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11 de junho de 2026

Sustentabilidade

Roberto Rodrigues: o Brasil deve ser protagonista nas soluções climáticas globais na COP 30 – MAIS SOJA

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O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, enviado especial da agricultura à COP30, apresentou nesta terça-feira (28) à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) o documento que reúne as principais propostas do setor agropecuário brasileiro para a conferência do clima, no próximo mês, em Belém (PA).

A publicação, intitulada “Agricultura Tropical Sustentável: Cultivando Soluções para Alimentos, Energia e Clima”, é uma proposta estratégica que consolida a agricultura tropical como eixo central das soluções globais para clima, segurança alimentar e transição energética na COP30. A iniciativa — construída por especialistas, centros de pesquisa, entidades do agronegócio e cooperativismo — introduz o Fórum Brasileiro da Agricultura Tropical e defende um mutirão internacional de implementação climática guiado por três bases: ciência, inovação e inclusão produtiva.

O material destaca que a experiência brasileira em produção sustentável, bioeconomia e energia renovável pode servir de modelo para países tropicais, reforçando o papel do Brasil como liderança global na construção de uma economia de baixo carbono.

Ao entregar o relatório à bancada, Roberto Rodrigues reforçou que o país tem legitimidade e resultados concretos para propor soluções ao mundo. “Eu aceitei esse convite para representar o que o setor realmente precisa e deseja [na COP 30]. Os documentos encaminhados pelos segmentos do agro foram harmonizados em um livro. Estamos trazendo as propostas para o setor, mas queremos ouvir a todos. O texto precisa ser da vontade do agro brasileiro, contemplando todas as áreas”, disse.

Adriana Brondani, head da Biofocus Hub e uma das organizadoras do material, destacou a importância de reposicionar a agricultura tropical como parte central das soluções globais para o clima e a segurança alimentar. “O Brasil alia força produtiva, riqueza natural e inovação científica. Em apenas 50 anos, consolidou um modelo tropical sustentável baseado em ciência, tecnologia e inclusão produtiva”, explicou.

Segundo ela, a COP30 representa uma oportunidade histórica de o Brasil liderar uma nova narrativa internacional, e mostrar que o sucesso do agro tropical é resultado de políticas públicas como o Plano ABC+, do protagonismo dos produtores e da força do cooperativismo, que hoje reúne mais de 4.500 cooperativas e 23 milhões de cooperados no país.

O secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, Embaixador Maurício Lyrio, responsável pelas negociações internacionais do Brasil, lembrou da atuação do setor produtivo em outros momentos da história, em especial nas conquistas econômicas para o Brasil.

“Em situações tidas como de extrema dificuldade, como na necessidade da obtenção de um equilíbrio econômico, foi possível presenciar o agro como alavanca da economia do país, como por exemplo, nas exportações. São as consequências de um setor que tem trabalhado para contribuir com a sociedade.”

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (REP-PR), destacou o peso simbólico da presença de Rodrigues como interlocutor do setor produtivo. “O documento apresentado hoje contempla o que o agro precisa falar e o que o mundo precisa ouvir. Ele mostra, com clareza, que o Brasil é exemplo em sustentabilidade e inovação”, avaliou.

O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da FPA, reforçou que a COP não deve ser vista apenas como um evento.  “É importante pensar a COP como uma oportunidade de defender um conjunto de propostas sustentáveis, guiadas pelo Brasil”, afirmou.

Já o deputado Hugo Leal (PSD-RJ), defendeu que o país assuma a dianteira no debate ambiental internacional. “O Brasil não precisa ser pautado por outros países. Nós deveríamos propor um ambiente de tratados e convenções e estabelecer um código ambiental internacional, que seria o nosso Código Florestal, exemplo para o mundo. Se todos cumprirem o nosso código, o agro do mundo será mais sustentável”, argumentou.

Na mesma linha, Afonso Motta (PDT-RS) expressou confiança na representação brasileira. “Nós, produtores rurais, estamos em boas mãos. Com a liderança do Roberto Rodrigues, vamos marcar posição em um evento que deve apresentar o Brasil real para o mundo.”

