Business
Como ficaram as cotações de soja na última segunda-feira de julho?

O mercado de soja iniciou a semana com poucas negociações e preços oscilando de forma mista nas principais praças do país. Segundo o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, nesta segunda-feira (28), a nova baixa registrada em Chicago foi compensada por prêmios firmes e pela alta do dólar, o que ajudou a sustentar as cotações internas.
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Apesar da melhora pontual nos preços em algumas regiões, o ritmo de comercialização permaneceu lento. A indústria demonstrou interesse na compra, mas o spread entre comprador e vendedor continuou elevado, o que manteve o mercado com pouca oferta.
Preços de soja por região
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 131,00 para R$ 132,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 120,00 para R$ 121,00
- Dourados (MS): caiu de R$ 122,00 para R$ 121,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 122,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pela combinação de ampla oferta mundial, a fraca demanda pelo produto norte-americano e a força do dólar frente a outras moedas.
EUA
A previsão de clima favorável às lavouras dos Estados Unidos, com diminuição do calor e ocorrência de chuvas, cria uma expectativa de grande safra no país, também influenciando de forma baixista.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 409.714 toneladas na semana encerrada no dia 24 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, as inspeções de exportação haviam atingido 377.020 toneladas. Em igual período do ano passado, o total foi de 408.582 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de setembro, as inspeções somam 47.203.279 toneladas, contra 42.770.645 toneladas no mesmo intervalo da temporada anterior.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 10,00 centavos de dólar ou 1%, a US$ 9,88 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,11 1/2 por bushel, perda de 9,50 centavos ou 0,93%.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80, ou 1,02%, a US$ 269,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 56,55 centavos de dólar, com ganho de 0,06 centavo ou 0,1%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,54%, sendo negociado a R$ 5,5921 para venda e a R$ 5,5901 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5688 e a máxima de R$ 5,6063.
Agro Mato Grosso
Sojicultores MT têm até 15 de fevereiro para cadastrar área no Indea: é obrigatório

Para o cadastramento, é preciso informar o total de área plantada, localização geográfica, a variedade cultivada dentre outras informações.
Para o cadastramento, é preciso informar o total de área plantada, localização geográfica, a variedade cultivada, dentre outras informações. Quem não se cadastrar, dentro do prazo legal, fica sujeito à aplicação de multa de 10 Unidades Padrão Fiscal (UPFs), cujo valor em janeiro está R$ 2.543,60.
Na safra 2024/2025, foram cadastradas 16.319 unidades de produção de soja, o que corresponde a 8.993 produtores de soja que totalizaram mais de 11,3 milhões de hectares de área plantada. Esses dados são publicamente disponibilizados ao cidadão por meio do link “Áreas de Plantio por Safra”.
Já estão cadastradas junto ao Indea um total de 8.175 Unidades de Produção, o que corresponde a aproximadamente sete milhões de hectares já declarados por 4.697 sojicultores.
O cadastro é fundamental para o planejamento das ações de defesa sanitária vegetal, prevenindo e controlando pragas, com a ferrugem asiática.
Agro Mato Grosso
Frete de grãos sobe em MT com avanço da colheita da soja e menor oferta de caminhões

