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11 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Cepea: Preços da soja avançam em julho impulsionados por risco climático e cotações em Chicago – MAIS SOJA

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Os preços da soja avançaram ao longo de julho, impulsionados pela demanda global aquecida, pela distribuição heterogênea das chuvas no Hemisfério Norte, pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio e pela consequente elevação dos contratos futuros, além da postura retraída dos vendedores brasileiros.

Assim, a saca de 60 quilos da oleaginosa voltou a ser negociada próxima aos R$150,00 nos principais portos brasileiros, patamar nominal que não era observado desde janeiro deste ano, antes da entrada da safra 2025/26. Esse conjunto de fatores também fortaleceu a demanda por embarques imediatos e antecipou as negociações dos prêmios de exportação para embarques em 2028.

Além disso, a previsão de intensificação do fenômeno climático El Niño ao longo da safra 2026/27 aumentou as preocupações quanto aos possíveis impactos sobre a produção global de soja. Nesse contexto, parte dos consumidores antecipou as aquisições como estratégia de mitigação de riscos, enquanto vendedores reduziram a oferta de grandes volumes, à espera de condições mais favoráveis de comercialização.

No mercado brasileiro, o Indicador CEPEA/ESALQ – Paranaguá avançou 7,8% entre as médias de junho e de julho, para R$ 142,11/saca de 60 kg no último mês, chegando ao maior patamar deste ano, em termos reais (IGP-DI de junho/26). Na comparação com julho de 2025, os preços permaneceram praticamente estáveis, com alta de apenas 0,16%, também em termos reais.

No mercado regional, o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná subiu 7,5%, em igual comparativo, para a média de R$ 134,60/sc de 60 kg em julho, também a maior registrada em 2026, em termos reais; já na comparação com a do mesmo período de 2025, o Indicador ficou 0,46% abaixo, também em termos reais Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, em comparação com o mês anterior, as altas foram mais expressivas: de 6,6% no mercado de balcão (valor pago ao produtor) e de 8,1% no de lotes (negociações entre empresas).

Na CME Group (Bolsa de Chicago), o primeiro vencimento (Ago/26) na média de julho avançou expressivos 6,4% frente à de junho, para US$ 11,9850/bushel (US$ 26,42/saca de 60 kg), a maior média nominal desde jun/24, quando havia sido de US$ 12,1651/bushel. Na comparação entre jul/25 e jul/26, a valorização foi expressiva: 18,7%.

Contudo, a melhora das perspectivas para a safra dos Estados Unidos, devido ao clima mais favorável e às chuvas em áreas produtoras, limitou os ganhos e contribuiu para o recuo das cotações no fim de julho.

PERSPECTIVAS – Para a temporada 2026/27 (out/26 a set/27), o USDA projetou, em seu relatório mensal de oferta e demanda divulgado no dia 10 de julho, produção mundial recorde de soja de 441,7 milhões de toneladas, acima das 429,46 milhões estimadas para 2025/26. O esmagamento global também deve atingir novo recorde, passando de 383,08 milhões para 384,16 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a produção foi reajustada em 0,9% em relação à estimativa de junho, para um recorde de 121,79 milhões de toneladas, volume 5% superior ao da safra passada. As importações mundiais também devem avançar de 186,34 milhões de toneladas na safra 2025/26 para 189,3 milhões de toneladas na safra 2026/27.

A China segue como a principal importadora mundial, com estimativas recordes de 113 milhões de toneladas na safra 2025/26 e de 115 milhões de toneladas na safra 2026/27. Para o Brasil, o USDA elevou em 500 mil toneladas a projeção de exportações para a temporada 2026/27, para um novo recorde de 118 milhões de toneladas.

Para o farelo de soja, a estimativa do USDA é de que o Brasil embarcasse 26,9 milhões de toneladas na temporada 2026/27, acima do recorde previsto para a temporada atual, de 25 milhões de toneladas. O consumo interno brasileiro também deverá atingir novo recorde, passando de 21,8 milhões de toneladas na safra 2025/26 para 23 milhões de toneladas na temporada 2026/27.

DERIVADOS – Em julho, O fortalecimento da demanda global por farelo de soja impulsionou as negociações do derivado tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. No mercado brasileiro, a maior disputa entre compradores externos e domésticos elevou os prêmios de exportação e os preços FOB, refletindo diretamente na elevação das cotações internas.

