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Tabelamento de fretes pode causar distorções, alerta Conab

O mercado de fretes agrícolas enfrenta um período de adaptação ao tabelamento de preços da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que entrou em vigor no início de outubro com progressivas medidas de controle e informatização. Transportadores temem distorções competitivas que possam prejudicar caminhões menores e esvaziar rotas menos rentáveis.
Além disso, a robusta safra de verão 2025/26 e o fluxo intenso de exportações devem manter a demanda aquecida nos próximos meses, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Impactos do tabelamento da ANTT
De acordo com o Boletim Logístico de outubro, o mercado tem apresentado “uma certa lateralidade, sem tendência clara de alta ou de queda, registrando movimentos nas duas direções, majoritariamente em caráter moderado”. O ponto de destaque é justamente o tabelamento da ANTT.
“De acordo com representantes do setor, por mais que sejam medidas demandadas e bastante esperadas pelos agentes de mercado, podem eventualmente ocorrer alguns efeitos adversos”, informou a Conab. Entre os problemas apontados estão “a menor competitividade de caminhões menores, com sete eixos ou menos, comparativamente aos caminhões de nove eixos, além de distorções de preços entre rotas”, diz o boletim.
A preocupação é que o tabelamento “poderia esvaziar a oferta de transporte em rotas não tão atrativas e viáveis, ao mesmo tempo em que poderia criar maiores incentivos para certas rotas de maior viabilidade”.
A estatal avaliou que “esse quadro geraria distorções de mercado, além da percepção dos players atuantes, de que isso poderia acarretar ineficiências no mercado como um todo”. “Neste contexto, entende-se que o tabelamento, além de criar incentivos artificiais de mercado e provocar algumas distorções, tende a prejudicar mais caminhões menores, com menor quantidade de eixos”, concluiu a Conab sobre o tema.
Cenário desfavorável, mas com ressalvas
Apesar das ressalvas, a companhia destacou que o setor não deve registrar paralisações. “Mesmo com o descontentamento de parcela dos transportadores, o setor como um todo entende que não haverá manifestações ou paralisações, uma vez que o tabelamento sempre foi uma demanda do setor, ainda que se atribuam algumas deficiências ao seu funcionamento prático”, disse.
O ambiente favorável para o escoamento contribui para a aceitação das novas regras. “É importante também destacar que há muito produto a ser escoado em Mato Grosso, como decorrência das safras recordes de soja e de milho, havendo demanda firme tanto do mercado interno quanto do mercado externo”, afirmou a Conab.
A demanda externa tem sido “impulsionada pelas desavenças comerciais entre Estados Unidos e China, com redirecionamento da demanda chinesa pelo produto brasileiro e mato-grossense”. Segundo a estatal, “os transportadores entendem que este momento é bastante favorável para fazer a frota girar ao mesmo tempo em que é dada vazão à enorme produção colhida em 2025”.
Projeções para a safra 2025/26
A primeira estimativa da safra 2025/26, divulgada pela Conab em outubro, projeta produção total de 354,7 milhões de toneladas de grãos, volume 0,8% superior ao obtido em 2024/25. A área a ser semeada deve crescer 3,3% em relação ao ciclo anterior, chegando a 84,4 milhões de hectares.
Para o milho, a expectativa é de 138,6 milhões de toneladas somadas às três safras do grão. “Apenas na primeira safra do cereal a Companhia prevê um incremento na área semeada em torno de 6,1%, com estimativa de colher 25,6 milhões de toneladas, indicando crescimento de 2,8% se comparada à safra passada”, informou o boletim.
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China aumentou em 16,7% compras do agro paulista em 2025

A China respondeu por 24% das exportações do agronegócio do estado de São Paulo em 2025, com vendas que somaram mais de US$ 6,8 bilhões, crescimento de 16,7% em relação ao ano anterior. Os dados partem do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) paulista.Na balança comercial, o gigante asiático ficou à frente da União Europeia (US$ 4,1 bilhões), dos Estados Unidos (US$ 3,5 bilhões) e da India (US$ 904,4 milhões).
Entre os produtos exportados pelo agro paulista em 2025, destacaram-se:
- Carnes: US$ 2 bilhões — crescimento de 24,6%;
- Complexo soja: US$ 1,6 bilhão — alta de 12%; e
- Setor sucroalcooleiro: US$ 1,2 bilhão — avanço de 24%.
De acordo com o diretor da Apta, Carlos Nabil, a China responde por 29,8% das exportações de carnes, 22,8% do complexo soja, 18% do setor sucroalcooleiro e 17% dos produtos florestais do agro paulista.
Desafios geopolíticos não freiam apetite chinês
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, ressalta que o aumento das exportações para a China ocorre mesmo diante de desafios geopolíticos e da redução da produção de carne em diversos países. Atualmente, a carne bovina brasileira é exportada para 177 mercados.
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No café, o gigante asiático também vem ganhando relevância. As exportações paulistas ao país somaram 5,6 mil toneladas em 2025, colocando o mercado chinês entre os dez maiores compradores do produto.
Segundo o pesquisador Celso Vegro, do Instituto de Economia Agrícola, o consumo per capita no país passou de 4 a 5 xícaras em 2020 para entre 16 e 22 xícaras em 2025.
Entre os fatores que impulsionaram a bebida no gosto dos chineses está a expansão da rede de cafeterias Luckin Coffee, fundada em Pequim em 2017. A empresa ampliou sua presença de 8 mil lojas no início de 2023 para cerca de 20 mil unidades atualmente. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), cerca de 50% do café comprado pela rede é de origem brasileira.
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Valtra aposta em menor consumo de combustível e maior eficiência com pulverizadores da série R

