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26 de junho de 2026

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CMN passa a exigir fotos com localização comprovada em seguro rural

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O produtor rural que sofrer perdas na lavoura deverá usar fotos georreferenciadas (com localização por GPS incorporada ao arquivo) nas vistorias para pedir o seguro rural.

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (25) reforços no controle do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

Em nota, o Banco Central (BC) explicou que a medida tem como objetivo comprovar que as imagens foram capturadas na área afetada. O uso de fotos georreferenciadas para comprovar perdas nas lavouras tem sido estimulado desde as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024.

Outra mudança será o desconto da produção obtida no valor das indenizações, em caso de perdas graves. Segundo o BC, o reforço nos controles pretende aprimorar a saúde financeira do Proagro, principal programa público de seguro rural do país.

Alíquotas menores

De acordo com o BC, o monitoramento contínuo do Proagro tem contribuído para diminuir o perfil de risco do seguro rural. Essa melhora ressaltou o órgão, permitiu que o CMN ajustasse as alíquotas de equilíbrio e dos adicionais do programa, resultando no barateamento do custo médio do Proagro à maioria dos produtores.

A alíquota de equilíbrio representa um percentual pago pelo produtor que mede o risco de frustração de safra de uma cultura em uma região específica. O adicional representa uma taxa que o produtor desembolsa para ter acesso ao seguro rural.

Segundo o BC, os valores das indenizações foram ajustados para refletir melhor o risco de quebra para cada produto e região.

As novas regras serão aplicadas aos empreendimentos enquadrados no Proagro a partir de 1º de julho de 2026. Conforme o BC, as medidas contribuem para a sustentabilidade do programa e para a proteção adequada dos produtores rurais brasileiros.

Criado em 1973, o Proagro é custeado pela União, pela contribuição do produtor rural e pelas receitas obtidas com a aplicação do adicional recolhido.

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Pequenos produtores comandam 80% da estrutura da atividade pecuária em Mato Grosso

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A hegemonia de Mato Grosso no mercado nacional de carne bovina depende majoritariamente de uma malha capilarizada de pequenas propriedades. Dos 106.009 imóveis rurais cadastrados no Instituto de Defesa Agropecuária do estado (Indea-MT) para a criação de gado de corte, 85.005 são áreas de pequeno porte, que não ultrapassam os 320 hectares.

Esse contingente de produtores familiares e de menor escala representa 80,1% do ecossistema da atividade no estado. O peso econômico do setor mede-se também pela sua representatividade empresarial: a atividade responde por 9,36% de todos os CNPJs ativos em Mato Grosso, superando faturamentos e estruturas do cultivo de soja, do comércio de roupas e do transporte rodoviário de cargas.

Os extratos restantes da cadeia produtiva local revelam uma participação de 11,8% de médias propriedades, o equivalente a 12.583 fazendas. Já os grandes complexos pecuários representam a menor fatia absoluta do total de estabelecimentos, somando 8.417 propriedades, ou 7,9% do total registrado pelo órgão de defesa sanitária.

Na divisão geográfica, o extremo norte e a região de fronteira concentram os maiores polos produtivos em volume de fazendas. O município de Colniza desponta na liderança com 3.762 unidades, seguido por Cáceres, com 3.218. Juína (2.485), Nova Bandeirantes (2.140) e Confresa (2.051) completam a lista das cinco cidades com maior densidade de propriedades.

Dinâmica econômica regional

Analisando a dispersão dos dados, o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, aponta que o peso estatístico das pequenas áreas mostra que a sustentação do rebanho mato-grossense ocorre fora dos grandes conglomerados corporativos. Segundo ele, o volume expressivo de pequenos pecuaristas descentraliza a receita e fomenta os mercados locais.

“Essa ampla base produtiva é um dos fatores que ajudam Mato Grosso a manter sua liderança na produção de carne bovina”, sinaliza Andrade.

O diretor pontua que a presença capilar da atividade nos municípios do interior funciona como um motor de desenvolvimento regional, impulsionado pela absorção de novas ferramentas de manejo.

“Temos uma cadeia produtiva diversificada, presente em todas as regiões do estado e cada vez mais focada em produtividade e tecnologia. Esse conjunto de fatores tem sido fundamental para consolidar Mato Grosso como uma referência mundial na produção de proteína animal”, conclui.


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Trump diz que recursos do Irã serão usados na compra de produtos agrícolas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de quinta-feira (25) que recursos iranianos congelados serão desbloqueados para a compra de produtos agrícolas destinados ao reabastecimento do mercado do Irã após a guerra no Oriente Médio. A declaração foi feita durante cerimônia em que ele assinou uma ordem executiva sobre inovações agrícolas.

Segundo Trump, as negociações caminham para um acordo que prevê o uso desses recursos na aquisição de alimentos produzidos por agricultores norte-americanos. Ao citar os itens que poderiam ser comprados, o presidente mencionou milho, soja e "todas as coisas de que eles precisam".

Na fala durante a cerimônia, Trump disse que essas compras começarão em breve e classificou a operação como algo de grande porte. A declaração vincula o desbloqueio dos fundos congelados a um movimento de recomposição do abastecimento iraniano.

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Na segunda-feira (22), Trump já havia defendido a mesma proposta ao afirmar a repórteres que os recursos iranianos descongelados no âmbito de um memorando de entendimento entre os dois países seriam usados para comprar comida.

A menção direta a milho e soja coloca a iniciativa no campo das commodities agrícolas e das vendas externas de produtos do setor. As declarações também associam o acordo em negociação à demanda por abastecimento alimentar no mercado iraniano.

Trump reiterou, portanto, que o desbloqueio de recursos do Irã está ligado à compra de alimentos e produtos agrícolas de agricultores dos Estados Unidos, com destaque para milho e soja, em meio às negociações entre os dois países.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Plano Safra 2026/27 deve ser anunciado no dia 30 de junho; veja o que está em jogo

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Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini

O anúncio do Plano Safra 2026/27 já tem expectativa de data: 30 de junho. A informação foi apurada pelo jornalista Marcelo Dias, da equipe do Canal Rural em Brasília, com fontes que confirmaram a terça-feira da semana que vem, apesar de não haver convite oficial até o momento.

Com isso, é possível que o anúncio ocorra na quarta-feira, 1º de julho, assim como foi no ano passado. A previsão é que tanto o plano da Agricultura Familiar quanto o da Agricultura Empresarial sejam apresentados no mesmo dia.

A definição do possível cronograma ocorre no momento em que as equipes técnicas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) finalizam os ajustes orçamentários junto ao Ministério da Fazenda.

O valor pedido pelo agro vs. o valor sinalizado pelo governo

Em abril, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou formalmente ao Ministério da Agricultura a proposta de R$ 623 bilhões em recursos financiáveis para o novo Plano Safra. Esse valor, segundo a CNA, não inclui as cédulas de produto rural.

Além disso, o montante representa um pedido de aumento significativo de 53,5% em relação ao total disponibilizado no ciclo 2025/26, quando foram anunciados R$ 405,9 bilhões.

De acordo com apuração do ex-presidente do Banco do Brasil e colunista do Canal Rural, Fausto Ribeiro, o Plano Safra 2026/27 deve ser de R$ 652 bilhões. O valor significaria um avanço de cerca de 10% frente ao total disponibilizado na safra passada.

As atenções, contudo, se voltam para as condições a serem disponibilizadas. Nesse cenário, especialistas alertam para restrições fiscais e ambientais, o que deve impactar o crédito rural.

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