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23 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Expansão da produção de biodiesel fortalece a demanda por óleo de soja – MAIS SOJA

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De acordo com estudo recente produzido pela equipe econômica da Aprosoja/MS, o avanço da produção do biodiesel B100 pode criar novas oportunidades para os agricultores de Mato Grosso do Sul. Com uma cadeia de biocombustíveis em expansão, o estado amplia sua participação em um mercado que conecta a produção de grãos, o processamento de óleo e a transição para combustíveis de menor emissão de carbono.

O biodiesel B100 é o combustível formado por biodiesel puro, sem mistura com diesel fóssil. No Brasil, a produção utiliza principalmente óleos vegetais e, em Mato Grosso do Sul, o óleo de soja é a principal matéria-prima.

De acordo com o estudo, no primeiro semestre de 2026, Mato Grosso do Sul produziu 31,159 milhões de litros de biodiesel, contra 23,536 milhões de litros no mesmo período de 2025,  um aumento de 32,4%. O Estado alcançou a 7ª posição entre os produtores nacionais.

A soja tem papel central: 77,38% das matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel em Mato Grosso do Sul são provenientes do óleo de soja. Atualmente, o estado conta com três usinas de biodiesel em operação: Cargill, em Três Lagoas; Delta Biocombustíveis, em Rio Brilhante; e Lar Cooperativa Agroindustrial, em Caarapó.

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Para o produtor de soja, a expansão da indústria representa principalmente uma demanda adicional pelo óleo, fortalecendo a integração entre a lavoura e a agroindústria.

Uma das principais oportunidades está na valorização do óleo de soja. O cronograma previsto pela legislação brasileira estabelece o aumento gradual da mistura de biodiesel ao diesel, saindo do atual B15 em direção ao B20 até 2030. Esse movimento tende a ampliar estruturalmente a demanda por óleo vegetal.

Além disso, o produtor pode avaliar a utilização do próprio B100 em máquinas agrícolas, equipamentos e veículos. A legislação recente simplificou o processo para o uso voluntário do combustível em aplicações agrícolas, substituindo a necessidade de anuência prévia da ANP pela comunicação eletrônica em situações previstas na legislação.

Mas há um ponto importante: o B100 não representa, hoje, economia direta de combustível para quem compra o produto pronto no mercado. O estudo estima que o custo por quilômetro rodado pode ficar entre 20% e 30% acima do B15, considerando preço e consumo específicos. A vantagem econômica pode ser diferente para empresas verticalizadas que produzem seu próprio biodiesel ou conseguem condições específicas de fornecimento.

Para o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Gimenes, o avanço do biodiesel cria uma oportunidade para o produtor olhar além da comercialização tradicional dos grãos. “A integração com usinas e cooperativas pode permitir novos modelos de contrato, fornecimento de matéria-prima e valorização de atributos relacionados à sustentabilidade. A presença de três plantas industriais e o crescimento da produção estadual formam uma estrutura que pode favorecer essa aproximação”.

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Ainda de acordo com Raphael, o B100 também já possui experiências de uso em operações agrícolas e logísticas no Brasil.  Grandes empresas já realizaram projetos utilizando biodiesel puro, demonstrando a viabilidade operacional da tecnologia em diferentes aplicações.

“Para o produtor sul-mato-grossense, a oportunidade está em acompanhar essa transformação e avaliar, de acordo com sua escala, estrutura e localização, quais possibilidades fazem sentido para a propriedade. Mais do que uma alternativa de combustível, o B100 representa o avanço de uma cadeia que pode aproximar ainda mais o produtor da indústria, ampliar a demanda por produtos da soja e criar novas possibilidades de negociação dentro da economia de baixo carbono”.

E os CBios?

Outro ponto de atenção está nos CBios, os créditos de descarbonização do RenovaBio. A Lei nº 15.082/2024 passou a prever a possibilidade de participação do produtor rural na receita de CBios gerada pela usina que compra sua matéria-prima. Porém, a regra não é igual para todas as culturas.

Para a cana-de-açúcar, existe um percentual mínimo previsto em lei. Já para soja e milho não há percentual mínimo obrigatório. O repasse deve ser livremente negociado entre produtor e usina, podendo ser estruturado como um prêmio pela matéria-prima fornecida.

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Isso abre espaço para o produtor buscar contratos diretos com usinas que prevejam participação na receita de CBios, além de fornecer informações de manejo e produção que possam contribuir para a eficiência energético-ambiental da cadeia.

O simples uso do B100 na propriedade, porém, não gera CBios automaticamente para o produtor. A possibilidade de participação nessa receita está relacionada ao fornecimento de matéria-prima à usina e à existência de um acordo contratual de repasse.


FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Comunicação Aprosoja/MS)

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Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Apesar dos danos climáticos, produção de canola no RS deve crescer mais de 78% – MAIS SOJA

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Canola: As lavouras estão predominantemente em maturação e colheita. O excesso de chuvas, o granizo e os ventos fortes durante o ciclo reduziram o potencial produtivo, especialmente no Noroeste.

