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31 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Max Russi admite apoio da AL para criação de cidade: “Força do agro” MT

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), avaliou que há ambiente político favorável para a criação de um novo município em Mato Grosso, a partir de uma área localizada entre Diamantino e São José do Rio Claro.

A proposta, que ainda não foi formalizada, tem sido chamada informalmente de “Gilmarlândia”, em referência ao ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, cuja família possui propriedades na região apontada para sediar a futura cidade.

Max Russi participou, no último domingo (22), de um encontro promovido pelo produtor rural Eraí Maggi, que reuniu lideranças políticas e representantes do setor produtivo para discutir a viabilidade do projeto. Segundo o parlamentar, caso a proposta chegue oficialmente ao Legislativo, há condições políticas para que avance.

De acordo com o presidente da Assembleia, a história de Mato Grosso mostra que muitos municípios surgiram a partir do fortalecimento do agronegócio e do aumento da população atraída pelo desenvolvimento econômico. Para ele, o movimento articulado em torno do Eraí segue esse mesmo caminho e conta com diálogo junto ao Governo do Estado, à Assembleia e a outros poderes.

A área cogitada para a implantação do município deverá ser desmembrada de Diamantino e São José do Rio Claro e fica a cerca de 150 km ao norte da cidade natal do ministro Gilmar Mendes, em um ponto estratégico no entroncamento das rodovias MT-249 e MT-010, nas proximidades de uma usina e de um rio.

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Segundo Eraí Maggi, a proposta tem como foco atender famílias de trabalhadores rurais que vivem nas propriedades do entorno, levando serviços básicos como educação, saúde, infraestrutura, habitação e opções de lazer. Apesar das articulações políticas já existentes, a ideia ainda não foi apresentada formalmente às câmaras municipais nem à Assembleia Legislativa e segue em fase inicial..

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Agro Mato Grosso

MT registra mais de 130 denúncias de violência contra a mulher por dia neste ano

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Mato Grosso registrou, por dia, mais de 130 denúncias de violência contra a mulher neste ano, segundo dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Entre 1º de janeiro e 21 de maio de 2026, o estado contabilizou 18.536 ocorrências.

Mais de 18 tipos crimes foram denunciados neste período. Entre as principais denúncias estão ameaça, com 6.409 registros, lesão corporal, 3.231, e injúria 2.339 (veja detalhes no gráfico abaixo).

Denúncias de violência registradas em 2026 em MT

Até maio deste ano, 7.491 mulheres solicitaram medidas protetivas, instrumento utilizado para garantir a segurança de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

Feminicídios registrados

A violência contra a mulher no estado resultou em 18 feminicídios nos cinco primeiros meses deste ano. Cuiabá lidera o número de ocorrências, com três casos, seguido de Tangará da Serra, com dois registros. A maioria das vítimas tinha entre 18 e 24 anos.

Entre os casos registrados neste ano está o da aposentada Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, encontrada morta e enterrada no quintal da própria casa, no bairro Parque Cuiabá, na capital, no dia 5 de maio. O marido da vítima, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, foi preso e confessou o crime à polícia.

Jackson Pinto da Silva foi preso suspeito de matar Nilza Moura de Souza Antunes — Foto: Reprodução

Jackson Pinto da Silva foi preso suspeito de matar Nilza Moura de Souza Antunes — Foto: Reprodução

Uma semana depois, a jovem Clara Vitória da Silva, de 23 anos, foi encontrada morta dentro de casa, em Tangará da Serra, a 242 quilômetros de Cuiabá. O corpo apresentava sinais visíveis de violência e foi localizado por uma amiga da vítima. Douglas Ferreira, de 35 anos, vizinho de Clara, foi preso no mesmo dia e é foi apontado pela polícia como suspeito do crime.

Clara Vitória da Silva, de 23 anos, foi encontrada morta em Tangará da Serra (MT) — Foto: Reprodução

Clara Vitória da Silva, de 23 anos, foi encontrada morta em Tangará da Serra (MT) — Foto: Reprodução

Os impactos dos crimes atingem também as famílias das vítimas. Neste ano, 22 crianças e adolescentes ficaram órfãos após terem as mães assassinadas em casos de feminicídio.

Simone da Silva Matiuzi, de 35 anos. — Foto: Reprodução

Simone da Silva Matiuzi, de 35 anos. — Foto: Reprodução

Simone da Silva Matiuzi, de 35 anos, morreu após ser atropelada em março deste ano, no município Vila Bela da Santíssima Trindade, a 522 quilômetros de Cuiabá. O principal suspeito é o namorado, que foi preso. Ela estava com as duas filhas menores no momento do ocorrido; as crianças não presenciaram as agressões.

Observatório Caliandra

Nesta semana, o Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), renovou a parceria com a Polícia Civil de Mato Grosso para o compartilhamento de dados sobre violência contra a mulher. A cooperação, firmada em 2024 com apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), foi confirmada pelas autoridades das instituições.

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Com a continuidade do acordo, será mantida a base de dados e ampliados os painéis estatísticos da plataforma. Além disso, os painéis passarão a exibir as marcas das instituições parceiras, reforçando a transparência, a integração entre órgãos e a credibilidade das informações divulgadas.

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Agro Mato Grosso

‘Fazendinha’ para crianças, show e exposições: confira programação de feira agro em MT

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A GreenFarm 2026, que começou na quarta-feira (27), segue até este sábado (30) no Parque Novo Mato Grosso com agenda focada em negócios, tecnologia, cultura e protagonismo feminino no agronegócio. A entrada é gratuita.