No porto de Paranaguá (PR), para embarque em setembro, os prêmios de exportação do farelo foram ofertados entre US$ 3 e US$ 10/tonelada curta (compra) e entre US$ 4 e US$ 13/tonelada curta (venda), em julho. Há um ano, os prêmios para embarque em setembro eram negativos.

Nesse contexto, na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços do farelo de soja ficaram 2,5% acima dos registrados em junho e 7,2% superiores aos verificados em julho de 2025, em termos reais. Na Bolsa de Chicago, o contrato Ago/26 do farelo de soja ficou 4,1% acima da média de junho e expressivos 19,2% acima da registrada em jul/25, para US$ 319,50 por tonelada curta (US$ 352,18 por tonelada).

No mercado de óleo de soja, a liquidez permaneceu limitada devido à menor demanda do setor de biodiesel durante o mês. Ainda assim, agentes consultados pelo Cepea sinalizaram otimismo quanto ao possível aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel ainda neste ano. Em contrapartida, os preços externos registraram quedas, refletindo o recuo dos preços do petróleo no final do mês e a melhora no fluxo de embarques pelo Estreito de Ormuz.

Diante disso, no mercado spot nacional, com base na região de São Paulo, o preço do óleo de soja (com ICMS de 12%) avançou 0,3% entre as médias de junho e de julho, para R$ 6.526,69 por tonelada no último mês. No comparativo anual, contudo, os preços caíram 2,9% em julho, em termos reais (IGP-DI, de junho/26). Já, o contrato Ago/26 do óleo de soja negociado na CME Group registrou baixa de 2,5% frente à média de junho, para US$ 0,7141/libra-peso (US$ 1.574,38/tonelada). Entre as médias de jul/25 e jul/26, por outro lado, observouse alta significativa de 29,2%, em termos nominais.

Fonte: Cepea


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Sustentabilidade

IMEA: Preços firmes e cautela com El Niño marcam a comercialização do Milho em MT – MAIS SOJA

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A colheita do milho da safra 2025/26 em Mato Grosso alcançou 99,10% dos 7,43 mi de ha, avanço de 2,33 p.p. em relação à semana passada. O ritmo das operações foi favorecido pelas condições climáticas favoráveis, que permitiram maior avanço dos trabalhos a campo e mantiveram a colheita 0,38 p.p. à frente do registrado no mesmo período da safra passada. Com isso, as regiões Médio-Norte, Nordeste, Noroeste, Norte e Oeste concluíram a colheita até o dia 7 de agosto.

Já as regiões Centro-Sul e Sudeste ainda possuem áreas remanescentes e devem finalizar os trabalhos nas próximas semanas. Apesar disso, ambas seguem à frente do ciclo anterior, com destaque para o Sudeste, que avançou 8,57 p.p. na semana, recuperou o atraso acumulado e passou a registrar ritmo 1,25 p.p. superior ao da safra passada.

Por fim, a reta final da colheita reforça as perspectivas de um desempenho produtivo positivo para a safra 2025/26, cujos resultados serão consolidados no próximo relatório de Oferta e Demanda.

Confira os principais destaques do boletim:
  • RECUO: o milho na CME Group encerrou a semana cotado a US$ 4,41/bu, recuo de 1,76%, reflexo do clima benigno nas principais regiões produtoras dos EUA.
  • BAIXA: o preço do milho na bolsa Cepea Campinas apresentou queda de 0,44% na última semana, reflexo da maior disponibilidade do cereal no mercado, cotado a R$ 65,03/sc.
  • QUEDA: a cotação do milho na B3 corrente apresentou queda de 1,65% na última semana, e finalizou em R$ 68,56/sc.
Em jul/26, a comercialização do milho da safra 2025/26 em MT atingiu 64,29% da produção estimada.

O avanço foi de 13,69 p.p. no mês e de 3,18 p.p. em relação ao mesmo período da safra anterior, impulsionado pelos preços mais atrativos do cereal. Apesar da safra recorde, a crescente demanda das usinas de etanol absorveu parcela significativa da produção, tornando o mercado interno competitivo ao mercado internacional e reduzindo a pressão da elevada oferta de milho no estado. Esse cenário sustentou as cotações, e o preço médio da safra avançou 2,34% no mês, para R$ 44,06/sc.

