Sustentabilidade
Agro bate recorde de produção, mas enfrenta margens estreitas e crédito caro; produtora rural analisa o que pode definir a próxima virada do setor – MAIS SOJA

O agronegócio brasileiro vive um dos momentos mais contraditórios de sua história recente: enquanto avança em tecnologia, produtividade e produção, produtores e empresas enfrentam margens pressionadas, juros elevados, endividamento e dificuldades de acesso ao crédito. Para Cristina Gross, produtora rural, advogada, sócia-diretora do Grupo Gross e diretora financeira da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), esse cenário precisa ser analisado para além dos números de produção.
A reflexão é tema do novo artigo assinado por Cristina, “O paradoxo do agro brasileiro: por que o setor avança em tecnologia enquanto atravessa um ciclo de margens estreitas, crédito caro e endividamento”. No texto, ela utiliza os conceitos dos ciclos econômicos de Kondratieff e Juglar para interpretar o atual momento do agronegócio e discutir quais fatores podem determinar a recuperação do setor.
A principal provocação é direta: colher mais não significa necessariamente ganhar mais. Mesmo diante da expectativa de uma safra recorde de grãos de 360,8 milhões de toneladas em 2025/26, o PIB do agronegócio recuou 2,01% no primeiro trimestre de 2026, após crescer 12,2% em 2025. O contraste evidencia o impacto da queda dos preços sobre a rentabilidade do setor e reforça a necessidade de olhar para margem, custo, geração de caixa e capacidade de investimento.
“Estar na fronteira tecnológica não impede uma crise financeira. O agro pode produzir mais, incorporar inteligência artificial, automação e novas tecnologias e, ainda assim, enfrentar um período de forte pressão sobre suas margens”, avalia Cristina.
Do recorde de produção à crise financeira
O artigo também chama atenção para a combinação entre os investimentos realizados durante o período de preços elevados das commodities e o cenário posterior de custos altos e juros elevados. Em Mato Grosso, por exemplo, a soja passou de R$ 167,95 por saca em maio de 2022 para R$ 106,58 em maio de 2026, enquanto o custo total estimado por hectare avançou de aproximadamente R$ 5,2 mil para R$ 7,7 mil, segundo o Imea.
A pressão financeira também aparece no crescimento dos pedidos de recuperação judicial ligados ao agronegócio, que passaram de 534 em 2023 para 1.990 em 2025, segundo dados da Serasa Experian citados no artigo.
Uma possível virada exige mais do que uma safra boa
Cristina avalia que uma eventual recuperação do agronegócio deverá depender da combinação entre melhora da relação de preços e custos, redução efetiva dos juros, estabilidade do crédito, boas condições climáticas e maior capacidade de gestão. A partir de 2028, pode surgir uma recuperação seletiva, enquanto uma expansão mais ampla poderia ocorrer entre 2029 e 2031, caso esses fatores avancem conjuntamente. A produtora ressalta que se trata de um cenário condicionado, e não de uma previsão automática.
Mais do que esperar a próxima alta das commodities, a recomendação é preparar as empresas e propriedades para atravessar o ciclo. “Produzir com precisão, investir com critério e preservar capacidade para agir serão diferenciais cada vez mais importantes”, afirma Cristina.
Uma voz do campo para discutir os rumos do agro
Além da atuação como produtora rural e executiva, Cristina Gross acompanha de perto os desafios econômicos e estruturais enfrentados pelo setor, especialmente no Oeste da Bahia. Sua experiência reúne a perspectiva de quem está diretamente ligada à produção e a atuação em gestão, finanças e representação institucional.
A análise abre espaço para uma discussão que ultrapassa os limites das propriedades rurais: os impactos do momento do agro alcançam a indústria de máquinas e insumos, transporte, armazenagem, comércio e serviços dos municípios produtores, além de influenciarem investimentos, crédito, arrecadação e a própria economia brasileira.