O agro que preserva

Durante o debate, o deputado Henderson Pinto (MDB-PA) destacou os números oficiais da Embrapa sobre a conservação da vegetação nativa no Brasil. “66% do território nacional ainda é coberto por essa vegetação, sendo 33% dentro das propriedades rurais. Quando você apresenta os números de cobertura de vegetação nativa no Brasil, eu me alegro porque, na Amazônia, essa cobertura é ainda maior”, observou.

A deputada Marussa Boldrin (MDB-GO) também reforçou a confiança no protagonismo brasileiro. “Essa agricultura brasileira, que é um exemplo de adaptação mundial, está muito bem estruturada para a COP. Acredito que estaremos muito bem representados”, afirmou.

Ciência, inovação e cooperativismo no centro da agenda

Com base em oito pilares, o relatório defende que a agricultura tropical é estratégica para enfrentar as mudanças climáticas, garantir segurança alimentar e impulsionar a transição energética global, e consolidar o Brasil como liderança natural nas soluções para o clima e o desenvolvimento sustentável. Confira:

  1. Reposicionamento político-diplomático do Brasil no debate climático global;
  2. Adaptação e resiliência como direcionadores das políticas agrícolas;
  3. Centralidade da ciência, tecnologia e inovação;
  4. Avanço nos compromissos financeiros climáticos para a agricultura sustentável integrada à preservação de vegetação nativa;
  5. Integração das agendas de segurança alimentar e energética;
  6. Financiamento para setores chave e necessidades críticas;
  7. Coexistência de modelos produtivos sustentáveis nos diversos contextos;
  8. Bio-revolução na agricultura.

Fonte: Agência FPA



 

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Sustentabilidade

Análise climática e prognósticos para junho, julho e agosto/26 – MAIS SOJA

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ANÁLISE CLIMÁTICA DE MAIO

Em maio de 2026, as chuvas foram acima de 150 mm na porção norte da Região Norte, leste da região Nordeste e parte de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Nas demais áreas, os volumes de chuva variaram entre 50 mm e 100 mm, exceto no Acre, leste de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo e na região do Matopiba, onde os valores foram inferiores a 40 mm, reduzindo os níveis de umidade do solo nestas áreas.

Na faixa norte da Região Norte, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm e os maiores volumes de chuva concentraram-se no leste do Amapá e nordeste do Pará, com valores que ultrapassaram os 400 mm. Este cenário contribuiu para a manutenção dos níveis de umidade do solo. Já em áreas do Acre, sudeste do Pará e Tocantins, os volumes de chuva foram inferiores a 40 mm, reduzindo o armazenamento hídrico.

Na Região Nordeste, as chuvas foram acima de 150 mm no norte do Maranhão, assim como na faixa leste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Destaque para o noroeste do Maranhão, onde os acumulados foram superiores a 250 mm. Nestas áreas, o armazenamento hídrico se manteve elevado. No restante da região os volumes de chuva foram inferiores a 120 mm. No extremo-sul do Maranhão, sudeste do Piauí, oeste de Pernambuco e centro-oeste da Bahia, os valores não ultrapassaram os 40 mm, havendo redução dos níveis de umidade do solo, principalmente na região do Matopiba.

Os maiores volumes de chuva na Região Centro-Oeste foram registrados no sul de Mato Grosso do Sul, com acumulados superiores a 150 mm. No centro-norte de Mato Grosso do Sul e oeste de Mato Grosso, os volumes variaram entre 40 mm e 70 mm. Nas demais áreas da região, os volumes foram menores, resultando na redução do armazenamento hídrico no solo e, consequentemente, em restrições ao desenvolvimento das lavouras de segunda safra semeadas tardiamente.

Na Região Sudeste, os acumulados de chuva superiores a 40 mm foram observados em áreas de São Paulo, sudeste de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Em contrapartida, em grande parte de Minas Gerais e Espírito Santo, os volumes ficaram abaixo de 30 mm. De modo geral, os baixos volumes reduziram os níveis de umidade do solo, dificultando o desenvolvimento dos cultivos de segunda safra.

Na Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm no Paraná e porção oeste de Santa Catarina. No restante da região, os acumulados de chuva variaram entre 70 mm e 120 mm, exceto no oeste do Rio Grande do Sul, onde os valores foram inferiores a 50 mm. Estas condições mantiveram a umidade do solo em grande parte da Região Sul, que associadas às temperaturas mais amenas, contribuíram para o preparo das áreas agrícolas, bem como para a emergência e o estabelecimento inicial das lavouras de trigo.

