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11 de agosto de 2026

Sustentabilidade

IMEA: Com vendas em 93%, entressafra eleva preços da soja em Mato Grosso – MAIS SOJA

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A comercialização de soja da safra 25/26 em MT segue para a reta final. Em jul/26, as vendas da oleaginosa no estado alcançaram 93,06% da produção total, avanço de 5,38 p.p. ante jun/26 e de 4,34 p.p. em relação ao mesmo período da safra anterior. Esse cenário é reflexo da alta no preço da saca de soja no período, que registrou incremento de R$ 6,18/sc e fechou em média a R$ 121,11/sc.

A valorização reflete a menor disponibilidade do grão durante o período de entressafra no estado. Já para a safra futura, as negociações atingiram 30,23% da produção estimada para a temporada 26/27, avanço de 6,90 p.p. ante o mês anterior. Vale destacar que as vendas do ciclo seguem 7,74 p.p. acima do registrado no mesmo período da safra 25/26. Esse resultado está relacionado à necessidade de maior cautela diante das incertezas climáticas e econômicas para a nova temporada, o que tem levado os produtores a anteciparem as negociações.

Confira os principais destaques do boletim:
  • AUMENTO: com a demanda externa aquecida pela soja brasileira, o prêmio Santos encerrou a semana na média de ¢US$ 168,00/bu, alta de 15,86% no comparativo semanal.
  • RETRAÇÃO: sustentado pelo recuo nos preços da oleaginosa em MT, o farelo de soja registrou queda de 0,55% frente à semana passada, fechando o período na média de R$ 1.665,87/t.
  • ALTA: impulsionado pela demanda externa aquecida por óleo de soja, o estado exportou 317,55 mil t do derivado em jul/26, aumento de 166,16% no comparativo mensal.
Apesar da desaceleração nos embarques entre meses, Brasil registra recorde nas exportações de soja em julho/26 (Secex).

Depois de um semestre de forte ritmo nas exportações brasileiras de soja, em jul/26 os embarques recuaram 7,61% ante jun/26, movimento típico do período. Ainda assim, o Brasil exportou 13,40 mi de t, volume 9,33% superior ao de jul/25 e recorde para o mês, sustentado pela maior demanda mundial pela oleaginosa. Em MT, os envios somaram 3,49 mi de t, queda de 25,85% ante jun/26 e de 12,32% frente a jul/25. A participação do estado recuou 6,43 p.p. no comparativo anual, reflexo da menor disponibilidade de grão diante do avanço da comercialização da safra 25/26.

Entre os destinos, a China manteve-se como principal compradora, com 9,42 mi de t, queda de 8,37% ante jun/26, mas ainda respondendo por 70,29% do total. Assim, as exportações da oleaginosa têm sido sustentada, não somente pelo país asiático, como também pela maior demanda de outros países.

Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

Os avanços no conhecimento sobre a podridão de vagens e de grãos da soja – MAIS SOJA

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Por Austeclínio Lopes de Farias Neto, pesquisador da Embrapa Cerrados

A podridão de vagens e de grãos de soja tem causado prejuízos aos produtores desde a safra 2018/2019, especialmente no estado de Mato Grosso, afetando a qualidade dos grãos e a produtividade das lavouras. Os sintomas da doença fúngica, provocada por espécies dos gêneros Diaporthe e Fusarium, causadores de diversas doenças na cultura, começam a aparecer no início do enchimento dos grãos (estádio R5), e incluem apodrecimento de vagens e grãos, com severidades que variam entre as safras, os ambientes e as cultivares.

Desde o aparecimento da doença, a Embrapa e parceiros vêm realizando estudos para o seu entendimento e manejo. As principais ações estão sendo desenvolvidas quanto à avaliação de cultivares, épocas de semeadura e manejo de fungicidas.

A região mais atingida pela podridão tem sido o Médio Norte de Mato Grosso. Entretanto, no ano agrícola de 2025/2026, a região Oeste do estado, que inclui os municípios de Campo Novo do Parecis e Tangará da Serra, vem apresentando extensas áreas com a doença. Esse fato revela que a podridão de vagens e de grãos está atingindo novas áreas e que a pesquisa deve ter continuidade e ser estendida para essas regiões agrícolas.

Novos resultados de avaliação de cultivares e manejo de fungicidas, foram apresentados pela Embrapa e parceiros na publicações “Avaliação de cultivares e épocas de semeadura para reação à podridão de grãos da soja – segundo ano de avaliação, safra 2023/2024” e “Eficácia de fungicidas para o controle da podridão de vagens e de grãos de soja, na safra 2025/2026: Resultados sumarizados dos ensaios cooperativos”, que podem ser baixadas gratuitamente.

