Sustentabilidade
Milho 2ª Safra: Colheita atinge 78,2% no Brasil com avanço no Centro-Oeste e Sul – MAIS SOJA

Milho 2ª Safra: 78,2% colhido. Em MT, a colheita está sendo finalizada, com produtividades
próximas aos recordes obtidos na última safra. O volume colhido tem gerado gargalos logísticos e uma quantidade expressiva do cereal tem sido armazenado a céu aberto.
No PR, a colheita supera a metade da área semeada. As produtividades continuam elevadas, mas o tempo úmido e as chuvas frequentes têm causado a exaustão dos colmos, aumentando o acamamento do milho em algumas áreas. Em MS, a velocidade da colheita foi reduzida no período devido à ocorrência de chuvas, principalmente na região que faz fronteira com o Paraguai.
Em GO, o ritmo da colheita segue acelerado, impulsionado pela baixa umidade dos grãos e a previsão de fortes ventos nos próximos dias, o que poderia acarretar o tombamento de lavouras. Em SP, a redução das chuvas permitiu um grande avanço na área colhida. Em MG, o clima mais seco favoreceu o avanço nos trabalhos de colheita. As produtividades vêm reduzindo gradativamente à medida que vão sendo colhidas as lavouras mais tardias.
No TO e no MA, a colheita foi finalizada e as produtividades das lavouras tardias ficaram abaixo das estimadas inicialmente. No PI, a colheita se aproxima da finalização, restando apenas áreas em Ribeiro Gonçalves. Vem se confirmando produtividades inferiores às obtidas na última safra. No PA, a colheita avança nos polos de Paragominas e Santarém. As produtividades se mantém elevadas.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Algodão/BR: Colheita atinge 43,7% da área com ritmo firme no Centro-Oeste e Nordeste – MAIS SOJA

Algodão/BR: 43,7% colhido. Em MT, a baixa pluviosidade favoreceu o avanço da colheita. Nos tratos fitossanitários de final de ciclo, as aplicações permanecem direcionadas ao controle do bicudo-do-algodoeiro. Na BA, a colheita atinge cerca de metade da área e está mais atrasada nesta safra em razão do maior percentual de áreas irrigadas, semeadas mais tarde.
No MA, nos Gerais de Balsas, a colheita alcança cerca de 74%. Em MS, a colheita foi favorecida pelo tempo firme na região Norte, principal produtora de fibra. No entorno de Campo Grande, o ritmo foi mais lento em razão de pancadas de chuva. Em MG, a colheita segue avançando, com produtividade superando as estimativas iniciais no sequeiro e, sobretudo, nas áreas irrigadas.
Em GO, no extremo sul, o algodão de sequeiro segue para a finalização, com destaque para
Chapadão do Céu, na região Leste, onde metade da área já foi colhida, com produtividade satisfatória. O algodão irrigado iniciou a colheita nesta semana, com bons rendimentos e pluma de boa qualidade. No PI, a colheita alcança cerca de 74% da área estimada.
Previsão Agrometeorológica (10/08/2026 a 17/08/2026)
N-NE: Os maiores acumulados de chuva devem ocorrer entre o AC e o AM, com volumes acima de 40 mm em algumas áreas. No litoral do PA, no AP e em RR, os acumulados podem ficar próximos de 10 mm. Nas demais áreas da Região Norte, as precipitações serão pouco significativas ou ausentes. Na Região Nordeste, as chuvas devem se concentrar na faixa litorânea, com destaque para o Recôncavo Baiano e Sergipe, onde, pontualmente, os acumulados podem atingir cerca de 20 mm. Nas demais áreas da faixa litorânea, os acumulados não devem ultrapassar 10 mm. No Sealba, persistirá a restrição hídrica para o feijão e o milho terceira safra. No Nordeste do PA, também deve haver restrição para o feijão terceira safra, majoritariamente, em floração.
CO: O tempo firme continuará predominando na maior parte da Região, abrangendo o DF, GO e a maior parte de MT. Há previsão de chuva com baixos acumulados em áreas do Noroeste de MT. No Centro-Sul de MS, os acumulados devem ser mais significativos, de cerca de 20 mm, retardando a colheita do milho segunda safra em algumas áreas. No geral, as condições permanecerão favoráveis para a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra.
