/27 no Centro-Sul do Brasil atingia 75,2% da área estimada de 3,561 milhões de hectares até sexta-feira (30), segundo levantamento de Safras & Mercado.
O cultivo de milho chegou a 97,8% da área prevista de 940 mil hectares no Rio Grande do Sul, a 96,3% dos 597 mil hectares estimados em Santa Catarina e a 92,9% dos 537 mil hectares projetados no Paraná. A semeadura atinge 56,8% da área prevista de 293 mil hectares em São Paulo, a 40,5% dos 24 mil hectares projetados em Mato Grosso do Sul, a 30,2% dos 282 mil hectares previstos em Goiás/Distrito Federal e a 49,5% dos 847 mil hectares projetados em Minas Gerais. No estado de Mato Grosso o plantio atinge 39% dos 10 mil hectares previstos.
No mesmo período do ano passado, o plantio estava concluído em 68,4% da área estimada de 3,608 milhões de hectares. Já a média de plantio dos últimos cinco anos é de 71,8%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
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