A primeira publicação relata um estudo realizado na safra 2023/2024, em Mato Grosso, contemplando a avaliação de 26 cultivares de soja geneticamente modificada e quatro cultivares de soja convencionais quanto à reação à podridão de vagens e de grãos, além de avaliação da incidência da doença em três diferentes épocas de semeadura com três cultivares, já que a produtividade da soja em Mato Grosso é, sabidamente, influenciada pela época de semeadura. Os experimentos de avaliação das cultivares foram conduzidos em quatro locais: dois em Sinop, um em Sorriso e um Lucas do Rio Verde; e o de épocas de semeadura em Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

O estudo evidenciou diferenças significativas entre as cultivares em relação à resistência à podridão. A incidência da doença foi maior em semeaduras tardias, o que resultou em menor produtividade de grãos nessas épocas. Os resultados obtidos são relevantes para o planejamento das lavouras pelos produtores, pois indicaram que a escolha de cultivares com bons níveis de resistência, combinada a épocas de semeadura precoces, podem ajudar a minimizar os impactos da podridão de vagens e de grãos.

No entanto, a avaliação contínua dessas cultivares para a reação à doença é fundamental para a determinação do manejo. Da mesma forma, um maior número de avaliações é necessário para a eventual definição da melhor época de semeadura, já que a ocorrência da podridão de vagens e de grãos de soja é influenciada por condições ambientais que podem variar ao longo dos anos.

A segunda publicação apresenta os resultados de 13 experimentos conduzidos na safra 2025/2026 por instituições de pesquisa de Mato Grosso e de Rondônia, abrangendo áreas com histórico de ocorrência de podridão de vagens e de grãos da soja, para avaliar a eficácia de fungicidas no controle da doença. Foram avaliados fungicidas sítioespecíficos (que atacam uma única proteína ou enzima do metabolismo do fungo) associados a fungicidas multissítios (atacam vários pontos vitais do fungo ao mesmo tempo), além de ingredientes ativos isolados.

Foi observada a redução na incidência dos sintomas de podridão de vagens e de grãos e aumento de produtividade com diferentes fungicidas, em consequência não apenas da redução desses sintomas como também do controle da mancha-alvo e de doenças do final do ciclo da soja. Os resultados do estudo reforçam, portanto, a importância da adoção de programas de fungicidas como estratégia de manejo, que devem ser integrados a outras práticas na região avaliada, considerando a sensibilidade das cultivares, as condições ambientais e a ocorrência simultânea de outras doenças.

Ressalta-se que os relevantes conhecimentos gerados por esses estudos não representam recomendações diretas de manejo, uma vez que a pesquisa necessita de novas avaliações. Mas, como recomendação geral, o produtor deve diversificar as cultivares utilizadas para reduzir os riscos de queda de produtividade em decorrência de doenças e outros fatores adversos. Para o controle e manejo da podridão de vagens e de grãos de soja, é fundamental considerar a reação das cultivares, bem como definir adequadamente as datas de semeadura e adotar estratégias de controle químico que priorizem a rotação de fungicidas com diferentes modos de ação, evitando-se aplicações consecutivas do mesmo fungicida para diminuir a pressão de seleção de resistência dos fungos aos produtos.

Fonte: Embrapa Cerrados


FONTE

Autor:Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO) Embrapa Cerrados

Site: Embrapa Cerrados

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Sustentabilidade

Trigo/BR: Com plantio 100% finalizado, colheita avança em GO e lavouras progridem no Sul – MAIS SOJA

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Trigo/BR: 100,0% semeado. No RS, as lavouras concentram-se no estádio de desenvolvimento vegetativo, com as áreas mais adiantadas entrando em floração. As condições de elevada umidade e altas temperaturas têm favorecido a ocorrência de doenças foliares.

No PR, a alternância entre períodos de chuva e de maior insolação tem favorecido o desenvolvimento da cultura, especialmente, nas fases reprodutivas, uma vez que boa parte
das lavouras se encontra em floração e enchimento de grãos.

Em SC, a semeadura foi finalizada e as lavouras apresentam condições satisfatórias, com baixa pressão de pragas e doenças. Nas áreas em desenvolvimento vegetativo, observase ocorrência de manchas foliares. Está sendo realizada a adubação de cobertura nas lavouras em perfilhamento.

