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28 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Pesquisas do Ctecno Parecis ampliam conhecimento sobre a segunda safra em MT

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Ensaios com híbridos de milho, épocas de semeadura, densidade de plantas e plantas de cobertura geram informações para orientar produtores em diferentes ambientes de produção

A segunda safra de milho é marcada por uma série de desafios que podem interferir diretamente no potencial produtivo da lavoura. Condições climáticas, características do solo, época de semeadura, escolha do material genético e práticas de manejo estão entre os fatores que precisam ser considerados pelo produtor.

Para ampliar o conhecimento sobre essas variáveis e gerar informações aplicáveis ao campo, o Centro Tecnológico de Campo Novo do Parecis (Ctecno Parecis), conduzido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) em parceria com o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro), realiza diferentes estudos voltados à realidade da produção regional.

Na safra 2025/2026, um dos trabalhos avaliou o desempenho de 40 híbridos de milho em quatro ambientes distintos. Os materiais foram cultivados em solos de textura média, com aproximadamente 30% de argila, e em solos de textura arenosa, com cerca de 10% de argila. Em cada tipo de solo, os híbridos foram avaliados em duas épocas de semeadura: no início de fevereiro, considerada uma janela ideal para a segunda safra, e próxima ao dia 20 de fevereiro, período de fechamento da janela de semeadura.

De acordo com a pesquisadora da Aprosoja MT e do Iagro no Ctecno Parecis, Daniela Facco, os resultados reforçam a influência das condições de produção sobre o desempenho dos materiais. “Como já vínhamos observando em outros anos, o potencial produtivo dos milhos cultivados no solo de textura arenosa foi consideravelmente inferior ao ambiente de textura média, devido às limitações que os solos arenosos apresentam”, explica.

Outro resultado chamou a atenção na safra atual. Os materiais semeados na segunda época apresentaram produtividade superior aos cultivados na primeira época, comportamento associado às condições climáticas registradas durante o ciclo.

A região de Campo Novo do Parecis registrou volumes elevados de chuva e precipitações de alta intensidade, principalmente no início do desenvolvimento das lavouras semeadas no começo de fevereiro. O período coincidiu ainda com o manejo da adubação nitrogenada, fazendo com que os materiais cultivados em solos arenosos sofressem impactos mais expressivos.

“Esse milho semeado mais cedo teve um impacto bastante considerável com chuvas de alta intensidade. Tivemos excesso hídrico e, principalmente, chuvas de alta intensidade no início do desenvolvimento da cultura”, afirma a pesquisadora.

Segundo a Daniela Facco, o efeito foi mais significativo nos solos arenosos, que apresentam maior suscetibilidade a perdas de nutrientes. O resultado evidencia a importância de considerar não apenas o potencial individual de cada híbrido, mas também a interação entre material genético, época de semeadura e ambiente de produção.

Além dos 40 híbridos, o Ctecno Parecis avaliou, na safra atual, o desempenho de cinco híbridos de milho cultivados após o estilosante em solo de textura arenosa. A planta de cobertura leguminosa se destaca pelo aporte de palhada e de nitrogênio, características que podem contribuir para o desenvolvimento do milho na segunda safra.

Os resultados observados foram considerados promissores e serão apresentados em boletim técnico, juntamente aos dados das vitrines de milho. A publicação deverá reunir informações sobre ambiente de produção, época de semeadura, comportamento das safras e efeito do uso do estilosante sobre o desempenho do milho. Para Daniela, o trabalho com plantas de cobertura é especialmente relevante em ambientes de solos leves, característica presente no Ctecno Parecis.

“Nesses solos arenosos, principalmente usando plantas de cobertura com um sistema radicular mais agressivo e alto aporte de palhada, isso tudo vai contribuir para a agregação do solo, manter a estrutura, aumentar a matéria orgânica e ter uma manutenção da fertilidade do solo, proporcionando uma ciclagem de nutrientes”, destaca.

Outro estudo conduzido nos últimos anos no Ctecno Parecis busca identificar estratégias para ampliar o potencial produtivo do milho na segunda safra. Os pesquisadores avaliam diferentes híbridos submetidos a populações crescentes de plantas, desde densidades mais baixas até populações elevadas.