Em maio, as temperaturas máximas permaneceram acima de 30 °C no sudeste do Pará, Tocantins, centro-sul do Maranhão, sudeste do Piauí e leste de Mato Grosso. Já no leste da Região Nordeste e centro-sul de Mato Grosso do Sul e Regiões Sul e Sudeste, as temperaturas máximas ficaram abaixo de 26 °C.

Em relação às temperaturas mínimas, os valores superaram 22 °C em grande parte das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Nas Regiões Sul e Sudeste, as mínimas ficaram abaixo de 18 °C, refletindo em condições mais amenas. Destacam-se, ainda, episódios isolados de frio em maio, com registro de geadas em áreas pontuais da Região Sul, e Sul dos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, associados à atuação de duas massas de ar polar de fraca intensidade.

1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA

Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no período de 17 a 31 de maio de 2026. Nesse intervalo, foram registrados valores entre 0,5 °C e 2 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida entre 90°W e 160°E, indicando temperaturas acima da média climatológica. As águas mais aquecidas concentraram-se na costa oeste da América do Sul, entre 80°W e 100°W, onde as anomalias variaram entre 2 °C e 3 °C. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaramse valores positivos e acima 0,5 °C ao longo de maio, sinalizando uma transição da condição de neutralidade para um evento de El Niño. Contudo, para a caracterização oficial do fenômeno, é necessária a persistência desse aquecimento por, no mínimo, três meses consecutivos.

A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para o início das condições de El Niño (fase quente) durante o trimestre junho, julho e agosto de 2026, com probabilidade de 98%.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO JUNHO, JULHO E AGOSTO DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média em grande parte do centro-norte do Brasil e porção oeste do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média.

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média em grande parte da Região Norte, favorecendo a manutenção de elevados níveis de umidade no solo, principalmente na porção norte da região. Por outro lado, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média na faixa de divisa entre Amazonas e Roraima, além de áreas do nordeste e sudoeste do Amazonas. Destaca-se ainda que, com a aproximação do inverno, aumenta a probabilidade de redução gradual das chuvas no sul da região amazônica a partir de junho, o que tende a diminuir progressivamente os níveis de umidade do solo nessas áreas.

Na maior parte da Região Nordeste, a previsão indica chuvas acima da média. No centro-leste da Bahia e no Rio Grande do Norte, a tendência é de ocorrência de chuvas abaixo da média, condição que pode favorecer a redução gradual dos níveis de umidade do solo.

Em grande parte das regiões Centro-Oeste e Sudeste, são previstas chuvas acima da média no centro-norte de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e porção central e oeste de Minas Gerais. Nas demais áreas, podem ocorrer volumes abaixo da média, o que pode ocasionar maior diminuição dos níveis de umidade de solo. Na Região Sul, são previstas chuvas abaixo da média para o Paraná e Santa Catarina. Já no centro-oeste do Rio Grande do Sul, as chuvas podem ficar acima da média, e os níveis de umidade do solo devem permanecer satisfatórios em grande parte da região durante o trimestre.

As temperaturas médias do ar devem permanecer próximas ou acima da média histórica em grande parte do país. Valores superiores a 25 °C são previstos para a Região Norte, centro-norte da Região Nordeste e norte de Mato Grosso. Já nas regiões Sul e Sudeste, sudeste de Mato Grosso, porções leste e sul de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, temperaturas mais amenas e inferiores a 22 °C podem ocorrer. Destacam-se ainda, as áreas de maior altitude das Regiões Sul e Sudeste, onde as temperaturas podem ficar abaixo de 12 °C, especialmente durante a atuação de massas de ar frio.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem servistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.

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Sustentabilidade

Aplicação aérea de defensivos é alternativa para reduzir perdas por amassamento – MAIS SOJA

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A aplicação de defensivos agrícolas por pulverização é uma prática essencial nas lavouras de soja, viabilizando o controle eficiente de pragas, doenças e plantas daninhas em escala comercial. Para o manejo fitossanitário da cultura, diferentes modalidades de aplicação podem ser adotadas, conforme as características da propriedade rural, as condições operacionais e a tecnologia disponível. Nesse cenário, a aplicação terrestre, realizada por meio de pulverizadores tratorizados ou autopropelidos, destaca-se como uma das principais estratégias utilizadas pelos sojicultores.