A abertura de síliquas, a debulha natural e os danos mecânicos provocados pelos temporais ampliaram as perdas nas áreas mais atingidas. A colheita vem sendo realizada, em alguns locais, com umidade acima da ideal. A ocorrência de escurecimento de síliquas e de grãos mofados aumenta nas áreas que permanecem a campo.

Apesar das condições climatológicas prejudiciais à cultura, a canola é a de maior dinamismo na Safra 2026, pois, de acordo com a reestimativa realizada pela Emater/RS-Ascar, a área efetivamente cultivada no Estado totalizou 379.887 hectares, representando elevação de 117,83% em relação a 174.394 hectares plantados em 2025 (IBGE). A revisão aponta produtividade de 1.340 kg/ha, representando redução de 17,23% em relação a 1.619 kg/ha projetados antes do início do plantio. A estimativa atual de produção é de 508.863 toneladas, apresentando elevação de 78,25% em relação a 285.481 toneladas colhidas em 2025 (IBGE).

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, em Maçambará, as primeiras lavouras colhidas apresentaram produtividades entre 700 e 1.100 kg/ha. A redução se deve ao excesso de chuva na fase de maturação, ao granizo e à debulha.

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Na de Frederico Westphalen, cerca de 20% da área se encontra em fase de maturação, e 80% estão colhidos. Na de Ijuí, a colheita foi intensificada a partir de 16/10, com grãos acima da umidade ideal. Em Ibirubá, os rendimentos ficaram entre 480 e 1.500 kg/ha, com desuniformidade de tamanho e coloração; em Jóia, em torno de 1.200 kg/ha; e em Santo Augusto, pouco superiores a 1.400 kg/ha.

Na de Passo Fundo, os cultivos estão distribuídos nas fases de formação de síliquas e enchimento de grãos (5%), maturação de colheita (25%) e colhidas (70%). Na de Santa Maria, em Tupanciretã, está a maior extensão regional da cultura (29.000 hectares), e cerca de 50% das lavouras foram colhidas. A produtividade estimada no município é de aproximadamente 1.400 kg/ha, abaixo da expectativa inicial.

Na de Santa Rosa, 2% estão em enchimento de grãos, 34% maduras e 64% colhidas. Os produtores aceleraram a colheita a partir da metade da semana. Nas regiões com menores danos por vendaval e granizo, a produtividade varia de 1.200 a 1.680 kg/ha. Nas áreas com danos mais intensos, a produtividade não alcançou 120 kg/ha, havendo dificuldades para o manejo da palha da cultura, já que a colheita mecanizada é praticamente inviável economicamente. Na maior parte das áreas, foi necessário o acionamento de seguro para cobertura de perdas, e os relatos são satisfatórios quanto ao tempo de espera pelos peritos para a liberação das lavouras para a colheita. Em função da recorrência de chuvas, observou-se o início do escurecimento das síliquas e alguma presença de grãos mofados, situação que poderá se agravar, caso as condições climáticas não favoreçam a colheita.

Na de Soledade, no final do período, devido ao tempo firme e ao sol, observou-se intensa atividade de colheita em toda a região. O grão colhido apresenta ótima qualidade. As fases da cultura estão distribuídas em maturação fisiológica (5%), maturação de colheita (30%) e colhida (65%).

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Bagé é de R$ 143,00 (Dom Pedrito); na região de Ijuí, é de R$ 141,00; e em Santa Rosa, de R$ 144,53.

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Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Semeadura do milho atinge 78% no RS em ritmo desigual entre as regiões – MAIS SOJA

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A semeadura de milho avança em ritmo desigual. Há áreas próximas da conclusão e outras, especialmente de autoconsumo, ainda em início de implantação. Na média estadual, o índice alcança 78%. Nas lavouras estabelecidas, predomina o estágio de desenvolvimento vegetativo (98%), com boa resposta após a melhora temporária da disponibilidade de radiação solar em parte do período. A fase reprodutiva teve início em 2% das áreas, que já se encontram em floração.

As temperaturas amenas e a nebulosidade ainda retardam o crescimento em algumas regiões, especialmente nas áreas implantadas mais cedo. A umidade do solo tem permitido a realização da adubação nitrogenada em cobertura. As plantas apresentaram crescimento mais vigoroso, folhas verde-escuras, colmos espessos e bom enraizamento.

Os temporais com granizo ocorridos no final de setembro provocaram falhas de estande e danos foliares em algumas regiões e comprometimento irreversível do potencial produtivo nos talhões mais danificados. Porém, houve recuperação satisfatória das áreas menos atingidas.