Cristina Gross é voz ativa do agronegócio no Matopiba (Foto: Arquivo pessoal)
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Campanha “IHARA Algodão, de ponta a ponta” destaca a importância da cultura para além da colheita e sua conexão com o dia a dia – MAIS SOJA

O Brasil consolidou-se como um dos principais protagonistas da cotonicultura mundial. Além de liderar as exportações globais de algodão, o país também se destaca pela elevada produtividade e pelo investimento contínuo em inovação no campo. A evolução da cultura ao longo das últimas décadas transformou o algodão em uma das cadeias mais tecnificadas do agronegócio brasileiro, impulsionando um setor que movimenta mais de R$ 31 bilhões por ano e conecta o campo, à indústria, à tecnologia e ao cotidiano de milhões de pessoas.
É nesse contexto que a IHARA lança a campanha “IHARA e Algodão, de ponta a ponta”, iniciativa que revela tudo o que acontece entre a origem do algodão e o impacto que ele gera no mundo, além de reforçar a presença da empresa em cada etapa dessa jornada, evidenciando seu papel estratégico no fortalecimento da cotonicultura brasileira.
Inspirada no amplo impacto da cadeia algodoeira, a campanha mostra que a história do algodão não termina na colheita. A partir do plantio, ele segue seu caminho até se transformar em fibra, fio, tecido, roupas e inúmeros produtos presentes no cotidiano das pessoas.
Segundo o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Valdumiro Garcia, a campanha busca ampliar a percepção sobre a importância da cultura e de toda a cadeia produtiva. “Queremos mostrar que cultivar algodão vai muito além da produtividade. É participar de uma cadeia que movimenta a economia, impulsiona a indústria e está presente na vida das pessoas todos os dias. Esse resultado começa muito antes da colheita, nas decisões tomadas pelo produtor, no manejo e nas tecnologias utilizadas ao longo de toda a safra. Há 61 anos, a IHARA acompanha essa evolução, desenvolvendo soluções que contribuem para uma cotonicultura cada vez mais produtiva e sustentável”, destaca.
A iniciativa também reforça a contribuição da empresa para a evolução da cultura por meio de tecnologias que auxiliam os produtores a enfrentar os principais desafios fitossanitários, reafirmando o compromisso da IHARA com a inovação e o fortalecimento da competitividade do setor.
Boa produtividade e qualidade da matéria-prima reforçam a importância do manejo
A safra brasileira de algodão 2025/26 mantém boas perspectivas, com produção estimada em 4,06 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O desempenho das lavouras evidencia a importância do investimento em tecnologia, incluindo o uso de cultivares adaptadas às diferentes regiões produtoras, o manejo nutricional e as estratégias fitossanitárias adotadas ao longo do ciclo.
Ao mesmo tempo, o avanço da resistência de plantas daninhas, a elevada pressão de pragas e a necessidade de otimizar as operações no campo tornam cada vez mais importante a adoção de soluções que aumentem a eficiência do manejo e reduzam os riscos produtivos.
Entre os principais destaques está o herbicida pré-emergente YAMATO SC, desenvolvido para auxiliar os produtores no controle de plantas daninhas de difícil manejo, como capim-pé-de-galinha e caruru. Com alta seletividade para a cultura do algodão, a tecnologia apresenta elevada eficiência no controle de outras importantes espécies infestantes, contribuindo para reduzir a matocompetição desde o estabelecimento da lavoura.
Outra solução é o inseticida CHASER EW, tecnologia inédita no Brasil que atua simultaneamente em vários alvos, solucionando problemas relevantes com uma única aplicação. A solução atua no controle de importantes alvos da cultura, como bicudo-do-algodoeiro, ácaro-rajado, pulgão e ramulária, permitindo simplificar o manejo fitossanitário e aumentar a eficiência das aplicações.
