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4 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Análise climática e prognósticos para junho, julho e agosto/26 – MAIS SOJA

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ANÁLISE CLIMÁTICA DE MAIO

Em maio de 2026, as chuvas foram acima de 150 mm na porção norte da Região Norte, leste da região Nordeste e parte de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Nas demais áreas, os volumes de chuva variaram entre 50 mm e 100 mm, exceto no Acre, leste de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo e na região do Matopiba, onde os valores foram inferiores a 40 mm, reduzindo os níveis de umidade do solo nestas áreas.

Na faixa norte da Região Norte, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm e os maiores volumes de chuva concentraram-se no leste do Amapá e nordeste do Pará, com valores que ultrapassaram os 400 mm. Este cenário contribuiu para a manutenção dos níveis de umidade do solo. Já em áreas do Acre, sudeste do Pará e Tocantins, os volumes de chuva foram inferiores a 40 mm, reduzindo o armazenamento hídrico.

Na Região Nordeste, as chuvas foram acima de 150 mm no norte do Maranhão, assim como na faixa leste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Destaque para o noroeste do Maranhão, onde os acumulados foram superiores a 250 mm. Nestas áreas, o armazenamento hídrico se manteve elevado. No restante da região os volumes de chuva foram inferiores a 120 mm. No extremo-sul do Maranhão, sudeste do Piauí, oeste de Pernambuco e centro-oeste da Bahia, os valores não ultrapassaram os 40 mm, havendo redução dos níveis de umidade do solo, principalmente na região do Matopiba.

Os maiores volumes de chuva na Região Centro-Oeste foram registrados no sul de Mato Grosso do Sul, com acumulados superiores a 150 mm. No centro-norte de Mato Grosso do Sul e oeste de Mato Grosso, os volumes variaram entre 40 mm e 70 mm. Nas demais áreas da região, os volumes foram menores, resultando na redução do armazenamento hídrico no solo e, consequentemente, em restrições ao desenvolvimento das lavouras de segunda safra semeadas tardiamente.

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Na Região Sudeste, os acumulados de chuva superiores a 40 mm foram observados em áreas de São Paulo, sudeste de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Em contrapartida, em grande parte de Minas Gerais e Espírito Santo, os volumes ficaram abaixo de 30 mm. De modo geral, os baixos volumes reduziram os níveis de umidade do solo, dificultando o desenvolvimento dos cultivos de segunda safra.

Na Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm no Paraná e porção oeste de Santa Catarina. No restante da região, os acumulados de chuva variaram entre 70 mm e 120 mm, exceto no oeste do Rio Grande do Sul, onde os valores foram inferiores a 50 mm. Estas condições mantiveram a umidade do solo em grande parte da Região Sul, que associadas às temperaturas mais amenas, contribuíram para o preparo das áreas agrícolas, bem como para a emergência e o estabelecimento inicial das lavouras de trigo.

Em maio, as temperaturas máximas permaneceram acima de 30 °C no sudeste do Pará, Tocantins, centro-sul do Maranhão, sudeste do Piauí e leste de Mato Grosso. Já no leste da Região Nordeste e centro-sul de Mato Grosso do Sul e Regiões Sul e Sudeste, as temperaturas máximas ficaram abaixo de 26 °C.

Em relação às temperaturas mínimas, os valores superaram 22 °C em grande parte das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Nas Regiões Sul e Sudeste, as mínimas ficaram abaixo de 18 °C, refletindo em condições mais amenas. Destacam-se, ainda, episódios isolados de frio em maio, com registro de geadas em áreas pontuais da Região Sul, e Sul dos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, associados à atuação de duas massas de ar polar de fraca intensidade.

1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA

Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no período de 17 a 31 de maio de 2026. Nesse intervalo, foram registrados valores entre 0,5 °C e 2 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida entre 90°W e 160°E, indicando temperaturas acima da média climatológica. As águas mais aquecidas concentraram-se na costa oeste da América do Sul, entre 80°W e 100°W, onde as anomalias variaram entre 2 °C e 3 °C. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaramse valores positivos e acima 0,5 °C ao longo de maio, sinalizando uma transição da condição de neutralidade para um evento de El Niño. Contudo, para a caracterização oficial do fenômeno, é necessária a persistência desse aquecimento por, no mínimo, três meses consecutivos.

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A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para o início das condições de El Niño (fase quente) durante o trimestre junho, julho e agosto de 2026, com probabilidade de 98%.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO JUNHO, JULHO E AGOSTO DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média em grande parte do centro-norte do Brasil e porção oeste do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média.