Para a safra 2026/27, a comercialização alcançou 10,62% da produção projetada, avanço de 2,80 p.p. no mês, porém 0,39 p.p. abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior. O menor ritmo de negociação reflete a cautela dos produtores diante dos riscos climáticos associados ao El Niño e do aumento dos custos de produção, fatores que limitam as vendas antecipadas.

Assim, diante do cenário mais desafiador para a safra 2026/27, as cotações permaneceram firmes, e o preço médio avançou 3,08% no mês, alcançando R$ 46,12/sc.

Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

Os avanços no conhecimento sobre a podridão de vagens e de grãos da soja – MAIS SOJA

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Por Austeclínio Lopes de Farias Neto, pesquisador da Embrapa Cerrados

A podridão de vagens e de grãos de soja tem causado prejuízos aos produtores desde a safra 2018/2019, especialmente no estado de Mato Grosso, afetando a qualidade dos grãos e a produtividade das lavouras. Os sintomas da doença fúngica, provocada por espécies dos gêneros Diaporthe e Fusarium, causadores de diversas doenças na cultura, começam a aparecer no início do enchimento dos grãos (estádio R5), e incluem apodrecimento de vagens e grãos, com severidades que variam entre as safras, os ambientes e as cultivares.

Desde o aparecimento da doença, a Embrapa e parceiros vêm realizando estudos para o seu entendimento e manejo. As principais ações estão sendo desenvolvidas quanto à avaliação de cultivares, épocas de semeadura e manejo de fungicidas.

A região mais atingida pela podridão tem sido o Médio Norte de Mato Grosso. Entretanto, no ano agrícola de 2025/2026, a região Oeste do estado, que inclui os municípios de Campo Novo do Parecis e Tangará da Serra, vem apresentando extensas áreas com a doença. Esse fato revela que a podridão de vagens e de grãos está atingindo novas áreas e que a pesquisa deve ter continuidade e ser estendida para essas regiões agrícolas.

Novos resultados de avaliação de cultivares e manejo de fungicidas, foram apresentados pela Embrapa e parceiros na publicações “Avaliação de cultivares e épocas de semeadura para reação à podridão de grãos da soja – segundo ano de avaliação, safra 2023/2024” e “Eficácia de fungicidas para o controle da podridão de vagens e de grãos de soja, na safra 2025/2026: Resultados sumarizados dos ensaios cooperativos”, que podem ser baixadas gratuitamente.

A primeira publicação relata um estudo realizado na safra 2023/2024, em Mato Grosso, contemplando a avaliação de 26 cultivares de soja geneticamente modificada e quatro cultivares de soja convencionais quanto à reação à podridão de vagens e de grãos, além de avaliação da incidência da doença em três diferentes épocas de semeadura com três cultivares, já que a produtividade da soja em Mato Grosso é, sabidamente, influenciada pela época de semeadura. Os experimentos de avaliação das cultivares foram conduzidos em quatro locais: dois em Sinop, um em Sorriso e um Lucas do Rio Verde; e o de épocas de semeadura em Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

O estudo evidenciou diferenças significativas entre as cultivares em relação à resistência à podridão. A incidência da doença foi maior em semeaduras tardias, o que resultou em menor produtividade de grãos nessas épocas. Os resultados obtidos são relevantes para o planejamento das lavouras pelos produtores, pois indicaram que a escolha de cultivares com bons níveis de resistência, combinada a épocas de semeadura precoces, podem ajudar a minimizar os impactos da podridão de vagens e de grãos.

No entanto, a avaliação contínua dessas cultivares para a reação à doença é fundamental para a determinação do manejo. Da mesma forma, um maior número de avaliações é necessário para a eventual definição da melhor época de semeadura, já que a ocorrência da podridão de vagens e de grãos de soja é influenciada por condições ambientais que podem variar ao longo dos anos.

A segunda publicação apresenta os resultados de 13 experimentos conduzidos na safra 2025/2026 por instituições de pesquisa de Mato Grosso e de Rondônia, abrangendo áreas com histórico de ocorrência de podridão de vagens e de grãos da soja, para avaliar a eficácia de fungicidas no controle da doença. Foram avaliados fungicidas sítioespecíficos (que atacam uma única proteína ou enzima do metabolismo do fungo) associados a fungicidas multissítios (atacam vários pontos vitais do fungo ao mesmo tempo), além de ingredientes ativos isolados.

