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31 de maio de 2026

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Saiba como ficaram as cotações de soja na última terça-feira do mês

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Esta terça-feira (24) foi marcada por estabilidade nos preços da soja no Brasil e por negociações arrastadas. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia teve poucas novidades no mercado interno, enquanto a Bolsa de Chicago apresentou maior volatilidade.

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Na CBOT, o mercado iniciou a manhã em queda, depois acompanhou a alta do óleo e voltou a testar níveis mais elevados ao longo do dia. No físico brasileiro, porém, houve poucas alterações nas cotações.

Silveira observa que os prêmios seguem negativos nos contratos spot e o dólar continua em queda, formando um cenário de cotações mais pressionadas. Os volumes negociados foram pequenos. Há ainda fortes entraves logísticos no Mato Grosso, enquanto o produtor permanece retraído, fora de mercado.

As tradings buscam originar volumes para embarques em março. Já as indústrias mantêm postura cautelosa, acompanhando o avanço da colheita. Algumas estão bem cobertas, o que justifica a cadência nas compras diante de preços mais acomodados. Por ora, o mercado segue lento, com negócios pontuais e volumes reduzidos.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): permaneceu em R$ 122,00
  • Santa Rosa (RS): permaneceu em R$ 123,00
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 117,00
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 107,00
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 109,00
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 108,00
  • Paranaguá (PR): permaneceu em R$ 128,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 127,00 para R$ 128,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago fecharam a terça-feira em alta para grão, farelo e óleo. O mercado foi sustentado pela expectativa de retomada das compras da oleaginosa norte-americana pela China após o feriado do Ano Novo Lunar. As incertezas envolvendo a política tarifária dos Estados Unidos também seguem no radar.

Na sexta-feira, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegal a política tarifária em vigor. Em resposta, o presidente Donald Trump anunciou a elevação de uma tarifa temporária global de 10% para 15%, com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite manter a medida por até 150 dias sem aprovação imediata do Congresso.

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De acordo com traders consultados por agências internacionais, compras adicionais podem ser necessárias, especialmente após Trump afirmar, no início do mês, que a China avalia ampliar a aquisição de exportações norte-americanas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 5,50 centavos de dólar por bushel ou 0,47%, a US$ 11,55 1/4 por bushel. A posição julho encerrou a US$ 11,68 por bushel, avanço de 4,75 centavos ou 0,40%.

No farelo, a posição maio subiu US$ 1,90 ou 0,60%, para US$ 314,40 por tonelada. No óleo, os contratos de maio fecharam a 60,50 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 0,62 centavo ou 1,03%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,26%, cotado a R$ 5,1543 para venda e R$ 5,1523 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1426 e a máxima de R$ 5,1841.

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Veja tudo que se sabe sobre o suposto superfaturamento dos livros que foram comprados pela prefeitura

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Um suposto superfaturamento que pode chegar a R$ 80 milhões em compras realizadas entre 2025 e 2026, período em que a pasta era comandada pelo ex-secretário Amauri Monge, agitou o debate político de Cuiabá.

A denúncia foi levantada pelo próprio prefeito Abílio Brunini (PL), que, desconfiando dos contratos, escolheu dar plena transparência ao caso.

O Livre acompanhou de perto a inspeção feita pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, e pelo prefeito Abílio Brunini nesta sexta-feira (30). Nós também tivemos acesso ao material que hoje é investigado.

Mas o que custou tão caro? Livros, palestras e programas!

Os contratos chegariam a R$ 80 milhões em compras já realizadas pela prefeitura. Até o momento, pouco mais de R$ 20 milhões foram pagos.

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Desde que a prefeitura encontrou irregularidades, os contratos foram suspensos.

A empresa não fornecia somente livros para alunos, mas também alegava que eram oferecidos livros para os professores, algumas palestras e alguns programas de computador.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

E o material? De baixa qualidade e reciclado…

Ao analisar os livros, O Livre percebeu que eles eram feitos do mesmo material dos antigos jornais impressos.

Trata-se do papel newsprint não revestido, feito geralmente de material reciclado. Geralmente, esse material é mais barato que o papel de qualidade padrão, mas tem uma vida útil bem menor.

(Foto: Lucas Bellinello/O Livre)

Quase tudo gerado por IA…

A maior parte do conteúdo dos livros foi gerada por IA, tornando o material ainda mais barato e sem qualquer exclusividade.

Imagem do site do ChatGPT aberto em uma tela de computador
(Foto: Matheus Bertelli / Pexels)

Erros de português são a regra

Na pouca intervenção humana que os livros apresentam, há inúmeros erros de português. De erros de concordância até palavras escritas erradas.

O fato chama atenção, pois o material seria usado para ensinar alunos. Mas como ensinar se nem quem escreveu aprendeu direito?

