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11 de junho de 2026

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Em dia de USDA, saiba se cotações de soja caíram ou subiram no país; produtores demonstram cautela

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Cotação da soja

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação nesta quinta-feira (11), marcada por escassez de negócios e ausência de volumes expressivos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, apenas lotes pontuais foram negociados ao longo do dia, refletindo a cautela dos produtores diante da queda das cotações.

O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe poucas alterações nos números globais da soja. Ainda assim, os contratos futuros da oleaginosa registraram forte queda na Bolsa de Chicago, intensificando recuo do dólar frente ao real.

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Os prêmios de exportação apresentaram avanço, mas insuficiente para compensar as perdas observadas nos demais componentes de formação de preços. Como resultado, as indicações no mercado físico brasileiro recuaram entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por saca.

De acordo com Silveira, a combinação entre Chicago e dólar em baixa afastou os vendedores. Com isso, a participação dos agentes foi reduzida ao longo do dia, resultando em um mercado travado e com poucos negócios concretizados.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 125,50
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 128,00 para R$ 126,50
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 122,50 para R$ 121,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 112,00 para R$ 111,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 115,00 para R$ 114,00
  • Paranaguá (PR): queda de R$ 134,00 para R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): também houve recuo de R$ 134,00 para R$ 132,50

Soja em Chicago

Em Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa. O vencimento julho fechou a US$ 11,15 por bushel, queda de 8 centavos de dólar ou 0,71%. Já a posição agosto terminou cotada a US$ 11,20½ por bushel, com retração de 7,25 centavos ou 0,64%.

USDA

O USDA manteve a projeção da safra norte-americana de soja em 2026/27 em 4,435 bilhões de bushels, equivalentes a 120,7 milhões de toneladas, com produtividade estimada em 53 bushels por acre. Os estoques finais foram projetados em 310 milhões de bushels, ou 8,44 milhões de toneladas.

Para o cenário global, o órgão estimou a safra mundial de soja em 441,34 milhões de toneladas em 2026/27. Os estoques finais foram projetados em 124,88 milhões de toneladas, abaixo das expectativas do mercado.

O USDA manteve a previsão da safra brasileira de soja em 180 milhões de toneladas para 2025/26 e projetou produção de 186 milhões de toneladas em 2026/27. Já para a Argentina, a estimativa para 2025/26 foi elevada para 50 milhões de toneladas, dois milhões acima da projeção anterior.

Outro fator de pressão veio do mercado externo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã avançaram e indicou que um acordo entre os países pode ser formalizado em breve. O anúncio provocou forte queda nas cotações do petróleo, contribuindo para ampliar as perdas da soja ao longo da sessão.

Dólar

No mercado cambial, o dólar comercial encerrou o dia com baixa de 1,33%, cotado a R$ 5,0995 para venda. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,0814 e R$ 5,1909.

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Agro Mato Grosso

Peixe de 2ª se espalha no Rio Teles Pires e acende alerta para pescadores em MT

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A presença de grande quantidade de peixes da espécie conhecida como abotoado em um trecho do Rio Teles Pires tem acendido um alerta entre pescadores e pesquisadores no norte de Mato Grosso. A espécie, considerada por muitos pescadores como carne ‘de segunda’, não desperta o interesse para a pesca esportiva, o que motivou análises sobre seus possíveis efeitos na bacia.

Registros feitos por pescadores da região mostram grandes concentrações da espécie na região de Itaúba a 580 km de Cuiabá.

Em nota, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) informou que os relatórios de monitoramento realizados até o momento não apontam indicadores de infestação da espécie. O órgão afirmou que continua acompanhando a situação e que adotará medidas ambientais cabíveis caso sejam identificadas alterações que exijam intervenção ou ações de manejo.

A pesquisadora e especialista em ictiofauna, Solange Arrolho, que acompanha estudos sobre a fauna aquática do Teles Pires, explicou que o abotoado já fazia parte da bacia, mas ocorria em áreas específicas do rio.

“Ele era natural no Rio Teles Pires, mas abaixo do que a gente chamava na época de Cachoeira das Sete Quedas, que hoje fica a Usina Hidrelétrica de Teles Pires. Quando ele chega no reservatório de Colíder e abaixo da usina, ele se sente confortável, principalmente porque ele é um bicho, além de ser migrador de longa distância, ele não tem grandes exigências alimentares. Ele come qualquer coisa, qualquer porcaria que está no rio, ele come,” explicou.

Segundo a pesquisadora, a ampliação da população da espécie está relacionada a fatores ambientais e à disponibilidade de alimento.

“Quando você tem uma grande quantidade de flutuantes, uma grande quantidade de ceva, que é o que nós estamos vendo, a explosão não é só do abotoado, mas de outras espécies também. Além de ter a ceva, restos de comida jogadas no rio, por exemplo, faz com que tenha um ambiente propício” acrescentou.

Solange afirmou que não existe uma medida imediata para reduzir a presença da espécie e defende o monitoramento contínuo dos peixes da bacia.

“Eles não são vilões, eles só estão atrás de sobreviver. Eles vão continuar se alimentando, continuar reproduzindo se continuar com o mesmo ritmo acelerado de mudanças no ambiente. Ele tem predador? Não. Os únicos predadores que podem tirar ele do rio é o homem” destacou.

A pesquisadora também destaca que o descarte dos peixes capturados não é uma alternativa adequada. Assim, são avaliadas possibilidades de aproveitamento da carne.

