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Exportação de café do Brasil sobe 3,6% em maio e soma 3,089 milhões de sacas

O Brasil exportou 3,089 milhões de sacas de 60 quilos de café em maio de 2026, volume 3,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, segundo relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). No mesmo comparativo, a receita cambial caiu 16%, para US$ 1,050 bilhão. De acordo com a entidade, o avanço mensal reflete a entrada dos cafés colhidos neste ano, principalmente os canéforas.
Nos 11 primeiros meses do ano safra 2025/2026, os embarques brasileiros somaram 35,373 milhões de sacas, com receita de US$ 13,612 bilhões. Na comparação com o período de julho de 2024 a maio de 2025, houve queda de 17,7% em volume e de 0,7% em receita.
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o país exportou 14,745 milhões de sacas, recuo de 12,4% ante as 16,825 milhões embarcadas no mesmo intervalo do ano passado. Os ingressos cambiais somaram US$ 5,552 bilhões, 14,6% abaixo dos US$ 6,498 bilhões apurados no primeiro quinquemestre de 2025.
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Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho está dentro do esperado na transição da entressafra para a nova colheita. Ele afirmou que a alta de maio foi puxada principalmente pelos canéforas, enquanto o movimento com os arábicas deve ser observado a partir dos próximos meses.
Entre os destinos, a Alemanha liderou as compras no acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, com 1,911 milhão de sacas, equivalente a 13% do total exportado, apesar de recuo de 10% na comparação anual. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 1,771 milhão de sacas e queda de 38,4%. Itália, Bélgica e Japão completam os cinco principais mercados.
Por tipo de produto, o arábica permaneceu na liderança, com 11,126 milhões de sacas entre janeiro e maio, ou 75,5% do total, mesmo com queda de 21,3% frente ao mesmo período de 2025. Os canéforas somaram 1,891 milhão de sacas, com participação de 12,8% e alta de 86,5%.
O Porto de Santos concentrou 10,728 milhões de sacas embarcadas no primeiro quinquemestre de 2026, o equivalente a 72,8% do total. O complexo portuário do Rio de Janeiro respondeu por 23,2%, com 3,419 milhões de sacas.
Ferreira afirmou que, com expectativa de colheita recorde, clima favorável na maior parte do cinturão cafeeiro e entrada da nova safra, o país deve elevar os embarques de café principalmente no segundo semestre. Ele ponderou, contudo, que tensões geopolíticas, defasagem logística portuária e incertezas sobre a política comercial dos Estados Unidos seguem como fatores citados pela entidade para o andamento dos negócios.
Fonte: cecafe.com.br
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Alta do diesel pode elevar custo do frete em MT e pressionar produtor na safra de soja

O produtor rural de Mato Grosso pode enfrentar uma conta mais alta para transportar a temporada 2026/27 de soja. A cada 5% de aumento no preço do diesel, o custo operacional do frete rodoviário cresce aproximadamente 1,5%, conforme estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Com o combustível acumulando valorização de até 20% em 2026, a pressão sobre a logística preocupa principalmente com o período de colheita em janeiro e o escoamento dos grãos.
A influência do diesel sobre o transporte é significativa porque o combustível representa aproximadamente 30% das despesas operacionais do frete. Considerando uma alta entre 15% e 20% entre janeiro e outubro deste ano, o Imea calcula um aumento de 4,5% nesses custos. A variação ainda não foi integralmente incorporada aos valores cobrados pelo serviço.
O efeito, entretanto, não fica restrito às transportadoras. O combustível também encareceu as operações realizadas dentro das propriedades e passou a ocupar uma parcela maior do orçamento destinado à produção agrícola.
Na soja, os gastos com diesel nas operações mecanizadas da safra 2026/27 estão estimados em R$ 198,59 por hectare, crescimento de 23,8% em relação ao ciclo anterior. O valor considera atividades como semeadura, aplicações e colheita.
“Hoje o diesel corresponde a 30% de todo o custo operacional do frete. Quando aumenta 5% o preço do combustível, isso acarreta um aumento de 1,5% no custo operacional do transporte para o produtor”, explica a analista de logística do Imea, Ébila Ferreira, ao detalhar a relação entre a valorização do combustível e as despesas do transporte.
Diesel muda a composição dos custos da soja
A participação do combustível no custeio da soja chegou a 4,59% em Mato Grosso. O percentual é o maior da série histórica acompanhada pelo Imea e supera a média de 3,82% registrada nas últimas cinco safras.
Outro dado mostra a dimensão dessa mudança: aproximadamente 27% do aumento do custeio da cultura entre as safras 2025/26 e 2026/27 está relacionado ao diesel. Portanto, a valorização do combustível interfere simultaneamente no custo para produzir e na despesa para levar os grãos ao mercado.
A pressão também se intensificou no período mais recente. Entre setembro e outubro, o preço do diesel avançou aproximadamente 6%, ampliando o peso do insumo nas contas do setor.
Para o produtor, essa combinação representa uma exposição maior às oscilações do combustível. Mesmo que o reajuste do frete não acompanhe imediatamente a alta do diesel, o custo de transporte permanece sujeito à recomposição das despesas das empresas responsáveis pelo serviço.
Demanda por transporte será decisiva
A diferença entre o aumento dos custos operacionais e os valores efetivamente cobrados pelo frete ajuda a explicar por que a pressão ainda não apareceu integralmente nas tarifas. Na comparação entre janeiro e outubro, as médias praticadas em Mato Grosso permaneceram equivalentes.
O mercado de transporte, porém, não depende apenas do preço do combustível. A disponibilidade de caminhões, a movimentação de grãos e as condições de negociação também interferem nos valores. Durante a colheita, a concentração da demanda pode alterar esse equilíbrio.
É nesse período que o Imea identifica a possibilidade de repasse dos aumentos acumulados. Com maior necessidade de caminhões para retirar a soja das propriedades, os transportadores poderão ter mais espaço para negociar tarifas que contemplem os custos operacionais.
“Quando começar a colheita e o escoamento da soja, o valor do frete pode refletir esses aumentos do diesel que vêm acontecendo agora”, avalia Ébila.
A subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel, prorrogada na última semana, também entra nessa equação. O benefício ajuda a amortecer a pressão sobre o combustível, mas sua continuidade durante a colheita é uma preocupação para o setor.
A analista alerta que o encerramento do auxílio nesse intervalo poderá ampliar as despesas justamente quando a demanda por transporte estiver maior. “Essa subvenção ajuda a retardar os efeitos que podemos enfrentar posteriormente. A preocupação é saber se ela continuará no período da colheita e do escoamento da soja, quando os fretes já tendem a ser mais altos naturalmente”, afirma.
Assim, além do comportamento do diesel, a evolução das tarifas durante a retirada da soja será determinante para dimensionar quanto da pressão sobre o transporte chegará efetivamente ao caixa dos produtores.
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Alta do dólar impulsiona preços do arroz, que atingem maior média desde fevereiro de 2025

