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11 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Trigo/BR: Com plantio 100% finalizado, colheita avança em GO e lavouras progridem no Sul – MAIS SOJA

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Trigo/BR: 100,0% semeado. No RS, as lavouras concentram-se no estádio de desenvolvimento vegetativo, com as áreas mais adiantadas entrando em floração. As condições de elevada umidade e altas temperaturas têm favorecido a ocorrência de doenças foliares.

No PR, a alternância entre períodos de chuva e de maior insolação tem favorecido o desenvolvimento da cultura, especialmente, nas fases reprodutivas, uma vez que boa parte
das lavouras se encontra em floração e enchimento de grãos.

Em SC, a semeadura foi finalizada e as lavouras apresentam condições satisfatórias, com baixa pressão de pragas e doenças. Nas áreas em desenvolvimento vegetativo, observase ocorrência de manchas foliares. Está sendo realizada a adubação de cobertura nas lavouras em perfilhamento.

Em SP, as lavouras encontram-se majoritariamente em enchimento de grãos, com a colheita prevista a partir de agosto. Em MG, as lavouras de sequeiro apresentam perdas de produtividade e menor qualidade de grãos no Noroeste, Alto Paranaíba e Triângulo, enquanto, no Sul de Minas, as condições foram mais favoráveis. As lavouras irrigadas seguem mais atrasadas.

Em GO, a colheita alcança cerca de 62%, com a atenção voltada agora ao trigo irrigado, cujas primeiras áreas se encontram em pré-colheita e início de colheita. Em MS, as chuvas da semana garantiram boa disponibilidade de água no solo. Contudo, a umidade associada às temperaturas mais elevadas favorecem a ocorrência de brusone, sobretudo nos talhões que iniciam as fases reprodutivas, mesmo com tratamento fitossanitário preventivo sendo realizado. Na BA, as lavouras seguem com bom desenvolvimento.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

IMEA: Com vendas em 93%, entressafra eleva preços da soja em Mato Grosso – MAIS SOJA

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A comercialização de soja da safra 25/26 em MT segue para a reta final. Em jul/26, as vendas da oleaginosa no estado alcançaram 93,06% da produção total, avanço de 5,38 p.p. ante jun/26 e de 4,34 p.p. em relação ao mesmo período da safra anterior. Esse cenário é reflexo da alta no preço da saca de soja no período, que registrou incremento de R$ 6,18/sc e fechou em média a R$ 121,11/sc.

A valorização reflete a menor disponibilidade do grão durante o período de entressafra no estado. Já para a safra futura, as negociações atingiram 30,23% da produção estimada para a temporada 26/27, avanço de 6,90 p.p. ante o mês anterior. Vale destacar que as vendas do ciclo seguem 7,74 p.p. acima do registrado no mesmo período da safra 25/26. Esse resultado está relacionado à necessidade de maior cautela diante das incertezas climáticas e econômicas para a nova temporada, o que tem levado os produtores a anteciparem as negociações.

Confira os principais destaques do boletim:
  • AUMENTO: com a demanda externa aquecida pela soja brasileira, o prêmio Santos encerrou a semana na média de ¢US$ 168,00/bu, alta de 15,86% no comparativo semanal.
  • RETRAÇÃO: sustentado pelo recuo nos preços da oleaginosa em MT, o farelo de soja registrou queda de 0,55% frente à semana passada, fechando o período na média de R$ 1.665,87/t.
  • ALTA: impulsionado pela demanda externa aquecida por óleo de soja, o estado exportou 317,55 mil t do derivado em jul/26, aumento de 166,16% no comparativo mensal.
Apesar da desaceleração nos embarques entre meses, Brasil registra recorde nas exportações de soja em julho/26 (Secex).

Depois de um semestre de forte ritmo nas exportações brasileiras de soja, em jul/26 os embarques recuaram 7,61% ante jun/26, movimento típico do período. Ainda assim, o Brasil exportou 13,40 mi de t, volume 9,33% superior ao de jul/25 e recorde para o mês, sustentado pela maior demanda mundial pela oleaginosa. Em MT, os envios somaram 3,49 mi de t, queda de 25,85% ante jun/26 e de 12,32% frente a jul/25. A participação do estado recuou 6,43 p.p. no comparativo anual, reflexo da menor disponibilidade de grão diante do avanço da comercialização da safra 25/26.