O objetivo é identificar quais materiais apresentam capacidade de transformar o aumento da densidade de semeadura em ganho de produtividade. Os resultados mostram que alguns híbridos respondem positivamente ao aumento da população. Entretanto, a avaliação realizada ao longo dos últimos três anos aponta que a escolha do material genético adequado tem maior peso sobre a produtividade.

“Alguns híbridos de fato aumentam a produtividade com o aumento da densidade de plantas, então temos um potencial de ganho de produtividade com essa prática. Mas o que observamos, de modo geral, nos últimos três anos, é que a escolha do material genético vai ter um peso maior sobre a produtividade do que o aumento da densidade de plantas”, explica Daniela.

As avaliações conduzidas no Ctecno Parecis também buscam antecipar respostas para desafios que podem surgir nas próximas safras. Entre os trabalhos previstos está a continuidade das pesquisas com plantas de cobertura e seus efeitos sobre a cultura da soja em condições de possível déficit hídrico.

A expectativa é avaliar como diferentes plantas de cobertura podem influenciar o comportamento da soja em um cenário de menor disponibilidade de água. Entre as espécies que vêm apresentando resultados relevantes está a braquiária, devido ao sistema radicular e ao elevado aporte de palhada.

“Já observamos os benefícios do uso dessas plantas de cobertura, principalmente essas plantas com alto aporte de palhada e sistema radicular agressivo, como a braquiária. Para a próxima safra, temos a projeção de alguns resultados interessantes do ponto de vista do comportamento da cultura da soja, em função das diferentes plantas de cobertura, numa condição de déficit hídrico”, afirma Daniela.

Os estudos reforçam o papel dos centros tecnológicos como espaços de geração e validação de conhecimento para a realidade do campo. Ao avaliar diferentes materiais, ambientes e estratégias de manejo ao longo das safras, os trabalhos conduzidos no Ctecno Parecis contribuem para que o produtor tenha mais informações para comparar alternativas e tomar decisões de acordo com as características de sua propriedade.

Dessa forma, os resultados obtidos na pesquisa não se limitam aos experimentos. Eles servem como base para orientar escolhas relacionadas ao material genético, época de semeadura, população de plantas e manejo do solo, fortalecendo a capacidade do produtor de planejar a segunda safra de forma mais adequada às condições encontradas em cada área.

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Ipiranga do Norte quer atrair mais investimentos ao sediar abertura nacional do plantio da soja MT

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Ipiranga do Norte (113 km de Sinop) quer aproveitar a realização da abertura nacional do plantio da soja safra 2026/27 para ampliar a visibilidade do município, atrair investimentos e estimular a industrialização da produção agrícola. O evento será no dia 17 do mês que vem, a partir das 8h, na fazenda Horizontina. Segundo o presidente do Sindicato Rural do município, Eder Ferreira Bueno, a intenção é usar a projeção nacional do encontro para apresentar as potencialidades locais. “A gente vê o evento como uma chance de mostrar a cara de Ipiranga para o Brasil e para investidores que queiram participar e olhar o nosso município de maneira diferente, para que tragam investimentos para a nossa região”, afirmou, ao Só Notícias.

Eder destacou que um dos objetivos é demonstrar que o município tem condições de avançar para além da produção de grãos, agregando valor por meio da industrialização. Entre os fatores considerados favoráveis estão a disponibilidade de energia, áreas para instalação de empresas e a localização próxima a importantes polos do agronegócio, como Sinop, Sorriso e Lucas do Rio Verde.

O presidente da câmara, Celso da Conceição, aponta a industrialização como uma das prioridades para diversificar a economia. Segundo ele, o município trabalha na estruturação de uma área destinada a receber novas empresas. “Hoje o carro-chefe do nosso município é o agronegócio, a agricultura. A gente está pensando em industrializar o município para criar mais fonte de renda e mais geração de emprego”, afirmou.

O vereador Fábio Cezar Tavares, estima que aproximadamente 96% da arrecadação municipal esteja relacionada à atividade agrícola. Segundo ele, a soja ocupa cerca de 242 mil hectares na primeira safra e é a principal cultura do município. Na sequência aparece o milho, cultivado em aproximadamente 180 mil a 190 mil hectares. Para o parlamentar, o encontro também será uma oportunidade para divulgar a posição estratégica de Ipiranga do Norte e seu potencial para receber empreendimentos ligados ao processamento da produção agrícola. “A intenção é colocar Ipiranga aos olhos do mundo, falar o que é Ipiranga, mostrando a logística, a energia elétrica e a produção de matéria-prima”, declarou.

