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TSE julga uso de “deepfake” de Jair Bolsonaro em campanha de Flávio à Presidência

PT acionou a Corte após convenção do PL exibir vídeo feito por IA em que avatar do ex-presidente endossa o filho
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, marcou para a próxima quinta-feira (13) uma reunião para alinhar com os demais ministros da Corte sobre como devem ser julgados casos envolvendo o uso de Inteligência Artificial (IA) nas eleições deste ano.
O tema será debatido a partir de um processo que aguarda julgamento no TSE, sobre o uso de imagens geradas por IA na convenção do PL, em 25 de julho, que selou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (RJ) para a Presidência da República.
A ação foi aberta a pedido do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. Antes de submeter o assunto a votação em plenário, contudo, Nunes Marques, que é relator do caso, busca um consenso entre os ministros do TSE.
É comum que na proximidade das eleições de outubro o tribunal busque demonstrar unidade interna como forma de fortalecer os posicionamentos jurídicos. O encontro da próxima quinta, a portas fechadas, deve ocorrer logo após a sessão de julgamentos, pela manhã.
Vídeo
O material questionado pelo PT consiste em um vídeo com a técnica chamada deepfake, em que não é possível distinguir a olho nu se as imagens e sons foram criados artificialmente.
O vídeo em questão mostra uma versão digital do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio e que se encontra em prisão domiciliar, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado e impedido de fazer manifestações públicas.
Logo na abertura do vídeo, a imagem de Bolsonaro faz o alerta: “Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial”.
Em seguida, a imagem sintética do ex-presidente diz: “Estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária baseada em algo que eu nunca fiz”.
Por fim, a imagem pede que os presentes “recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio. Vem com fé, o Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro Presidente.”
Na ação, o PT argumento que há referência direta ao cargo em disputa e pedido explícito de voto por meio de material sintético, algo que seria vedado pelas regras aprovadas pelo próprio TSE para o uso de IA nas eleições.
Defesa
A defesa da campanha de Flávio Bolsonaro negou que o vídeo possa ser considerado deepfake, uma vez que o público foi alertado que Bolsonaro não estava presente e que não se tratava de uma transmissão ou gravação autêntica do ex-presidente.
Os advogados negaram que tenha ocorrido pedido de votos na fala veiculada.
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‘Os javalis estão por todo o Brasil e são cada vez mais avistados onde há soja’, diz analista da Famato

O avanço dos javalis sobre as propriedades rurais tem preocupado produtores em diferentes regiões do Brasil. Embora os animais apresentem preferência por áreas maiores de milho, também há registros de ataques em lavouras de soja, especialmente durante os estágios iniciais da cultura, quando as plantas recém-semeadas ficam mais vulneráveis.
Em Mato Grosso, um dos principais polos de produção de soja e milho do país, os relatos da presença de javalis têm se tornado cada vez mais frequentes. Em conversa com o Soja Brasil, Marcos Carvalho, analista de Pecuária da Famato, explica que os animais são atraídos principalmente por áreas com maior oferta de alimento e podem causar prejuízos expressivos às lavouras.
“O javali utiliza o focinho para revolver o solo, principalmente na formação de ninhos onde as fêmeas fazem o parto. Nesse processo, acaba consumindo também a soja recém-semeada e causando grandes estragos dentro das lavouras”, explica Carvalho.
A espécie, que começou a se disseminar pelo Sul do país, avançou para outras regiões e hoje já está presente em praticamente todo o território nacional. Em Mato Grosso, a expansão acompanha principalmente áreas com grande oferta de alimentos.
“O javali está disseminado em todo o território nacional. Ele começou no Sul e foi avançando em direção ao Norte. Em Mato Grosso, temos uma grande quantidade de animais sendo avistados nas propriedades rurais, principalmente onde há soja e milho, que oferecem uma grande disponibilidade de alimento”, afirma o analista.
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Problema também chega à pecuária
A presença dos javalis não se restringe às áreas de soja ou de milho, por exemplo. Os animais também são encontrados em propriedades de pecuária de corte, principalmente onde existe oferta de ração.
Além de consumir o alimento destinado ao gado, os javalis podem urinar e defecar próximos aos locais de alimentação, aumentando a preocupação com a sanidade dos rebanhos.
“Eles também são observados em propriedades de pecuária de corte, principalmente onde há fornecimento de ração. Os javalis consomem esse alimento e acabam urinando e defecando na área, o que representa um risco sanitário para a propriedade”, alerta Carvalho.
A preocupação está relacionada ao potencial de transmissão de doenças. Os javalis podem atuar como hospedeiros ou transmissores de enfermidades de importância para a produção animal, o que reforça a necessidade de controle e monitoramento da população.
Controle exige medidas legais
Diante dos prejuízos provocados pelos animais, a orientação da Famato é que os produtores adotem medidas de proteção e controle dentro das normas estabelecidas pelos órgãos competentes.
Entre as estratégias utilizadas nas propriedades estão a instalação de cercas, inclusive elétricas, e medidas para impedir o acesso dos javalis às fontes de alimento. O objetivo é reduzir a entrada dos animais nas lavouras e evitar que encontrem condições favoráveis para permanecer na propriedade.
“O produtor precisa buscar formas de proteção. Muitos relatam o uso de cerca elétrica na parte inferior para impedir a entrada dos animais e outras estratégias para bloquear o acesso às fontes de alimento”, destaca.
O controle da população também é considerado fundamental, já que o javali é uma espécie invasora e não pertence à fauna nativa brasileira.
“É um problema sério e o produtor precisa utilizar as ferramentas disponíveis para o controle, sempre dentro da legalidade. A captura e o manejo dos animais são medidas importantes para reduzir os prejuízos causados por essa espécie invasora”, reforça Carvalho.
Para os produtores, o alerta é para que o problema seja tratado de forma preventiva. Com a expansão das áreas agrícolas e a grande disponibilidade de alimento, especialmente em regiões produtoras de soja e milho, o risco de novos ataques tende a aumentar, tornando o monitoramento e o controle dos javalis cada vez mais importantes para a proteção das lavouras e da produção pecuária.
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Fábio Garcia abre mão da vice de Pivetta e mira permanência na Câmara