Entre os destinos, a China manteve-se como principal compradora, com 9,42 mi de t, queda de 8,37% ante jun/26, mas ainda respondendo por 70,29% do total. Assim, as exportações da oleaginosa têm sido sustentada, não somente pelo país asiático, como também pela maior demanda de outros países.

Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

Safra 26/27 de arroz tem expectativa positiva, mas questões climáticas podem afetar produtividade em SC – MAIS SOJA

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Os agricultores e as indústrias de arroz de Santa Catarina iniciam a preparação para a safra 2026/2027 em um cenário de boa expectativa, mas marcado por incertezas. Com a configuração do El Niño e a previsão de chuva acima da média para os próximos meses, o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) acompanha os possíveis reflexos do clima nas lavouras, especialmente em relação ao manejo da água, à criação de fungos e à qualidade dos grãos que chegarão às indústrias.

Na avaliação do presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, a safra poderá ser considerada positiva e com perspectiva de melhora em relação à safra 25/26. No entanto, o presidente indica que o novo ciclo deve ficar dentro de um patamar considerado normal, sem repetir o desempenho excepcional registrado na última safra. A estimativa é de uma possível redução de cerca de 10% na produtividade em comparação ao ano anterior.

“Não tem como afirmar, neste momento, se a safra será boa ou ruim, mas acredito que será uma boa safra. Não deve ser como ocorreu em 2025/2026, que foi extraordinária. A expectativa é de uma safra normal, a menos que ocorram eventos como enchente, vento ou granizo. Ainda há muita incerteza sobre como o El Niño vai se comportar”, afirma Rampinelli.

Em relação aos preços do arroz, o mercado já mostra sinais de recuperação. Na época da crise, na safra 25/26, o saco era negociado entre R$ 48 e R$ 50, mas nas últimas semanas, os valores já alcançam R$ 70. Neste sentido, Rampinelli observa que, caso o El Niño provoque redução na safra, os preços podem registrar novas altas.

Preocupações diante do El Niño

De acordo com o relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de junho de 2026, a próxima safra e as projeções apontam para possíveis efeitos negativos do El Niño na produção de 2027.

O presidente do SindArroz-SC comenta que a safra deve exigir cautela dos produtores, especialmente em relação ao manejo da água e ao controle preventivo de doenças. “O El Niño, se atingir bem na época da floração, pode reduzir ainda mais a produtividade. Agora, os produtores precisam cuidar do manejo da água, controlar para não vir arroz vermelho, ervas daninhas e fungos, como a brusone”, explica.

Segundo Rampinelli, o excesso de umidade e a baixa luminosidade podem favorecer a ocorrência de doenças fúngicas e comprometer a formação dos grãos. Em períodos de chuva durante a floração, há risco de prejuízo à polinização, o que pode resultar em grãos falhados ou com menor rendimento. Para a indústria, esse cenário também exige atenção, já que a qualidade do arroz recebido interfere diretamente no beneficiamento e na classificação do produto.

Conforme as previsões meteorológicas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), em anos de El Niño, a chuva é mais frequente e acima da média na maior parte de SC, especialmente na primavera. No Guia El Niño 2026/2027 para a Agricultura em Santa Catarina, a Epagri/Ciram recomenda medidas preventivas aos produtores, como a limpeza de calhas de escoamento, o reforço de taipas no arroz irrigado, a manutenção de canais de drenagem e o monitoramento mais intenso de pragas e doenças.

Sobre o SindArroz-SC

Fundado no ano de 1975, o Sindicato das Indústrias do Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) atua como representante das empresas cerealistas do estado. Com 27 indústrias associadas, a entidade tem como um dos principais objetivos conquistar melhorias para toda a cadeia produtiva do alimento, bem como servir como ponte para beneficiadoras do grão. A rizicultura catarinense é responsável por 15% do abastecimento nacional e gera milhares de empregos no solo catarinense, além de em outras regiões do país.