A incidência de cigarrinhas continua baixa em diversas áreas, e o manejo fitossanitário se concentra no controle do inseto e de percevejos, além de doenças fúngicas. A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 896.401 hectares e produtividade projetada de 7.711 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura avançou para leste, na Campanha e nos municípios limítrofes da Fronteira Oeste. As lavouras estabelecidas ainda apresentam limitação de crescimento em função das baixas temperaturas e da reduzida incidência de sol. Prosseguem as aplicações de adubação nitrogenada, de herbicidas, de inseticidas e de fungicidas.

Na de Caxias do Sul, a semeadura apresentou avanço limitado pela elevada umidade do solo. As baixas temperaturas e a nebulosidade persistente restringiram a radiação, retardando o desenvolvimento inicial.

Na de Frederico Westphalen, cerca de 95% da área foi semeada, e as lavouras estão integralmente em estádio vegetativo. A melhora da radiação favoreceu o desenvolvimento, que vinha sendo limitado pelo excesso de chuva e pela baixa luminosidade. O estado fitossanitário está bom, e há baixa infestação de percevejos e cigarrinhas. Na de Ijuí, a área semeada segue em 92% da projetada. As plantas estão bem desenvolvidas e vigorosas. Nas áreas mais precoces, algumas lavouras atingem as fases de V10 a V12, e mais de 5% se encontram próximas da formação do pendão.

Na de Passo Fundo, a semeadura atingiu 90% da área prevista. Os cultivos estão em germinação e em início do desenvolvimento vegetativo, e as mais precoces recebem adubação nitrogenada.

Na de Pelotas, apenas 9% da área prevista foi semeada. As lavouras implantadas estão integralmente em desenvolvimento vegetativo, com crescimento lento em razão das temperaturas mais baixas.

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Na de Santa Rosa, cerca de 90% da área foi semeada. Estão 97% dos cultivos em desenvolvimento vegetativo e 3% em fase reprodutiva. As áreas atingidas por granizo e ventos apresentam diferentes níveis de recuperação, com perdas irreversíveis nos talhões mais danificados. A incidência de cigarrinha continua baixa.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,57%, passando de R$ 62,95 para R$ 62,59. Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 75,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Arroz/RS: Preparo do solo e semeadura avançam com a redução da umidade nos campos – MAIS SOJA

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A semeadura de arroz avançou de forma lenta e desigual, condicionada principalmente pela redução da umidade dos solos e pela recuperação das condições de tráfego das máquinas. Observou-se intenso esforço de mão de obra nas lavouras para a manutenção e o adequado funcionamento dos sistemas de drenagem em razão dos elevados volumes de precipitação registrados nas três semanas anteriores.

No período, as baixas temperaturas contribuíram para o retardamento dos processos de germinação e emergência da cultura. Em algumas áreas, essa condição resultou na formação de estandes de plantas desuniformes, dificultando a definição do momento adequado para a execução de práticas de manejo subsequentes, como a aplicação de herbicidas, a adubação nitrogenada de cobertura e o início da irrigação.

A área projetada de cultivo pelo IRGA para a Safra 2026/2027 alcança 861.779 hectares, e a produtividade inicial estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.741 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as operações de preparo do solo e a semeadura estão avançados. Porém, no período, evoluíram em ritmo mais lento, à medida que os níveis de umidade do solo foram se reduzindo. A menor disponibilidade de radiação solar, associada aos ventos frios, também tem limitado o desenvolvimento inicial das plantas, causando amarelecimento de plantas em parte das lavouras.

Na região da Campanha, o tempo seco favoreceu diretamente as operações, proporcionando melhores condições de acesso às áreas de cultivo. Em Dom Pedrito, estimase que pouco mais de 5.000 hectares, de um total projetado de aproximadamente 34.000 hectares para a safra, já tenham sido semeados. Em Aceguá, cuja área cultivada está estimada em 6.514 hectares, aproximadamente 1.300 hectares já foram implantados.

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Nos municípios com menor expressão em área cultivada, como em Hulha Negra, Candiota, Lavras do Sul e Caçapava do Sul, a expectativa é de concentração das operações de semeadura nas próximas semanas, desde que as condições meteorológicas e de umidade do solo sigam favoráveis.

Na de Pelotas, a semeadura alcançou 54% da área prevista. As lavouras implantadas estão integralmente em desenvolvimento vegetativo, com crescimento lento devido às temperaturas mais baixas. Grande parte das áreas se encontra sistematizada e preparada para a continuidade do plantio.

Na de Santa Maria, pouco mais de 15% da área prevista foi semeada. A inundação de lavouras em várzeas dos principais rios e o prognóstico de recorrência de chuvas aumentaram a possibilidade de redução da área cultivada.

Na de Soledade, as chuvas frequentes continuam restringindo o preparo e a semeadura, tanto no sistema pré-germinado quanto em solo seco. Apenas 12% da área prevista foi implantada.

Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,12%, passando de R$ 80,27 para R$ 80,37.

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Fonte: Emater/RS



 

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