“Os desafios da cotonicultura evoluem a cada safra e exigem estratégias cada vez mais integradas. Com 61 anos de atuação no Brasil, a IHARA acompanha essa transformação da agricultura brasileira e investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento para oferecer soluções que atendam às principais demandas do campo. Na cultura do algodão, esse compromisso se traduz em tecnologias voltadas à simplificação do manejo, ao aumento da eficiência operacional e à preservação do potencial produtivo das lavouras e da qualidade da fibra”, reforça Valdumiro.
“A evolução da cotonicultura depende de inovação contínua e de tecnologias capazes de acompanhar os desafios da cultura. É esse compromisso que orienta a atuação da IHARA, desenvolvendo soluções que contribuam para uma produção mais eficiente, sustentável e competitiva, preservando o potencial produtivo das lavouras e a qualidade da fibra”, conclui Valdumiro.
SOBRE A IHARA
A IHARA é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que há mais de 60 anos leva soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesa como uma marca que tem a credibilidade e a confiança dos seus clientes. A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais somando mais de 60 soluções que contribuem para a proteção de mais de 100 diferentes tipos de cultivos, colaborando para que os agricultores possam produzir cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a IHARA ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras para o pecuarista brasileiro. Para mais informações, acesse o site da IHARA.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Canola/RS: Lavouras predominantemente em fases reprodutivas avançam com bom potencial e atenção ao clima – MAIS SOJA

A cultura da canola está predominantemente em estádios reprodutivos, sendo 62% da área em floração e 28% em enchimento de grãos. As áreas mais tardias (8%) ainda estão em desenvolvimento vegetativo, e as mais precoces (2%) em maturação.
O desempenho das lavouras está, em geral, satisfatório e o potencial produtivo nas principais áreas produtoras, adequado. A disponibilidade de umidade tem sustentado o desenvolvimento das plantas, embora o excesso de precipitações e a baixa luminosidade tenham provocado restrições pontuais, principalmente quanto à entrada de máquinas e à manutenção do ritmo de manejo.
Nas áreas em floração, o ambiente úmido exigiu acompanhamento fitossanitário. Já as lavouras em formação e enchimento de síliquas apresentaram evolução adequada. Ainda não foi possível realizar levantamento de eventuais impactos por geada sobre as áreas. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em Dom Pedrito e em Santa Margarida do Sul, as lavouras estão em floração, com estande e desenvolvimento satisfatórios. Contudo, nos locais de menor capacidade de drenagem, as plantas apresentam menor porte e falhas pontuais. Em Bagé, o acumulado superior a 400 mm desde o início de julho provocou morte de plantas nas partes mais baixas de algumas lavouras.
Na de Frederico Westphalen, 1% dos cultivos está em desenvolvimento vegetativo 36% em florescimento, 57% em enchimento de grãos e 6% em maturação. Não foram identificados problemas fitossanitários significativos.
Na de Ijuí, 95% das lavouras estão em fase de floração e enchimento de grãos. As síliquas localizadas no terço inferior da planta se encontram em pleno enchimento, e o terço superior ainda com floração ativa. O prognóstico para a produtividade está favorável. Cerca
de 5% das áreas, em estádios mais atrasados, têm recebido aplicações de fungicidas preventivas e curativas. Os produtores realizam o monitoramento fitossanitário voltado à traça-das-crucíferas, a qual não apresenta registro de pressão significativa.
Os possíveis efeitos da geada de 23/08 ainda não foram dimensionados. Na de Pelotas, aproximadamente 90% das lavouras estão em florescimento, 8% em enchimento de grãos e 2% em desenvolvimento vegetativo. As chuvas intensas e a predominância de dias nublados nas últimas três semanas de agosto interferiram negativamente no desenvolvimento da cultura.
Na de Santa Rosa, 7% estão em desenvolvimento vegetativo, 51% em floração, 40% em enchimento de grãos e 2% em maturação. Os períodos ensolarados, associados às temperaturas amenas, favoreceram a evolução dos estádios reprodutivos, especialmente a formação e o enchimento das síliquas. A cultura apresenta bom desempenho e elevado potencial produtivo.