A valorização do dólar na última semana de outubro voltou a estimular as expectativas de exportação de arroz brasileiro, contribuindo para uma leve recuperação dos preços no mercado do Rio Grande do Sul. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a média do Indicador Cepea/Irga-RS em outubro foi a maior, em termos nominais, desde fevereiro de 2025.
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De acordo com pesquisadores do Cepea, a possibilidade de retomada da demanda internacional levou parte dos vendedores a adiar negociações, na expectativa de melhores oportunidades comerciais.
Por outro lado, as indústrias permaneceram cautelosas nas compras, diante das vendas enfraquecidas de arroz beneficiado no mercado interno e das dificuldades para repassar os custos da matéria-prima.
Com os produtores também concentrados nas atividades de semeadura da nova safra, o ritmo de comercialização permaneceu limitado. Mesmo com negócios pontuais, os preços apresentaram leve reação no encerramento de outubro.
Plantio de arroz avança no Rio Grande do Sul
Enquanto o mercado acompanha as perspectivas de exportação, os produtores gaúchos avançam na implantação da safra 2026/27.
Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), até 29 de outubro, a semeadura havia alcançado 533,18 mil hectares no Rio Grande do Sul, o equivalente a 61,86% da área prevista para o ciclo.
Apesar do avanço dos trabalhos, o excesso de umidade no solo continua dificultando as operações em determinadas regiões produtoras.
O andamento da semeadura e a possibilidade de maior demanda externa permanecem entre os fatores acompanhados pelo setor, em um cenário de negociações restritas e recuperação moderada dos preços.
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Benefícios fiscais para máquinas agrícolas e irrigação são prorrogados até 2028

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) estendeu até dezembro de 2028 a validade de dois convênios que reduzem ou eliminam a cobrança de ICMS sobre equipamentos utilizados na produção rural. A decisão assegura a continuidade dos incentivos fiscais para a compra de máquinas e implementos agrícolas e de equipamentos de irrigação, que venceriam no fim de 2026.
A prorrogação dos Convênios ICMS 52/1991 e 54/2021 mantém condições tributárias que ajudam a reduzir os custos de aquisição de equipamentos utilizados na atividade rural. Sem a renovação, os incentivos deixariam de valer a partir de janeiro de 2027, o que poderia elevar o valor pago pelos produtores.
Um exemplo da diferença está na compra de tratores. Em operações internas, a alíquota nominal do ICMS é de 17%, mas, com a redução da base de cálculo prevista no convênio, o percentual efetivamente pago corresponde a 5,6% do valor da operação.
“É uma redução significativa no custo tributário da aquisição, que continuará valendo até dezembro de 2028”, destaca o assessor técnico tributário da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), José Cristovão.
A prorrogação atende a uma solicitação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que encaminhou ofício ao Confaz em 23 de outubro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (29).
O Convênio ICMS 52/1991 contempla tratores, plantadeiras, semeadoras, colheitadeiras, pulverizadores e distribuidores de fertilizantes. Para esses produtos, permanece a redução da base de cálculo do imposto.
Já o Convênio ICMS 54/2021 garante isenção total do ICMS na venda de equipamentos de irrigação destinados à agricultura e à horticultura.
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