Sustentabilidade
Safra 26/27 de arroz tem expectativa positiva, mas questões climáticas podem afetar produtividade em SC – MAIS SOJA

Os agricultores e as indústrias de arroz de Santa Catarina iniciam a preparação para a safra 2026/2027 em um cenário de boa expectativa, mas marcado por incertezas. Com a configuração do El Niño e a previsão de chuva acima da média para os próximos meses, o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) acompanha os possíveis reflexos do clima nas lavouras, especialmente em relação ao manejo da água, à criação de fungos e à qualidade dos grãos que chegarão às indústrias.
Na avaliação do presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, a safra poderá ser considerada positiva e com perspectiva de melhora em relação à safra 25/26. No entanto, o presidente indica que o novo ciclo deve ficar dentro de um patamar considerado normal, sem repetir o desempenho excepcional registrado na última safra. A estimativa é de uma possível redução de cerca de 10% na produtividade em comparação ao ano anterior.
“Não tem como afirmar, neste momento, se a safra será boa ou ruim, mas acredito que será uma boa safra. Não deve ser como ocorreu em 2025/2026, que foi extraordinária. A expectativa é de uma safra normal, a menos que ocorram eventos como enchente, vento ou granizo. Ainda há muita incerteza sobre como o El Niño vai se comportar”, afirma Rampinelli.
Em relação aos preços do arroz, o mercado já mostra sinais de recuperação. Na época da crise, na safra 25/26, o saco era negociado entre R$ 48 e R$ 50, mas nas últimas semanas, os valores já alcançam R$ 70. Neste sentido, Rampinelli observa que, caso o El Niño provoque redução na safra, os preços podem registrar novas altas.
Preocupações diante do El Niño
De acordo com o relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de junho de 2026, a próxima safra e as projeções apontam para possíveis efeitos negativos do El Niño na produção de 2027.
O presidente do SindArroz-SC comenta que a safra deve exigir cautela dos produtores, especialmente em relação ao manejo da água e ao controle preventivo de doenças. “O El Niño, se atingir bem na época da floração, pode reduzir ainda mais a produtividade. Agora, os produtores precisam cuidar do manejo da água, controlar para não vir arroz vermelho, ervas daninhas e fungos, como a brusone”, explica.
Segundo Rampinelli, o excesso de umidade e a baixa luminosidade podem favorecer a ocorrência de doenças fúngicas e comprometer a formação dos grãos. Em períodos de chuva durante a floração, há risco de prejuízo à polinização, o que pode resultar em grãos falhados ou com menor rendimento. Para a indústria, esse cenário também exige atenção, já que a qualidade do arroz recebido interfere diretamente no beneficiamento e na classificação do produto.
Conforme as previsões meteorológicas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), em anos de El Niño, a chuva é mais frequente e acima da média na maior parte de SC, especialmente na primavera. No Guia El Niño 2026/2027 para a Agricultura em Santa Catarina, a Epagri/Ciram recomenda medidas preventivas aos produtores, como a limpeza de calhas de escoamento, o reforço de taipas no arroz irrigado, a manutenção de canais de drenagem e o monitoramento mais intenso de pragas e doenças.
Sobre o SindArroz-SC
Fundado no ano de 1975, o Sindicato das Indústrias do Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) atua como representante das empresas cerealistas do estado. Com 27 indústrias associadas, a entidade tem como um dos principais objetivos conquistar melhorias para toda a cadeia produtiva do alimento, bem como servir como ponte para beneficiadoras do grão. A rizicultura catarinense é responsável por 15% do abastecimento nacional e gera milhares de empregos no solo catarinense, além de em outras regiões do país.
Fonte: Assessoria de imprensa
Texto: Monique Amboni
Sustentabilidade
Trigo/BR: Com plantio 100% finalizado, colheita avança em GO e lavouras progridem no Sul – MAIS SOJA

Trigo/BR: 100,0% semeado. No RS, as lavouras concentram-se no estádio de desenvolvimento vegetativo, com as áreas mais adiantadas entrando em floração. As condições de elevada umidade e altas temperaturas têm favorecido a ocorrência de doenças foliares.
No PR, a alternância entre períodos de chuva e de maior insolação tem favorecido o desenvolvimento da cultura, especialmente, nas fases reprodutivas, uma vez que boa parte
das lavouras se encontra em floração e enchimento de grãos.
Em SC, a semeadura foi finalizada e as lavouras apresentam condições satisfatórias, com baixa pressão de pragas e doenças. Nas áreas em desenvolvimento vegetativo, observase ocorrência de manchas foliares. Está sendo realizada a adubação de cobertura nas lavouras em perfilhamento.
Em SP, as lavouras encontram-se majoritariamente em enchimento de grãos, com a colheita prevista a partir de agosto. Em MG, as lavouras de sequeiro apresentam perdas de produtividade e menor qualidade de grãos no Noroeste, Alto Paranaíba e Triângulo, enquanto, no Sul de Minas, as condições foram mais favoráveis. As lavouras irrigadas seguem mais atrasadas.
Em GO, a colheita alcança cerca de 62%, com a atenção voltada agora ao trigo irrigado, cujas primeiras áreas se encontram em pré-colheita e início de colheita. Em MS, as chuvas da semana garantiram boa disponibilidade de água no solo. Contudo, a umidade associada às temperaturas mais elevadas favorecem a ocorrência de brusone, sobretudo nos talhões que iniciam as fases reprodutivas, mesmo com tratamento fitossanitário preventivo sendo realizado. Na BA, as lavouras seguem com bom desenvolvimento.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Colheita do milho chega à reta final em Mato Grosso – MAIS SOJA