Na de Soledade, 2% da área está em desenvolvimento vegetativo, 68% em florescimento e formação de síliquas, e 30% em enchimento de grãos. Os produtores continuam atentos ao monitoramento de traça-das-crucíferas e das doenças canela-preta e mofo-branco. Apesar das restrições provocadas pelo mau tempo, o aspecto geral das lavouras segue dentro da normalidade.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O preço médio praticado na região de Frederico Westphalen foi R$ 131,00; na de Ijuí, R$133,00; na de Santa Rosa, R$ 133,17.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Rodrigo Capella é um dos mais influentes do agro – MAIS SOJA

Rodrigo Capella, diretor da Ação Estratégica e especialista em marketing no agronegócio, foi apontado como um dos 30 profissionais mais influentes do agronegócio no prestigiado estudo Pulso – Influência Digital e Liderança, desenvolvido pelas consultorias Deck e Nexus (Grupo FSB).
Capella aparece ao lado de grandes lideranças do setor, como Silvia Massruhá (Embrapa), Fabiana Alves (Rabobank), Eduardo Monteiro (Mosaic Fertilizantes), Maurício Rodrigues (Bayer), André Savino (Syngenta), Gustavo Spadotti Castro (Embrapa Territorial), Marcelo Altieri (Yara Brasil) e Rossano de Angelis Junior (Bunge).
A seleção utilizou critérios técnicos focados em seis dimensões fundamentais de análise para medir o impacto real dos profissionais do setor: afinidade, influência, reputação, conteúdo, engajamento e volume.
A trajetória de Rodrigo Capella no agronegócio
A atuação de Rodrigo Capella no segmento começou em 2004, de forma natural. “Nunca desejei trabalhar com agronegócio, mas a sinergia foi total. Agradeço todos os dias a oportunidade de trabalhar com comunicação e marketing para o agro”, afirma Capella.
Com MBA pela USP/Esalq e participante do prestigiado programa Agro CEO, Capella consolidou sua trajetória focada no setor, culminando na fundação da Ação Estratégica, agência que se tornou referência em assessoria de imprensa para agronegócio.
Anos após sua primeira visita à Agrishow, Capella se tornou embaixador oficial da feira, considerada a mais importante do agronegócio brasileiro. Além de dirigir a agência, Capella coordena o projeto Alertas do Agronegócio, focado em resolver demandas de produtores, cooperativas e empresas do agro junto a deputados e senadores.
Capella também mantém uma forte presença digital nas redes sociais, com mais de 80 mil seguidores do ecossistema do agronegócio, onde publica análises e vídeos com estilo único que alcançam milhares de visualizações diárias.
Perguntas e Respostas (FAQ)
Quais profissionais foram citados no estudo de influência?
O estudo de influência apresentou uma lista com os 30 nomes mais influentes do agronegócio, destacando Rodrigo Capella (Ação Estratégica), Silvia Massruhá (Embrapa), Fabiana Alves (Rabobank), Eduardo Monteiro (Mosaic), Maurício Rodrigues (Bayer), André Savino (Syngenta), Gustavo Spadotti Castro (Embrapa), Marcelo Altieri (Yara) e Rossano de Angelis Junior (Bunge).
Por que Rodrigo Capella aparece no estudo de influência?
Rodrigo Capella, diretor da Ação Estratégica, aparece no estudo de influência devido à sua avaliação em seis pilares estratégicos estabelecidos pelas consultorias Deck e Nexus: afinidade, influência, reputação, conteúdo, engajamento e volume.
Qual é a relevância do Rodrigo Capella?
Com mais de 80 mil seguidores nas redes sociais, Rodrigo Capella é embaixador da Agrishow e diretor geral da Ação Estratégica, referência em assessoria de imprensa para agronegócio. Capella tem MBA pela USP/Esalq e coordena o projeto Alertas do Agronegócio.
Fonte: Assessoria Ação Estratégica.
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