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25 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Fertilizantes e demanda redesenham cenário das principais culturas

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Rabobank aponta atraso em ureia e MAP, margens apertadas na soja, demanda firme no milho e pressão no café

O atraso nas importações de fertilizantes amplia a atenção do agronegócio brasileiro às vésperas da safra 2026/27. A ureia concentra a maior preocupação, principalmente pelo peso na nutrição do milho safrinha. Ao mesmo tempo, soja, milho, algodão e café atravessam cenários distintos de oferta, demanda, preços e rentabilidade. As projeções constam do Rabobank Agroinfo de agosto de 2026, elaborado pelo RaboResearch Food and Agribusiness.

Situação dos fertilizantes

Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil importou 2,33 milhões de toneladas de ureia. O volume ficou cerca de 25 por cento abaixo das 3,07 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025. Mesmo sob a hipótese de volumes mensais recordes entre agosto e dezembro, as compras externas de ureia poderiam encerrar 2026 cerca de cinco por cento abaixo do total do ano anterior.

O quadro também aparece na oferta de nutrientes. As importações de fertilizantes nitrogenados, convertidas em equivalente de nitrogênio, acumulam redução próxima de 20 por cento frente a 2025. No fósforo, a retração alcança nove por cento. As importações de MAP apresentam queda próxima de 21 por cento. O superfosfato triplo ameniza parte dessa redução. As compras do produto superaram 1,5 milhão de toneladas e já representam cerca de 90 por cento de todo o volume importado em 2025.

A volatilidade ganhou força após a intensificação do conflito no Oriente Médio a partir de março. O movimento afetou principalmente os mercados de ureia e fósforo. A alternância entre altas e correções nos preços levou produtores a adiar compras para o novo ciclo. O RaboResearch mantém a projeção de 45,1 milhões de toneladas para as entregas de fertilizantes ao consumidor final no Brasil em 2026.

Situação da soja

O cenário de insumos ganha peso adicional diante das margens pressionadas na produção de grãos. Na soja, o RaboResearch estima a safra 2025/26 em 182 milhões de toneladas. As exportações podem alcançar 114 milhões de toneladas. O processamento doméstico deve atingir 63 milhões de toneladas, quatro milhões de toneladas acima do volume do ano anterior.

A cadeia da soja caminha, portanto, para recordes de produção, exportação e esmagamento, mesmo em um ambiente de menor rentabilidade no campo. Para 2026/27, a projeção aponta mudança no ritmo de expansão. A área plantada deve permanecer estável após mais de duas décadas de crescimento. Custos financeiros elevados, restrição de crédito, menor rentabilidade e maior cautela dos produtores sustentam essa perspectiva.

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A estimativa inicial indica produção de 178 milhões de toneladas de soja em 2026/27. O volume ficaria abaixo do recorde anterior, principalmente pela normalização dos rendimentos após dois ciclos com produtividade elevada. A volatilidade dos insumos e a possibilidade de El Niño permanecem entre os riscos do próximo ciclo. Em Mato Grosso, o fim do vazio sanitário, previsto para 6 de setembro, também direciona a atenção ao início das chuvas e ao ritmo de semeadura.

Situação do milho

No milho, a produção brasileira de 2025/26 deve permanecer próxima do ciclo anterior. O consumo doméstico avança e altera o balanço do cereal. O setor de rações pode demandar 72 milhões de toneladas em 2026, alta próxima de dois por cento no comparativo anual. A expansão das cadeias de aves e suínos sustenta esse consumo.

A indústria de etanol amplia essa pressão sobre a oferta. No primeiro semestre de 2026, o setor consumiu 12,5 milhões de toneladas de milho, dois milhões de toneladas acima do mesmo período de 2025. Até dezembro, a demanda para produção de etanol pode chegar a 27 milhões de toneladas. O volume equivale a aproximadamente 20 por cento da produção nacional.

