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23 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Mercado do Trigo: análise semanal – MAIS SOJA

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A cotação do trigo, para o primeiro mês, fechou a quinta-feira (27) em US$ 7,42/bushel, contra US$ 6,82 uma semana atrás. A cotação deste dia 27/08 foi a mais alta desde o dia 25 de julho de 2023, portanto há mais de três anos.

A baixa produção nos EUA, pela redução de área e atuais problemas climáticos, acompanhada dos conflitos bélicos, especialmente entre Rússia e Ucrânia, com efeitos na região do Mar Negro, estão na origem deste movimento altista.

Dito isso, a colheita do trigo de inverno está encerrada nos EUA, enquanto o trigo de primavera registrava uma colheita em 62% da área cultivada, em 23/08, contra 52% na média para esta data.
Já as exportações do cereal, por parte dos EUA, somaram 426.000 toneladas na  semana encerrada em 20/08, ficando próximas do nível máximo esperado pelo mercado.

E no Brasil, os preços seguem em alta, sustentados pela menor oferta de produto de qualidade superior, em especial na pronta entrega. A maioria dos compradores já buscam realizar compras da nova safra, a qual será bem menor neste ano. Diante disso, quem ainda possui trigo para vender segura o produto, adotando cautela, na expectativa de preços ainda melhores. Em tal contexto, a qualidade do trigo será, como sempre, outro fator decisivo na formação do preço e no nível de liquidez do mercado a partir da próxima colheita.

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Dito isso, a colheita nacional do trigo chegou a 6,7% nesta semana, segundo a Conab. No mesmo período do ano passado o percentual era de 7,7% e a média histórica é de 8%.

Atualmente, o clima ganhou uma importância muito maior do que o normal, pois já há perdas registradas no país e a tendência meteorológica, especialmente para o Rio Grande do Sul, traz grandes preocupações até o momento da colheita e mesmo na sequência.

Entre os estados que já iniciaram a colheita, Goiás chegou a 76%, Minas Gerais a  53%, Mato Grosso do Sul a 57% e São Paulo a 5%.

Assim, em síntese, o mercado de trigo no Sul do Brasil segue marcado por oferta limitada, baixa liquidez e resistência dos produtores em antecipar a comercialização da nova safra. Os preços encontram sustentação na menor disponibilidade doméstica, nos riscos climáticos e na recuperação das cotações internacionais.

Segundo análise da TF Agroeconômica, diversos aspectos merecem atenção:

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1) no Rio Grande do Sul a disponibilidade de trigo é estimada em aproximadamente 100.000 toneladas. A necessidade dos compradores, até a entrada da próxima safra, contudo, alcança cerca de 300.000 toneladas. A diferença deverá ser coberta por estoques de outras regiões ou por importações.

Algumas operações de maior volume foram realizadas entre R$ 1.500,00 e R$ 1.550,00/tonelada CIF, com o produto entregue nos moinhos. No mercado FOB, vendedores pedem aproximadamente R$ 1.350,00/tonelada, enquanto as indicações dos compradores chegam a R$ 1.320,00. A distância entre as referências limita o número de negócios.

2) Os moinhos do Rio Grande do Sul avançaram na contratação de trigo e já apresentam cobertura para as necessidades até o fim de setembro. O movimento ocorre em um ambiente de baixa moagem e margens pressionadas.

A diferença entre o custo do trigo e os preços obtidos com a comercialização das farinhas permanece elevada, levando as indústrias a adotarem cautela nas aquisições. De fato, a demanda enfraquecida por farinha dificulta o repasse integral do custo da matéria-prima. Por isso, parte dos moinhos compra apenas os volumes necessários para manter as operações e evitar exposição excessiva a uma eventual correção dos preços.

3) Enquanto isso, o trigo importado chega a R$ 1.540,00/tonelada no Rio Grande do Sul. Considerando câmbio, frete e demais custos, a referência equivale a aproximadamente R$ 1.540,00 por tonelada entregue em moinhos próximos de Porto Alegre. Assim, quando o trigo nacional se aproxima ou supera o custo do produto estrangeiro, os moinhos passam a avaliar com maior interesse as compras no Mercosul.

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4) Lembrar que a competitividade do cereal importado depende do dólar, da qualidade, dos custos portuários e da disponibilidade logística. Enfim, por enquanto a comercialização antecipada da nova safra de trigo é pouco significativa.