SE: Há previsão de manutenção das condições de tempo estável ao longo da semana na maior parte de MG e no Norte de SP. Nessas áreas, o predomínio será de tempo firme, com baixa probabilidade de ocorrência de chuva. Em contrapartida, há previsão de chuva em áreas do Sul e Leste de SP, no RJ e no ES, principalmente, na primeira metade da semana, com acumulados em torno de 10 mm. No geral, as condições continuarão favoráveis para a maturação e a colheita dos cultivos de grãos, da cana-de-açúcar e do café.
S: A semana inicia com predomínio de tempo estável no RS e na maior parte de SC, favorecendo o manejo das lavouras. Ao longo da semana, áreas de instabilidade voltarão a atuar sobre a Região, contribuindo para a ocorrência de chuva. O destaque é o RS, onde há previsão de tempestades e chuva localmente intensa, com possibilidade de queda de granizo e danos pontuais aos cultivos de inverno. Os maiores volumes devem ocorrer na região central do estado, com acumulado de até 150 mm. Ao longo da semana, a chuva pode aumentar em SC e no Sul do PR, com acumulados de até 30 mm, mantendo a umidade no solo elevada.
Fonte: Conab

Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Como Evitar a Recuperação Judicial

Por: Charles Eduardo Mohr, Engenheiro Agrônomo e Especialista em Gestão Agro
Situação atual
No primeiro semestre de 2026, 1.263 produtores rurais entraram com pedido de recuperação judicial no Brasil — um avanço de 66% em relação ao mesmo período do ano anterior. Somando fornecedores de insumos, agroindústrias e empresas de comercialização, o número sobe para 1.575 CNPJs, cerca de 20% de todo o estoque de recuperações judiciais do país. A dívida acumulada pelo setor já ultrapassa R$ 256 bilhões.
Esses números descrevem um cenário setorial. Mas a pergunta que interessa a cada produtor é outra: onde a minha operação está dentro desse quadro?
É essa pergunta que um diagnóstico financeiro responde. E é o motivo pelo qual, num momento como este, conhecer os próprios números deixou de ser um exercício de organização e passou a ser uma condição para continuar operando.
Um cenário que não perdoa quem opera às cegas
Alguns indicadores ajudam a dimensionar o momento:
- Insumos representam cerca de 30% do custo de produção e seguem 53% acima do patamar pré-pandemia.
- As concessões de crédito rural e agroindustrial caíram 17% em 2025 — R$ 36,8 bilhões a menos disponíveis ao setor, segundo a Serasa Experian.
- A inadimplência no agro subiu para 8,8% no primeiro trimestre de 2026.
- O Agro Score médio (indicador de risco de crédito da Serasa Experian) caiu de 606 pontos no 1º trimestre de 2025 para 591 no mesmo período de 2026, com forte disparidade regional: 715 no Sul contra 475 nas regiões de expansão mais recente da fronteira agrícola.
Com menos crédito disponível e mais rigor na análise de risco, a forma como a operação é avaliada por bancos, tradings e fornecedores passa a interferir diretamente na sua capacidade de negociar. Quem chega a essa mesa sem números organizados negocia em desvantagem — independentemente da qualidade da operação no campo.
O risco não é o número ruim — é não conhecê-lo!
Grande parte dos produtores só dimensiona a gravidade da situação quando o problema já é urgente: uma parcela vencida, um fornecedor suspendendo o crédito, um banco negando a renovação de uma linha. Nesses casos, o tempo de reação é curto e as alternativas, poucas.
Um diagnóstico financeiro antecipa esse momento. Ele não muda o resultado do que já aconteceu, mas muda o tempo disponível para agir sobre o que vem a seguir.
O que um diagnóstico financeiro precisa mostrar
Para ser útil na tomada de decisão, um diagnóstico não pode se limitar a constatar que “a operação está endividada”. Ele precisa reunir, de forma organizada:
- Balanço patrimonial — o que a operação tem e o que deve.
- DRE — se a atividade gera lucro operacional, e em que ponto a margem se perde.
- Fluxo de caixa — quando entram e saem os recursos, e onde estão os gargalos de liquidez.
- EBITDA — a capacidade de geração de caixa antes de juros, impostos e depreciação, base para qualquer negociação de dívida.
- Rating de crédito — como bancos, tradings e fornecedores enxergam o risco da operação.
- Indicadores (KPIs) — margem por cultura, custo por hectare, capital de giro, endividamento sobre EBITDA.