Esse avanço reduz a disponibilidade destinada ao mercado externo. O RaboResearch projeta queda próxima de três milhões de toneladas nas exportações brasileiras de milho em comparação com 2025. Para 2026/27, um eventual atraso no plantio da soja também pode postergar a semeadura do milho safrinha. O risco climático se soma à expectativa de novo crescimento do consumo pela indústria de etanol no primeiro semestre de 2027.

Situação do algodão

O algodão apresenta outra dinâmica. O Brasil embarcou 3,4 milhões de toneladas de pluma entre agosto de 2025 e julho de 2026. O volume superou em 19 por cento o registrado na temporada anterior e consolidou o país como maior exportador mundial da fibra. A produção nacional de 2025/26 deve ficar próxima de quatro milhões de toneladas.

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A oferta mundial, por outro lado, tende a recuar. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta redução de produção na China e na Austrália. A produção global pode cair cerca de quatro por cento e os estoques mundiais podem recuar sete por cento. No Brasil, o movimento já favoreceu a comercialização. Em Mato Grosso, as vendas da safra 2025/26 alcançaram 74 por cento da produção estimada. Para 2026/27, o percentual chegou a 32 por cento.

Situação do café

No café, o avanço da colheita brasileira aumenta a disponibilidade e pressiona as cotações. O RaboResearch também prevê entrada de cafés de outras origens nos próximos meses. A combinação deve favorecer a recomposição dos estoques globais e manter pressão sobre os preços.

As chuvas acima da média histórica durante a safra brasileira trouxeram dificuldades à colheita, com destaque para julho. Parte dos lotes recebeu chuva durante a secagem. Também houve relatos de frutos derrubados e contato dos grãos com o solo. Essas condições podem reduzir a qualidade física e o potencial da bebida, além de restringir a oferta de cafés de padrão superior.

Entre janeiro e julho, o Brasil exportou 20,7 milhões de sacas de café, redução de 6,4 por cento ante igual período do ano anterior. Em julho, os embarques de café verde arábica somaram 1,8 milhão de sacas, queda de 8,7 por cento na comparação anual. O café verde robusta apresentou movimento oposto. As exportações atingiram 851 mil sacas, com avanço de 84,1 por cento na comparação mensal. A maior oferta global tende a manter o ajuste das cotações, enquanto os problemas de qualidade no Brasil podem ampliar os diferenciais entre lotes.

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Agro Mato Grosso

VÍDEO: avião agrícola cai em creche com mais de 150 crianças em MT

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Um avião agrícola caiu e atingiu parte do prédio da Creche Coralina, em Campo Verde, a 139 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (23). Localizada no Jardim América, a creche atende cerca de 180 crianças de 1 a 5 anos e conta com 40 profissionais entre professores e equipes de apoio.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação, informou que nenhum aluno se feriu. Ainda segundo a Secretaria, o avião, usado para pulverização das lavouras, não transportava nenhum defensivo no momento da queda.

Um vídeo das câmeras de segurança mostram o momento em que o avião atinge o prédio. Após a queda, é possível ouvir o estrondo do impacto, além da fumaça (veja vídeo acima).

Segundo o Corpo de Bombeiros, as equipe foram acionadas por volta das 14h30, após a aeronave cair em uma área localizada a aproximadamente 400 metros da pista de decolagem, nos fundos da creche. Segundo a Secretaria de Educação, esta parte do prédio não é utilizada pelos alunos.

Conforme informou a Secretaria de Educação, ao cair o avião atingiu parte do prédio que não é utilizada pelos alunos. — Foto: Reprodução

Conforme informou a Secretaria de Educação, ao cair o avião atingiu parte do prédio que não é utilizada pelos alunos. — Foto: Reprodução

No local, os militares encontraram o piloto, de 28 anos, consciente e sentado, fora da área de impacto. Durante a avaliação inicial, a equipe identificou um ferimento na lateral esquerda da cabeça, inchaço na região e dor, além de uma deformidade no tórax. Após receber os primeiros socorros e ser imobilizado pelas equipes de resgate, o piloto foi encaminhado ao Hospital Municipal Coração de Jesus para atendimento médico especializado.

