Sustentabilidade
Análise climática e prognósticos para junho, julho e agosto/26 – MAIS SOJA

ANÁLISE CLIMÁTICA DE MAIO
Em maio de 2026, as chuvas foram acima de 150 mm na porção norte da Região Norte, leste da região Nordeste e parte de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Nas demais áreas, os volumes de chuva variaram entre 50 mm e 100 mm, exceto no Acre, leste de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo e na região do Matopiba, onde os valores foram inferiores a 40 mm, reduzindo os níveis de umidade do solo nestas áreas.
Na faixa norte da Região Norte, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm e os maiores volumes de chuva concentraram-se no leste do Amapá e nordeste do Pará, com valores que ultrapassaram os 400 mm. Este cenário contribuiu para a manutenção dos níveis de umidade do solo. Já em áreas do Acre, sudeste do Pará e Tocantins, os volumes de chuva foram inferiores a 40 mm, reduzindo o armazenamento hídrico.
Na Região Nordeste, as chuvas foram acima de 150 mm no norte do Maranhão, assim como na faixa leste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Destaque para o noroeste do Maranhão, onde os acumulados foram superiores a 250 mm. Nestas áreas, o armazenamento hídrico se manteve elevado. No restante da região os volumes de chuva foram inferiores a 120 mm. No extremo-sul do Maranhão, sudeste do Piauí, oeste de Pernambuco e centro-oeste da Bahia, os valores não ultrapassaram os 40 mm, havendo redução dos níveis de umidade do solo, principalmente na região do Matopiba.
Os maiores volumes de chuva na Região Centro-Oeste foram registrados no sul de Mato Grosso do Sul, com acumulados superiores a 150 mm. No centro-norte de Mato Grosso do Sul e oeste de Mato Grosso, os volumes variaram entre 40 mm e 70 mm. Nas demais áreas da região, os volumes foram menores, resultando na redução do armazenamento hídrico no solo e, consequentemente, em restrições ao desenvolvimento das lavouras de segunda safra semeadas tardiamente.
Na Região Sudeste, os acumulados de chuva superiores a 40 mm foram observados em áreas de São Paulo, sudeste de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Em contrapartida, em grande parte de Minas Gerais e Espírito Santo, os volumes ficaram abaixo de 30 mm. De modo geral, os baixos volumes reduziram os níveis de umidade do solo, dificultando o desenvolvimento dos cultivos de segunda safra.
Na Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm no Paraná e porção oeste de Santa Catarina. No restante da região, os acumulados de chuva variaram entre 70 mm e 120 mm, exceto no oeste do Rio Grande do Sul, onde os valores foram inferiores a 50 mm. Estas condições mantiveram a umidade do solo em grande parte da Região Sul, que associadas às temperaturas mais amenas, contribuíram para o preparo das áreas agrícolas, bem como para a emergência e o estabelecimento inicial das lavouras de trigo.
Em maio, as temperaturas máximas permaneceram acima de 30 °C no sudeste do Pará, Tocantins, centro-sul do Maranhão, sudeste do Piauí e leste de Mato Grosso. Já no leste da Região Nordeste e centro-sul de Mato Grosso do Sul e Regiões Sul e Sudeste, as temperaturas máximas ficaram abaixo de 26 °C.
Em relação às temperaturas mínimas, os valores superaram 22 °C em grande parte das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Nas Regiões Sul e Sudeste, as mínimas ficaram abaixo de 18 °C, refletindo em condições mais amenas. Destacam-se, ainda, episódios isolados de frio em maio, com registro de geadas em áreas pontuais da Região Sul, e Sul dos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, associados à atuação de duas massas de ar polar de fraca intensidade.
1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA
Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no período de 17 a 31 de maio de 2026. Nesse intervalo, foram registrados valores entre 0,5 °C e 2 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida entre 90°W e 160°E, indicando temperaturas acima da média climatológica. As águas mais aquecidas concentraram-se na costa oeste da América do Sul, entre 80°W e 100°W, onde as anomalias variaram entre 2 °C e 3 °C. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaramse valores positivos e acima 0,5 °C ao longo de maio, sinalizando uma transição da condição de neutralidade para um evento de El Niño. Contudo, para a caracterização oficial do fenômeno, é necessária a persistência desse aquecimento por, no mínimo, três meses consecutivos.