A programação marca ainda o início da 15ª temporada do Projeto Soja Brasil, iniciativa do Canal Rural que acompanha os avanços, desafios e transformações da cadeia produtiva da oleaginosa. O tema central deste ano será “A verticalização da soja na produção de alimentos e energia”.

A proposta é discutir alternativas para agregar valor à produção, incluindo industrialização, fabricação de alimentos, biocombustíveis e geração de energia. O evento terá palestras técnicas, debates com especialistas, demonstrações de máquinas em campo e a solenidade que simbolizará o início da semeadura da nova safra brasileira. Entre os participantes confirmados está o economista e influenciador financeiro Pablo Spyer, criador do programa Minuto Touro de Ouro.

A fazenda Horizontina, escolhida para sediar o encontro, foi adquirida em 2009 e é administrada pela família Pozzobon. A propriedade registra produtividade média superior a 65 sacas de soja por hectare e utiliza agricultura regenerativa e de precisão, telemetria em máquinas e imagens NDVI para gerenciamento das lavouras.

Além da soja, a fazenda produz milho, arroz, algodão e carne e conta com uma usina de etanol de milho. A propriedade também desenvolve um sistema de economia circular que integra lavoura, pecuária e indústria.

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Futuro em Campo leva cerca de 190 estudantes de Vera para vivenciar rotina do agro

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Programa da Aprosoja Mato Grosso aproxima crianças da realidade do campo

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou, nesta quinta-feira (27.08), mais uma edição do programa Futuro em Campo na região norte do estado. Desta vez, cerca de 190 estudantes da Escola Municipal Aloízio Jacob Webler, de Vera, participaram de uma programação na Fazenda Agropecuária Horizonte, onde puderam conhecer de perto a rotina de uma propriedade rural e entender as diferentes etapas envolvidas na produção de alimentos.

Durante a atividade, os alunos participaram de estações educativas que apresentaram, de forma prática e dinâmica, o dia a dia da família Strapasson que vive e trabalha no campo. Para o delegado do núcleo de Vera, Felipe Bilibio, proporcionar esse contato direto com o campo é uma forma de contribuir para a formação das novas gerações e ampliar o conhecimento dos estudantes sobre a realidade do agronegócio.

“Estamos muito felizes em receber esse projeto. Serão estações que vão mostrar, na prática, como é o dia a dia de uma família que vive e trabalha no campo. E, ao final, vamos plantar uma árvore para que as crianças também possam compreender a importância da sustentabilidade dentro do agronegócio. Agradecemos muito à entidade por trazer esse projeto para o município, porque acreditamos que as crianças são o nosso futuro e também o futuro do agronegócio. É importante que elas conheçam desde cedo como funciona a atividade rural e como é a realidade de uma família que vive no campo. Elas vão poder entender como é, de fato, a rotina dessas famílias, o trabalho e os desafios enfrentados diariamente. Por isso, essa experiência é tão importante, para que as crianças possam conhecer o campo de perto, entender a sua realidade e levar esse conhecimento para o futuro”, destacou o Felipe.

O proprietário da Fazenda Agropecuária Horizonte, Valcir Pedro Strapasson, também destacou a importância de abrir as portas da propriedade para que os estudantes possam compreender a origem dos alimentos e conhecer o trabalho realizado pelos produtores rurais.

“Infelizmente, hoje, muitas crianças que estão nas escolas não sabem como funciona o agronegócio, de onde vêm os alimentos e como são produzidos a soja e o milho, que movimentam o nosso município, o nosso estado e até o mundo. Por isso, acho muito interessante e importante realizar mais eventos como esse e, principalmente, ampliar para outras séries, para que nenhuma criança fique de fora. É um trabalho que precisa começar aqui no interior, mas também chegar aos grandes centros, porque muitas pessoas que vivem nas cidades sequer imaginam de onde vem o alimento que chega à mesa. Tudo o que nós comemos vem da terra. Por isso, precisamos ensinar também a importância de cuidar bem dela, porque é da terra que sai grande parte dos alimentos que consumimos. Então, só temos que agradecer à Aprosoja Mato Grosso por proporcionar uma iniciativa como essa”, disse o proprietário.