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Material não condiz com as matérias…

Outro ponto importante é que foram comprados materiais para disciplinas que nem ao menos fazem parte da grade escolar da Prefeitura de Cuiabá.

É o caso de um livro de educação financeira, uma disciplina importante, mas que não é ensinada nas escolas municipais.

Foto:(Ednilson Aguiar/ O Livre)

Abílio pegou no pulo…

Foi o prefeito de Cuiabá quem descobriu e denunciou o esquema. Ao suspeitar dos contratos, Abílio levou a denúncia para frente.

Com a denúncia, a Prefeitura de Cuiabá pode reaver valores no futuro ou, ao menos, evitar o pagamento dos outros R$ 60 milhões que ainda faltam ser pagos.

(Foto: Brian Henrique Dantas/O Livre)

TCE acompanha tudo

As investigações começaram, e o presidente do TCE já disse ter encontrado irregularidades na compra do material.

Sérgio Ricardo também elogiou a transparência de Abílio e a forma como o caso vem sendo tratado pela Prefeitura de Cuiabá de maneira institucional.

(Foto: Brian Henrique Dantas/O Livre)
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Cavalaria intercepta quadrilha com antena Starlink e frustra megarroubo de defensivos em MT

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Três homens foram presos em Nova Mutum; bando usava internet via satélite no carro para coordenar assalto a fazendas

Policiais militares da Cavalaria prenderam na noite desta sexta-feira (29.5), três homens suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo de defensivos agrícolas, em Nova Mutum. As equipes apreenderam armas de fogo, 64 munições, quatro rádios comunicadores e recuperaram grande quantidade de produtos nacionais e internacionais.

As equipes receberam informações de inteligência indicando que um grupo criminoso estaria planejando o roubo de defensivos agrícolas em uma propriedade rural localizada no município de Diamantino. Conforme a denúncia, os suspeitos utilizariam um veículo Hyundai HB20 equipado com uma antena Starlink instalada no para-brisa.

Após a denúncia, os policiais militares abordaram o carro em um trecho da MT-249. Um dos suspeitos informou que transportava uma arma de fogo calibre .22 e confessou participação em um roubo planejado contra uma fazenda da região.

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Ele também apontou o líder do grupo criminoso e indicou locais onde estariam armazenados defensivos agrícolas furtados e outros materiais ilícitos.

Durante o patrulhamento tático, as equipes localizaram outros envolvidos e apreenderam defensivos agrícolas de origem ilícita, produtos estrangeiros introduzidos ilegalmente no país, munições, rádios comunicadores, aparelhos GPS, R$ 4.700 mil em cédulas falsas, um rifle e uma espingarda.

Uma das armas apreendidas possuía registro de furto desde o ano de 2011. Os suspeitos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências que o caso requer.

Com Assessoria 

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Endividamento histórico: mais de 80% dos lares brasileiros possuem algum tipo de dívida

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O número de famílias endividadas no Brasil atingiu o maior patamar da série histórica em 2026. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que 80,9% dos lares brasileiros possuíam algum tipo de dívida em abril, reflexo dos juros elevados, do aumento do custo de vida e da maior utilização do crédito.

Um terço da renda vai pra dívidas…

Além do crescimento do endividamento, especialistas alertam para o avanço do comprometimento da renda familiar. Atualmente, quase um terço do orçamento das famílias é destinado ao pagamento de dívidas, reduzindo a capacidade de consumo e dificultando investimentos e planejamento financeiro.

Cartão de crédito é o principal vilão

O cartão de crédito segue como o principal responsável pelo cenário. Segundo a CNC, a modalidade concentra a maior parte das dívidas das famílias e possui algumas das taxas de juros mais altas do mercado, agravando o risco de inadimplência.

Embora o percentual de famílias com contas em atraso tenha permanecido relativamente estável, cerca de 12% dos endividados afirmam não ter condições de quitar os débitos acumulados.

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Para economistas, o problema está ligado tanto ao alto custo do crédito quanto a fatores estruturais da economia brasileira. A taxa Selic elevada, o aumento das despesas básicas e até o crescimento das apostas online são apontados como elementos que pressionam o orçamento doméstico.

Programa do governo tenta resolver o problema

Diante desse cenário, o governo federal relançou o programa Novo Desenrola Brasil, voltado à renegociação de dívidas de famílias, estudantes e pequenos empreendedores. A iniciativa prevê descontos, juros reduzidos e condições facilitadas de pagamento, mas especialistas e parlamentares divergem sobre a capacidade do programa de resolver o problema de forma permanente.

Enquanto defensores da medida destacam o alívio imediato para os consumidores, críticos argumentam que a renegociação não ataca as causas do endividamento, como a renda insuficiente e o elevado custo do crédito no país.

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