Fonte: Assessoria de imprensa

Texto: Monique Amboni



 

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Colheita do milho chega à reta final em Mato Grosso – MAIS SOJA

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Mato Grosso caminha para o fim da colheita do milho segunda safra 2025/26. Até 08 de agosto, 99,10% da área já havia sido colhida, com a produção estimada em 57,39 milhões de toneladas. Os dados integram o relatório de agosto do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e se apoiam na pesquisa de safra realizada em campo, em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), junto aos produtores do estado.

A área plantada foi consolidada em 7,43 milhões de hectares, alta de 2,41% na comparação anual e de 0,57% ante o relatório de julho. O levantamento combina geoprocessamento e sensoriamento remoto, técnica que identifica a cultura ao longo do ciclo e a distingue de outras coberturas do solo. A produtividade média manteve-se estável em 128,67 sacas por hectare.

Pelo lado do consumo, o instituto projeta demanda de 57,20 milhões de toneladas para 2025/26, praticamente em linha com a produção estimada. O consumo interno responde por 22,10 milhões de toneladas, alta anual de 9,12%, puxada pela expansão e pelo ritmo aquecido das usinas de etanol de milho instaladas no estado. O mercado interestadual deve absorver cerca de 11 milhões de toneladas, 6,18% a mais que na temporada passada, movimento que reforça o papel do milho mato-grossense no abastecimento de regiões com produção em retração. Com a maior absorção pelo mercado doméstico, a projeção de exportações recuou 1,09%, para 24,10 milhões de toneladas.

Clima adverso pesou sobre as lavouras – No campo, o resultado veio acompanhado de dificuldades. “Na região Oeste, por exemplo, houve produtores que aumentaram a produção e muitos que perderam em relação ao ano passado”, afirma Gilson Antunes de Melo, vice-presidente Oeste da Aprosoja MT. Segundo ele, o excesso de chuva em março e abril favoreceu doenças e reduziu a eficiência da adubação nitrogenada em parte das áreas.

O dirigente aponta as janelas de plantio como o principal fator determinante da temporada. “Muitas regiões tiveram início de plantio cedo, no fim de setembro, mas depois choveu e muitas áreas foram plantadas a partir de 15 de outubro”, diz. O atraso empurrou parte da semeadura para o fim de janeiro e a segunda quinzena de fevereiro, expondo as lavouras a um período de maior umidade.

Em Porto dos Gaúchos, o produtor rural do núcleo do Vale dos Arinos, Peterson Piovezan Staniszewski encerrou a colheita em 9 de julho, com resultado pouco abaixo do esperado. “Investimos um pouco mais em relação às últimas safras de milho, mas não chegou a agregar em produtividade. Ficamos dois sacos abaixo do que esperávamos”, conta.

Com a produção estocada em silo e silo bolsa na propriedade, ele aguarda a reação do mercado para vender. Cerca de 20% do volume é consumido na pecuária da fazenda; o restante será negociado. A expectativa é negociar a saca em R$ 50 via cooperativa. Do lado do ciclo anterior, os estoques finais de 2024/25 recuaram 32,14% no mês, para 974 mil toneladas, ainda acima do nível de 2023/24, mas em movimento que dá suporte à aposta em preços mais firmes.

Custos da próxima safra preocupam produtor – A atenção do setor já se volta ao ciclo seguinte, e a conta de produção é o que mais pesa. Gilson Antunes de Melo lembra que a decisão de plantio está próxima e que o milho ocupa boa parte das áreas de soja. “A maior preocupação do produtor é o custo da próxima safra. É fechar a conta”, afirma, ao projetar um ano desafiador e recomendar cautela.

Staniszewski ainda não fechou a compra de insumos para o próximo plantio. “Tenho um planejamento, mas o mercado é que vai ditar se vamos seguir ou não”, diz. Ele condiciona o tamanho do investimento ao preço e ao clima: um cenário de El Niño forte, em sua avaliação, pode atrasar o plantio de soja e milho, o que reduzirá a produtividade no futuro, significando ser menos viável investir alto nesse ciclo.

Fonte: Aprosoja MT

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