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21 de julho de 2026

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Entidades solicitam medidas urgentes para o setor arrozeiro

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Foto: Erasmo Pereira/Epamig

A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz),  a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), e a Cooperativa de Cereais de Camaquã (COOPACC) realizaram reunião com Ministro da Agricultura e Pecuária, solicitando, em caráter de urgência, a adoção de medidas políticas e administrativas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do arroz.

De acordo com os presidentes da Federarroz, Denis Dias Nunes, da Farsul, Domingos Velho Lopes, e da COOPACC, Volzear Longaray Júnior, é de conhecimento público que, em razão de um complexo cenário nacional e internacional, que os produtores de arroz atravessam o início de um quadro de grave crise econômica no setor, situação que pode se agravar significativamente caso não sejam adotadas medidas estruturantes de apoio à atividade.

Em ofício encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) os dirigentes reforçam que a cultura do arroz possui relevância estratégica para o país “tanto sob a perspectiva da segurança alimentar quanto da estabilidade de preços para a população brasileira, razão pela qual a manutenção da viabilidade econômica da atividade produtiva torna-se tema de interesse público”.

Entre as medidas solicitadas estão:
  • Alongamento das operações de custeio com recibo de depósito, referentes à safra 25/26;
  • Intensificação da fiscalização quanto à tipificação do arroz beneficiado comercializado no mercado brasileiro, especialmente no que se refere aos produtos oriundos de importação, garantindo transparência e proteção ao consumidor;
  • Alocação de recursos para instrumentos de apoio à comercialização no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), especialmente por meio de mecanismos de subvenção como PEP e PEPRO.

As três entidades entendem que tais medidas são fundamentais para preservar a sustentabilidade econômica da produção arrozeira.

“Também evitam a retração da área plantada e garantem a continuidade do abastecimento interno de um dos principais alimentos da mesa do brasileiro”, destacam os presidentes da Federarroz, Farsul e COOPACC ao assinarem o ofício enviado ao Mapa.

As medidas acima fazem parte de um pacote de ações recentemente divulgadas, de forma conjunta pelas entidades, na defesa do setor.

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Colheita do milho de segunda safra chega a 49,8% no Brasil, diz Conab

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A colheita do milho de segunda safra 2025/26 no Brasil atingiu 49,8% da área até o último sábado (18), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em boletim semanal de progresso de safra divulgado nesta terça-feira (21). O avanço foi de 10,9 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na comparação anual, os trabalhos seguem 6,6 pontos porcentuais atrás do registrado no mesmo período da safra passada.

Segundo a Conab, no mesmo período do ciclo anterior a colheita do milho de segunda safra alcançava 55,5% da área. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 56,7%, o ritmo também está atrasado.

Entre os principais Estados produtores, Mato Grosso lidera o avanço da colheita, com 79,8% da área já colhida. Em Goiás, os trabalhos atingem 28%. No Mato Grosso do Sul, o índice está em 17%, enquanto o Paraná registra 16%.

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No milho verão 2025/26, a colheita chegou a 97,9% da área até o sábado (18), avanço de 0,8 ponto porcentual na semana. O desempenho também permanece abaixo do observado em igual período da safra passada, quando 98,4% da área havia sido colhida, e da média dos últimos cinco anos, de 98,3%. Maranhão tinha 85% da área colhida, Piauí 94% e Bahia 99%.

A colheita do algodão 2025/26 alcançou 12,8% da área, com avanço semanal de 4,7 pontos porcentuais. O percentual fica abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior, com diferença de 3,9 pontos porcentuais, e também da média de cinco anos, de 14,2%. Mato Grosso havia colhido 8,7% da área, Goiás 27% e Bahia 21%.

No trigo 2026, a colheita chegou a 1,3% da área, avanço de 0,2 ponto porcentual em uma semana. Em relação ao mesmo momento da safra passada, quando o índice era de 2,4%, há atraso de 1,1 ponto porcentual. Na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 2,5%, o ritmo também está abaixo. Minas Gerais tinha 5% da área colhida e Goiás, 40%.