O avanço da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso já começa a refletir diretamente no bolso do produtor e na dinâmica do agronegócio estadual. Na última semana, os fretes rodoviários de grãos registraram alta na maioria das rotas monitoradas, cenário típico de períodos de pico de escoamento, quando a demanda por transporte cresce mais rápido que a disponibilidade de caminhões.
Entre as rotas com maior movimentação, o trajeto entre Diamantino e Rondonópolis apresentou cotação média de R$ 173,21 por tonelada, avanço de 5,97%. Já o transporte entre Canarana e Barcarena (PA) registrou média de R$ 410,00 por tonelada, com alta de 2,50%. O movimento reforça a tendência histórica do primeiro trimestre, quando a logística fica mais pressionada pelo fluxo intenso da produção agrícola.
Safra cheia pressiona logística e encarece transporte
O aumento dos fretes ocorre em um contexto já esperado pelo setor. Relatórios logísticos apontam que grandes colheitas em Mato Grosso costumam inflacionar o mercado de transporte rodoviário, especialmente no início do ano, período em que o volume de grãos disponível cresce rapidamente e exige maior capacidade logística para escoamento.
Na prática, a equação é simples: mais soja disponível significa mais caminhões necessários. Quando a oferta de transporte não acompanha esse crescimento, os valores sobem. Esse cenário ganha ainda mais força em anos de produção robusta, como o atual ciclo agrícola.
Disputa por caminhões e gargalos mantêm pressão
Outro fator que sustenta a valorização dos fretes é a menor disponibilidade de veículos no mercado spot. Com parte da frota já comprometida com contratos e rotas fixas, sobra menos capacidade para atender demandas pontuais de transporte, elevando naturalmente os preços.
Além disso, questões logísticas regionais também influenciam o mercado. Episódios recentes que afetam corredores de exportação, como bloqueios ou limitações operacionais em rotas estratégicas do Norte, podem impactar indiretamente o fluxo e a organização do transporte de grãos no país.
Impacto direto no custo de produção e comercialização
Para o produtor, o frete é um dos principais componentes do custo final da produção. Em momentos de alta logística, a margem pode ser pressionada, especialmente para quem depende de rotas mais longas até portos exportadores.
Por outro lado, em cenários de forte demanda internacional e preços firmes das commodities, parte desse aumento pode ser absorvido pela valorização do produto, equilibrando o impacto no resultado final da safra.
Tendência segue atrelada ao ritmo da colheita
A expectativa do mercado é que o comportamento dos fretes continue diretamente ligado ao ritmo da colheita e ao volume efetivamente disponível para escoamento nas próximas semanas. Caso o fluxo da safra se intensifique e a oferta de caminhões permaneça limitada, o mercado pode seguir operando em patamares elevados no curto prazo.
Business
Preços dos fertilizantes começam o ano com alta de até 20%, mostra levantamento

Os preços dos fertilizantes começaram o ano em alta, segundo relatório da Stonex. De acordo com o relatório, na última semana de janeiro as cotações da ureia nos portos brasileiros estavam cerca de 10% acima do nível observado no mesmo período de 2025. Já os preços do SSP e do cloreto de potássio (KCl) registraram altas próximas de 20% na mesma comparação anual.
Conforme explica o analista de Inteligência de Mercado, Tomás Pernías, esse movimento de valorização não se restringe ao Brasil. Segundo ele, a alta dos fertilizantes em relação ao início de 2025 também é observada, em maior ou menor grau, em outros mercados, o que indica um fenômeno de caráter global.
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“Entre os fatores que sustentam esse patamar mais elevado de preços estão elementos sazonais, como a preparação para as aplicações agrícolas em diversos países, e fatores geopolíticos difíceis de antecipar, como a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã”, realça o analista.
Neste contexto, o Oriente Médio é uma região estratégica para os nitrogenados, e qualquer instabilidade tende a gerar volatilidade e reforçar um viés altista nas cotações.
Nos Estados Unidos, o início do ano marca a retomada das compras para a temporada de primavera, com aumento das importações entre fevereiro e abril, período tradicionalmente mais aquecido. Esse fortalecimento da demanda norte-americana costuma pressionar os preços tanto no mercado doméstico quanto nos países fornecedores.
A China também atravessa um período sensível no primeiro semestre. Conforme levantamento da StoneX, apesar de ser grande produtora, o impacto sazonal sobre as importações é mais limitado, com exceção do KCl, cujas compras tendem a crescer nos primeiros meses do ano. O principal efeito chinês ocorre pelo lado das exportações.
“Em momentos estratégicos, as autoridades costumam restringir as vendas externas para priorizar o abastecimento interno, o que reduz a oferta global e intensifica a disputa por cargas”, destaca Pernías. Para alguns fertilizantes, a expectativa é de que essas restrições se estendam ao menos até meados do segundo semestre de 2026.
Outro fator relevante é a demanda indiana. Caso a Índia anuncie uma nova rodada nas próximas semanas, essa demanda poderá coincidir com um período-chave para mercados como Estados Unidos, Canadá, China e Europa, reforçando o sentimento altista.
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