Connect with us
29 de agosto de 2026

Featured

Corpo de Bombeiros combate 12 incêndios em Mato Grosso nesta sexta-feira

Published

on


Ocorrências são registradas em 11 municípios, com duas frentes de combate em Cáceres; Estado contabilizou 125 focos de calor nas últimas 24 horas

*PERÍODO DE ESTIAGEM*
*Corpo de Bombeiros combate 12 incêndios nesta sexta-feira (28)*
_Os militares atuam de forma ininterrupta para conter o avanço das chamas, impedir a propagação do fogo e extinguir os focos ativos_

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta sexta-feira (28.8), 12 ocorrências de incêndios, distribuídas pelos municípios de Juína, Cáceres, Guiratinga, Chapada dos Guimarães, Alto Araguaia, Nossa Senhora do Livramento, Cocalinho, Novo Mundo, Paranatinga, Marcelândia e Várzea Grande.

Em Cáceres as equipes do Corpo de Bombeiros atuam no combate a dois focos de incêndio registrados na cidade. Nos demais municípios, os bombeiros militares atuam no combate a uma ocorrência em cada localidade.

Em todas as ocorrências, as ações são realizadas de forma estratégica, com foco no combate direto às chamas, no monitoramento das áreas atingidas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente. As operações contam, quando necessário, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. As forças atuam de forma integrada, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.

*Focos de calor*

Em Mato Grosso, foram registrados 125 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 89 focos de calor foram registrados no Cerrado, 33 na Amazônia e três no Pantanal.

Em Terras Indígenas, foram identificados 32 focos de calor. Desse total, 10 foram registrados na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; sete na Terra Indígena Nambikwara, em Comodoro; quatro na Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças; e dois focos em cada uma das seguintes Terras Indígenas: Parabubure, em Campinápolis; Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; e Ubawawe, em Novo São Joaquim. Também foi identificado um foco em cada uma das seguintes Terras Indígenas: Enawenê-Nawê, em Juína; Marechal Rondon, em Paranatinga; Roosevelt, em Rondolândia; Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; e Sararé, em Pontes e Lacerda.

É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

*Fiscalização – Operação Infravermelho*

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

*Incêndios extintos*

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Matupá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.

*Proibição do uso do fogo*

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Continue Reading

Featured

Universidades Federais no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – Parte III

Published

on


A posição social de uma pessoa não determina ou influencia profundamente a forma como ela pensa. A ideia de que a localização social injeta pensamentos na cabeça de uma pessoa de forma quase mágica ou mecânica não se sustenta. As ideias não surgem só porque você está em um “lugar” social, mas porque você faz raciocínios lógicos a partir da sua realidade.Existe um bom debate a este respeito.

Não procede, portanto, o argumento de que as ideias de um grupo são parciais e ligadas aos seus interesses ou à sua situação. Os setores corporativos interessados na produção de ciência e tecnologia só teriam interesses econômicos enquanto os sindicatos e os intelectuais teriam interesses mais nobres, pois estariam pensando nos alunos e professores enquanto pessoas.

As pessoasmesmo quando estão erradas ou defendem ideologias têm boas razões individuais e racionais para acreditar no que defendem. Elas não são apenas “vítimas” de um viés da sua classe social; elas tiram conclusões lógicas com base nas informações limitadas que possuem.

Acreditar que um ator social defende a verdade (os professores, o sindicato) e o outro defende só seus interesses (os empresários, a indústria) é uma grande ilusão. Os intelectuais e cientistas também são indivíduos que buscam seus próprios interesses (como prestígio, verbas para pesquisas ou poder político) e a educação universitária não limpa os vieses de ninguém.

A demonização dos empresários ou do setor produtivo baseia-se no argumento de que as ideias têm localização. Mas as coisas não ocorrem exatamente assim. As ideias têm um contexto, mas a palavra mais correta para ele não é “localização social” e sim “situação social.

Como diria Raymond Boudon, seu lugar na sociedade funciona apenas como o cenário de um teatro. O cenário te dá algumas ferramentas e informações, mas é você quem decide o que vai falar e fazer com base no seu raciocínio. As ideias não flutuam no vazio, elas nascem da mente pensante do indivíduo reagindo à sua situação, e nunca de um grupo social que pensa pelo indivíduo.

O que significa a ideia de que colocar as universidades federais sob a gestão do ministério da ciência e tecnologia produziria uma desarticulação educacional? Já mostramos, no artigo 1, que a separação da formação superior da educação básica não enfraquece necessariamente o tripé constitucional de ensino, pesquisa e extensão.

Duas outras críticas estão presente na categoria desarticulação educacional: 1. reduziria as universidades federais apenas ao foco tecnológico e produtivo; 2. áreas voltadas para artes, filosofia e ciências sociais correm risco de desvalorização por não gerarem produtos de retorno comercial imediato.