Com foco em mecanização de alta performance, a Valtra, fabricante finlandesa de máquinas agrícolas, abriu seu portfólio nesta terça-feira (3), em Londrina (PR), durante o evento “Eu Sou + Valtra”. O encontro reuniu modelos que combinam eficiência operacional, economia de combustível, tecnologia e robustez para atender diferentes demandas do campo.
Durante a programação, especialistas detalharam as características técnicas dos equipamentos, enquanto no campo foram realizadas demonstrações práticas, evidenciando o desempenho das máquinas em condições reais de operação.
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Pulverizadores da Série R
Um dos destaques apresentados foram os pulverizadores da Série R Valtra. O coordenador de marketing da empresa, Leonardo Casali, destacou a amplitude da linha. “São dois modelos: o R560, com tanque de 3.000 litros, e o R565, com 3.500 litros, além de opções de barras de 24, 30, 32, 36 e 42 metros, para atender diferentes necessidades no campo”, afirmou.
Segundo ele, o conceito tecnológico é um dos principais diferenciais. “Trabalhamos com o conceito Liquid Logic, no qual a água entra pelo abastecimento frontal diretamente no tanque, com agitação proporcional que evita formação de espuma e garante melhor mistura do produto. A máquina também conta com sistema de recirculação, que reduz a deposição ao longo da barra e permite o retorno do produto ao tanque. Todo o sistema de limpeza por área pode ser realizado a partir da cabine”, explicou.
A Série R dispõe ainda de controle automático de altura das barras e controle de seções, com opções de 9, 36 ou tecnologia PWM bico a bico, garantindo aplicação precisa e tamanho de gota constante, independentemente da velocidade de operação.
R560 Dry
O R560 Dry compartilha tecnologias da linha R e aposta na eficiência na distribuição de sólidos. ”Equipado com motor AGCO Power 6,6 litros de 200 cv e transmissão inteligente com atuação individual por roda, o modelo evita patinamento, mantém a velocidade correta de aplicação e reduz o consumo de combustível”, explica Casali.
Segundo o especialista, o distribuidor conta com chassi flexível totalmente parafusado (sem solda), eixo independente e quatro rodas sempre em contato com o solo, independentemente das condições do terreno. Possui caixa de 6 m³ e faixa média de aplicação de até 42 metros, dependendo da configuração.
Trator S6: relação máquina e operador
O diretor comercial da Valtra, Claudio Esteves, destacou o Série S6 como o grande lançamento da Agrishow do ano passado. “Agora disponível para o mercado brasileiro, com potência de 320 a 425 cavalos. É um produto fabricado na Finlândia, uma marca que evolui junto com o Brasil”, afirmou.
A Série S6 ocupa o topo do portfólio da marca em potência, tecnologia e robustez. É equipada com motor AGCO Power 8,4 litros (até 425 cv e 1.750 Nm de torque) e transmissão CVT, garantindo alto desempenho, operação contínua e economia de até 15% de combustível com o sistema EcoPower, mesmo em trabalhos pesados. ”Além de tudo, o modelo conquistou o Red Dot Award: Product Design 2025 – Best of the Best, com destaque para o design centrado no operador”, explicou Esteves.
Entre os diferenciais estão o apoio de braço SmartTouch com tela de 9 polegadas, automação de manobras com Auto U-Pilot e SmartTurn, conectividade via Valtra Connect e cabine AutoComfort com suspensão ativa, reforçando produtividade, conforto e gestão inteligente da operação.
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‘O sonho sempre foi produzir soja’, declara produtor de TO que seguiu os passos da família

O produtor rural de Tocantins, João Damasceno de Sá Filho, é um dos candidatos ao Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26. E a história da vez é de quem levou o sonho da soja para o Norte do país, apostando em produção sustentável e diversificação.
Tudo começou com seu pai, que chegou à região ainda criança, com quatro anos de idade, e mais tarde retornou à cidade natal, Carolina. Casou-se, constituiu família e teve quatro filhos. Sempre contou com o apoio da esposa em todas as decisões, formando a base da história da propriedade.
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Com o tempo, a família passou a atuar em diferentes atividades até que a transformação da fazenda em área produtiva ganhou força. “O nosso sonho sempre foi produzir soja. A partir da safra 1993/94, paramos de plantar arroz e a lavoura passou a ser implantada na propriedade, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas”, explica.
À medida que a produção crescia, surgiu o desafio da rotação de culturas. Como não havia estrutura suficiente para armazenar milho na região, a alternativa encontrada foi integrar a pecuária ao sistema produtivo. Com apoio técnico da Embrapa, a família recebeu orientações sobre o modelo de integração e passou a adotar o plantio de soja seguido de capim.
“Nós buscamos apoio da Embrapa, que esteve aqui e nos orientou sobre como fazer. Plantávamos a soja, depois o capim, e a área ficava cerca de 18 meses em rotação antes do novo ciclo”, explica.
Ao longo dos anos, a propriedade evoluiu para um modelo diversificado, com soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado de corte, produção de seringueira e, mais recentemente, estrutura própria de secagem e armazenamento.
Mesmo diante de oportunidades de expansão, a decisão sempre foi investir na fazenda adquirida na década de 1940. “O futuro a Deus pertence, mas a gente sempre pensou em investir aqui. Não compramos outras terras e investimos na propriedade que meu pai adquiriu na década de 1940. Temos muito amor por ela”, afirma.
Para ele, o espaço possui mais do que valor comercial e representa história e legado familiar. “Esse lugar não tem só valor econômico, tem valor sentimental”, resume o produtor.
A votação para escolher o Personagem Soja Brasil 2025/26 será aberta no dia 10 de março. Acompanhe!
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