5) Já em Santa Catarina, a comercialização apresenta ritmo reduzido. O trigo destinado à fabricação de pão é indicado entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00 por tonelada. Também foi registrado negócio com trigo branqueador a R$ 1.500,00 por tonelada FOB. Os preços recebidos pelos produtores permaneceram estáveis nas principais praças. A baixa liquidez reflete o interesse limitado dos compradores e a resistência dos vendedores em aceitar valores inferiores às  referências pretendidas.

6) Os moinhos catarinenses continuam ajustando as compras ao ritmo de comercialização das farinhas, evitando a formação de estoques elevados.

7) E no Paraná, a demanda apresentou alguma recuperação com a proximidade do fim do mês. Os moinhos buscam repor estoques antes do reajuste programado nos preços das farinhas em setembro.

8) O trigo da safra velha é negociado ao redor de R$ 1.500,00 por tonelada CIF moinho. Para a nova safra, as ofertas começam próximas de R$ 1.450,00 por tonelada FOB. Apesar das indicações, muitos produtores preferem aguardar a evolução das lavouras e os possíveis efeitos do El Niño antes de avançar nas vendas.

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9) A firmeza do mercado paranaense oferece sustentação às cotações regionais, mas a realização de novos negócios dependerá da qualidade do cereal e da capacidade das indústrias de repassar os custos para a farinha.

10) De forma geral no país, a evolução dos preços continuará dependente do comportamento de Chicago, do câmbio, dos fretes, da qualidade do produto e da demanda por farinha. Nesse cenário, a média de preços, a partir de vendas escalonadas, torna-se uma estratégia para aproveitar possíveis altas sem deixar todo o estoque exposto a uma reversão do mercado.

Fonte: CEEMA UNIJUI 

Autor: Prof. Dr. Argemiro Luís Brum – Professor Titular do PPGDR da UNIJUI, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França,
coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (PPGDR/FIDENE/UNIJUI).

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Sustentabilidade

CEEMA: Pressão da colheita nos EUA e avanço do plantio no Brasil mantêm cotações da soja em queda – MAIS SOJA

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As cotações da soja continuaram recuando durante esta semana, salvo na quinta-feira (22) quando o bushel, para o primeiro mês cotado, registrou pequena recuperação, fechando o pregão em US$ 12,53, após US$ 12,45 na véspera. Uma semana antes o bushel da oleaginosa esteve cotado a US$ 12,63. Aliás, desde o dia 28/09 a soja rompeu o piso dos US$ 13,00/bushel e não mais retornou. O fechamento do dia 21/10, inclusive, foi o mais baixo desde o dia 25 de agosto passado.

A pressão da colheita estadunidense e o avanço do plantio da nova safra sulamericana se fazem presentes. Ao mesmo tempo, houve avanços na possibilidade de um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, enquanto no Oriente Médio não surgiram novidades suficientes para agitar o mercado.

Quanto a colheita nos EUA, até o dia 18/10 a mesma atingia a 64% da área semeada, contra 46% na semana anterior e contra 65% na média histórica. E do lado da demanda, dados divulgados pelas autoridades aduaneiras chinesas também mostraram que o país importou 360.900 toneladas de soja dos Estados Unidos em setembro, depois de não registrar compras da origem norte-americana no mesmo mês do ano passado. Apesar da recuperação, o ritmo das aquisições e a concorrência com a soja sul-americana permanecem entre os fatores monitorados pelo mercado.

No Brasil, com o câmbio recuando para R$ 5,02 em momentos da semana, os preços cederam mais um pouco, com as principais praças gaúchas trabalhando em R$ 135,00/saco. Já no restante do país, os preços oscilaram entre R$ 131,00 e R$ 139,00/saco.

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Segundo a Conab, o plantio da soja atingiu a 30,1% da área esperada até o dia 16/10, ficando acima da média de 26,4%. Em seu relatório de outubro, a Conab avança uma projeção de área semeada, para 2026/27, de 49,3 milhões de hectares no país. A produção final esperada, em clima normal, seria de 181,6 milhões de toneladas, a partir de uma produtividade média de 61,4 sacos/hectare. Para o Rio Grande do Sul, a projeção de área é de 6,74 milhões de hectares, o que resultaria em uma produção de 20,2 milhões de toneladas, contra 18,6 milhões no ano anterior, atingida que foi por problemas climáticos. A produtividade média gaúcha alcançaria apenas 50 sacos/ha.

