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11 de julho de 2026

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MDB tende a apoiar candidatura de Jayme Campos ao governo

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Presidente do MDB disse que aliança depende no momento mais da decisão do União Brasil do que do apoio de próprio partido

A presidente do MDB em Mato Grosso, deputada estadual Janaína Riva, disse que o partido tende a apoiar o senador Jayme Campos na campanha ao governo. Mas aguarda a decisão do União Brasil para confirmar a aliança. 

“O MDB vai aguardar [a solução] desse impasse no União Brasil. Nós temos compromisso em aguardar o senador Jayme Campos, ele confirmando a candidatura ao governo, é o candidato que tem mais defensores no MDB. Depende agora mais da decisão do União Progressista do que do MDB”, disse. 

O União Brasil deve realizar a convenção partidária no dia 30 de julho. A reunião definirá quem será o nome escolhido do partido. A cotação é que Jayme Campos consiga a maioria dos 50 votos. 

Mas o escolhido precisará da chancela da federação União Progressista, formada pelo União Brasil e o PP. A acordo de federação os obriga a se articular como um único partido. Os líderes do PP já anunciaram apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos).  

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20 anos sem Dante: das “Diretas Já!” à transformação de Mato Grosso

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No último dia 6 de julho, completaram-se 20 anos da morte de Dante Martins de Oliveira. Eu não poderia deixar essa data passar em branco. Dante não foi apenas uma das maiores lideranças políticas da história de Mato Grosso. Ele foi um dos homens que ajudaram a mudar os rumos da democracia brasileira e a construir as bases do Estado moderno que conhecemos hoje.

A sua morte, aos 54 anos, continua cercada de dúvidas que jamais foram plenamente esclarecidas. Na época, eu era prefeito de Cuiabá e cheguei a provocar a família sobre a possibilidade de criarmos uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal para aprofundar os fatos relacionados à sua morte. A família, legitimamente, preferiu não seguir por esse caminho. Respeitei essa decisão, mas confesso que essa ainda é uma pergunta que permanece sem resposta.

Dante nasceu em uma tradicional família mato-grossense. Herdou do coronel Chico Pinto de Oliveira, seu tio-avô e um dos maiores parlamentares da história da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a vocação para a vida pública. Formou-se em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e, ainda jovem, envolveu-se intensamente no debate político nacional.

Ao retornar a Mato Grosso, ingressou no MDB e enfrentou a sua primeira disputa eleitoral para vereador de Cuiabá, em 1976. Foi derrotado. Muitos imaginariam que ali terminaria a sua trajetória política. Ocorreu exatamente o contrário. A derrota fortaleceu a sua determinação. Assumiu a Secretaria-Geral do MDB, percorreu Mato Grosso, conheceu de perto a realidade dos trabalhadores rurais, dos posseiros, dos meeiros e dos pequenos agricultores, experiência que moldou a sua visão de mundo.

Em 1978, elegeu-se deputado estadual. Fez um mandato firme, corajoso e comprometido com temas fundamentais para Mato Grosso, especialmente na busca de soluções para os conflitos agrários. Pouco tempo depois, tornou-se deputado federal e escreveu o seu nome definitivamente na história do Brasil.

Ainda antes de assumir o mandato em Brasília, iniciou a coleta de assinaturas para apresentar a proposta que devolveria ao povo brasileiro o direito de escolher diretamente o presidente da República. Nascia a Emenda Dante de Oliveira, que deu origem ao maior movimento popular da história brasileira até então: as “Diretas Já!”.

Embora a Emenda Dante de Oliveira tenha sido derrotada na Câmara dos Deputados por apenas 22 votos, em 25 de abril de 1984, aquele movimento mudou definitivamente a história do Brasil. A frustração tomou conta de milhões de brasileiros que haviam ido às ruas na esperança de recuperar o direito de escolher diretamente o presidente da República.

Dante não se deixou abater. Ao lado de Tancredo Neves e das principais lideranças democráticas do país, participou da articulação política que culminou na eleição de Tancredo, em 15 de janeiro de 1985, derrotando Paulo Maluf e encerrando um ciclo de duas décadas do regime militar.

Embora, Tancredo tenha falecido antes de tomar posse, cabendo ao vice-presidente José Sarney assumir a Presidência da República, aquele processo consolidou a redemocratização do país e abriu caminho para o restabelecimento das eleições diretas para presidente, o que concretizou o ideal que Dante de Oliveira havia levado às ruas do Brasil com o movimento das “Diretas Já!”.

Após a sua decisiva participação na redemocratização do Brasil, Dante voltou a colocar a sua experiência a serviço de Mato Grosso. O povo cuiabano o elegeu prefeito da capital. Poucos meses depois, foi convocado pelo presidente José Sarney para assumir o Ministério da Reforma Agrária. Em seguida, retornou à Prefeitura de Cuiabá e, posteriormente, foi eleito governador de Mato Grosso por dois mandatos, conduzindo a maior reforma administrativa já realizada no Estado.

Tenho convicção de que nenhuma administração estadual promoveu reformas tão profundas quanto as realizadas durante o seu governo. Dante assumiu um Estado quebrado. Quando tomou posse, a folha salarial consumia 112% da arrecadação mensal. Havia salários atrasados, greves, um aparelho estatal inchado e uma grave crise fiscal. Foi preciso coragem para tomar decisões extremamente difíceis.

Dante reduziu o tamanho do Estado, extinguiu empresas públicas, promoveu a liquidação do Bemat, conduziu a privatização da Cemat, encerrou as atividades da Sanemat, da Aeromat e da Casemat e reorganizou completamente as finanças públicas. Muitas dessas medidas foram duras, mas eram necessárias para devolver a capacidade de investimento ao Estado.

Ao concluir o seu governo, Mato Grosso já apresentava uma realidade completamente diferente. Os salários estavam em dia, o sistema de subsídio havia sido implantado, o gás boliviano chegaria a Cuiabá, a ferrovia começava a integrar nosso território e Mato Grosso tornava-se referência nacional em crescimento econômico e atração de investimentos.

Falo sobre Dante também com a experiência de quem teve o privilégio de trabalhar ao seu lado. Fui secretário municipal de Serviços Urbanos em sua gestão na Prefeitura de Cuiabá e, posteriormente, secretário de Estado de Agricultura durante seu governo. Vivi de perto a sua forma de administrar, a sua capacidade de formar equipes e a sua coragem para tomar decisões.

Foi nesse período que implantamos o Pronaf nos primeiros municípios mato-grossenses, fortalecemos a agricultura familiar, desenvolvemos programas que impulsionaram a produção do algodão e distribuímos equipamentos agrícolas para todos os municípios do Estado. Tenho enorme orgulho de ter participado desse momento da história de Mato Grosso.

Jamais esquecerei um conselho que recebi de Dante quando fui eleito prefeito de Cuiabá. Eu estava apreensivo diante da responsabilidade que assumiria e pedi a sua orientação. Ele me respondeu com uma frase que levei para toda a minha vida pública: “Governar é saber montar equipe.” Explicou que nenhum gestor domina todos os assuntos e que o verdadeiro líder é aquele que reúne pessoas competentes para cada área. Essa lição me acompanha até hoje.

Dante também me ensinou outra grande virtude da vida pública: governar exige responsabilidade acima das convicções pessoais. Formado politicamente em uma tradição de esquerda, ele compreendeu que governava um Estado inserido em uma economia de mercado e teve a coragem de fazer as reformas que a sociedade exigia naquele momento histórico. Não governou pensando em agradar grupos políticos e, sim, governou pensando nas futuras gerações de mato-grossenses.

Por isso afirmo, com absoluta convicção, que muito do Mato Grosso que temos hoje nasceu das decisões tomadas por Dante de Oliveira. O equilíbrio fiscal, a capacidade de crescimento, a atração de investimentos, a modernização administrativa, o Fethab, a chegada do gás natural, da ferrovia e tantas outras conquistas têm ligação direta com sua visão de futuro.

Vinte anos depois de sua partida, a sua história permanece viva. Como homem público, como democrata e como gestor, Dante deixou um legado que ultrapassa gerações. Minha gratidão será eterna ao maior líder político com quem tive a honra de conviver. Preservar a sua memória, é também preservar parte da história da democracia brasileira e da construção do Mato Grosso moderno.

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Ranalli diz que Paula Calil “provocou” ação judicial para alterar quórum de votação

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Presidente da Câmara teria pedido explicação à Procuradoria do Município sobre as várias regras para aprovação de projetos

O vereador Rafael Ranalli (PL) disse que o pedido do prefeito Abilio Brunini (PL) para mudar o regimento interno da Câmara de Cuiabá foi sugerido pela presidente Paula Calil (PL). 

Ela teria solicitado à Procuradoria Geral do Municipal (PGM) explicação sobre os quóruns de votação e foi informada de que já havia outros pedidos para alteração nas regras da Câmara, então as modificações no regimento interno entraram no pacote. 

“A Paula provocou o governo municipal para entender a limitação [de votos de vereadores para aprovação], aí a Procuradoria do Município falou que já tinha outras demandas, de outros artigos que deveríamos mudar do quórum para condizer com a Constituição Federal”, disse. 

O prefeito pediu que a Justiça mande os vereadores reduziu o quórum para alterações no regimento interno de dois terços para maioria simples, ou seja meio mais um. A redução abre caminho para que Paula Calil seja reeleita presidente da Mesa Diretora. 

Pela regra atual, ao menos 18 vereadores precisariam aprovar alteração no regimento. Se for modificado para maioria simples, a adesão exigida passa a ser de 14 vereadores, a mesma quantidade necessária, e que Paula já tem apoio garantido, para eleição. 

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Preso por reter carros de Diamantino, mecânico afirma que município não pagou manutenção

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Após prestar depoimento, mecânico mantém versão de que Prefeitura deve por consertos

O mecânico detido pela Polícia Militar por suposta apropriação indébita de quatro veículos da Prefeitura de Diamantino afirmou que não pretende devolver os automóveis enquanto a administração municipal não quitar os serviços de manutenção realizados. Segundo ele, a cobrança está sendo discutida na Justiça e a retenção dos carros ocorreu como forma de garantir o recebimento da dívida.

A ocorrência foi registrada na quarta-feira (8), em Várzea Grande, após a PM receber uma denúncia sobre veículos pertencentes ao município. Durante as diligências, os policiais localizaram uma Chevrolet Spin em uma oficina e, após conversarem com o proprietário do estabelecimento, encontraram os demais automóveis.

Em entrevista ao programa Cadeia Neles, da TV Vila Real, o mecânico afirmou que os veículos chegaram à oficina para orçamento e reparos. De acordo com ele, os consertos de uma Chevrolet Spin e de um Fiat Mobi foram autorizados pela Prefeitura, mas os valores nunca teriam sido pagos.

Segundo o profissional, as tentativas de resolver o impasse de forma amigável não avançaram. Ele afirmou que chegou a acionar um advogado para propor um acordo, com reconhecimento da dívida e retirada dos veículos pelo município, mas disse que a administração não aceitou formalizar a negociação.

Ainda conforme o mecânico, representantes da Prefeitura teriam tentado retirar os carros sem efetuar o pagamento pelos serviços prestados, motivo pelo qual decidiu manter os veículos sob sua guarda enquanto o processo judicial segue em andamento.

Durante a operação, a Polícia Militar localizou uma Chevrolet Spin em uma oficina, um Fiat Mobi em uma residência no bairro Eldorado e uma van Mercedes-Benz em uma garagem. O quarto veículo, também um Fiat Mobi, foi encontrado posteriormente na Avenida Alzira Santana.

O mecânico afirmou que esse último automóvel estava sendo levado para ser entregue quando foi abordado pelos policiais. Ele também explicou que parte dos veículos permaneceu em imóveis de terceiros porque sua oficina não tinha espaço suficiente para armazená-los.

Após prestar esclarecimentos à Polícia Civil, o mecânico foi liberado. A investigação sobre o caso continua, enquanto a cobrança pelos serviços de manutenção segue em discussão na Justiça.

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