Foi observada a redução na incidência dos sintomas de podridão de vagens e de grãos e aumento de produtividade com diferentes fungicidas, em consequência não apenas da redução desses sintomas como também do controle da mancha-alvo e de doenças do final do ciclo da soja. Os resultados do estudo reforçam, portanto, a importância da adoção de programas de fungicidas como estratégia de manejo, que devem ser integrados a outras práticas na região avaliada, considerando a sensibilidade das cultivares, as condições ambientais e a ocorrência simultânea de outras doenças.

Ressalta-se que os relevantes conhecimentos gerados por esses estudos não representam recomendações diretas de manejo, uma vez que a pesquisa necessita de novas avaliações. Mas, como recomendação geral, o produtor deve diversificar as cultivares utilizadas para reduzir os riscos de queda de produtividade em decorrência de doenças e outros fatores adversos. Para o controle e manejo da podridão de vagens e de grãos de soja, é fundamental considerar a reação das cultivares, bem como definir adequadamente as datas de semeadura e adotar estratégias de controle químico que priorizem a rotação de fungicidas com diferentes modos de ação, evitando-se aplicações consecutivas do mesmo fungicida para diminuir a pressão de seleção de resistência dos fungos aos produtos.

Fonte: Embrapa Cerrados


FONTE

Autor:Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO) Embrapa Cerrados

Site: Embrapa Cerrados

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Sustentabilidade

IMEA: Com vendas em 93%, entressafra eleva preços da soja em Mato Grosso – MAIS SOJA

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A comercialização de soja da safra 25/26 em MT segue para a reta final. Em jul/26, as vendas da oleaginosa no estado alcançaram 93,06% da produção total, avanço de 5,38 p.p. ante jun/26 e de 4,34 p.p. em relação ao mesmo período da safra anterior. Esse cenário é reflexo da alta no preço da saca de soja no período, que registrou incremento de R$ 6,18/sc e fechou em média a R$ 121,11/sc.

A valorização reflete a menor disponibilidade do grão durante o período de entressafra no estado. Já para a safra futura, as negociações atingiram 30,23% da produção estimada para a temporada 26/27, avanço de 6,90 p.p. ante o mês anterior. Vale destacar que as vendas do ciclo seguem 7,74 p.p. acima do registrado no mesmo período da safra 25/26. Esse resultado está relacionado à necessidade de maior cautela diante das incertezas climáticas e econômicas para a nova temporada, o que tem levado os produtores a anteciparem as negociações.

Confira os principais destaques do boletim:
  • AUMENTO: com a demanda externa aquecida pela soja brasileira, o prêmio Santos encerrou a semana na média de ¢US$ 168,00/bu, alta de 15,86% no comparativo semanal.
  • RETRAÇÃO: sustentado pelo recuo nos preços da oleaginosa em MT, o farelo de soja registrou queda de 0,55% frente à semana passada, fechando o período na média de R$ 1.665,87/t.
  • ALTA: impulsionado pela demanda externa aquecida por óleo de soja, o estado exportou 317,55 mil t do derivado em jul/26, aumento de 166,16% no comparativo mensal.
Apesar da desaceleração nos embarques entre meses, Brasil registra recorde nas exportações de soja em julho/26 (Secex).

Depois de um semestre de forte ritmo nas exportações brasileiras de soja, em jul/26 os embarques recuaram 7,61% ante jun/26, movimento típico do período. Ainda assim, o Brasil exportou 13,40 mi de t, volume 9,33% superior ao de jul/25 e recorde para o mês, sustentado pela maior demanda mundial pela oleaginosa. Em MT, os envios somaram 3,49 mi de t, queda de 25,85% ante jun/26 e de 12,32% frente a jul/25. A participação do estado recuou 6,43 p.p. no comparativo anual, reflexo da menor disponibilidade de grão diante do avanço da comercialização da safra 25/26.

Entre os destinos, a China manteve-se como principal compradora, com 9,42 mi de t, queda de 8,37% ante jun/26, mas ainda respondendo por 70,29% do total. Assim, as exportações da oleaginosa têm sido sustentada, não somente pelo país asiático, como também pela maior demanda de outros países.

Fonte: IMEA



 

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