- Análise de sensibilidade — como a operação responde a variações de câmbio, preço de commodity ou custo de insumo.
- Reunidos em um único relatório, esses elementos dão ao produtor — e a quem financia ou negocia com ele — uma leitura objetiva da situação real, e não apenas uma percepção sobre ela.
Diagnóstico não é o fim — é o início do plano
Levantar os números certos resolve metade do problema. A outra metade é o que se faz com eles. Um diagnóstico bem-feito deve resultar em:
- Priorização: quais frentes — custo, dívida, capital de giro — pesam mais no resultado e exigem ação primeiro.
- Cenários: simulação de caminhos possíveis, como renegociação, alongamento de dívida, redução de área ou mudança de cultura, antes de decidir.
- Plano de ação com prazos: metas de curto e médio prazo, não apenas um retrato estático da situação.
- Acompanhamento: revisão periódica dos indicadores para saber se o plano está funcionando e ajustar rota quando necessário.
Por que buscar assessoria especializada
Diagnosticar e planejar a própria operação exige tempo e conhecimento técnico que nem sempre cabem na rotina de quem também administra a lavoura, a equipe e a comercialização. Uma assessoria especializada em gestão financeira rural contribui com metodologia para organizar os números, experiência para interpretar os indicadores e, muitas vezes, mais força de negociação diante de bancos e credores.
Num setor em que a diferença entre reestruturar a tempo e entrar em recuperação judicial se mede em meses, esse suporte deixa de ser um custo adicional e passa a ser parte da estratégia.
Conclusão
O ciclo atual do agro brasileiro é exigente, mas não trata todos os produtores da mesma forma. Quem conhece seus números, entende como é avaliado pelo mercado e tem um plano de ação estruturado consegue negociar, se antecipar e atravessar o período com mais margem de manobra. Quem não conhece, reage tarde — e cada vez com menos opções.
Diagnóstico não é sobre descobrir o que está ruim. É sobre ganhar tempo para agir antes que o problema decida por você.
Quer saber mais sobre este assunto ou entender como essas estratégias podem ser aplicadas à realidade da sua propriedade?
A Agrocash é uma startup de tecnologia e inteligência financeira incubada na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Nossa missão é transformar a gestão no campo e conectar o agronegócio às melhores oportunidades de mercado.
Atuamos diretamente com o produtor rural e também fornecemos a tecnologia com a qual o mercado B2B (como contadores, escritórios de projetos, consultores e advogados) atende e faz a gestão dos seus clientes do agro.
Nossos principais entregáveis são:
- SaaS de Gestão: Plataforma completa para controle financeiro, custos, estoque e organização das operações agrícolas.
- Inteligência Artificial com o Tito: Emissão simplificada de Nota Fiscal Rural e lançamentos de forma automatizada, direto pelo WhatsApp.
- Diagnóstico Financeiro: Mapeamento profundo da saúde financeira, patrimonial e operacional da propriedade rural, gerando um raio-X claro para a tomada de decisão.
- Acesso a Crédito Estruturado: Conexão facilitada ao mercado financeiro para captação de recursos e linhas de crédito sob medida
Mais informações sobre a AgroCash: Whatsapp, Site, Instagram.
Fonte: Assessoria de imprensa AgroCash

Sustentabilidade
Diagnóstico Financeiro no Agro: o Primeiro Passo Para Sair da Crise! – MAIS SOJA

Por: Charles Eduardo Mohr, Engenheiro Agrônomo e Especialista em Gestão Agro
Situação atual
No primeiro semestre de 2026, 1.263 produtores rurais entraram com pedido de recuperação judicial no Brasil — um avanço de 66% em relação ao mesmo período do ano anterior. Somando fornecedores de insumos, agroindústrias e empresas de comercialização, o número sobe para 1.575 CNPJs, cerca de 20% de todo o estoque de recuperações judiciais do país. A dívida acumulada pelo setor já ultrapassa R$ 256 bilhões.
Esses números descrevem um cenário setorial. Mas a pergunta que interessa a cada produtor é outra: onde a minha operação está dentro desse quadro?
É essa pergunta que um diagnóstico financeiro responde. E é o motivo pelo qual, num momento como este, conhecer os próprios números deixou de ser um exercício de organização e passou a ser uma condição para continuar operando.
Um cenário que não perdoa quem opera às cegas
Alguns indicadores ajudam a dimensionar o momento:
- Insumos representam cerca de 30% do custo de produção e seguem 53% acima do patamar pré-pandemia.