O deputado federal Fábio Garcia (União) decidiu não disputar mais a vaga de vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos). Com a mudança, Pivetta terá liberdade para definir o novo nome que integrará a composição eleitoral.
Entre os nomes avaliados estão a deputada federal Gisela Simona (União), a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira (Pode), e o ex-secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo.
A decisão ocorre após uma reunião entre Pivetta e o governador Mauro Mendes (União), que marcou uma nova etapa na composição política do grupo. Garcia deverá concentrar esforços na disputa pela permanência na Câmara dos Deputados.
A mudança também acontece em meio às repercussões da Operação Heritage, da Polícia Federal, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi. O inquérito envolve Mauro Mendes, Fábio Garcia e Mauro Carvalho.
Agro Mato Grosso
Escavadeira usada em garimpo ilegal é destruída em terra indígena de MT; veja vídeo

Maquinário, combustível e outros equipamentos foram encontrados durante operação na Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda.
Uma operação resultou na inutilização de uma escavadeira e outros equipamentos usados na exploração ilegal de minérios na Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda, a 488 km de Cuiabá. A ação foi realizada entre sexta-feira e domingo, após as forças de segurança identificarem indícios de retomada do garimpo clandestino na região.
As equipes receberam informações sobre a movimentação de maquinário em áreas que já haviam sido utilizadas para o garimpo ilegal. Com base nos levantamentos, foram realizadas incursões e varreduras em pontos de difícil acesso dentro da terra indígena. (Video abaixo)
Durante as diligências, foram encontrados uma escavadeira, combustível e outros materiais utilizados na manutenção da atividade de extração ilegal de minérios.
Devido à dificuldade de remoção dos equipamentos, provocada pelas características geográficas da região, pela distância dos centros urbanos e pela logística necessária, o maquinário e os demais materiais foram inutilizados no local.
Além das ações em campo, os policiais realizaram diligências para identificar as pessoas envolvidas na exploração ilegal e os responsáveis pela instalação e utilização dos equipamentos.
A operação faz parte das ações de desintrusão e combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé. As forças de segurança devem continuar monitorando a região para impedir novas tentativas de retomada da atividade clandestina.
Participaram da operação equipes da Delegacia da Polícia Federal de Cáceres, da Delegacia Regional da Polícia Civil de Pontes e Lacerda, da Força Tática do 12º Comando Regional da Polícia Militar e da Rotam, de Cuiabá.
VIDEO:
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