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25 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Pesquisas do Ctecno Parecis ampliam conhecimento sobre a segunda safra em MT

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Ensaios com híbridos de milho, épocas de semeadura, densidade de plantas e plantas de cobertura geram informações para orientar produtores em diferentes ambientes de produção

A segunda safra de milho é marcada por uma série de desafios que podem interferir diretamente no potencial produtivo da lavoura. Condições climáticas, características do solo, época de semeadura, escolha do material genético e práticas de manejo estão entre os fatores que precisam ser considerados pelo produtor.

Para ampliar o conhecimento sobre essas variáveis e gerar informações aplicáveis ao campo, o Centro Tecnológico de Campo Novo do Parecis (Ctecno Parecis), conduzido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) em parceria com o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro), realiza diferentes estudos voltados à realidade da produção regional.

Na safra 2025/2026, um dos trabalhos avaliou o desempenho de 40 híbridos de milho em quatro ambientes distintos. Os materiais foram cultivados em solos de textura média, com aproximadamente 30% de argila, e em solos de textura arenosa, com cerca de 10% de argila. Em cada tipo de solo, os híbridos foram avaliados em duas épocas de semeadura: no início de fevereiro, considerada uma janela ideal para a segunda safra, e próxima ao dia 20 de fevereiro, período de fechamento da janela de semeadura.

De acordo com a pesquisadora da Aprosoja MT e do Iagro no Ctecno Parecis, Daniela Facco, os resultados reforçam a influência das condições de produção sobre o desempenho dos materiais. “Como já vínhamos observando em outros anos, o potencial produtivo dos milhos cultivados no solo de textura arenosa foi consideravelmente inferior ao ambiente de textura média, devido às limitações que os solos arenosos apresentam”, explica.

Outro resultado chamou a atenção na safra atual. Os materiais semeados na segunda época apresentaram produtividade superior aos cultivados na primeira época, comportamento associado às condições climáticas registradas durante o ciclo.

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A região de Campo Novo do Parecis registrou volumes elevados de chuva e precipitações de alta intensidade, principalmente no início do desenvolvimento das lavouras semeadas no começo de fevereiro. O período coincidiu ainda com o manejo da adubação nitrogenada, fazendo com que os materiais cultivados em solos arenosos sofressem impactos mais expressivos.

“Esse milho semeado mais cedo teve um impacto bastante considerável com chuvas de alta intensidade. Tivemos excesso hídrico e, principalmente, chuvas de alta intensidade no início do desenvolvimento da cultura”, afirma a pesquisadora.

Segundo a Daniela Facco, o efeito foi mais significativo nos solos arenosos, que apresentam maior suscetibilidade a perdas de nutrientes. O resultado evidencia a importância de considerar não apenas o potencial individual de cada híbrido, mas também a interação entre material genético, época de semeadura e ambiente de produção.

Além dos 40 híbridos, o Ctecno Parecis avaliou, na safra atual, o desempenho de cinco híbridos de milho cultivados após o estilosante em solo de textura arenosa. A planta de cobertura leguminosa se destaca pelo aporte de palhada e de nitrogênio, características que podem contribuir para o desenvolvimento do milho na segunda safra.

Os resultados observados foram considerados promissores e serão apresentados em boletim técnico, juntamente aos dados das vitrines de milho. A publicação deverá reunir informações sobre ambiente de produção, época de semeadura, comportamento das safras e efeito do uso do estilosante sobre o desempenho do milho. Para Daniela, o trabalho com plantas de cobertura é especialmente relevante em ambientes de solos leves, característica presente no Ctecno Parecis.

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“Nesses solos arenosos, principalmente usando plantas de cobertura com um sistema radicular mais agressivo e alto aporte de palhada, isso tudo vai contribuir para a agregação do solo, manter a estrutura, aumentar a matéria orgânica e ter uma manutenção da fertilidade do solo, proporcionando uma ciclagem de nutrientes”, destaca.

