Sustentabilidade
Canola/RS: Lavouras predominantemente em fases reprodutivas avançam com bom potencial e atenção ao clima – MAIS SOJA

A cultura da canola está predominantemente em estádios reprodutivos, sendo 62% da área em floração e 28% em enchimento de grãos. As áreas mais tardias (8%) ainda estão em desenvolvimento vegetativo, e as mais precoces (2%) em maturação.
O desempenho das lavouras está, em geral, satisfatório e o potencial produtivo nas principais áreas produtoras, adequado. A disponibilidade de umidade tem sustentado o desenvolvimento das plantas, embora o excesso de precipitações e a baixa luminosidade tenham provocado restrições pontuais, principalmente quanto à entrada de máquinas e à manutenção do ritmo de manejo.
Nas áreas em floração, o ambiente úmido exigiu acompanhamento fitossanitário. Já as lavouras em formação e enchimento de síliquas apresentaram evolução adequada. Ainda não foi possível realizar levantamento de eventuais impactos por geada sobre as áreas. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em Dom Pedrito e em Santa Margarida do Sul, as lavouras estão em floração, com estande e desenvolvimento satisfatórios. Contudo, nos locais de menor capacidade de drenagem, as plantas apresentam menor porte e falhas pontuais. Em Bagé, o acumulado superior a 400 mm desde o início de julho provocou morte de plantas nas partes mais baixas de algumas lavouras.
Na de Frederico Westphalen, 1% dos cultivos está em desenvolvimento vegetativo 36% em florescimento, 57% em enchimento de grãos e 6% em maturação. Não foram identificados problemas fitossanitários significativos.
Na de Ijuí, 95% das lavouras estão em fase de floração e enchimento de grãos. As síliquas localizadas no terço inferior da planta se encontram em pleno enchimento, e o terço superior ainda com floração ativa. O prognóstico para a produtividade está favorável. Cerca
de 5% das áreas, em estádios mais atrasados, têm recebido aplicações de fungicidas preventivas e curativas. Os produtores realizam o monitoramento fitossanitário voltado à traça-das-crucíferas, a qual não apresenta registro de pressão significativa.
Os possíveis efeitos da geada de 23/08 ainda não foram dimensionados. Na de Pelotas, aproximadamente 90% das lavouras estão em florescimento, 8% em enchimento de grãos e 2% em desenvolvimento vegetativo. As chuvas intensas e a predominância de dias nublados nas últimas três semanas de agosto interferiram negativamente no desenvolvimento da cultura.
Na de Santa Rosa, 7% estão em desenvolvimento vegetativo, 51% em floração, 40% em enchimento de grãos e 2% em maturação. Os períodos ensolarados, associados às temperaturas amenas, favoreceram a evolução dos estádios reprodutivos, especialmente a formação e o enchimento das síliquas. A cultura apresenta bom desempenho e elevado potencial produtivo.
Na de Soledade, 2% da área está em desenvolvimento vegetativo, 68% em florescimento e formação de síliquas, e 30% em enchimento de grãos. Os produtores continuam atentos ao monitoramento de traça-das-crucíferas e das doenças canela-preta e mofo-branco. Apesar das restrições provocadas pelo mau tempo, o aspecto geral das lavouras segue dentro da normalidade.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O preço médio praticado na região de Frederico Westphalen foi R$ 131,00; na de Ijuí, R$133,00; na de Santa Rosa, R$ 133,17.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Rodrigo Capella é um dos mais influentes do agro – MAIS SOJA

Rodrigo Capella, diretor da Ação Estratégica e especialista em marketing no agronegócio, foi apontado como um dos 30 profissionais mais influentes do agronegócio no prestigiado estudo Pulso – Influência Digital e Liderança, desenvolvido pelas consultorias Deck e Nexus (Grupo FSB).
Capella aparece ao lado de grandes lideranças do setor, como Silvia Massruhá (Embrapa), Fabiana Alves (Rabobank), Eduardo Monteiro (Mosaic Fertilizantes), Maurício Rodrigues (Bayer), André Savino (Syngenta), Gustavo Spadotti Castro (Embrapa Territorial), Marcelo Altieri (Yara Brasil) e Rossano de Angelis Junior (Bunge).
A seleção utilizou critérios técnicos focados em seis dimensões fundamentais de análise para medir o impacto real dos profissionais do setor: afinidade, influência, reputação, conteúdo, engajamento e volume.
A trajetória de Rodrigo Capella no agronegócio
A atuação de Rodrigo Capella no segmento começou em 2004, de forma natural. “Nunca desejei trabalhar com agronegócio, mas a sinergia foi total. Agradeço todos os dias a oportunidade de trabalhar com comunicação e marketing para o agro”, afirma Capella.
Com MBA pela USP/Esalq e participante do prestigiado programa Agro CEO, Capella consolidou sua trajetória focada no setor, culminando na fundação da Ação Estratégica, agência que se tornou referência em assessoria de imprensa para agronegócio.
