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Hospital Otorrino inicia mutirão de cirurgias e exames para pacientes da rede pública na capital

Acordo da Prefeitura de Cuiabá amplia atendimentos especializados e busca reduzir tempo de espera na Central de Regulação
Entre os procedimentos realizados estão cirurgias de adenoamigdalectomia em crianças, que consiste na retirada das amígdalas e da adenoide, e amigdalectomia em pacientes adultos, para retirada das amígdalas.
A parceria foi formalizada pela Prefeitura de Cuiabá no dia 14 de agosto e amplia a oferta de consultas, exames, procedimentos e cirurgias de otorrinolaringologia pela rede pública. A iniciativa deve beneficiar mais de 2 mil pacientes que aguardam atendimento na especialidade.
A ação é realizada pela Secretaria Municipal de Saúde em conjunto com o Governo de Mato Grosso, por meio do programa Fila Zero, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento e dar andamento à demanda reprimida de pacientes que aguardam pelos serviços especializados.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que o início dos procedimentos representa um avanço para os pacientes que aguardavam atendimento.
“Essa parceria já começa a produzir resultados concretos para os pacientes que estavam aguardando por atendimento em otorrinolaringologia. É uma união de esforços que nos permite ampliar a oferta de procedimentos e fazer essa fila andar, garantindo acesso ao atendimento pelo SUS”, afirmou.
Antes do início dos atendimentos, as equipes da Secretaria Municipal de Saúde, da Central de Regulação e do Hospital Otorrino realizaram alinhamentos para organizar os fluxos, encaminhamentos, registros e demais procedimentos necessários.
A parceria amplia a capacidade da rede municipal de ofertar serviços especializados em otorrinolaringologia e integra as ações da Prefeitura de Cuiabá para reduzir o tempo de espera e garantir atendimento aos pacientes regulados pelo SUS.
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Polícia Militar mobiliza mais de 3,5 mil agentes para o 2º turno das eleições em Mato Grosso

Efetivo garantirá o policiamento em mais de 1,4 mil locais de votação nos 142 municípios do estado; ações integradas com o TRE começam nesta sexta-feira (23)
A Polícia Militar de Mato Grosso disponibilizará 3.541 policiais militares para ações de policiamento e segurança no 2º Turno das Eleições Presidenciais, que acontece neste domingo (25.10). As equipes policiais estarão nas ruas e nos locais de votação em todos os 142 municípios do Estado.
Segundo a Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística (Spoe-PMMT), o efetivo será composto por policiais militares dos 15 Comandos Regionais, das unidades do Comando de Policiamento Especializado (CPE) e do setor administrativo do Quartel do Comando-Geral (QCG).
As ações de segurança nas eleições se iniciam nesta sexta-feira (23), com a Polícia Militar prestando apoio ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para o transporte das urnas para o interior do Estado e Teste de Integridade. Além disso, o efetivo estará disponibilizado em todos os municípios de Mato Grosso e em mais de 1,4 mil locais de votação.
O subchefe de Estado-Maior Geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Ronaldo Roque da Silva, destaca que o número de militares que atuarão nas eleições permitirá que os eleitores possam ir às urnas com maior tranquilidade e segurança.
“A Polícia Militar sempre vai prezar pela ordem pública e sensação de segurança para a nossa população. Estaremos atuando em todas as cidades do Estado e de forma integrada com o Tribunal Regional Eleitoral e demais órgãos de segurança e fiscalização para que tenhamos uma votação segura, durante todo o dia e sem nenhuma ilicitude que interfira no andamento do pleito”, afirma o coronel Roque.
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Seduc-MT lança ação ‘Movimenta Enem 2026’ para orientar alunos nas semanas que antecedem a prova