Já a semeadura do trigo 2026 alcançou 97,4% da área prevista, avanço de 2,7 pontos porcentuais na semana. O índice supera o de igual período da safra passada, de 96,9%, e a média de cinco anos, de 95,5%. Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul já concluíram o plantio. No Rio Grande do Sul, a semeadura estava em 97%; no Paraná, em 99%; e em Santa Catarina, em 77,4%.

Os dados da Conab mostram avanço semanal nos trabalhos de campo para milho, algodão e trigo, com a colheita do milho de segunda safra próxima da metade da área no país e a semeadura do trigo perto da conclusão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Trigo tem leves ajustes; safra pode ser a menor desde 2020, diz Cepea

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Foto: Débora Fabrício/Canal Rural

Os preços do trigo registraram leves ajustes no mercado brasileiro, sustentadas principalmente pela retração de vendedores e pelas novas estimativas oficiais, que apontam redução da produção nacional neste ano para o menor volume desde 2020.

Segundo pesquisadores do Cepea, no Rio Grande do Sul, a baixa liquidez, a demanda reduzida da indústria e o abastecimento relativamente confortável dos moinhos mantêm a pressão sobre os preços. Já no Paraná, a menor disponibilidade de trigo sustentou as cotações no mercado de lotes.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu em 4,5% a estimativa da safra brasileira de trigo de 2026 em relação ao levantamento anterior, passando de 6,30 milhões para 6,03 milhões de toneladas. Se a projeção se confirmar, a produção será a menor desde 2020, ficando 23,5% abaixo da registrada na safra passada.

Segundo o Cepea, a revisão reflete principalmente a redução da área cultivada no Sul do país e a menor produtividade em parte do Centro-Oeste.

No fechamento de segunda-feira (20), o preço médio do trigo Cepea/Esalq no Paraná foi de R$ 1.395,99 por tonelada, com recuo de 0,28% no dia e alta de 2% no acumulado de julho. No Rio Grande do Sul, o indicador encerrou o dia em R$ 1.304,61 por tonelada, queda de 0,22% em relação à sessão anterior e baixa de 1,87% no mês.

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Demanda por etanol anidro deve crescer 2,8% com E32 em 2026 e impulsionar investimentos

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

O consumo nacional de etanol anidro deve entre agosto e dezembro de 2026 deve crescer 2,8% no Brasil com a ampliação do percentual da mistura do biocombustível na gasolina de 30% para 32%. Já no comparativo entre a safra 2025/26 e a estimativa para 2026/27 o volume demandado deve saltar de 14,03 bilhões para 15,16 bilhões de litros, cerca de 1,13 bilhão de litros, aproximadamente 8%.

Mato Grosso é o segundo maior produtor de etanol do país. Na avaliação do Sistema Fiemt e do Bioind MT, o aumento da mistura do etanol anidro de 30% para 32% na gasolina, o chamado E32, anunciado no dia 14 de julho pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), deve impulsionar novos investimentos no setor no estado.

Análise do Observatório de Mato Grosso, divulgada pelo Sistema Fiemt e do Bioind MT, prevê que entre agosto, quando a medida será implementada, e dezembro de 2026 a demanda por etanol anidro no Brasil aumente em cerca de 411,6 milhões de litros, o que deve elevar o consumo para 14,87 bilhões, aumento de 2,8% no comparativo com as perspectivas com a mistura na gasolina em 30%.

“É uma medida importante para o desenvolvimento do setor, para novos investimentos, para o meio ambiente e para a geração de empregos. Mais etanol na gasolina significa um ambiente mais limpo e menos importação de gasolina”, pontua o presidente do Sistema Fiemt e do Bioind MT, Silvio Rangel.

Atualmente Mato Grosso conta com 27 indústrias em operação produzindo etanol tanto a partir da cana de açúcar quanto do milho. Juntas geram 10,7 mil empregos formais. Somente em 2025, R$ 3,05 bilhões em arrecadação de ICMS em 2025, aproximadamente 12% de todo o imposto arrecadado no Estado.


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