- As concessões de crédito rural e agroindustrial caíram 17% em 2025 — R$ 36,8 bilhões a menos disponíveis ao setor, segundo a Serasa Experian.
- A inadimplência no agro subiu para 8,8% no primeiro trimestre de 2026.
- O Agro Score médio (indicador de risco de crédito da Serasa Experian) caiu de 606 pontos no 1º trimestre de 2025 para 591 no mesmo período de 2026, com forte disparidade regional: 715 no Sul contra 475 nas regiões de expansão mais recente da fronteira agrícola.
Com menos crédito disponível e mais rigor na análise de risco, a forma como a operação é avaliada por bancos, tradings e fornecedores passa a interferir diretamente na sua capacidade de negociar. Quem chega a essa mesa sem números organizados negocia em desvantagem — independentemente da qualidade da operação no campo.
O risco não é o número ruim — é não conhecê-lo!
Grande parte dos produtores só dimensiona a gravidade da situação quando o problema já é urgente: uma parcela vencida, um fornecedor suspendendo o crédito, um banco negando a renovação de uma linha. Nesses casos, o tempo de reação é curto e as alternativas, poucas.
Um diagnóstico financeiro antecipa esse momento. Ele não muda o resultado do que já aconteceu, mas muda o tempo disponível para agir sobre o que vem a seguir.
O que um diagnóstico financeiro precisa mostrar
Para ser útil na tomada de decisão, um diagnóstico não pode se limitar a constatar que “a operação está endividada”. Ele precisa reunir, de forma organizada:
- Balanço patrimonial — o que a operação tem e o que deve.
- DRE — se a atividade gera lucro operacional, e em que ponto a margem se perde.
- Fluxo de caixa — quando entram e saem os recursos, e onde estão os gargalos de liquidez.
- EBITDA — a capacidade de geração de caixa antes de juros, impostos e depreciação, base para qualquer negociação de dívida.
- Rating de crédito — como bancos, tradings e fornecedores enxergam o risco da operação.
- Indicadores (KPIs) — margem por cultura, custo por hectare, capital de giro, endividamento sobre EBITDA.
- Análise de sensibilidade — como a operação responde a variações de câmbio, preço de commodity ou custo de insumo.
- Reunidos em um único relatório, esses elementos dão ao produtor — e a quem financia ou negocia com ele — uma leitura objetiva da situação real, e não apenas uma percepção sobre ela.
Diagnóstico não é o fim — é o início do plano
Levantar os números certos resolve metade do problema. A outra metade é o que se faz com eles. Um diagnóstico bem-feito deve resultar em:
- Priorização: quais frentes — custo, dívida, capital de giro — pesam mais no resultado e exigem ação primeiro.
- Cenários: simulação de caminhos possíveis, como renegociação, alongamento de dívida, redução de área ou mudança de cultura, antes de decidir.
- Plano de ação com prazos: metas de curto e médio prazo, não apenas um retrato estático da situação.
- Acompanhamento: revisão periódica dos indicadores para saber se o plano está funcionando e ajustar rota quando necessário.
Por que buscar assessoria especializada
Diagnosticar e planejar a própria operação exige tempo e conhecimento técnico que nem sempre cabem na rotina de quem também administra a lavoura, a equipe e a comercialização. Uma assessoria especializada em gestão financeira rural contribui com metodologia para organizar os números, experiência para interpretar os indicadores e, muitas vezes, mais força de negociação diante de bancos e credores.
Num setor em que a diferença entre reestruturar a tempo e entrar em recuperação judicial se mede em meses, esse suporte deixa de ser um custo adicional e passa a ser parte da estratégia.
Conclusão
O ciclo atual do agro brasileiro é exigente, mas não trata todos os produtores da mesma forma. Quem conhece seus números, entende como é avaliado pelo mercado e tem um plano de ação estruturado consegue negociar, se antecipar e atravessar o período com mais margem de manobra. Quem não conhece, reage tarde — e cada vez com menos opções.
Diagnóstico não é sobre descobrir o que está ruim. É sobre ganhar tempo para agir antes que o problema decida por você.
Quer saber mais sobre este assunto ou entender como essas estratégias podem ser aplicadas à realidade da sua propriedade?
Mais informações: whatsapp, Site, Instagram.
Fonte: Assesoria de imprensa
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