Outro estudo conduzido nos últimos anos no Ctecno Parecis busca identificar estratégias para ampliar o potencial produtivo do milho na segunda safra. Os pesquisadores avaliam diferentes híbridos submetidos a populações crescentes de plantas, desde densidades mais baixas até populações elevadas.

O objetivo é identificar quais materiais apresentam capacidade de transformar o aumento da densidade de semeadura em ganho de produtividade. Os resultados mostram que alguns híbridos respondem positivamente ao aumento da população. Entretanto, a avaliação realizada ao longo dos últimos três anos aponta que a escolha do material genético adequado tem maior peso sobre a produtividade.

“Alguns híbridos de fato aumentam a produtividade com o aumento da densidade de plantas, então temos um potencial de ganho de produtividade com essa prática. Mas o que observamos, de modo geral, nos últimos três anos, é que a escolha do material genético vai ter um peso maior sobre a produtividade do que o aumento da densidade de plantas”, explica Daniela.

As avaliações conduzidas no Ctecno Parecis também buscam antecipar respostas para desafios que podem surgir nas próximas safras. Entre os trabalhos previstos está a continuidade das pesquisas com plantas de cobertura e seus efeitos sobre a cultura da soja em condições de possível déficit hídrico.

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A expectativa é avaliar como diferentes plantas de cobertura podem influenciar o comportamento da soja em um cenário de menor disponibilidade de água. Entre as espécies que vêm apresentando resultados relevantes está a braquiária, devido ao sistema radicular e ao elevado aporte de palhada.

“Já observamos os benefícios do uso dessas plantas de cobertura, principalmente essas plantas com alto aporte de palhada e sistema radicular agressivo, como a braquiária. Para a próxima safra, temos a projeção de alguns resultados interessantes do ponto de vista do comportamento da cultura da soja, em função das diferentes plantas de cobertura, numa condição de déficit hídrico”, afirma Daniela.

Os estudos reforçam o papel dos centros tecnológicos como espaços de geração e validação de conhecimento para a realidade do campo. Ao avaliar diferentes materiais, ambientes e estratégias de manejo ao longo das safras, os trabalhos conduzidos no Ctecno Parecis contribuem para que o produtor tenha mais informações para comparar alternativas e tomar decisões de acordo com as características de sua propriedade.

Dessa forma, os resultados obtidos na pesquisa não se limitam aos experimentos. Eles servem como base para orientar escolhas relacionadas ao material genético, época de semeadura, população de plantas e manejo do solo, fortalecendo a capacidade do produtor de planejar a segunda safra de forma mais adequada às condições encontradas em cada área.

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VÍDEO: avião agrícola cai em creche com mais de 150 crianças em MT

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Um avião agrícola caiu e atingiu parte do prédio da Creche Coralina, em Campo Verde, a 139 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (23). Localizada no Jardim América, a creche atende cerca de 180 crianças de 1 a 5 anos e conta com 40 profissionais entre professores e equipes de apoio.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação, informou que nenhum aluno se feriu. Ainda segundo a Secretaria, o avião, usado para pulverização das lavouras, não transportava nenhum defensivo no momento da queda.

Um vídeo das câmeras de segurança mostram o momento em que o avião atinge o prédio. Após a queda, é possível ouvir o estrondo do impacto, além da fumaça (veja vídeo acima).

Segundo o Corpo de Bombeiros, as equipe foram acionadas por volta das 14h30, após a aeronave cair em uma área localizada a aproximadamente 400 metros da pista de decolagem, nos fundos da creche. Segundo a Secretaria de Educação, esta parte do prédio não é utilizada pelos alunos.

Conforme informou a Secretaria de Educação, ao cair o avião atingiu parte do prédio que não é utilizada pelos alunos. — Foto: Reprodução

Conforme informou a Secretaria de Educação, ao cair o avião atingiu parte do prédio que não é utilizada pelos alunos. — Foto: Reprodução

No local, os militares encontraram o piloto, de 28 anos, consciente e sentado, fora da área de impacto. Durante a avaliação inicial, a equipe identificou um ferimento na lateral esquerda da cabeça, inchaço na região e dor, além de uma deformidade no tórax. Após receber os primeiros socorros e ser imobilizado pelas equipes de resgate, o piloto foi encaminhado ao Hospital Municipal Coração de Jesus para atendimento médico especializado.