A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para o início das condições de El Niño (fase quente) durante o trimestre junho, julho e agosto de 2026, com probabilidade de 98%.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO JUNHO, JULHO E AGOSTO DE 2026
As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média em grande parte do centro-norte do Brasil e porção oeste do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média.
Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média em grande parte da Região Norte, favorecendo a manutenção de elevados níveis de umidade no solo, principalmente na porção norte da região. Por outro lado, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média na faixa de divisa entre Amazonas e Roraima, além de áreas do nordeste e sudoeste do Amazonas. Destaca-se ainda que, com a aproximação do inverno, aumenta a probabilidade de redução gradual das chuvas no sul da região amazônica a partir de junho, o que tende a diminuir progressivamente os níveis de umidade do solo nessas áreas.
Na maior parte da Região Nordeste, a previsão indica chuvas acima da média. No centro-leste da Bahia e no Rio Grande do Norte, a tendência é de ocorrência de chuvas abaixo da média, condição que pode favorecer a redução gradual dos níveis de umidade do solo.
Em grande parte das regiões Centro-Oeste e Sudeste, são previstas chuvas acima da média no centro-norte de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e porção central e oeste de Minas Gerais. Nas demais áreas, podem ocorrer volumes abaixo da média, o que pode ocasionar maior diminuição dos níveis de umidade de solo. Na Região Sul, são previstas chuvas abaixo da média para o Paraná e Santa Catarina. Já no centro-oeste do Rio Grande do Sul, as chuvas podem ficar acima da média, e os níveis de umidade do solo devem permanecer satisfatórios em grande parte da região durante o trimestre.
As temperaturas médias do ar devem permanecer próximas ou acima da média histórica em grande parte do país. Valores superiores a 25 °C são previstos para a Região Norte, centro-norte da Região Nordeste e norte de Mato Grosso. Já nas regiões Sul e Sudeste, sudeste de Mato Grosso, porções leste e sul de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, temperaturas mais amenas e inferiores a 22 °C podem ocorrer. Destacam-se ainda, as áreas de maior altitude das Regiões Sul e Sudeste, onde as temperaturas podem ficar abaixo de 12 °C, especialmente durante a atuação de massas de ar frio.
Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem servistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.
Agro Mato Grosso
FMC lança fungicida Onsuva® para citros na Coopercitrus Expo 2026

Empresa leva soluções para cana-de-açúcar e cereais à maior feira da cooperativa e apresenta oficialmente o Onsuva®, novo fungicida para o manejo de doenças dos citros
A FMC, empresa global de ciências para agricultura, participa da Coopercitrus Expo 2026, realizada entre 27 e 31 de julho, em Bebedouro (SP), reforçando uma parceria construída ao longo de muitos anos com a Coopercitrus e apresentando tecnologias para a cana-de-açúcar, citros e cereais. Entre os destaques da participação está o lançamento do fungicida Onsuva® para citricultura, novidade que amplia o portfólio da companhia com mais tecnologia e inovação.
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“A Coopercitrus Expo é um momento importante para reforçarmos uma parceria sólida, construída ao longo de muitos anos, e estarmos próximos dos cooperados. Levaremos um portfólio robusto para diferentes culturas e apresentaremos, em primeira mão na feira, o Onsuva® para citros, ampliando nossas soluções para o manejo de doenças nessa cultura tão importante para a cooperativa e seus produtores”, destaca Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC.
Com formulação exclusiva à base da molécula fluindapir, o fungicida já é referência no manejo das principais doenças da soja, milho e algodão e agora passa a integrar o portfólio destinado à citricultura. O produto oferece controle eficiente do complexo de manchas dos citros, incluindo pinta preta (Phyllosticta citricarpa), Alternaria spp., Cercospora spp. e antracnose, protegendo folhas e frutos e contribuindo para ganhos de produtividade e qualidade.
“O Onsuva® chega para compor o nosso portfólio que já é muito completo e robusto para citricultura. Esse novo fungicida tem como a proposta agregar ao manejo de doenças e elevar ainda mais o padrão de proteção dos pomares, oferecendo mais eficiência para o controle das principais doenças dos citros e contribuindo para a produtividade e a qualidade da produção”, ressalta Brusantin.
A FMC ainda apresenta um portfólio completo para a cana-de-açúcar, uma das principais culturas de investimento da companhia. Entre os destaques está o Boral® Full, herbicida que combina duas moléculas em uma única formulação para ampliar o controle de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, oferecendo maior seletividade, flexibilidade de aplicação e segurança no manejo da cana-de-açúcar.
Outro destaque é o Reator®, herbicida pré-emergente seletivo e desenvolvido com tecnologia exclusiva de microencapsulação. O produto proporciona liberação gradual do ingrediente ativo conforme a disponibilidade de umidade no solo, mantendo elevado desempenho no manejo de plantas daninhas como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e picão-preto (Bidens pilosa), tanto em períodos úmidos quanto em condições mais secas.
A companhia também evidencia o Verimark®, inseticida à base de diamidas antranílicas indicado para o controle de importantes pragas, como Sphenophorus levis, cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e broca-da-cana (Diatraea saccharalis). Sua alta sistemicidade garante proteção prolongada das plantas, enquanto sua seletividade contribui para a preservação dos inimigos naturais e para o equilíbrio do sistema produtivo.
A participação na Coopercitrus Expo inclui ainda o Premio® Star, com amplo espectro de controle e atuação simultânea sobre diferentes pragas, e o Malathion®, que oferece efeito de choque e rápida ação, sendo fundamental em estratégias de manejo integrado para melhoria da qualidade da colheita.
No portfólio de biológicos, o destaque é o Sofero™ Fall, tecnologia baseada em feromônio que atua na interrupção do ciclo reprodutivo da Spodoptera frugiperda, reduzindo a formação de novas gerações da praga de forma altamente seletiva e compatível com programas de manejo integrado de pragas. Sua formulação microencapsulada favorece a estabilidade e amplia a permanência no campo, aumentando a eficiência do manejo em momentos críticos das culturas.
Campanha exclusiva com o programa Bônus Mais
Durante a Coopercitrus Expo, a FMC também promove uma campanha em parceria com a Coopercitrus por meio do programa Bônus Mais.
Os produtores que adquiriremBoral®, Boral® Full e Stone® durante a feira terão acesso a condições comerciais diferenciadas dentro do programa, reforçando a estratégia conjunta de oferecer tecnologias inovadoras e, também, vantagens exclusivas aos cooperados.
Além disso, a companhia lança uma campanha promocional voltada aos produtores rurais. Na compra dos inseticidas Benevia®, Dimexion® e Verimark®, os clientes poderão ser premiados conforme o volume adquirido.
Os produtores que atingirem os volumes mínimos de 200 litros de Benevia®, 500 litros de Dimexion® ou 80 litros de Verimark® serão contemplados com uma Mini Starlink, ampliando a conectividade no campo. Já aqueles que alcançarem 2.000 litros de Benevia®, 5.000 litros de Dimexion® ou 800 litros de Verimark® receberão um iPhone 17 Pro.
“Nossa parceria com a Coopercitrus vai muito além da participação na feira. Trabalhamos juntos para levar inovação, tecnologia e benefícios concretos aos cooperados, contribuindo para uma agricultura cada vez mais produtiva e sustentável”, conclui o gerente.
Sustentabilidade
Mercado de soja tem preços firmes, mas retenção dos produtores limita os negócios