Paralelamente, as exportações brasileiras de farelo de soja, nos 11 primeiros dias úteis de outubro, registraram um aumento de 2,6% na média diária, em relação a outubro de 2025. Nesse momento, o preço médio do farelo de soja exportado está 25,2% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


 

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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

CEEMA: Com pressão da colheita nos EUA e projeções de safra recorde no Brasil, cotações do milho operam em queda – MAIS SOJA

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O primeiro mês cotado, em Chicago, fechou o dia 22/10 em US$ 4,60/bushel, contra US$ 4,78 uma semana antes. O mercado continua com viés de baixa, pressionado pela colheita estadunidense.

Dito isso, a referida colheita atingia, no dia 18/10, a 44% da área semeada, contra 52% na média histórica. Por outro lado, a União Europeia aumenta consideravelmente suas importações de milho em 2026/27 após a severa seca que dizimou parte de suas lavouras do cereal neste ano. Com isso, as importações cresceram 40% até o dia 18/10. A colheita atual de milho tende a ser a menor desde o ano 2000 naquela região.

As importações de milho da UE, desde o início de julho, atingiram a 6,64 milhões de toneladas até o dia 18/10, sendo que 2,9 milhões são provenientes dos EUA. Na mesma época do ano anterior, a UE havia importado apenas cerca de 900.000 toneladas de milho dos EUA. A Ucrânia também parece ter se beneficiado do aumento na demanda de importação de milho pela UE, com os embarques do país mais que dobrando em relação ao ano anterior, passando de 770.000 para 1,62 milhão de toneladas. Já o Brasil perdeu terreno, apesar de continuar sendo o segundo maior fornecedor de milho da UE, com as importações europeias caindo para 1,82 milhão de toneladas de nosso milho, diante de 2,74 milhões de toneladas no ano anterior.

Aqui no Brasil, os preços do milho, nesta semana, se mantiveram relativamente estáveis, porém, agora com viés de baixa, o qual já aparece em algumas regiões. Nas principais praças gaúchas o produto ficou em R$ 61,00/saco, enquanto a média gaúcha chegou a R$ 62,59/saco. E nas demais praças nacionais o produto girou entre R$ 50,00 e R$ 62,00/saco.

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Por outro lado, em sua primeira estimativa, a Hedgepoint Global Markets aponta uma safra brasileira de milho, ano 2026/27, em recorde de 146,5 milhões de toneladas, com alta de 3,1% sobre as 142,1 milhões de toneladas do ano 2025/26. A área plantada seria de 22,71 milhões de hectares (1,7% acima do ano anterior), enquanto a produtividade média cresceria 1,4%, atingindo a 107,5 sacos/ha. A Conab, por sua vez, espera uma safra maior, atingindo a 148 milhões de toneladas, sobre uma área semeada de 23,7 milhões de hectares. Do total a ser produzido, a Conab aponta que a safra de verão atingiria a 32,1 milhões de toneladas, enquanto a segunda safra alcançaria 113,2 milhões de toneladas. O restante virá do Norte e Nordeste brasileiro.

Pelo lado da demanda, o destaque é o consumo de milho para a fabricação de etanol, que deve avançar 17% sobre o ano anterior, para atingir a 34 milhões de toneladas em 2026/27. Nas exportações, a estimativa é de 41 milhões de toneladas (+8% sobre o ano anterior).

Dito isso, os custos operacionais de produção do milho brasileiro deverão aumentar aproximadamente 11% na safra 2026/27, enquanto os da soja têm alta projetada próxima de 4%. Para o milho, os citados custos devem passar para US$ 820,00/hectare, enquanto para a soja os mesmos chegariam a US$ 899,00. Mesmo assim, em safra normal, as margens operacionais seriam boas, atingindo 38% para a soja e 55% para o milho, na safra 2026/27. Lembrando que tais percentuais não representam lucro líquido, pois o método de cálculo não considera, nos custos, as despesas financeiras, os custos da terra e outros gastos que influenciam o resultado efetivo das propriedades. Somente com fertilizantes, o milho deverá gastar US$ 248,00/hectare, crescendo 10% sobre o ano anterior. Já os custos com defensivos aumentam 35%, atingindo a US$ 131,00/hectare. Já para a soja, tais custos passam a US$ 290,00/ha para os fertilizantes e US$ 301,00 para os defensivos.

Para efeito de comparação, na Argentina, a margem operacional da soja poderá passar de 9% em 2026 para 21% em 2027, favorecida pela recuperação dos preços. No milho, entretanto, a projeção aponta redução de 26% para 23%, principalmente diante da pressão dos custos de fertilizantes. Nos Estados Unidos, as perspectivas são mais desfavoráveis. A margem operacional da soja deverá recuar de 18% para 15%, enquanto a do milho poderá cair de 7% para apenas 3% em 2027.

