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31 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Aos 59 anos, Sérgio Sanches relembra a trajetória de um legado no campo em Tangará da Serra

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Produtor rural recorda continuidade da história familiar na agricultura mato-grossense

Aos 59 anos, Sérgio Rodrigues Sanches segue construindo, com dedicação e amor, o legado que aprendeu desde pequeno com os pais. Nascido em Tangará da Serra, ele atua há 13 anos diretamente na agricultura, dando continuidade à história iniciada pela família ainda na década de 1960, quando chegaram ao município em busca de oportunidades no campo.

Em 1965, a família Sanches deixou sua cidade de origem para tentar a vida em Mato Grosso, em uma época marcada por desafios, dificuldades e muito trabalho manual na lavoura.

“Ele veio conhecer a região, gostou e voltou para buscar a família. Vieram em um pau de arara, como era comum antigamente, para começar uma nova vida aqui. Tudo era muito simples: o plantio era feito na matraca e a colheita no cutelo. Até hoje temos uma trilhadeira antiga que ele trouxe para beneficiar arroz, feijão e milho”, disse.

A trajetória da família mudou de forma repentina após a morte do pai de Sérgio, em 1977. A partir daquele momento, ainda muito jovem, ele passou a aprender sobre a vida no campo ao lado da mãe e dos trabalhadores da propriedade, acumulando experiências que mais tarde seriam fundamentais para sua atuação no agronegócio.

“Meu pai começou trabalhando com lavoura e, depois, também atuou no ramo imobiliário, chegando a construir um loteamento em Tangará da Serra. Mas convivi pouco com ele. Em 1977, quando eu tinha apenas 9 anos, ele faleceu. A partir daí, cresci aprendendo com a minha mãe e com os peões da propriedade. Depois da morte do meu pai, deixamos a agricultura e passamos a trabalhar mais com a pecuária leiteira. Fui aprendendo na prática, tomando decisões junto com a minha mãe, acertando e errando, mas sempre seguindo em frente. Graças a Deus, fomos crescendo e construindo nossa história”, lembrou com carinho.

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Apesar da ligação com o campo desde a infância, Sérgio passou a atuar de forma mais intensa na agricultura a partir de 2013, motivado pelo desejo de ensinar ao filho o valor do trabalho e construir uma atividade sólida para a família.

“Em 2013, entrei definitivamente na agricultura. Eu arrendava minha fazenda para o plantio de cana e, depois, para soja, mas não estava satisfeito apenas com o arrendamento. Meu filho já estava crescendo e eu queria ensiná-lo uma profissão. Então comprei maquinário, busquei assessoria e comecei a plantar. Hoje, graças a Deus, a fazenda tem toda a estrutura necessária, com secador e demais equipamentos. O começo foi muito difícil. Em meu primeiro ano na agricultura, enfrentamos excesso de chuva e perdas na soja. Foi um período muito complicado. Se naquele momento alguém tivesse assumido minhas dívidas e ficado com a fazenda, talvez eu tivesse entregue. Mas, graças a Deus, a partir do segundo ano as coisas começaram a melhorar, vieram boas produtividades e conseguimos equilibrar as contas”, disse.

Atualmente, Sérgio atua na produção de soja, milho, pecuária e confinamento, sempre ao lado da família, que participa ativamente da administração e das atividades da propriedade.

“Hoje trabalhamos com soja, milho, pecuária e também confinamento. E tudo isso é feito em família. Tenho três filhos, duas mulheres e um homem, todos formados. Minha esposa trabalha comigo no financeiro, minha irmã também participa, então é realmente um trabalho familiar. Tenho muito orgulho da história construída pela minha família. Meus pais vieram para Tangará da Serra com o sonho de trabalhar e crescer por meio da agricultura, e acredito que estamos dando continuidade a esse legado. Muitas vezes penso que tudo o que construímos hoje era exatamente o sonho que meu pai tinha quando chegou aqui. Tenho certeza de que, lá de cima, ele deve estar feliz em ver tudo isso acontecendo”, ressalta.

Além da atuação no campo, Sérgio destaca a importância do apoio das entidades representativas para auxiliar os produtores rurais nos desafios enfrentados diariamente no setor.