Iniciativa pedagógica mobiliza e oferece suporte logístico e emocional para mais de 30 mil estudantes concluintes do Ensino Médio na rede estadual
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) desenvolve a ação Movimenta Enem 2026 nas escolas da rede estadual no período que antecede as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A iniciativa é voltada à mobilização, orientação e acompanhamento dos estudantes concluintes do Ensino Médio da rede estadual durante os dois dias de prova.
A ação está sendo realizada ao longo de quatro semanas, com atividades pedagógicas voltadas ao esclarecimento de dúvidas e à identificação de possíveis dificuldades dos estudantes para a realização das provas, previstas para os dias 8 e 15 de novembro.
O trabalho está em desenvolvimento nas unidades escolares com o apoio de vídeos, roteiros pedagógicos e materiais informativos sobre o exame. As atividades também incluem momentos de diálogo para que os estudantes compartilhem expectativas, conheçam as orientações oficiais e recebam apoio diante de possíveis dificuldades relacionadas à documentação, acessibilidade e deslocamento até os locais de prova.
A programação está organizada em quatro etapas. A primeira, que vai até 23 de outubro, aborda a mobilização dos estudantes, os projetos de vida e a importância da participação no Enem. Entre os dias 26 e 30 de outubro, será tratada a preparação para as provas, com orientações sobre organização, conferência do local de aplicação e planejamento do deslocamento.
Na terceira semana, de 2 a 6 de novembro, as atividades serão concentradas nas orientações para o primeiro dia do exame, incluindo datas, horários, documentação exigida e itens permitidos.
Por fim, a quarta etapa, de 9 a 13 de novembro, terá como foco a mobilização para o segundo dia de prova, com o acolhimento das experiências dos estudantes e o incentivo ao comparecimento em 15 de novembro, independentemente da percepção sobre o desempenho no primeiro dia.
Enem 2026
Neste ano, Mato Grosso conta com 81,7 mil inscritos no Enem. No total, 51,5 mil são inscrições gratuitas, enquanto 30,2 mil são pagantes. Na rede estadual de Mato Grosso, são mais de 30 mil concluintes.
A atual edição do exame, além de manter sua função como uma das principais formas de acesso à Educação Superior, passa a integrar o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A mudança amplia a utilização dos resultados do exame na avaliação da qualidade do Ensino Médio no país.
Com a integração, o Enem será utilizado para avaliar o domínio de competências e habilidades esperadas ao final da Educação Básica. A medida também está relacionada à estratégia de ampliar a participação dos estudantes no exame, incluindo a inscrição automática dos concluintes da rede pública.
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As urnas desmentem as pesquisas

A poucos dias do segundo turno presidencial, uma pergunta precisa ser feita: até que ponto podemos confiar nas pesquisas eleitorais que, repetidamente, deixam de captar a força de uma parcela significativa do eleitorado brasileiro?
O primeiro turno de 2026 trouxe um exemplo eloquente. Flávio Bolsonaro terminou a votação com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Entretanto, levantamentos divulgados na reta final colocavam o candidato do PL atrás do petista. Segundo levantamento publicado pelo Congresso em Foco, as nove pesquisas nacionais comparáveis analisadas subestimaram a votação de Flávio, em média, em 3,08 pontos percentuais.
Não estamos falando de uma diferença irrelevante. A distância entre uma pesquisa e o resultado das urnas pode alterar a percepção pública sobre a disputa, influenciar o debate e criar uma impressão equivocada sobre a força dos candidatos.
O problema ganha outra dimensão quando observamos eleições anteriores. Em 2014, as pesquisas finais de institutos importantes superestimaram a vantagem de Dilma Rousseff sobre Aécio Neves. Em 2022, Datafolha e Ipec apontavam uma diferença de 14 pontos entre Lula e Jair Bolsonaro, enquanto a distância efetiva no primeiro turno foi de pouco mais de cinco pontos.
É legítimo perguntar por que essas discrepâncias acontecem. Dificuldades na composição das amostras, diferenças na disposição dos eleitores para responder e limitações dos modelos estatísticos podem explicar parte dos desvios. Mas essas hipóteses precisam ser examinadas com transparência, sobretudo quando os erros parecem se concentrar na votação de determinados segmentos do eleitorado.
Não é possível concluir, apenas com esses números, que os institutos manipulam resultados deliberadamente ou agem para favorecer um partido. É possível, porém, exigir explicações. Quando levantamentos sucessivos subestimam o mesmo candidato, a obrigação de investigar as causas não pode ser descartada como mera implicância política.
O eleitor também precisa compreender o que uma pesquisa representa. Ela é uma fotografia de uma amostra de pessoas entrevistadas em determinado período, não uma contagem antecipada de votos. A margem de erro tampouco explica automaticamente todas as diferenças entre estimativas e resultados. Metodologia, datas de coleta, ponderação e composição da amostra merecem atenção.
Na reta final desta eleição, as pesquisas voltaram a apresentar resultados distintos. Levantamentos divulgados em 23 de outubro, por exemplo, mostraram Flávio numericamente à frente em algumas medições, enquanto outras apontaram empate entre os candidatos dentro da margem de erro.
Diante disso, não cabe transformar qualquer pesquisa em sentença definitiva. A divulgação de números exige responsabilidade dos institutos e discernimento dos veículos de comunicação. Manchetes que apresentam uma vantagem estreita como vitória garantida prestam um desserviço ao debate democrático.
O Brasil precisa discutir propostas, resultados de governo, segurança pública, economia, educação e responsabilidade com o dinheiro público. A eleição não deveria ser reduzida a uma corrida de números divulgados diariamente, muito menos a uma disputa para saber qual instituto acertará a manchete.
As pesquisas têm utilidade quando ajudam a compreender o eleitorado. Perdem credibilidade quando seus erros não são devidamente explicados e quando a discussão sobre metodologia é substituída por disputas políticas.
No domingo, 25 de outubro, os votos serão contados, e não estimados. Será o resultado oficial que definirá a escolha dos brasileiros.
Até lá, uma lição já está dada: pesquisa eleitoral não é voto, instituto não é urna e vantagem estatística não substitui a vontade do eleitor.
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*RODRIGO ARRUDA E SÁ é contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá.
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