Ainda segundo os bombeiros, houve derramamento de combustível no local. A área foi isolada, e as equipes realizaram medidas preventivas para reduzir os riscos de incêndio, considerando a possibilidade de novos incidentes.

O prédio da creche foi evacuado e o local do acidente isolado até a chegada da polícia. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades responsáveis.

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Avião agrícola cai e atinge prédio de creche com mais de 150 crianças. — Foto: Angélica Neri

Avião agrícola cai e atinge prédio de creche com mais de 150 crianças. — Foto: Angélica Neri

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Agro Mato Grosso

VÍDEO: avião é incendiado após perseguição e tentativa de interceptação pela FAB em MT

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Um avião de pequeno foi incendiado na zona rural de Juara, a 650 km de Cuiabá, após uma tentativa de interceptação pela Força Aérea Brasileira (FAB), nesta sexta-feira (23). A queda da aeronave ocorreu a cerca de 80 km da área urbana da cidade, na região Fazenda Monte Azul.

Um vídeo gravado por testemunhas mostra o momento em que uma aeronave da FAB desce na região e o avião de pequeno porte, já no chão, é incendiado (assista abaixo).

Segundo o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), as equipes estavam acompanhando uma ocorrência de forma integrada com a FAB, a Polícia Federal e Polícia Militar, por suspeita de tráfico de drogas aéreo.

Durante a ação, houve a tentativa de interceptação da aeronave suspeita pela FAB. No entanto, segundo o Gefron, o avião desceu em uma pista clandestina e os ocupantes atearam fogo.

Nenhum suspeito foi localizado pelas equipes. Também não foram localizadas vítimas no local. O caso é investigado.

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Avião de pequeno porte caiu e pegou fogo na zona rural de Juara (MT) — Foto: Reprodução

Avião de pequeno porte caiu e pegou fogo na zona rural de Juara (MT) — Foto: Reprodução

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STF autoriza concessão de rodovias estaduais de MT após disputa judicial

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O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o andamento da concessão de rodovias estaduais de Mato Grosso que integram o Lote 1 do Programa de Concessões Rodoviárias do estado. A decisão dada pelo ministro André Mendonça na quarta-feira (21) atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

O lote prevê manutenção em 237 quilômetros de rodovias da Rota do Arinos, que abrange cinco municípios. O investimento privado estimado é de R$ 2,6 bilhões ao longo de 30 anos.

Segundo o governo do estado, a disputa judicial começou após o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) suspender a contratação da concessão. Na sequência, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) entendeu que o governo estadual havia adotado as medidas necessárias e derrubou a decisão do órgão de controle.

O TCE-MT recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu uma liminar para suspender novamente a formalização do contrato. Diante disso, a PGE recorreu ao STF, sob o argumento de que houve invasão de competência.

Ao analisar o pedido, André Mendonça reconheceu os argumentos apresentados pelo governo estadual e destacou que cabe ao Supremo analisar controvérsias que envolvam questões constitucionais. O ministro autorizou o prosseguimento da concessão e determinou o envio do pedido de suspensão para análise da Presidência do STF.

O lote inclui trechos de quatro rodovias estaduais: MT-160, MT-220, MT-242 e MT-338. As obras abrangem os municípios de Juara, Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos, Itanhangá e Tapurah.

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Assinatura para concessões

Em setembro do ano passado o governo assinou três lotes para a concessões de 964,5 quilômetros de rodovias estaduais, incluindo o trecho acima, e o Lote 2 – Rota da Produção, que corresponde a 418,5 km das MTs 160/235/249/480 e o Lote 5- Rodovia da Integração, que corresponde a 308,3 km das MTs 020/326.

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