O mercado brasileiro de soja voltou a registrar cotações firmes, impulsionadas pela alta da Bolsa de Chicago e pelos prêmios, que seguem em patamares elevados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os portos chegaram a testar a faixa de R$ 150,00 por saca no mercado spot, enquanto as ofertas para outubro ficaram entre R$ 155,00 e R$ 157,00, com prazos de pagamento mais longos.
Silveira destaca que o mercado interno também segue indicando cotações elevadas, sustentadas pelo basis positivo e pela demanda compradora. Segundo ele, as ofertas continuam escassas, com menor volume disponível de soja e algumas regiões mais pressionadas.
O analista acrescenta que os produtores seguem retendo a soja, o que limitou o volume de negócios ao longo da sessão. Apesar disso, ele ressalta que a semana foi marcada por preços significativamente altos e que, mesmo com negociações moderadas, as cotações representam excelentes oportunidades neste momento.
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Confira como ficaram as cotações de soja no Brasil:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 144,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 143,00 para R$ 145,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 128,50 para R$ 130,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00
- Paranaguá (PR): avançou de R$ 147,00 para R$ 149,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 150,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando os ganhos acumulados na semana. Após um movimento de realização de lucros durante a manhã, os fundamentos voltaram a prevalecer e levaram os preços aos melhores patamares em cerca de três anos. A posição novembro acumulou valorização de 4,2% na semana.
Os agentes seguem atentos às condições climáticas nos Estados Unidos. As previsões indicam temperaturas elevadas e pouca chuva, cenário que pode comprometer o potencial produtivo da safra norte-americana.
Outro fator de sustentação para a oleaginosa é a demanda aquecida nos Estados Unidos. O mercado continua repercutindo os acordos firmados entre Pequim e Washington, que impulsionaram as compras por parte dos asiáticos e deram suporte adicional às cotações.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 10,50 centavos de dólar, ou 0,84%, a US$ 12,48 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 12,53 1/2 por bushel, com valorização de 9,75 centavos de dólar, ou 0,78%.
Nos subprodutos, o farelo para setembro subiu US$ 2,00, ou 0,60%, para US$ 330,80 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em setembro, fechou a 73,47 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 1,22 centavo, ou 1,63%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,03%, cotado a R$ 5,0803 para venda e R$ 5,0783 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0498 e a máxima de R$ 5,0903. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,58%.
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Sustentabilidade
Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros das operações do Plano Safra 2026/2027 – MAIS SOJA

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (23) a portaria que estabelece os critérios, limites, normas operacionais e procedimentos para o pagamento da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional às instituições financeiras que operam financiamentos rurais no âmbito do Plano Safra 2026/2027.
A norma aplica-se aos financiamentos rurais concedidos no ano agrícola compreendido entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027, bem como às operações de capital de giro contratadas até 30 de dezembro de 2026 destinadas a cooperativas agropecuárias no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).
Os recursos contemplam diversas linhas de crédito rural, entre elas Custeio Empresarial, Custeio Pronamp, Inovagro, Moderfrota, PCA, Prodecoop, Proirriga, RenovAgro, Procap-Agro e linhas voltadas à produção sustentável.
Ao todo, 26 instituições financeiras, entre bancos, cooperativas de crédito e agências de fomento, estão autorizadas a operacionalizar as linhas de crédito com equalização de juros.
Os recursos estão divididos entre R$ 97,5 bilhões destinados aos médios e grandes produtores e R$ 44,3 bilhões destinados à agricultura familiar.
Fonte: MAPA
Autor:MAPA
Site: MAPA
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