Politica
Senado aprova mudança e MT deve ter 10 deputados federais e 30 estaduais a partir de 2027

Conteúdo/ODOC – Mesmo com os votos contrários dos senadores de Mato Grosso, o Senado Federal aprovou o projeto que amplia o número de cadeiras na Câmara dos Deputados, passando de 513 para 531 parlamentares. A proposta beneficia diretamente o estado, que ganhará dois novos representantes em Brasília.
O impacto também será sentido na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que terá sua composição aumentada de 24 para 30 deputados estaduais a partir da legislatura de 2027.
O aumento segue uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que obrigou o Congresso Nacional a adequar a representação proporcional na Câmara com base nos dados do Censo Demográfico de 2022, realizado pelo IBGE. A nova distribuição levou em conta o crescimento populacional dos estados, entre eles Mato Grosso.
Durante a votação no Senado, o placar foi de 41 votos favoráveis e 33 contrários. A senadora Margareth Buzetti (PSD) não participou por estar em viagem. A ausência foi comentada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que afirmou que Buzetti pretendia registrar voto contrário, mas não conseguiu a tempo.
Entre os parlamentares que se opuseram ao texto, o senador Jayme Campos (União) afirmou que o projeto é “inoportuno, injustificável e contrário aos anseios da sociedade”. Para ele, o momento exige contenção de gastos. “Aumentar despesas em tempos de ajuste fiscal é virar as costas para o Brasil real”, declarou.
O senador Wellington Fagundes (PL) também se posicionou contra a proposta, destacando que a população já está sobrecarregada. “Falar em mais gastos agora é inaceitável. O povo está cansado de pagar impostos sem ver os serviços públicos melhorarem”, afirmou.
Como o Senado promoveu alterações no texto original aprovado pela Câmara dos Deputados, a matéria precisará retornar à análise dos deputados. Uma das mudanças estabelece que não haverá aumento de despesas com as novas vagas — ficam proibidos reajustes em verbas de gabinete, auxílio-moradia, passagens aéreas e cotas parlamentares.
Os valores do exercício de 2025 serão mantidos como teto, sem possibilidade de créditos adicionais ou transferências orçamentárias.
No caso de Mato Grosso, o aumento de seis cadeiras na ALMT representa um custo estimado de R$ 10 milhões por ano, considerando salários, verbas indenizatórias, gratificações, combustíveis e passagens. Esse impacto é reflexo direto do novo critério de proporcionalidade: para cada deputado federal eleito pelo estado, há direito a três deputados estaduais.
Agro Mato Grosso
Max Russi admite apoio da AL para criação de cidade: “Força do agro” MT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), avaliou que há ambiente político favorável para a criação de um novo município em Mato Grosso, a partir de uma área localizada entre Diamantino e São José do Rio Claro.
A proposta, que ainda não foi formalizada, tem sido chamada informalmente de “Gilmarlândia”, em referência ao ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, cuja família possui propriedades na região apontada para sediar a futura cidade.
Max Russi participou, no último domingo (22), de um encontro promovido pelo produtor rural Eraí Maggi, que reuniu lideranças políticas e representantes do setor produtivo para discutir a viabilidade do projeto. Segundo o parlamentar, caso a proposta chegue oficialmente ao Legislativo, há condições políticas para que avance.
De acordo com o presidente da Assembleia, a história de Mato Grosso mostra que muitos municípios surgiram a partir do fortalecimento do agronegócio e do aumento da população atraída pelo desenvolvimento econômico. Para ele, o movimento articulado em torno do Eraí segue esse mesmo caminho e conta com diálogo junto ao Governo do Estado, à Assembleia e a outros poderes.
A área cogitada para a implantação do município deverá ser desmembrada de Diamantino e São José do Rio Claro e fica a cerca de 150 km ao norte da cidade natal do ministro Gilmar Mendes, em um ponto estratégico no entroncamento das rodovias MT-249 e MT-010, nas proximidades de uma usina e de um rio.
Segundo Eraí Maggi, a proposta tem como foco atender famílias de trabalhadores rurais que vivem nas propriedades do entorno, levando serviços básicos como educação, saúde, infraestrutura, habitação e opções de lazer. Apesar das articulações políticas já existentes, a ideia ainda não foi apresentada formalmente às câmaras municipais nem à Assembleia Legislativa e segue em fase inicial..
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Politica
PL de autoria de Max Russi reconhece Folia de Reis como patrimônio histórico de MT

O texto ainda reconhece a cidade de Dom Aquino como a capital mato-grossense das Folias de Reis
Em sessão ordinária desta quinta-feira (19) foi aprovado em segunda votação o Projeto de Lei 1875/2025, de autoria do deputado Max Russi (PSB), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que declara a tradicional Folia de Reis como integrante do patrimônio histórico, artístico e cultural de Mato Grosso. O projeto também reconhece o município de Dom Aquino como a “Capital Mato-grossense das Folias de Reis”.
“Nós precisamos valorizar e incentivar iniciativas que fortaleçam a Folia de Reis, uma tradição cultural presente em diversos municípios de Mato Grosso. É uma manifestação que faz parte da cultura brasileira, e o nosso estado não é diferente. O objetivo é fortalecer, preservar e dar ainda mais reconhecimento a essa festa”, ressaltou Max Russi.
A tradicional festa ocorre em diversos municípios do estado e é uma das mais emblemáticas do país, trazendo à vida a passagem bíblica da visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus.
A cidade de Dom Aquino preserva práticas, cantos, trajes, instrumentos e saberes que se mantêm vivos graças à atuação diligente de mestres e brincantes, como são chamados os festeiros.
Com a aprovação da lei, os municípios poderão adotar medidas de incentivo, como a prioridade em programas estaduais de apoio à cultura tradicional e popular, promoção de eventos, festivais e mostras anuais em parceria com o poder executivo municipal, universidades, centros culturais e entidades civis; apoio a ações que incentivem a participação de jovens e a transmissão do saber tradicional.
O projeto segue agora para a sanção do governador Mauro Mendes.
Agro Mato Grosso
Governo de MT nega que liminar isenta empresa de Blairo Maggi de imposto

O governador Mauro Mendes negou que o produtor rural e ex-governador Blairo Maggi tenha privilégio de isenção fiscal por decisão judicial. Segundo ele, nenhuma lei estadual ampara o benefício fiscal a exportadores por meio de liminar.
“Não existe [liminar]. A lei é muito clara com relação a isso [regras para isenção ou redução de imposto]. As pessoas desconhecem a legislação. Mato Grosso tem um regime tributário que para você exportar é preciso pagar ICMS”, disse.
A informação sobre a liminar (decisão judicial provisória) a favor da empresa de Blairo Maggi foi divulgada há alguns dias pelo senador Jayme Campos (União Brasil). Conforme ele, a tal liminar retirava a obrigação da Amaggi de pagar o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
O Fethab é uma taxa cobrada exclusivamente de produtores rurais em Mato Grosso. Nasceu com o objetivo de gerar fonte de investimento para a infraestrutura, mas passou por várias modificações ao longo dos anos.
Conforme o governador, existem as opções para as empresas exportadores em Mato Grosso de pagar ou o Fethab ou o ICMS. Alguns optam pelo fundo, outras criam um conta corrente fiscal para permanecer a contribuir pelo ICMS.
“Não é preciso nenhuma liminar para isso. O ICMS que é pago tem que ser devolvido pela Lei Kandir. Algumas empresas optaram por pagar o ICMS, fazer conta corrente para exportação e se ficar algum saldo, pleitear a exportação”, disse.
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