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média em grande parte da Região Norte, favorecendo a manutenção de elevados níveis de umidade no solo, principalmente na porção norte da região. Por outro lado, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média na faixa de divisa entre Amazonas e Roraima, além de áreas do nordeste e sudoeste do Amazonas. Destaca-se ainda que, com a aproximação do inverno, aumenta a probabilidade de redução gradual das chuvas no sul da região amazônica a partir de junho, o que tende a diminuir progressivamente os níveis de umidade do solo nessas áreas.

Na maior parte da Região Nordeste, a previsão indica chuvas acima da média. No centro-leste da Bahia e no Rio Grande do Norte, a tendência é de ocorrência de chuvas abaixo da média, condição que pode favorecer a redução gradual dos níveis de umidade do solo.

Em grande parte das regiões Centro-Oeste e Sudeste, são previstas chuvas acima da média no centro-norte de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e porção central e oeste de Minas Gerais. Nas demais áreas, podem ocorrer volumes abaixo da média, o que pode ocasionar maior diminuição dos níveis de umidade de solo. Na Região Sul, são previstas chuvas abaixo da média para o Paraná e Santa Catarina. Já no centro-oeste do Rio Grande do Sul, as chuvas podem ficar acima da média, e os níveis de umidade do solo devem permanecer satisfatórios em grande parte da região durante o trimestre.

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As temperaturas médias do ar devem permanecer próximas ou acima da média histórica em grande parte do país. Valores superiores a 25 °C são previstos para a Região Norte, centro-norte da Região Nordeste e norte de Mato Grosso. Já nas regiões Sul e Sudeste, sudeste de Mato Grosso, porções leste e sul de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, temperaturas mais amenas e inferiores a 22 °C podem ocorrer. Destacam-se ainda, as áreas de maior altitude das Regiões Sul e Sudeste, onde as temperaturas podem ficar abaixo de 12 °C, especialmente durante a atuação de massas de ar frio.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem servistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.

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Sustentabilidade

Milho/BR: Plantio chega a 44,2% com contraste climático entre os estados – MAIS SOJA

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Milho/BR: 44,2% semeado. No RS, a semeadura segue lenta, limitada às áreas fora das principais regiões produtoras. Nas regiões consolidadas, encerram-se o manejo de plantas invasoras e as aplicações de nitrogênio. A pressão de cigarrinha é baixa, mas já há sintomas de bacteriose em algumas lavouras. As primeiras áreas semeadas aproximam-se do florescimento, favorecidas pela maior radiação solar.

No PR, a maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento, embora o excesso de umidade, a baixa luminosidade e os ventos fortes tenha retardado o crescimento inicial, em algumas regiões.

Em SC, a implantação foi concluída no Extremo Oeste e no Oeste e bem adiantada nos Planaltos e na Serra. O desenvolvimento é satisfatório nas áreas drenadas, mas o excesso de umidade e a baixa luminosidade reduziram o crescimento e exigiram replantio em áreas atingidas por chuvas intensas.

Em SP, a semeadura avança de forma gradual e em ritmo limitado. O excesso de umidade e as chuvas frequentes dificultam a entrada de máquinas. Em MG, o plantio avançou com a melhora da umidade. Em GO, a semeadura segue lenta, pois há a priorização da semeadura de soja. Na BA, o plantio foi iniciado na região Oeste e CentroNorte, nas áreas com maiores registros de precipitação.

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No MA, a semeadura terá início a partir desse mês. No PA, as chuvas ainda são insuficientes para o início da semeadura.

Fonte: Conab



 

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Autor:Conab

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Soja/BR: Semeadura atinge 54,3% do país com avanços no Centro-Oeste e progresso no Sul – MAIS SOJA

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Soja/BR: 54,3% semeado. Em MT, a implantação avança para os talhões marginais, com as lavouras exibindo bom desenvolvimento vegetativo e quadro fitossanitário normal, embora haja heterogeneidade pontual no estabelecimento das lavouras.

Em MS, as chuvas dificultaram a semeadura e os manejos preventivos. Em GO, o plantio avança impulsionado pela antecipação do calendário e pela regularidade das chuvas. As lavouras estão em emergência e desenvolvimento inicial. Em MG, o plantio progrediu devido às chuvas moderadas e a boa umidade do solo.

Em SP, a semeadura ganhou ritmo com a redução das chuvas. Os solos com boa umidade favorecem a germinação e a emergência. No PR, a maioria das lavouras apresenta bom desenvolvimento e o plantio avança nas janelas de tempo seco.