Mato Grosso caminha para o fim da colheita do milho segunda safra 2025/26. Até 08 de agosto, 99,10% da área já havia sido colhida, com a produção estimada em 57,39 milhões de toneladas. Os dados integram o relatório de agosto do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e se apoiam na pesquisa de safra realizada em campo, em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), junto aos produtores do estado.
A área plantada foi consolidada em 7,43 milhões de hectares, alta de 2,41% na comparação anual e de 0,57% ante o relatório de julho. O levantamento combina geoprocessamento e sensoriamento remoto, técnica que identifica a cultura ao longo do ciclo e a distingue de outras coberturas do solo. A produtividade média manteve-se estável em 128,67 sacas por hectare.
Pelo lado do consumo, o instituto projeta demanda de 57,20 milhões de toneladas para 2025/26, praticamente em linha com a produção estimada. O consumo interno responde por 22,10 milhões de toneladas, alta anual de 9,12%, puxada pela expansão e pelo ritmo aquecido das usinas de etanol de milho instaladas no estado. O mercado interestadual deve absorver cerca de 11 milhões de toneladas, 6,18% a mais que na temporada passada, movimento que reforça o papel do milho mato-grossense no abastecimento de regiões com produção em retração. Com a maior absorção pelo mercado doméstico, a projeção de exportações recuou 1,09%, para 24,10 milhões de toneladas.
Clima adverso pesou sobre as lavouras – No campo, o resultado veio acompanhado de dificuldades. “Na região Oeste, por exemplo, houve produtores que aumentaram a produção e muitos que perderam em relação ao ano passado”, afirma Gilson Antunes de Melo, vice-presidente Oeste da Aprosoja MT. Segundo ele, o excesso de chuva em março e abril favoreceu doenças e reduziu a eficiência da adubação nitrogenada em parte das áreas.
O dirigente aponta as janelas de plantio como o principal fator determinante da temporada. “Muitas regiões tiveram início de plantio cedo, no fim de setembro, mas depois choveu e muitas áreas foram plantadas a partir de 15 de outubro”, diz. O atraso empurrou parte da semeadura para o fim de janeiro e a segunda quinzena de fevereiro, expondo as lavouras a um período de maior umidade.
Em Porto dos Gaúchos, o produtor rural do núcleo do Vale dos Arinos, Peterson Piovezan Staniszewski encerrou a colheita em 9 de julho, com resultado pouco abaixo do esperado. “Investimos um pouco mais em relação às últimas safras de milho, mas não chegou a agregar em produtividade. Ficamos dois sacos abaixo do que esperávamos”, conta.
Com a produção estocada em silo e silo bolsa na propriedade, ele aguarda a reação do mercado para vender. Cerca de 20% do volume é consumido na pecuária da fazenda; o restante será negociado. A expectativa é negociar a saca em R$ 50 via cooperativa. Do lado do ciclo anterior, os estoques finais de 2024/25 recuaram 32,14% no mês, para 974 mil toneladas, ainda acima do nível de 2023/24, mas em movimento que dá suporte à aposta em preços mais firmes.
Custos da próxima safra preocupam produtor – A atenção do setor já se volta ao ciclo seguinte, e a conta de produção é o que mais pesa. Gilson Antunes de Melo lembra que a decisão de plantio está próxima e que o milho ocupa boa parte das áreas de soja. “A maior preocupação do produtor é o custo da próxima safra. É fechar a conta”, afirma, ao projetar um ano desafiador e recomendar cautela.
Staniszewski ainda não fechou a compra de insumos para o próximo plantio. “Tenho um planejamento, mas o mercado é que vai ditar se vamos seguir ou não”, diz. Ele condiciona o tamanho do investimento ao preço e ao clima: um cenário de El Niño forte, em sua avaliação, pode atrasar o plantio de soja e milho, o que reduzirá a produtividade no futuro, significando ser menos viável investir alto nesse ciclo.
Fonte: Aprosoja MT
Sustentabilidade
Milho 2ª Safra: Colheita atinge 78,2% no Brasil com avanço no Centro-Oeste e Sul – MAIS SOJA

Milho 2ª Safra: 78,2% colhido. Em MT, a colheita está sendo finalizada, com produtividades
próximas aos recordes obtidos na última safra. O volume colhido tem gerado gargalos logísticos e uma quantidade expressiva do cereal tem sido armazenado a céu aberto.
No PR, a colheita supera a metade da área semeada. As produtividades continuam elevadas, mas o tempo úmido e as chuvas frequentes têm causado a exaustão dos colmos, aumentando o acamamento do milho em algumas áreas. Em MS, a velocidade da colheita foi reduzida no período devido à ocorrência de chuvas, principalmente na região que faz fronteira com o Paraguai.
Em GO, o ritmo da colheita segue acelerado, impulsionado pela baixa umidade dos grãos e a previsão de fortes ventos nos próximos dias, o que poderia acarretar o tombamento de lavouras. Em SP, a redução das chuvas permitiu um grande avanço na área colhida. Em MG, o clima mais seco favoreceu o avanço nos trabalhos de colheita. As produtividades vêm reduzindo gradativamente à medida que vão sendo colhidas as lavouras mais tardias.
No TO e no MA, a colheita foi finalizada e as produtividades das lavouras tardias ficaram abaixo das estimadas inicialmente. No PI, a colheita se aproxima da finalização, restando apenas áreas em Ribeiro Gonçalves. Vem se confirmando produtividades inferiores às obtidas na última safra. No PA, a colheita avança nos polos de Paragominas e Santarém. As produtividades se mantém elevadas.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
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