O modelo universitário alemão historicamente protege a união entre ensino e pesquisa livre (Bildung e o modelo de Humboldt), o que amortece pressões puramente utilitárias. O Estado mantém investimentos maciços no ensino superior público e preserva departamentos de filosofia e letras, mesmo com o forte destaque nacional em tecnologia e engenharias.

Embora existam parcerias estreitas entre politécnicas e a indústria, o sistema não eliminou o prestígio acadêmico ou a autonomia das ciências humanas.

Então os detratores podem contra-argumentar que na Coreia do Sul, cursos de ciências humanas enfrentam taxas de empregabilidade mais baixas e redução de vagas. É verdade, e isso é compatível com a realidade do mercado de trabalho brasileiro que, hoje, registra maiores índices de desemprego ou atuação fora da área de formação na área de ciências humanas.

Podemos nos inspirar no modelo alemão e melhorar o mercado de trabalho para egressos da área de ciências humanas. Mas não podemos rejeitar a possibilidade de debater nosso atual modelo de gestão das universidades federais, que é problemático.

O investimento público em um aluno do ensino superior no Brasil supera de três a quatro vezes o valor aplicado por aluno na educação básica, ao contrário do observado em países desenvolvidos. Sabemos que o ensino superior é caro, pois, exige laboratórios sofisticados, docentes altamente qualificados e hospitais.

Mas, não podemos ser o país que investe cerca de um terço do que os países desenvolvidos aplicam por aluno na educação básica, o que gera uma grande disparidade interna no financiamento dos níveis de ensino. Dados históricos do MEC e da OCDE mostram que o Brasil gasta consideravelmente mais por estudante no ensino superior público do que por aluno na educação básica (infantil, fundamental e médio).

O leitor concorda que temos que mudar esse arranjo? A mudança das universidades federais para o ministério da ciência e tecnologia não resolveria todos os nossos problemas, mas abriria espaços para repensarmos o atual modelo que não tem funcionado bem para o ensino superior e nem para o ensino básico e médio.

——————————- 

André Luis Ribeiro-Lacerda é psicólogo social e sociobiologista. Tem lecionado ciência, tecnologia e sociedade no Departamento de Computação e Tecnologia da UFMT, Campus Várzea Grande.

 

Continue Reading

Featured

Hospital Otorrino inicia mutirão de cirurgias e exames para pacientes da rede pública na capital

Published

on


Acordo da Prefeitura de Cuiabá amplia atendimentos especializados e busca reduzir tempo de espera na Central de Regulação

Entre os procedimentos realizados estão cirurgias de adenoamigdalectomia em crianças, que consiste na retirada das amígdalas e da adenoide, e amigdalectomia em pacientes adultos, para retirada das amígdalas.

A parceria foi formalizada pela Prefeitura de Cuiabá no dia 14 de agosto e amplia a oferta de consultas, exames, procedimentos e cirurgias de otorrinolaringologia pela rede pública. A iniciativa deve beneficiar mais de 2 mil pacientes que aguardam atendimento na especialidade.

A ação é realizada pela Secretaria Municipal de Saúde em conjunto com o Governo de Mato Grosso, por meio do programa Fila Zero, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento e dar andamento à demanda reprimida de pacientes que aguardam pelos serviços especializados.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que o início dos procedimentos representa um avanço para os pacientes que aguardavam atendimento.

“Essa parceria já começa a produzir resultados concretos para os pacientes que estavam aguardando por atendimento em otorrinolaringologia. É uma união de esforços que nos permite ampliar a oferta de procedimentos e fazer essa fila andar, garantindo acesso ao atendimento pelo SUS”, afirmou.

Antes do início dos atendimentos, as equipes da Secretaria Municipal de Saúde, da Central de Regulação e do Hospital Otorrino realizaram alinhamentos para organizar os fluxos, encaminhamentos, registros e demais procedimentos necessários.

A parceria amplia a capacidade da rede municipal de ofertar serviços especializados em otorrinolaringologia e integra as ações da Prefeitura de Cuiabá para reduzir o tempo de espera e garantir atendimento aos pacientes regulados pelo SUS.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Vídeo: boi cai em piscina e é resgatado com pá-carregadeira em MT

Published

on

Um boi foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros após cair em uma piscina de uma casa no bairro Jurumirim, na zona rural de Poconé, a 104 km de Cuiabá, nessa sexta-feira (28). Ao chegarem ao local, os militares encontraram o animal dentro da piscina, sem conseguir sair.

Para realizar o resgate, os bombeiros amarraram o boi e utilizaram uma pá-carregadeira da própria propriedade para retirá-lo da piscina.

Um vídeo registrado pelos bombeiros mostra o animal sendo retirado de dentro da piscina, enquanto está preso ao equipamento de segurança (vídeo abaixo).

Após o resgate, as amarras foram removidas e o animal foi entregue ao proprietário. Segundo os bombeiros, o boi não apresentava ferimentos.

Ainda conforme a corporação, não há informações sobre as circunstâncias que fizeram o animal cair na piscina.

VIDEO:

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT