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16 de outubro de 2026

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20 anos sem Dante: das “Diretas Já!” à transformação de Mato Grosso

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No último dia 6 de julho, completaram-se 20 anos da morte de Dante Martins de Oliveira. Eu não poderia deixar essa data passar em branco. Dante não foi apenas uma das maiores lideranças políticas da história de Mato Grosso. Ele foi um dos homens que ajudaram a mudar os rumos da democracia brasileira e a construir as bases do Estado moderno que conhecemos hoje.

A sua morte, aos 54 anos, continua cercada de dúvidas que jamais foram plenamente esclarecidas. Na época, eu era prefeito de Cuiabá e cheguei a provocar a família sobre a possibilidade de criarmos uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal para aprofundar os fatos relacionados à sua morte. A família, legitimamente, preferiu não seguir por esse caminho. Respeitei essa decisão, mas confesso que essa ainda é uma pergunta que permanece sem resposta.

Dante nasceu em uma tradicional família mato-grossense. Herdou do coronel Chico Pinto de Oliveira, seu tio-avô e um dos maiores parlamentares da história da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a vocação para a vida pública. Formou-se em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e, ainda jovem, envolveu-se intensamente no debate político nacional.

Ao retornar a Mato Grosso, ingressou no MDB e enfrentou a sua primeira disputa eleitoral para vereador de Cuiabá, em 1976. Foi derrotado. Muitos imaginariam que ali terminaria a sua trajetória política. Ocorreu exatamente o contrário. A derrota fortaleceu a sua determinação. Assumiu a Secretaria-Geral do MDB, percorreu Mato Grosso, conheceu de perto a realidade dos trabalhadores rurais, dos posseiros, dos meeiros e dos pequenos agricultores, experiência que moldou a sua visão de mundo.

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Em 1978, elegeu-se deputado estadual. Fez um mandato firme, corajoso e comprometido com temas fundamentais para Mato Grosso, especialmente na busca de soluções para os conflitos agrários. Pouco tempo depois, tornou-se deputado federal e escreveu o seu nome definitivamente na história do Brasil.

Ainda antes de assumir o mandato em Brasília, iniciou a coleta de assinaturas para apresentar a proposta que devolveria ao povo brasileiro o direito de escolher diretamente o presidente da República. Nascia a Emenda Dante de Oliveira, que deu origem ao maior movimento popular da história brasileira até então: as “Diretas Já!”.

Embora a Emenda Dante de Oliveira tenha sido derrotada na Câmara dos Deputados por apenas 22 votos, em 25 de abril de 1984, aquele movimento mudou definitivamente a história do Brasil. A frustração tomou conta de milhões de brasileiros que haviam ido às ruas na esperança de recuperar o direito de escolher diretamente o presidente da República.

Dante não se deixou abater. Ao lado de Tancredo Neves e das principais lideranças democráticas do país, participou da articulação política que culminou na eleição de Tancredo, em 15 de janeiro de 1985, derrotando Paulo Maluf e encerrando um ciclo de duas décadas do regime militar.

Embora, Tancredo tenha falecido antes de tomar posse, cabendo ao vice-presidente José Sarney assumir a Presidência da República, aquele processo consolidou a redemocratização do país e abriu caminho para o restabelecimento das eleições diretas para presidente, o que concretizou o ideal que Dante de Oliveira havia levado às ruas do Brasil com o movimento das “Diretas Já!”.

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Após a sua decisiva participação na redemocratização do Brasil, Dante voltou a colocar a sua experiência a serviço de Mato Grosso. O povo cuiabano o elegeu prefeito da capital. Poucos meses depois, foi convocado pelo presidente José Sarney para assumir o Ministério da Reforma Agrária. Em seguida, retornou à Prefeitura de Cuiabá e, posteriormente, foi eleito governador de Mato Grosso por dois mandatos, conduzindo a maior reforma administrativa já realizada no Estado.

Tenho convicção de que nenhuma administração estadual promoveu reformas tão profundas quanto as realizadas durante o seu governo. Dante assumiu um Estado quebrado. Quando tomou posse, a folha salarial consumia 112% da arrecadação mensal. Havia salários atrasados, greves, um aparelho estatal inchado e uma grave crise fiscal. Foi preciso coragem para tomar decisões extremamente difíceis.

Dante reduziu o tamanho do Estado, extinguiu empresas públicas, promoveu a liquidação do Bemat, conduziu a privatização da Cemat, encerrou as atividades da Sanemat, da Aeromat e da Casemat e reorganizou completamente as finanças públicas. Muitas dessas medidas foram duras, mas eram necessárias para devolver a capacidade de investimento ao Estado.

Ao concluir o seu governo, Mato Grosso já apresentava uma realidade completamente diferente. Os salários estavam em dia, o sistema de subsídio havia sido implantado, o gás boliviano chegaria a Cuiabá, a ferrovia começava a integrar nosso território e Mato Grosso tornava-se referência nacional em crescimento econômico e atração de investimentos.

Falo sobre Dante também com a experiência de quem teve o privilégio de trabalhar ao seu lado. Fui secretário municipal de Serviços Urbanos em sua gestão na Prefeitura de Cuiabá e, posteriormente, secretário de Estado de Agricultura durante seu governo. Vivi de perto a sua forma de administrar, a sua capacidade de formar equipes e a sua coragem para tomar decisões.

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Foi nesse período que implantamos o Pronaf nos primeiros municípios mato-grossenses, fortalecemos a agricultura familiar, desenvolvemos programas que impulsionaram a produção do algodão e distribuímos equipamentos agrícolas para todos os municípios do Estado. Tenho enorme orgulho de ter participado desse momento da história de Mato Grosso.

Jamais esquecerei um conselho que recebi de Dante quando fui eleito prefeito de Cuiabá. Eu estava apreensivo diante da responsabilidade que assumiria e pedi a sua orientação. Ele me respondeu com uma frase que levei para toda a minha vida pública: “Governar é saber montar equipe.” Explicou que nenhum gestor domina todos os assuntos e que o verdadeiro líder é aquele que reúne pessoas competentes para cada área. Essa lição me acompanha até hoje.

Dante também me ensinou outra grande virtude da vida pública: governar exige responsabilidade acima das convicções pessoais. Formado politicamente em uma tradição de esquerda, ele compreendeu que governava um Estado inserido em uma economia de mercado e teve a coragem de fazer as reformas que a sociedade exigia naquele momento histórico. Não governou pensando em agradar grupos políticos e, sim, governou pensando nas futuras gerações de mato-grossenses.

Por isso afirmo, com absoluta convicção, que muito do Mato Grosso que temos hoje nasceu das decisões tomadas por Dante de Oliveira. O equilíbrio fiscal, a capacidade de crescimento, a atração de investimentos, a modernização administrativa, o Fethab, a chegada do gás natural, da ferrovia e tantas outras conquistas têm ligação direta com sua visão de futuro.

Vinte anos depois de sua partida, a sua história permanece viva. Como homem público, como democrata e como gestor, Dante deixou um legado que ultrapassa gerações. Minha gratidão será eterna ao maior líder político com quem tive a honra de conviver. Preservar a sua memória, é também preservar parte da história da democracia brasileira e da construção do Mato Grosso moderno.

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A Gestão de Tempo na Arquitetura e a Ciência da Precificação de Projetos Complexos

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A gestão de empresas no segmento da arquitetura e do design corporativo passa por uma reestruturação profunda nos modelos de trabalho. Historicamente, a precificação de serviços criativos e técnicos apoiava-se em tabelas genéricas por metro quadrado ou em estimativas empíricas da liderança do escritório. No entanto, o surgimento de novos arranjos de trabalho, como a descentralização de equipes via contratação PJ, subcontratação de prestadores especialistas e alocação de profissionais CLT, revelou as fragilidades dessa abordagem tradicional. Sem o monitoramento exato do tempo investido por cada colaborador nas etapas de desenvolvimento, os gestores perdem a visibilidade sobre o custo real da produção. Por esse motivo, estruturar uma gestão do tempo para arquitetos pautada pela auditoria de dados torna-se a premissa fundamental para assegurar a lucratividade sustentável dos negócios.

Quando a liderança estabelece métricas precisas sobre a dedicação horária da equipe, ela substitui o palpite comercial por margens de lucro reais e previsíveis.

O Desafio da Subcontratação e a Invisibilidade dos Custos Operacionais

Em primeiro lugar, a elaboração de projetos arquitetônicos contemporâneos exige integrar diversas disciplinas complementares. Freqüentemente, os escritórios subcontratam especialistas em maquetes virtuais, consultores de iluminação, projetistas de acústica e calculistas estruturais para compor o escopo global entregue ao cliente final.

Entretanto, gerenciar essa rede heterogênea de prestadores sem uma ferramenta centralizada de rastreabilidade gera vazamentos financeiros graves.

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A ausência de controle sobre as revisões solicitadas pelos clientes impõe retrabalhos não faturados à equipe interna e aos terceiros contratados.

Sem o registro individual de horas apontadas por disciplina, o sócio do escritório assimila o custo da refação como perda operacional invisível, corroendo a receita líquida do contrato.

Para resolver esse gargalo, a implementação da plataforma CSP viabiliza o controle unificado do timesheet. Os gestores conectam tanto a equipe CLT quanto os prestadores subcontratados em um único ambiente auditável, atribuindo o custo-hora exato de cada profissional à etapa específica do projeto.

Normas Reguladoras e o Padrão de Qualidade na Elaboração de Projetos

Por outro lado, otimizar a gestão do tempo e a rentabilidade não pode, em hipótese alguma, comprometer o rigor normativo das entregas. A garantia de qualidade na arquitetura exige alinhamento estrito às diretrizes da ABNT NBR 16636 (Elaboração de Projetos de Arquitetura e Engenharia), que estabelece a padronização das fases do projeto:

  • Fase Conceitual e Estudo Preliminar: Definição do partido arquitetônico e atendimento às leis urbanísticas e zoneamento municipal.
  • Anteprojeto e Projeto Legal: Compatibilização com o Código de Edificações local para aprovação do alvará de construção na prefeitura.
  • Projeto Executivo: Detalhamento construtivo minucioso focado na montagem em canteiro, atendendo à ABNT NBR 15575 (Norma de Desempenho).

A aplicação sistemática dos checklists previstos pela ABNT NBR 16636 garante que o escritório entregue pranchas completas, reduzindo dúvidas na fase de obras e evitando pedidos imprevistos de aditivos por falhas de escopo.

A Precificação Científica e o Cálculo do Custo-Hora Real

Certamente, o benefício mais estratégico de auditar o tempo de produção reflete-se no momento de formar preços para novas propostas comerciais. A formação de preços científica exige somar três componentes financeiros fundamentais:

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  1. Custo Direto das Horas: Multiplicação do tempo previsto para cada etapa pelo valor-hora real de cada profissional envolvido.
  2. Rateio de Custos Indiretos e Administrativos: Distribuição proporcional das despesas fixas da empresa (aluguel, sistemas, utilidades e suporte).
  3. Margem de Lucro Comercial Líquida: Percentual definido estrategicamente sobre o custo total acumulado do projeto.

Ao histórico consolidar dados reais de consumo de horas em empreendimentos anteriores, a equipe comercial cota honorários com precisão cirúrgica.

Consequentemente, o escritório apresenta valores altamente competitivos e protege a empresa contra contratos deficitários.

O Modelo de Excelência Operacional da WGB na Arquitetura

Em última análise, a consolidação de uma marca de destaque no mercado nacional decorre da capacidade de associar design autoral, rigor metodológico e governança financeira. O ecossistema de trabalho desenvolvido pela equipe de arquitetura da WGB exemplifica a maturidade na gestão de projetos em larga escala.

Ao integrar o desenvolvimento de projetos tridimensionais em BIM ao controle rigoroso de produtividade oferecido pelo software CSP, a WGB mantém o gerenciamento simultâneo de centenas de empreendimentos no país.

A empresa rastreia as horas dedicadas em cada fase executiva, assegurando que o padrão de qualidade ISO 9001 e o cumprimento das normas NBR sejam mantidos dentro do orçamento previsto pelo cliente.

Em resumo, o futuro da arquitetura de alta performance pertence às organizações que dominam a gestão do tempo e a ciência dos custos. Ao adotar o software CSP para monitorar equipes, ratear despesas e fundamentar propostas comerciais, os escritórios eliminam a estagnação, garantem a satisfação dos clientes e alcançam a rentabilidade máxima do negócio.

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CPI da Saúde questiona ex-secretário sobre R$ 1,1 bilhão em indenizatórios e a “Mulher da SES”

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Gilberto Figueiredo respondeu a 70 perguntas do deputado Wilson Santos; comissão vai convocar secretária adjunta após citações da Operação Espelho

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu o ex-secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, na condição de investigado, para esclarecer questões relacionadas aos contratos firmados pela pasta entre 2019 e 2025. Durante a oitiva, conduzida pelo presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), foram feitas cerca de 70 perguntas. O depoente, que estava acompanhado de advogado, abriu mão do direito ao silêncio para apresentar a sua defesa.

Ao ser questionado sobre a participação nas contratações, nos reconhecimentos de dívidas e nos pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde, Gilberto explicou que as decisões não dependiam exclusivamente de sua autorização e que os processos passavam por diferentes departamentos e recebiam pareceres e observações de integrantes das nove secretarias adjuntas da pasta e que o seu papel era tomar a decisão final sobre os processos previamente analisados.

Em relação aos pagamentos indenizatórios que somaram R$ 1,1 bilhão ao longo de sete anos, com base no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2019, ele confirmou o montante e afirmou que, durante o período em que esteve à frente da SES, o orçamento da pasta ultrapassou R$ 31 bilhões. “Os pagamentos indenizatórios não nascem na sala de um secretário e, sim, por uma atividade que foi realizada, contratada ou adquirida e que depois o Estado está obrigado a pagá-la por questão de não ter risco de enriquecimento ilícito”, justificou.

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Wilson Santos contestou a explicação e observou que a pandemia da Covid-19 foi uma situação excepcional, durante a qual houve flexibilização da legislação, mas que o pagamento por indenização parece ter se tornado uma prática mantida mesmo após o período emergencial. Ele acrescentou que houve um crescimento de quase 500% no número de pagamentos indenizatórios no período pós-pandemia.

Em resposta, Gilberto afirmou que não houve acomodação da gestão diante da situação e defendeu a existência de procedimentos para comprovar os serviços prestados. “Nós tomamos as decisões e reformulamos a estrutura da SES. Não acostumei. Vou querer aprofundar sobre essa situação (indenizatórios). Não existe pagamento que não esteja com um robusto processo de comprovação de serviços realizados”, declarou.

O ex-secretário também esclareceu que o TAC teria sido firmado inicialmente com duração de dois anos e afirmou que o instrumento permanecia vigente. O presidente da CPI, por sua vez, contrapôs a informação, alegando que o prazo havia se encerrado em 31 de agosto de 2026. Logo, Gilberto confirmou que a atual gestão da SES prorrogou o acordo por mais 60 dias. “Eu mesmo fui autor do comunicado ao Ministério Público Estadual que era o TAC nº 01/2019. O objetivo primeiro era não paralisar e não colapsar o serviço de saúde. No TAC existe o compromisso elaborado tanto na questão da gestão de pessoal como também na contratação de serviço”, explicou.

Diante das informações apresentadas, a CPI vai requisitar novos esclarecimentos sobre a tramitação do TAC para a Secretaria de Estado de Saúde. Outras indagações feitas ao ex-secretário foram referentes aos motivos pelos quais a pasta não teria atendido a alertas de órgãos de controle, como a Controladoria-Geral do Estado (CGE) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que identificaram irregularidades e recomendaram a suspensão ou a correção de determinados procedimentos.

Gilberto esclareceu que interromper a prestação de um serviço de saúde poderia colocar vidas em risco e que, diante dessas situações, cabia ao gestor avaliar os pareceres e tomar decisões. “O gestor, sim, ele é assessorado por parecer, mas ele está sentado no cargo para tomar a decisão. Eu nunca fui omisso, nunca abri mão de tomar uma decisão por causa de alerta para não deixar o paciente morrer. Eu tive o coração de correr os riscos. E estou sujeito a eles. Vou passar pelos escrutínios”, afirmou o investigado.

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Outro ponto abordado durante a oitiva foi a contratação de empresas sem processo licitatório e a ocorrência de irregularidades envolvendo prestadoras de serviços. O depoente afirmou que é difícil para a administração pública acompanhar mudanças na composição societária, na razão social ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) das empresas. “Tem empresas que têm mais de 100 sócios. Eu apurei e fui buscar. Como um gestor vai conseguir controlar isso? Tomei conhecimento, sim, fiz demanda junto da PGE de como poder evitar isso. Infelizmente, tem empresas que não cumprem contrato e no outro dia nasce com um outro nome ou outro CNPJ e o governo não tem como impedir”, declarou.

A CPI também questionou o ex-secretário sobre a pessoa mencionada em autos de processos investigatórios relacionados à Operação Espelho como a “Mulher da SES”, apontada no contexto das investigações sobre contratos e licitações. Gilberto contestou a referência e afirmou que não existia uma pessoa identificada dessa forma, mas um quadro de aproximadamente 6,5 mil servidores na Secretaria, dos quais 4.194 seriam mulheres. Diante da resposta, Wilson Santos informou que apresentará requerimento para convocar, na condição de testemunha, a atual secretária adjunta de Orçamento e Finanças da SES, Ivone Rosset. “Eu não vou ficar dando nomes às pessoas que estão legalmente investidas nos cargos publicados em Diário Oficial”, disse o ex-secretário.

Ao final da oitiva, Gilberto solicitou que um exemplar de seu livro “Sem tempo para respirar”, fosse incluído nos autos da CPI da Saúde. Segundo ele, a obra apresenta detalhes da atuação da SES durante a pandemia e das medidas adotadas para salvar vidas. “Não fico feliz com os óbitos que ocorreram, mas fico feliz, se muitos de nós estamos aqui hoje, é que trabalhamos muito para que isso acontecesse. Criamos o maior centro de triagem de Covid-19 e atendemos milhares de pessoas”, declarou.

Também participaram da reunião o relator da CPI, deputado estadual Beto Dois a Um (União), e os membros Dilmar Dal Bosco (União) e Chico Guarnieri (PSDB).

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Polícia Civil incinera uma tonelada de drogas apreendidas na região de fronteira em MT

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Uma tonelada de entorpecentes apreendidas pelas Forças de Segurança, na região de fronteira, foram incineradas pela Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (15.10), no município de Cáceres.

A grande quantidade de entorpecente, entre maconha, pasta base e cloridrato de cocaína foi destruída na fornalha de uma empresa de cerâmica, em trabalho realizado pelos policiais da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron).

O material é proveniente de apreensões realizadas em ocorrências registradas pela Polícia Civil e Polícia Militar nos últimos três meses. As apreensões integram inquéritos policiais e outros procedimentos investigativos.

Esta é a quarta incineração de drogas realizada em Cáceres neste ano de 2026 totalizando mais de quatro quilos de drogas retiradas de circulação. Na primeira incineração, no mês de janeiro foram 500 quilos de entorpecentes destruídos, no mês de março  foram 792,6 quilos e em agosto mais 671,2 quilos queimados.

Participaram da destruição da droga, representantes da Polícia Civil, da Perícia Oficial e Identificação Técnica e da Vigilância Sanitária.

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