A feira reúne exposição de animais, leilões, palestras, atrações culturais e espaços de networking. Confira a programação abaixo:

Sexta-feira (29): conteúdo técnico e negócios

A programação desta sexta-feira mantém o foco em debates técnicos e inovação no agro. Em espaços com especialistas e produtores discutem temas como gestão, sustentabilidade, tecnologia, energia, sucessão familiar e empreendedorismo rural.

O público também pode visitar o Pavilhão de Negócios, com estandes de empresas do setor, além de acompanhar exposições de animais (búfalos, ovinos, caprinos e cavalos), demonstrações de máquinas agrícolas e exposição de carros antigos.

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A partir das 18h, o Fest Agro movimenta a área de alimentação com shows de duplas sertanejas, DJs e atrações culturais em palco 360°.

Sábado (30): protagonismo feminino é destaque

Já o sábado será dedicado ao Circuito Fazenda Rosa, com o tema “Mulheres que Transformam Negócios”. A programação terá palestras e painéis sobre liderança feminina, gestão, sucessão familiar e inovação no agro.

Entre os destaques estão debates com empresárias, produtoras rurais e especialistas do setor. Representantes do governo estadual e federal também participam de discussões sobre políticas públicas e representatividade feminina no agro.

À noite, terá o lançamento de projetos ligados ao protagonismo feminino no agro, além de homenagens a lideranças do setor, seguido de palestra-show da cantora Sula Miranda, a partir das 21h.

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Programação geral

 

Exposição de ouvino cultura na GreenFarm no Pavilhão de Negócios — Foto: Feira GreenFarm

Exposição de ouvino cultura na GreenFarm no Pavilhão de Negócios — Foto: Feira GreenFarm

Além da programação técnica, a GreenFarm mantém espaços voltados ao público geral, como a mini fazendinha educativa para crianças, feira da agricultura familiar com cerca de 70 produtores, praça de alimentação e exposições culturais, reforçando o caráter multifuncional do evento.

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Agro Mato Grosso

MT atinge patamar muito alto de desenvolvimento humano I agro.mt

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A região metropolitana de Cuiabá também acompanhou o avanço, com o IDHM saltando de 0,758 em 2021 para 0,831

Seguindo tendência nacional, Mato Grosso registrou avanço no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) dos últimos 12 anos.

Em 2024, o Estado alcançou IDHM de 0,812, o que representa um crescimento superior a 9% no período.

Os dados são do Radar IDHM 2024, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Radar IDHM analisa a evolução do desenvolvimento humano de 2012 a 2024, abrangendo o país, os 26 estados e o Distrito Federal.

Para chegar nesta pontuação são avaliados os parâmetros de saúde e longevidade, educação e geração de renda.

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A escala do Pnud para classificar o índice varia de 0 a 1, sendo muito alto acima de 0,800.

De acordo com a publicação, o valor do IDHM do Brasil para o ano de 2024 é 0,805, o que o coloca, pela primeira vez, no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano.

Após enfrentar quedas severas em 2020 e 2021, o IDHM brasileiro saltou de 0,788 em 2022 para 0,798 em 2023, até atingir o desenvolvimento muito alto no ano seguinte.

Para o Governo, esse avanço resulta de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso à educação, à saúde e à geração de renda.

Coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destacou os impactos de políticas públicas de transferência de renda sobre os indicadores sociais e educacionais.

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Para ela, o programa “Bolsa Família” contribuiu para ampliar a permanência de crianças e adolescentes na escola e reduzir o trabalho infantil.

“É o programa Bolsa Família que retira quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também, de estar na escola. Então, aqui vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira”, disse.

O Radar IDHM também coloca Mato Grosso na 8ª posição dentre as 10 unidades da federação (UFs) na faixa de muito alto desenvolvimento humano e confirma a trajetória de recuperação e crescimento registrada no período recente.

Entre 2021 e 2024, o índice mato-grossense apresentou avanço nominal de 0,067, ou aproximadamente 8,9%, saltando de 0,745 para o patamar atual. Em 2012, o valor do IDHM do Estado era de 0.743.

Dentre as demais 10 UFs, o primeiro lugar é ocupado pelo Distrito Federal (0,866), seguido de São Paulo (0,838) e de Santa Catarina (0,833).

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A região metropolitana de Cuiabá acompanhou essa retomada. Entre 2021 e 2024, o índice da região saltou de 0,758 para os atuais 0,831, registrando um crescimento nominal de 0,073 ponto (avanço de 9,6%) e consolidando-se na faixa de muito alto desenvolvimento humano.

Segundo o relatório, a região metropolitana apresentou melhorias sólidas nos indicadores sociais e econômicos nos últimos anos, embora o estudo alerte para a necessidade contínua de enfrentamento das desigualdades internas.

Ainda em nível nacional, os melhores resultados foram registrados nas regiões metropolitanas de Florianópolis (0,874) e Curitiba (0,856).

Os menores índices apareceram nas regiões metropolitanas de Macapá (0,762) e Maceió (0,776).

Das 21 regiões analisadas, 17 alcançaram a faixa de muito alto desenvolvimento humano.

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O levantamento também aponta redução gradual das desigualdades raciais nas regiões metropolitanas.

Em 2024, o IDHM da população negra alcançou a faixa de muito alto desenvolvimento humano em sete regiões metropolitanas, enquanto o IDHM da população branca atingiu esse patamar em todas as regiões analisadas.

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