‘’Não adianta pescar ele, ficar bravo, tirar o bicho da água e jogar ele no meio do mato. Isso é sacrifício, isso é crime. Então, o certo é a gente tirar ele da água e aproveitar ele pela alimentação,” ressaltou.

 

A espécie

Armal possui uma fileira de espinhos ao longo da lateral do corpo que causam dificuldade no manuseio — Foto: flavioubaid/iNaturalist

Armal possui uma fileira de espinhos ao longo da lateral do corpo que causam dificuldade no manuseio — Foto: flavioubaid/iNaturalist

🔎🐟: Abotoado (Pterodoras granulosus) é um peixe de água doce encontrado nas bacias Amazônica, do Paraná e do Paraguai, em rios nos Estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Possui uma carapaça resistente e espinhos que servem de defesa. Alimenta-se de moluscos, insetos, frutos e sementes, vive em cardumes e suporta águas com pouco oxigênio. Sua pesca pode ser difícil devido à boca pequena, mas ele costuma voltar a atacar a isca. Apesar de ter baixo valor comercial, é apreciado na culinária ribeirinha.

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Polícia Civil prende homem investigado por furtos e golpes do falso PIX em Alto Araguaia

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Suspeito de 35 anos possui extenso histórico criminal e voltou a cometer delitos após obter liberdade provisória, segundo as investigações

A Polícia Civil cumpriu, no final da tarde dessa quarta-feira (10.06), um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 35 anos, investigado pela prática reiterada de crimes patrimoniais em Alto Araguaia. A ordem judicial foi expedida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo de Rondonópolis.

A prisão é resultado de um trabalho investigativo contínuo desenvolvido pela Polícia Civil, que identificou a reincidência criminosa do suspeito e reuniu elementos que demonstraram a necessidade da medida cautelar para garantia da ordem pública e interrupção da atividade delitiva.

De acordo com as investigações realizadas pela equipe da Delegacia de Alto Araguaia, o homem possui um extenso histórico criminal, acumulando registros por, pelo menos, oito furtos, dois estelionatos, uma violação de domicílio e um crime de receptação. Desde 2022, ele vem sendo apontado como um dos principais autores de crimes patrimoniais na região.

Recentemente, o investigado havia sido preso em flagrante por furto, obtendo liberdade provisória em abril deste ano mediante o cumprimento de medidas cautelares impostas pelo Poder Judiciário. Contudo, mesmo submetido às restrições, voltou a praticar delitos poucos dias após sua soltura.

Entre os fatos apurados está um golpe aplicado contra uma farmácia do município. Conforme as investigações, o suspeito realizava pedidos de produtos por aplicativo de mensagens e, no momento da entrega, apresentava comprovantes de transferências via PIX.

Posteriormente, verificava-se que os pagamentos haviam sido apenas agendados e eram cancelados logo após o recebimento das mercadorias. A Polícia Civil apurou que o mesmo método foi utilizado em prejuízo de outros estabelecimentos comerciais da cidade.

Diante da reiterada prática criminosa e da ineficácia das medidas cautelares anteriormente impostas, o delegado responsável pelas investigações, Marcos Paulo Batista de Oliveira, representou pela prisão preventiva do investigado. O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público e foi acolhido pelo Juízo das Garantias do Polo de Rondonópolis.

Após o cumprimento do mandado e a formalização dos procedimentos legais, o preso foi encaminhado à Cadeia Pública local, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Com Assessoria

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Agro Mato Grosso

Vazio sanitário da soja já está em vigência em Mato Grosso

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Período que proíbe a existência de qualquer estágio vegetativo de soja visa diminuir incidência do fungo causador da ferrugem asiática

O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) informa que o período do vazio sanitário da soja em Mato Grosso da safra 2025/26 já está em vigência. O período que proíbe a existência de qualquer estágio vegetativo de soja, visando diminuir incidência da ferrugem asiática, começou na segunda (8.6) e vai até o dia 06 de setembro, conforme previsto na Instrução Normativa Conjunta nº 001/2026 entre o Indea e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Durante o período de 90 dias de vigência da fase proibitiva de plantio de soja, o Indea realizará fiscalizações nas propriedades produtoras para verificar se o vazio sanitário está sendo cumprido.

A medida fitossanitária foi instituída pelo Indea em 2006, por sugestão de produtores e pesquisadores que perceberam a necessidade de controlar a principal doença da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, além de outras pragas e doenças da cultura.

O fungo que causa a ferrugem asiática da soja precisa de hospedeiro vivo (plantas vivas de soja) para se desenvolver e multiplicar, ao eliminar as plantas de soja na entressafra quebra-se o ciclo do fungo, retardando o surgimento da doença na safra seguinte.

A ferrugem asiática provoca a desfolha precoce da planta, impedindo a completa formação dos grãos, o que gera redução na produtividade, sendo considerada uma praga de importância econômica para Mato Grosso.

O produtor rural que foi pego descumprindo está sujeito a multa 30 Unidades de Padrão Fiscal (UPFs), no valor atual de R$ 7.855,20, mais 02 UPFs por hectare da área reservada ao plantio.

Produção

Dados do Indea demonstram que a cultura se encontra em expansão no Estado. Na safra 2024/2025 foram cadastradas 16.324 unidades de produção (UPs), com total de área de 11.353.852 hectares. Já na safra 2025/2026 foram cadastradas 16.610 UPs, com uma área de 11.706.361 hectares, resultando em um incremento de 352.509 hectares de soja.

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Agro MT