Por outro lado, a aplicação aérea de defensivos agrícolas, realizada por aeronaves tripuladas ou remotamente pilotadas (drones), tem ganhado espaço no campo e se consolidado como uma alternativa tecnicamente viável para grande parte das propriedades rurais. O avanço tecnológico e a crescente adoção dos drones na agricultura têm ampliado o interesse dos produtores por essa modalidade de aplicação. Entre suas principais vantagens, destacam-se a eliminação do amassamento de plantas causado pelo tráfego dos pulverizadores terrestres e a possibilidade de realização das aplicações em áreas ou condições que dificultam o acesso de máquinas ao interior da lavoura. Como resultado, a pulverização aérea pode contribuir para a preservação do potencial produtivo da cultura e para o aumento da eficiência das operações fitossanitárias.

Figura 1. Rastros oriundos do tráfegos de máquinas para pulverização. Amassamento de plantas.

Pesquisas demonstram que as perdas por amassamento em lavouras de soja, causadas por aplicações terrestres de defensivos agrícolas, podem variar de 4% a 7%, especialmente quando são realizadas entre três e cinco aplicações ao longo do ciclo da cultura (Costa, 2017). Considerando uma produtividade média de 60 sc ha⁻¹ (3.600 kg ha⁻¹) e uma taxa de amassamento de 5%, a perda pode chegar a aproximadamente 3 sc ha⁻¹ (180 kg ha⁻¹), o que representa uma redução expressiva na produtividade e, consequentemente, na rentabilidade da lavoura.



Sobretudo, embora as aplicações aéreas possibilitem uma redução das perdas decorrentes do amassamento das plantas, sua eficácia é por vezes questionada, principalmente se tratando de novas tecnologias como os drones. Contudo, ao comparar a aplicação terrestre e aérea para determinar qual dessas operações proporcionou ganhos produtivos na cultura da soja, Hamada et al. (2025) observaram que as aplicações aéreas, utilizado drones, demonstraram resultados de rendimentos superiores em comparação com as aplicações terrestres, possibilitando ganhos de produtividade de até 6,3 sc/ha em comparação a pulverização terrestre (figura 2).

Figura 2. Comparação de médias de produtividade da soja entre as aplicações aéreas com aeronave remotamente pilotada e terrestres com trator.
Letras diferentes indicam diferença significativa entre os tratamentos, de acordo com o teste de Tukey (p < 0,05).
Adaptado: Hamada et al. (2025)

Dentre os fatores atribuídos a maior produtividade obtida com as aplicações áreas de defensivos, os autores destacam o desempenho eficaz das pulverizações, bem como a maior uniformidade das aplicações e menor dano mecânico em comparação a aplicação terrestre, reforçando que as aplicações áreas são ferramentas eficazes para o manejo fitossanitário da soja e que as aeronaves remotamente pilotadas (drones) são uma opção viável, eficiente e sustentável para a pulverização terrestre.

Confira o estudo completo desenvolvido por Hamada e colaboradores (2025) clicando aqui!

Referências:

COSTA, C. C. CUSTOS E BENEFÍCIOS DO SUO DA PULVERIZAÇÃO AÉREA DE AGROTÓXICOS NA AGRÍCULTURA. Embrapa, Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, n. 39, 2017. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1085336/1/BoletimPD39Custoebeneficio….pdf >, acesso em 11/06/2026.

HAMADA, B. H. et al. AERIAL  APPLICATION  RESULTS  IN  PRODUCTION  GAINS  IN  RELATION  TO  GROUNDAPPLICATION IN SOYBEAN. Revista Caatinga, 2025. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/rcaat/a/G9kC9TQLq7nQThGV5qPkkBR/?lang=en >, acesso em: 11/06/2026.

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Sustentabilidade

Capacidade de armazenagem agrícola cresce 1,1% e chega a 233,8 milhões de toneladas no 2 semestre de 2025

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No 2º semestre de 2025, a capacidade disponível para armazenamento no Brasil foi de 233,8 milhões de toneladas, 1,1% superior ao semestre anterior. O número de estabelecimentos (9.668) cresceu 0,5% frente ao primeiro semestre de 2025.