Em SC, a semeadura evoluiu de forma lenta e desigual, limitada pela saturação do solo e pelo atraso na colheita do trigo. Está mais adiantada no Oeste e no Extremo Oeste e ainda inicial nos Planaltos e na Serra. No RS, a umidade do solo favoreceu o bom andamento da semeadura, sobretudo nas áreas bem drenadas, com boa emergência das primeiras lavouras.

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No PA, as chuvas, embora irregulares, incentivaram o plantio. Na BA, a semeadura foi finalizada no manejo irrigado e iniciada no sequeiro, nas áreas com chuvas mais significativas. No TO, a semeadura avançou com a ocorrência das chuvas, mas segue em atraso no Sul e no Norte do estado.

No MA, prossegue a semeadura na região Sul, nos Gerais de Balsas. No PI, a semeadura segue em ritmo descompassado pela irregularidade das chuvas no Sudoeste do estado.

Previsão Agrometeorológica (03/11/2026 a 09/11/2026)

N-NE: Os maiores acumulados de chuva devem se concentrar no Oeste AM. Acumulados entre 20 e 40 mm são previstos em áreas do AC, de RR, de RO, do Sul PA e do TO. Na maior parte das localidades no Oeste do AP e no Norte e Nordeste do PA, não são esperados acumulados significativos. No Nordeste, não há previsão de chuvas para a maior parte do Norte da Região. São previstos acumulados abaixo de 10 mm no Centro-Sul do MA e do PI. No Oeste e Sul da BA, são previstos acumulados mais expressivos somente a partir do começo da próxima semana. No geral, as condições ainda serão desfavoráveis para um maior avanço na semeadura dos cultivos de primeira safra no PA e na maior parte do Matopiba.

CO: A condição varia entre tempo estável a pancadas de chuva isoladas. Acumulados entre 10 e 30 mm deverão ocorrer especialmente no Centro-Sul e Oeste de MT, além de MS, GO e DF. A partir do fim de semana, há previsão de temporais principalmente em MS e Sul de MT, com acumulados que também devem aumentar em GO e DF. Apesar das chuvas intensas, as condições serão, no geral, favoráveis ao manejo e ao desenvolvimento das lavouras.

SE: Na primeira metade da semana, há previsão de instabilidades na porção mais central da região, desde o Oeste de MG até a divisa do RJ com o ES. Volumes de chuva mais expressivos deverão ocorrer em SP, especialmente, no Centro-Leste, na maior MG, no Norte do RJ e no Sul do ES, com maiores acumulados a partir da quinta-feira. No Norte de MG, os maiores acumulados devem ocorrer somente a partir do domingo. No Oeste de SP e no Oeste de MG, são previstos volumes baixos a moderados. No geral, as condições serão favoráveis ao manejo e ao desenvolvimento das lavouras.

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S: A semana será de tempo instável, com pancadas de chuvas e possibilidade de queda de granizo nos três estados. No RS, são previstos acumulados expressivos, especialmente, no Centro e Oeste, com impactos principalmente aos cultivos de inverno. Em SC e no PR, os acumulados também serão significativos, com danos pontuais às lavouras. No Norte do PR e no Sul do RS, os volumes serão menores. Apesar dos temporais e das chuvas intensas, a
umidade no solo e os intervalos de tempo firme deverão favorecer o manejo e o desenvolvimento da maioria das lavouras.

Fonte: Conab



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Autor:Conab

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Trigo/BR: Colheita avança no Sul, mas clima reduz produtividade e qualidade dos grãos – MAIS SOJA

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Trigo/BR: 66,9% colhido. No RS, os produtores seguem intensificando o ritmo da colheita em razão da sequência de dias sem chuva. A produtividade e a qualidade dos grãos permanecem mais baixos em relação ao projetado no início da safra, influenciadas pelas condições climáticas e pelo nível de manejo adotado nas lavouras.

No PR, a colheita avançou e a qualidade das lavouras remanescentes reduziu. O produto colhido apresenta PH e falling number abaixo dos padrões de qualidade exigidos. Em SC, a colheita avança com perdas de produtividade e qualidade em razão da elevada precipitação. No Extremo Oeste e no Oeste, a colheita está em andamento. Nos Planaltos e na Serra Catarinense, de calendário mais tardio, a cultura está entre as fases de enchimento de grãos e maturação.

Na BA, GO, MG, MS e SP a colheita está encerrada

Fonte: Conab

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Autor:Conab

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