Em SP, as lavouras encontram-se majoritariamente em enchimento de grãos, com a colheita prevista a partir de agosto. Em MG, as lavouras de sequeiro apresentam perdas de produtividade e menor qualidade de grãos no Noroeste, Alto Paranaíba e Triângulo, enquanto, no Sul de Minas, as condições foram mais favoráveis. As lavouras irrigadas seguem mais atrasadas.

Em GO, a colheita alcança cerca de 62%, com a atenção voltada agora ao trigo irrigado, cujas primeiras áreas se encontram em pré-colheita e início de colheita. Em MS, as chuvas da semana garantiram boa disponibilidade de água no solo. Contudo, a umidade associada às temperaturas mais elevadas favorecem a ocorrência de brusone, sobretudo nos talhões que iniciam as fases reprodutivas, mesmo com tratamento fitossanitário preventivo sendo realizado. Na BA, as lavouras seguem com bom desenvolvimento.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Safra 26/27 de arroz tem expectativa positiva, mas questões climáticas podem afetar produtividade em SC – MAIS SOJA

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Os agricultores e as indústrias de arroz de Santa Catarina iniciam a preparação para a safra 2026/2027 em um cenário de boa expectativa, mas marcado por incertezas. Com a configuração do El Niño e a previsão de chuva acima da média para os próximos meses, o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) acompanha os possíveis reflexos do clima nas lavouras, especialmente em relação ao manejo da água, à criação de fungos e à qualidade dos grãos que chegarão às indústrias.

Na avaliação do presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, a safra poderá ser considerada positiva e com perspectiva de melhora em relação à safra 25/26. No entanto, o presidente indica que o novo ciclo deve ficar dentro de um patamar considerado normal, sem repetir o desempenho excepcional registrado na última safra. A estimativa é de uma possível redução de cerca de 10% na produtividade em comparação ao ano anterior.

“Não tem como afirmar, neste momento, se a safra será boa ou ruim, mas acredito que será uma boa safra. Não deve ser como ocorreu em 2025/2026, que foi extraordinária. A expectativa é de uma safra normal, a menos que ocorram eventos como enchente, vento ou granizo. Ainda há muita incerteza sobre como o El Niño vai se comportar”, afirma Rampinelli.

Em relação aos preços do arroz, o mercado já mostra sinais de recuperação. Na época da crise, na safra 25/26, o saco era negociado entre R$ 48 e R$ 50, mas nas últimas semanas, os valores já alcançam R$ 70. Neste sentido, Rampinelli observa que, caso o El Niño provoque redução na safra, os preços podem registrar novas altas.

Preocupações diante do El Niño

De acordo com o relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de junho de 2026, a próxima safra e as projeções apontam para possíveis efeitos negativos do El Niño na produção de 2027.

O presidente do SindArroz-SC comenta que a safra deve exigir cautela dos produtores, especialmente em relação ao manejo da água e ao controle preventivo de doenças. “O El Niño, se atingir bem na época da floração, pode reduzir ainda mais a produtividade. Agora, os produtores precisam cuidar do manejo da água, controlar para não vir arroz vermelho, ervas daninhas e fungos, como a brusone”, explica.

Segundo Rampinelli, o excesso de umidade e a baixa luminosidade podem favorecer a ocorrência de doenças fúngicas e comprometer a formação dos grãos. Em períodos de chuva durante a floração, há risco de prejuízo à polinização, o que pode resultar em grãos falhados ou com menor rendimento. Para a indústria, esse cenário também exige atenção, já que a qualidade do arroz recebido interfere diretamente no beneficiamento e na classificação do produto.

Conforme as previsões meteorológicas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), em anos de El Niño, a chuva é mais frequente e acima da média na maior parte de SC, especialmente na primavera. No Guia El Niño 2026/2027 para a Agricultura em Santa Catarina, a Epagri/Ciram recomenda medidas preventivas aos produtores, como a limpeza de calhas de escoamento, o reforço de taipas no arroz irrigado, a manutenção de canais de drenagem e o monitoramento mais intenso de pragas e doenças.

Sobre o SindArroz-SC

Fundado no ano de 1975, o Sindicato das Indústrias do Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) atua como representante das empresas cerealistas do estado. Com 27 indústrias associadas, a entidade tem como um dos principais objetivos conquistar melhorias para toda a cadeia produtiva do alimento, bem como servir como ponte para beneficiadoras do grão. A rizicultura catarinense é responsável por 15% do abastecimento nacional e gera milhares de empregos no solo catarinense, além de em outras regiões do país.

Fonte: Assessoria de imprensa

Texto: Monique Amboni



 

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