Anos após sua primeira visita à Agrishow, Capella se tornou embaixador oficial da feira, considerada a mais importante do agronegócio brasileiro. Além de dirigir a agência, Capella coordena o projeto Alertas do Agronegócio, focado em resolver demandas de produtores, cooperativas e empresas do agro junto a deputados e senadores.
Capella também mantém uma forte presença digital nas redes sociais, com mais de 80 mil seguidores do ecossistema do agronegócio, onde publica análises e vídeos com estilo único que alcançam milhares de visualizações diárias.
Perguntas e Respostas (FAQ)
Quais profissionais foram citados no estudo de influência?
O estudo de influência apresentou uma lista com os 30 nomes mais influentes do agronegócio, destacando Rodrigo Capella (Ação Estratégica), Silvia Massruhá (Embrapa), Fabiana Alves (Rabobank), Eduardo Monteiro (Mosaic), Maurício Rodrigues (Bayer), André Savino (Syngenta), Gustavo Spadotti Castro (Embrapa), Marcelo Altieri (Yara) e Rossano de Angelis Junior (Bunge).
Por que Rodrigo Capella aparece no estudo de influência?
Rodrigo Capella, diretor da Ação Estratégica, aparece no estudo de influência devido à sua avaliação em seis pilares estratégicos estabelecidos pelas consultorias Deck e Nexus: afinidade, influência, reputação, conteúdo, engajamento e volume.
Qual é a relevância do Rodrigo Capella?
Com mais de 80 mil seguidores nas redes sociais, Rodrigo Capella é embaixador da Agrishow e diretor geral da Ação Estratégica, referência em assessoria de imprensa para agronegócio. Capella tem MBA pela USP/Esalq e coordena o projeto Alertas do Agronegócio.
Fonte: Assessoria Ação Estratégica.
Sustentabilidade
Semeadura do milho no RS avança no noroeste, mas chuvas e solo úmido cadenciam plantio – MAIS SOJA

Os cultivos estão em fase inicial de semeadura, com ritmo condicionado pela elevada umidade dos solos e pela ocorrência de chuvas, que têm limitado o acesso do maquinário e, em alguns locais, prejudicado as condições de plantabilidade. As áreas já implantadas evoluem para os estádios iniciais de emergência e desenvolvimento vegetativo, favorecidas por temperaturas mais elevadas, registradas no início do período.
Nas regiões onde houve maior abertura de janela operacional de plantio indicado pelo ZARC, especialmente no Noroeste, a semeadura avançou de forma mais expressiva. Já em localidades mais frias ou com maior persistência de umidade, a implantação ainda ocorre de modo pontual.
Foram intensificados os preparativos de pré-plantio, e a expectativa é de aceleração da semeadura à medida que aumentam os períodos de baixa precipitação. Nas primeiras áreas
emergidas, foram observados insetos sugadores, especialmente cigarrinhas e percevejos, com necessidade de intervenções de controle em parte das lavouras.
A área de milho a ser cultivada no Estado na Safra 2026/2027 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. As projeções iniciais apresentam tendência de aumento de área cultivada.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a semeadura apresenta pequeno atraso, mas, em São Borja, Manoel Viana, Maçambará e Alegrete, já há áreas implantadas. Em São Borja, foram semeados 2.500 hectares, diante de uma expectativa de 25.000 hectares para a safra. A continuidade da implantação depende de maior sequência de dias de tempo seco, preferencialmente com boa disponibilidade de radiação solar para favorecer a eficiência das operações de dessecação.
Na de Caxias do Sul, foram iniciadas as operações de preparo do solo, especialmente a dessecação. A previsão de início da semeadura é durante setembro, conforme indicado no ZARC.
Na de Ijuí, a semeadura abrange aproximadamente 20% da área projetada. As primeiras áreas implantadas estão em emergência. O plantio foi executado apenas em janelas de baixa umidade. Foram observados percevejos e cigarrinhas, demandando aplicações de inseticidas. Com a diminuição de umidade no solo, a expectativa é de aceleração da implantação.
Na de Santa Rosa, 47% das lavouras foram semeadas. A redução de área destinada ao trigo favoreceu a antecipação da implantação e a provável expansão da área de milho. Nas áreas emergidas, foi registrada pressão expressiva de cigarrinha-do-milho, com população de até sete insetos por planta, obrigando os produtores a realizarem o controle da praga.
Na de Soledade, nas áreas de menor altitude e de temperaturas mais baixas, como em Rio Pardo e General Câmara, a semeadura do milho supera 50%. No Alto da Serra do Botucaraí
e no Centro Serra, a implantação ocorre de modo pontual. Considerando a região como um todo, estima-se que 12% da área esteja semeada.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,53%, passando de R$ 59,32 para R$ 60,23.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Famato esclarece regras para aplicação de defensivos agrícolas – MAIS SOJA

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) atuou como amicus curiae no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que discutiu a constitucionalidade da Lei Estadual nº 12.859/2025, que estabelece critérios para a aplicação terrestre de defensivos agrícolas em Mato Grosso. Durante o processo, a entidade apresentou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) argumentos jurídicos e informações técnicas sobre a atividade agropecuária, as tecnologias de aplicação e as medidas de redução da deriva.