Entretanto, a safra 2026/27 poderá apresentar indicadores operacionais mais favoráveis sem que isso represente, necessariamente, maior tranquilidade financeira para os agricultores. A evolução dos preços, dos custos de produção e das condições de financiamento continuará sendo determinante para o resultado efetivo das propriedades, sem falar no clima (cf. Rabobank).

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Já o plantio da safra de milho verão, ano 2026/27, atingiu a 36% da área esperada no dia 16/10, contra a média de 35,6% das últimas cinco safras. Enfim, os embarques brasileiros de milho ficaram em 5,1 milhões de toneladas em agosto e 5,4 mihões em setembro, atingindo patamares menores do que os registrados nos mesmos meses do ano passado. Neste ritmo, é possível que os estoques finais do atual ano comercial alcancem 14,7 milhões de toneladas, fato que irá pressionar para baixo as cotações (cf. Hedgepoint Global Markets).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

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Site: Ceema/Unijuí

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CEEMA: Queda em Chicago e problemas de qualidade no Sul do Brasil marcam o mercado do trigo – MAIS SOJA

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As cotações do trigo continuaram caindo, em Chicago, nesta semana. O bushel do cereal fechou a quinta-feira (22) em US$ 6,24, a mais baixa cotação desde o dia 09/07. Na semana anterior, o fechamento havia sido de US$ 6,70. Nos EUA, até o dia 18/10, o plantio do trigo de inverno atingia a 63% da área, contra 69% na média histórica. Deste trigo semeado, 39% havia germinado, contra 43% na média.

No Brasil, os preços do trigo de qualidade superior continuaram estabilizados, com leve viés de baixa diante da colheita, mesmo que comprometida em termos de qualidade. As principais praças gaúchas registraram R$ 73,00/saco, enquanto no Paraná as mesmas ficaram em R$ 79,00.

A colheita no Paraná atingia a 82% da área no dia 19/10, com perdas importantes na qualidade do produto colhido. De tal maneira que o Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo-PR) acompanha com bastante preocupação a reta final da colheita do trigo do Estado, pois o mesmo representa 30% da produção nacional de farinha de trigo, com moagem de 3,85 milhões de toneladas por safra. O fato é que tal realidade atinge igualmente o Rio Grande do Sul que, segundo a Emater, já tem 19% da área colhida, contra 22% na média histórica até o dia 22/10.

Os problemas de qualidade da safra brasileira de trigo estão provocando mudanças nas negociações entre produtores, comerciantes e moinhos. Com maior diferença entre os padrões dos lotes disponíveis, a indústria tem avaliado individualmente as características do cereal, enquanto o trigo que não atende às especificações moagem enfrenta descontos ou precisa encontrar destinos alternativos, como as rações animais.

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Nesta semana, referências indicativas de mercado apontaram trigo Tipo 1 com PH 78 próximo de R$ 1.750,00/tonelada CIF Curitiba. Para lotes com PH 75 e Falling Number de 200 segundos, há indicações em torno de R$ 1.500,00/tonelada CIF, enquanto referências de trigo com PH 73 aparecem próximas de R$ 1.250,00/tonelada. Esses valores não representam uma tabela oficial de descontos nem operações necessariamente realizadas sob as mesmas condições comerciais. Por isso, as diferenças entre eles não podem ser tratadas como uma redução fixa de preço aplicada ao produtor.

Vale ainda destacar que, entre 1º de agosto e 13 de outubro, apenas 23,2% das leituras realizadas por empresa especializada atingiram o PH mínimo de 78 quilos por hectolitro (kg/hl), um dos requisitos para a classificação do cereal como Tipo 1. No mesmo período de 2025, a proporção era de 72%. O levantamento reúne mais de 112 mil leituras de medidores conectados ao sistema. Os dados mostram que o PH mediano caiu de 80,2 kg/hl, em 2025, para 74,2 kg/hl neste ano. Já a umidade mediana subiu de 14,2% para 15,9% no mesmo intervalo. O Paraná, estado que concentrou a maior parte das medições, registrou umidade mediana de 16,4% (cf. Motomco).

Enfim, em seu último boletim mensal de outubro, a Conab ainda projeta uma safra brasileira de 5,7 milhões de toneladas de trigo, com 2,16 milhões a serem colhidos no Paraná e 2,26 milhões no Rio Grande do Sul.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

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Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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