Ainda segundo os bombeiros, houve derramamento de combustível no local. A área foi isolada, e as equipes realizaram medidas preventivas para reduzir os riscos de incêndio, considerando a possibilidade de novos incidentes.

O prédio da creche foi evacuado e o local do acidente isolado até a chegada da polícia. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades responsáveis.

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Avião agrícola cai e atinge prédio de creche com mais de 150 crianças. — Foto: Angélica Neri

Avião agrícola cai e atinge prédio de creche com mais de 150 crianças. — Foto: Angélica Neri

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VÍDEO: avião é incendiado após perseguição e tentativa de interceptação pela FAB em MT

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Um avião de pequeno foi incendiado na zona rural de Juara, a 650 km de Cuiabá, após uma tentativa de interceptação pela Força Aérea Brasileira (FAB), nesta sexta-feira (23). A queda da aeronave ocorreu a cerca de 80 km da área urbana da cidade, na região Fazenda Monte Azul.

Um vídeo gravado por testemunhas mostra o momento em que uma aeronave da FAB desce na região e o avião de pequeno porte, já no chão, é incendiado (assista abaixo).

Segundo o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), as equipes estavam acompanhando uma ocorrência de forma integrada com a FAB, a Polícia Federal e Polícia Militar, por suspeita de tráfico de drogas aéreo.

Durante a ação, houve a tentativa de interceptação da aeronave suspeita pela FAB. No entanto, segundo o Gefron, o avião desceu em uma pista clandestina e os ocupantes atearam fogo.

Nenhum suspeito foi localizado pelas equipes. Também não foram localizadas vítimas no local. O caso é investigado.

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Avião de pequeno porte caiu e pegou fogo na zona rural de Juara (MT) — Foto: Reprodução

Avião de pequeno porte caiu e pegou fogo na zona rural de Juara (MT) — Foto: Reprodução

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STF autoriza concessão de rodovias estaduais de MT após disputa judicial

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O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o andamento da concessão de rodovias estaduais de Mato Grosso que integram o Lote 1 do Programa de Concessões Rodoviárias do estado. A decisão dada pelo ministro André Mendonça na quarta-feira (21) atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

O lote prevê manutenção em 237 quilômetros de rodovias da Rota do Arinos, que abrange cinco municípios. O investimento privado estimado é de R$ 2,6 bilhões ao longo de 30 anos.

Segundo o governo do estado, a disputa judicial começou após o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) suspender a contratação da concessão. Na sequência, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) entendeu que o governo estadual havia adotado as medidas necessárias e derrubou a decisão do órgão de controle.

O TCE-MT recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu uma liminar para suspender novamente a formalização do contrato. Diante disso, a PGE recorreu ao STF, sob o argumento de que houve invasão de competência.

Ao analisar o pedido, André Mendonça reconheceu os argumentos apresentados pelo governo estadual e destacou que cabe ao Supremo analisar controvérsias que envolvam questões constitucionais. O ministro autorizou o prosseguimento da concessão e determinou o envio do pedido de suspensão para análise da Presidência do STF.

O lote inclui trechos de quatro rodovias estaduais: MT-160, MT-220, MT-242 e MT-338. As obras abrangem os municípios de Juara, Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos, Itanhangá e Tapurah.

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Assinatura para concessões

Em setembro do ano passado o governo assinou três lotes para a concessões de 964,5 quilômetros de rodovias estaduais, incluindo o trecho acima, e o Lote 2 – Rota da Produção, que corresponde a 418,5 km das MTs 160/235/249/480 e o Lote 5- Rodovia da Integração, que corresponde a 308,3 km das MTs 020/326.

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