A atividade também contou com a presença do prefeito do município de Vera, Yago Pezarico Giacomelli. Para o gestor municipal, a experiência contribui para que os estudantes compreendam a importância do agronegócio para o desenvolvimento do município e tenham contato com uma realidade que nem sempre é apresentada nos meios de comunicação.

“Sabemos que o agronegócio, hoje, é o futuro do nosso estado e do nosso Brasil. É muito importante poder trazer essas crianças para o campo e mostrar para elas o verdadeiro sentido de tudo isso. O agronegócio é o motor da nossa economia, da nossa região e também da nossa cidade. Por isso, é fundamental que esses alunos, especialmente os do quinto ano, tenham a oportunidade de vir até o campo e conhecer essa realidade de perto. Muitas vezes, ela é diferente daquilo que costumamos ver na televisão ou na internet. Aqui, eles podem acompanhar como funciona todo o processo e conhecer de perto a realidade das famílias que trabalham e fazem o agronegócio acontecer dentro das suas propriedades”, pontuou o prefeito.

A coordenadora da Escola Municipal Aloízio Jacob Webler, Ivete Aparecida Nunes, ressaltou que a visita complementa os conteúdos trabalhados em sala de aula e permite que os alunos transformem o conhecimento teórico em uma experiência prática.

“Eu acredito que esses momentos são de grande importância na vida das crianças, principalmente pela oportunidade de adquirir conhecimento. Muitos deles não conhecem essa realidade. Como alguns comentaram, por exemplo, eles compram o leite na caixinha do supermercado, mas não sabem realmente de onde ele vem e todo o processo até chegar às prateleiras. Então, acredito que essa é uma experiência única para eles, porque estão tendo a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a realidade do campo, entender de onde vêm os alimentos e como funciona todo o processo de produção até que eles cheguem à mesa”, salientou a coordenadora.

Entre as atividades realizadas na fazenda, os estudantes puderam conhecer estruturas e processos que fazem parte da produção rural. Para Matheus Debastiani Possa, aluno da Escola Municipal Aloízio Jacob Webler, conhecer o funcionamento do armazém foi um dos momentos que mais chamou sua atenção.

“Estou achando essa experiência muito boa. O que eu mais gostei foi de conhecer o armazém, porque eu não sabia como funcionava aquela parte. Depois que eu aprendi e conheci de perto, achei muito interessante entender todo esse processo. A gente sempre come a carne do boi, das ovelhas ou das galinhas, mas não imagina todo o trabalho que existe antes para que esses alimentos cheguem até nós. Foi muito legal aprender um pouco mais sobre isso. Muito obrigada à Aprosoja por essa experiência!”, agradeceu o aluno.

O Futuro em Campo é uma iniciativa voltada com objetivo de aproximação entre as novas gerações e o setor produtivo. Por meio de experiências realizadas em propriedades rurais, o programa busca mostrar aos estudantes como funciona a produção de alimentos, apresentar a rotina dos produtores e destacar a importância da tecnologia, da sustentabilidade e da preservação ambiental no campo.

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MT chega a 69,52% da colheita do algodão com produtividade recorde

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A colheita do algodão em Mato Grosso alcançou 69,52% da área cultivada na terceira semana de agosto. O tempo seco favoreceu o avanço das máquinas na maioria das propriedades e confirmou os bons índices de produtividade acompanhados pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) e o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A produtividade média oficial do Estado ficou em 315,33 arrobas por hectare, mantendo a safra como a maior da história de Mato Grosso. No acompanhamento realizado diretamente nas propriedades pelo IMAmt, os resultados apresentaram variações entre as regiões, de 250 a mais de 450 arrobas por hectare, com média próxima de 330 arrobas nos polos monitorados.

Com a colheita entrando no terço final e as usinas avançando no beneficiamento, a Ampa reforça a necessidade de atenção ao manejo das áreas já colhidas. A recomendação é acelerar a eliminação das soqueiras e o controle da rebrota, evitando o acúmulo de pragas no campo durante a entressafra.

Milho encerra safra com recorde de produção

No mesmo período, Mato Grosso concluiu 100% da colheita do milho segunda safra, abrangendo os 7,43 milhões de hectares destinados ao cereal.

Nas áreas colhidas na última semana, a produtividade média foi de 128,18 sacas por hectare. Com isso, a média estadual ficou em 128,67 sacas por hectare, resultando em uma produção recorde de 57,39 milhões de toneladas. (com Assessoria)

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