Neste período, apenas a Região Sul apresentou redução no número de estabelecimentos, enquanto as demais apresentaram aumento, com destaque para a Região Norte, que subiu 4,7%; seguido do Nordeste (1,9%); Sudeste (1,5%) e Centro-Oeste (0,3%).

Em relação aos estoques dos cinco principais produtos agrícolas existentes nas unidades armazenadoras, em 31/12/2025, os estoques de milho representaram o maior volume (22,8 milhões de toneladas), seguidos pelos estoques de soja (7,3 milhões), trigo (6,0 milhões), arroz (2,9 milhões) e café (0,8 milhão). Estes produtos constituem 90,3% do total estocado entre os produtos monitorados por esta pesquisa, sendo os 9,7% restantes compostos por algodão, feijão preto, feijão de cor, e outros grãos e sementes. No total, a pesquisa levantou 44,1 milhões de toneladas de produtos que monitora.

Capacidade dos silos atinge 124,7 milhões de toneladas, com alta de 1,2%

O total de capacidade útil disponível no Brasil para armazenamento, registrado no segundo semestre de 2025, em estabelecimentos ativos na pesquisa, foi de 233,8 milhões de toneladas, 1,1% superior ao semestre anterior. Em termos de capacidade útil armazenável, os silos predominam no País, tendo alcançado 124,7 milhões de toneladas, o que representa 53,3% da capacidade útil total. Em relação ao semestre anterior, os silos apresentaram um acréscimo de 1,2% na capacidade.

Na Região Sul, os silos são responsáveis por 65,6% da capacidade armazenadora regional. A Região concentra 42,7% da capacidade total de silos do País.

Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis predominam na Região Sul (34,1%), seguida pela Região Sudeste (32,2%). Essas Regiões são, respectivamente, grandes produtoras de arroz e café, produtos que são armazenados em sacarias e que utilizam este tipo de armazém. O Sul e o Sudeste, juntos, correspondem a 66,3% da capacidade total de armazéns convencionais, estruturais e infláveis do país.

Na distribuição dos tipos de armazenagem, por Unidade da Federação, o Rio Grande do Sul possui o maior número de estabelecimentos de armazenagem (2.444), seguido do Mato Grosso, com 1.799 e Paraná, com 1.372 unidades.

Mato Grosso possui a maior capacidade de armazenagem do País, com 64,2 milhões de toneladas. Deste total, 58,8% são do tipo graneleiros e 37,1% são silos. O Rio Grande do Sul e o Paraná possuem 38,9 e 35,7 milhões de toneladas de capacidade, respectivamente, sendo o silo o tipo de armazém predominante nesses Estados. A capacidade instalada está diretamente relacionada com a distribuição da produção de grãos no País.

Entre os dez municípios com maior capacidade instalada no País, sete se encontram no Mato Grosso, sendo Sorriso o que possui maior capacidade do País com 5,9 milhões de toneladas . Os armazéns graneleiros são responsáveis por 76,4% da capacidade total municipal, que é o maior produtor nacional de soja e milho. Sorriso responde por 9,1% da capacidade de armazenagem do Estado e, juntamente a Nova Mutum, Primavera do Leste, Sinop, Campo Novo do Parecis, Sapezal e Lucas do Rio Verde respondem por 37,8% da capacidade estadual.

Em Goiás, o destaque é a municipalidade de Rio Verde, que responde por 14,5% da capacidade de armazenagem do Estado. Ponta Grossa se destaca com a maior capacidade de armazenagem instalada do Paraná e o sétimo município do País, com 2,6 milhões de toneladas, sendo o graneleiro o principal tipo de estrutura (48,8%), seguido pelos silos, com 41,4%.

Em São Paulo, o destaque é Santos, onde se encontra o maior porto do país, que possui 15,0% da capacidade de armazenamento estadual, sendo predominantes os graneleiros com 60,5% da capacidade de armazenagem santista.

A série histórica da Pesquisa de Estoques mostra que desde 1997, a capacidade útil total instalada teve um acréscimo de 112,5%, passando de 110,0 para 233,8 milhões de toneladas.

Fonte: IBGE



FONTE

Autor:IBGE

Site: IBGE

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