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“A Aprosoja MT também é muito importante para nós produtores. Ela representa apoio, estrutura e um lugar onde podemos buscar orientação, trocar ideias e encontrar suporte para enfrentar os desafios da agricultura”, disse.

A história de Sérgio Rodrigues Sanches representa a trajetória de muitas famílias que ajudaram a construir o agronegócio mato-grossense entre desafios, perdas e conquistas. Hoje, ao lado da família, ele dá continuidade ao sonho, demonstrando que trabalho, perseverança e união continuam sendo os principais pilares para o desenvolvimento do campo e das futuras gerações.

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Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

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Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.

O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.

A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.

Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.

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Cuiabá tem previsão de chuva e máxima de 34°C em fim de semana com alerta amarelo em MT

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Cuiabá deve ter um fim de semana de calor e pancadas de chuva, enquanto Mato Grosso está sob alerta amarelo para chuvas intensas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso de perigo potencial vale para este sábado (31), até as 23h59, e prevê chuva de até 50 milímetros por dia e ventos de até 60 km/h.

Na capital, a previsão para sábado é de muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas durante a manhã e a tarde. À noite, também pode chover. Os termômetros devem variar entre 23°C e 33°C.

No domingo (1º), o cenário deve ser semelhante, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A temperatura mínima prevista é de 25°C e a máxima, de 34°C.

Alerta amarelo

O aviso do Inmet engloba 141 municípios de Mato Grosso e prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 mm por dia, além de ventos intensos, com velocidades entre 40 e 60 km/h.

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Segundo o instituto, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

O que fazer em caso de tempestades

Durante o período de alerta, o Inmet recomenda:

  • Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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Venda de alimentos cresce até 400% após fim das bets I MT

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Mato Grosso registraram crescimento de até 400% em alguns estabelecimentos após a proibição das apostas on-line, conhecidas como bets, constata a Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat). O aumento varia conforme o estabelecimento e o produto, com registros de incrementos a partir de 2,5%, pontua o presidente da Asmat, Alessandro Morbeck. O dirigente ressalta que os percentuais mais elevados também podem estar associados a lojas novas que ainda não possuem um volume de vendas estabilizado.

“Realmente aumentou o consumo de alimentos mais básicos porque o pessoal está com mais dinheiro disponível e acaba sempre priorizando, felizmente, a alimentação para a família”, afirma Morbeck.

A percepção do setor em Mato Grosso acompanha o desempenho nacional do varejo alimentar. Levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aponta alta de 6,5% nas vendas entre 5 e 11 de outubro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, o crescimento foi de 6,3% na mesma base de comparação. As duas semanas analisadas são posteriores à publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, em 25 de setembro, que proibiu as bets no país e determinou a devolução dos saldos aos apostadores.

Para a Abras, a mudança contribui para ampliar o consumo das famílias, especialmente de produtos essenciais. Segundo a entidade, houve crescimento nas compras de itens como arroz, óleo, macarrão e café. O avanço foi observado em diferentes formatos do varejo alimentar, incluindo supermercados, atacarejos e mercearias. Na 1ª semana analisada, o Centro-Oeste registrou alta de 3,6% nas vendas, abaixo da média nacional de 6,5%.

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O maior crescimento foi observado nas regiões Sul e Sudeste, ambas com 10,6%, com destaque para estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo (5,6%). No Nordeste o avanço foi de 6,5%. Na semana de 12 a 18 de outubro, o Centro-Oeste apresentou crescimento de 3,5%, abaixo do resultado nacional (6,3%). A região Sul liderou (9%). A Abras também relaciona o comportamento do consumo a dados do Banco Central (BC) que indicam redução nas transações realizadas por PIX após a proibição das apostas.

De acordo com a Abras, a queda chegou a 10% e, posteriormente, passou a 7%.

 

DEBATE

Supremo Tribunal Federal (STF) realizará audiência pública na próxima terça-feira, 3 de novembro, para discutir a MP que proibiu as bets no Brasil. Convocado pelo ministro Luiz Fux, o encontro reunirá 28 entidades, incluindo clubes de futebol, órgãos públicos e representantes do setor. A discussão integra ação que questiona a constitucionalidade da medida.

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