A decisão do TJMT representa um avanço importante para o setor produtivo ao reconhecer a constitucionalidade da legislação estadual e, consequentemente, admitir critérios diferenciados para as distâncias mínimas na aplicação de defensivos agrícolas. Antes da edição da lei, prevalecia a regulamentação do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), que estabelecia, de forma geral, o distanciamento mínimo de 90 metros, sem a diferenciação posteriormente introduzida pelo legislador. Com o julgamento desta terça-feira (25), o Tribunal manteve a distância de 90 metros para grandes propriedades, reconheceu a distância de 25 metros para pequenas e médias propriedades e estabeleceu, para as pequenas propriedades, tratamento específico conforme a modalidade de aplicação.
Na prática, o novo cenário traz uma regulamentação mais adequada às diferentes realidades produtivas. Nas pequenas propriedades, de até quatro módulos fiscais (unidade de medida expressa em hectares, estabelecidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária para cada município), a aplicação manual ou costal poderá ser realizada sem distância mínima, desde que observadas as demais exigências legais e técnicas. Para a aplicação mecanizada ou tratorizada nessas propriedades, o TJMT fixou a distância mínima de 25 metros.
Assim, embora o julgamento tenha estabelecido essa limitação específica para a aplicação mecanizada nas pequenas propriedades, o resultado geral é positivo, pois supera a antiga lógica de aplicação indistinta dos 90 metros e consolida, em lei reconhecida como constitucional pelo Tribunal, critérios proporcionais ao porte da propriedade e à forma de aplicação.
Por isso, antes de realizar uma aplicação, o produtor deve verificar o porte da propriedade e qual método será utilizado. Nas grandes propriedades, permanece a exigência de 90 metros; nas médias, de 25 metros; e, nas pequenas, a distância dependerá do método de aplicação. Se a operação for manual ou costal, não há distância mínima estabelecida pela decisão. Se for realizada com máquina ou trator, deverão ser observados 25 metros.
O produtor também precisa observar as exigências previstas nas bulas e rótulos dos produtos, registros, licenças e demais normas federais, estaduais e municipais aplicáveis. Caso exista uma exigência mais restritiva, ela deverá ser respeitada.
Outro ponto importante é que a segurança da aplicação não depende apenas da distância física. Durante sua atuação no processo, a entidade apresentou argumentos técnicos demonstrando que fatores como tamanho das gotas, tipo de ponta de pulverização, pressão do equipamento, condições meteorológicas, calibração do maquinário, tecnologia empregada e capacitação dos operadores influenciam diretamente o potencial de deriva.
A deriva ocorre quando gotas ou partículas do produto se deslocam para fora da área que está sendo tratada. Por isso, mesmo quando a distância mínima prevista na decisão estiver sendo cumprida, o produtor deve planejar a operação considerando condições como velocidade e direção do vento, temperatura, umidade, tamanho das gotas, pressão e altura da barra de pulverização, além das condições de manutenção e regulagem do equipamento.
Segundo o gestor jurídico da Famato, Rodrigo Bressane, a entidade defende que a regulamentação da aplicação de defensivos agrícolas deve considerar a evolução tecnológica e as boas práticas adotadas no campo. Equipamentos modernos, pontas de pulverização com indução de ar, sistemas de controle de deriva, sensores meteorológicos e tecnologias de agricultura de precisão são ferramentas que podem contribuir para maior controle da aplicação e redução da dispersão para áreas não alvo.
“A atuação da Famato no processo buscou contribuir para que a discussão considerasse, além da proteção ambiental, a realidade da produção agropecuária e os avanços tecnológicos disponíveis. Sustentando também que a legislação deve compatibilizar a tutela ambiental, as novas tecnologias e a função social da propriedade com o desenvolvimento econômico sustentável, garantindo segurança operacional e jurídica para o uso dos defensivos agrícolas”, explica Bressane.
A decisão do TJMT reforça a importância de estabelecer critérios que conciliem a proteção ambiental e a segurança com a realidade da produção agropecuária. A entidade defende que a regulamentação sobre o uso de defensivos agrícolas seja baseada em evidências científicas, critérios técnicos e no avanço das tecnologias de aplicação, considerando que a redução dos riscos não depende apenas de distâncias, mas também de equipamentos adequados, condições meteorológicas, capacitação dos operadores e boas práticas agrícolas.
“A Federação continuará acompanhando os desdobramentos da decisão e atuando para que as normas aplicáveis ao setor promovam segurança jurídica aos produtores, proteção ambiental e condições para a continuidade de uma produção responsável em Mato Grosso”, reforça o gestor.
As informações são da Famato.
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