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26 de setembro de 2026

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‘Os javalis estão por todo o Brasil e são cada vez mais avistados onde há soja’, diz analista da Famato

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Foto: Ibama

O avanço dos javalis sobre as propriedades rurais tem preocupado produtores em diferentes regiões do Brasil. Embora os animais apresentem preferência por áreas maiores de milho, também há registros de ataques em lavouras de soja, especialmente durante os estágios iniciais da cultura, quando as plantas recém-semeadas ficam mais vulneráveis.

Em Mato Grosso, um dos principais polos de produção de soja e milho do país, os relatos da presença de javalis têm se tornado cada vez mais frequentes. Em conversa com o Soja Brasil, Marcos Carvalho, analista de Pecuária da Famato, explica que os animais são atraídos principalmente por áreas com maior oferta de alimento e podem causar prejuízos expressivos às lavouras.

“O javali utiliza o focinho para revolver o solo, principalmente na formação de ninhos onde as fêmeas fazem o parto. Nesse processo, acaba consumindo também a soja recém-semeada e causando grandes estragos dentro das lavouras”, explica Carvalho.

A espécie, que começou a se disseminar pelo Sul do país, avançou para outras regiões e hoje já está presente em praticamente todo o território nacional. Em Mato Grosso, a expansão acompanha principalmente áreas com grande oferta de alimentos.

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“O javali está disseminado em todo o território nacional. Ele começou no Sul e foi avançando em direção ao Norte. Em Mato Grosso, temos uma grande quantidade de animais sendo avistados nas propriedades rurais, principalmente onde há soja e milho, que oferecem uma grande disponibilidade de alimento”, afirma o analista.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Problema também chega à pecuária

A presença dos javalis não se restringe às áreas de soja ou de milho, por exemplo. Os animais também são encontrados em propriedades de pecuária de corte, principalmente onde existe oferta de ração.

Além de consumir o alimento destinado ao gado, os javalis podem urinar e defecar próximos aos locais de alimentação, aumentando a preocupação com a sanidade dos rebanhos.

“Eles também são observados em propriedades de pecuária de corte, principalmente onde há fornecimento de ração. Os javalis consomem esse alimento e acabam urinando e defecando na área, o que representa um risco sanitário para a propriedade”, alerta Carvalho.

A preocupação está relacionada ao potencial de transmissão de doenças. Os javalis podem atuar como hospedeiros ou transmissores de enfermidades de importância para a produção animal, o que reforça a necessidade de controle e monitoramento da população.

Controle exige medidas legais

Diante dos prejuízos provocados pelos animais, a orientação da Famato é que os produtores adotem medidas de proteção e controle dentro das normas estabelecidas pelos órgãos competentes.

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Entre as estratégias utilizadas nas propriedades estão a instalação de cercas, inclusive elétricas, e medidas para impedir o acesso dos javalis às fontes de alimento. O objetivo é reduzir a entrada dos animais nas lavouras e evitar que encontrem condições favoráveis para permanecer na propriedade.

“O produtor precisa buscar formas de proteção. Muitos relatam o uso de cerca elétrica na parte inferior para impedir a entrada dos animais e outras estratégias para bloquear o acesso às fontes de alimento”, destaca.

O controle da população também é considerado fundamental, já que o javali é uma espécie invasora e não pertence à fauna nativa brasileira.

“É um problema sério e o produtor precisa utilizar as ferramentas disponíveis para o controle, sempre dentro da legalidade. A captura e o manejo dos animais são medidas importantes para reduzir os prejuízos causados por essa espécie invasora”, reforça Carvalho.

Para os produtores, o alerta é para que o problema seja tratado de forma preventiva. Com a expansão das áreas agrícolas e a grande disponibilidade de alimento, especialmente em regiões produtoras de soja e milho, o risco de novos ataques tende a aumentar, tornando o monitoramento e o controle dos javalis cada vez mais importantes para a proteção das lavouras e da produção pecuária.

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Falta de areia no mercado adia entrega de nova quadra no Parque da Família, em Cuiabá

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Prefeitura concluiu estrutura de concreto, mas precisou estender prazo da obra em 15 dias aguardando a chegada de material específico

A nova quadra de areia do Parque da Família, em Cuiabá, será entregue à população em 15 dias. A estrutura, voltada para a prática de modalidades esportivas e lazer comunitário, entrou na reta final de montagem, mas teve a data de inauguração reajustada devido à indisponibilidade temporária de areia apropriada no mercado local.

 

Inicialmente prevista para esta semana, a conclusão do espaço precisou ser prorrogada a pedido da empreiteira responsável, que aguarda o fornecimento do insumo específico para quadras de areia.

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Segundo o diretor técnico de Infraestrutura Esportiva da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, Ricardo Giradelo, a parte de engenharia civil já está adiantada. As muretas de contenção e os tubos de sustentação para o cercamento foram concluídos.

 

“Ainda não instalamos as telas de fechamento porque precisamos primeiro espalhar a areia no recinto. Como a construtora nos informou sobre a falta do material adequado na cidade, estendemos o prazo para o recebimento desse lote e remarcamos a entrega para o dia 9 de outubro”, explicou Giradelo.

 

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A montagem do alambrado será a etapa final da obra, realizada imediatamente após o preenchimento do solo. O novo equipamento faz parte do plano da Prefeitura de Cuiabá para revitalizar os espaços públicos de convivência e incentivar a prática de atividades físicas na capital.

 

 

 

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Ouça áudio em que deputado xinga e ameaça empresária em MT

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Gravação de ligação com Luci Vânia Conci levou a Justiça a conceder medidas protetivas contra Chico Guarnieri

Um áudio que circula em grupos de WhatsApp registra uma ligação em que o deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) xinga a empresária Luci Vânia Conci, de Sapezal. Questionado por ela se estava fazendo uma ameaça, o parlamentar responde: “Estou ameaçando! Pilantra! Safada! Grava aí!”.

Luci afirmou que recebeu duas ligações de Guarnieri em 1º de setembro, após conversar com um vereador sobre apoio eleitoral. Ela negou ter feito campanha contra o deputado e disse que nunca havia se sentido tão humilhada.

Nas redes sociais, Luci diz que se sentiu  humilhada pelo parlamentar.

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“Eu nunca me senti tão humilhada na minha vida. Porque nem meu pai, nem meu ex-marido, ninguém fez isso comigo. Falar o que o Chico falou pra mim”, declarou.

A Justiça concedeu medidas protetivas à empresária em 8 de setembro. Guarnieri ficou proibido de se aproximar dela, de seus familiares e de testemunhas, além de entrar em contato por telefone, aplicativos ou redes sociais.

Veja vídeo

 

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Quase 919 mil brasileiros no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026

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Eleitores estão distribuídos por 134 países e votarão apenas para presidente e vice-presidente; seções serão instaladas em 186 cidades

Quase 1 milhão de brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 918.876 eleitores em 134 países, o equivalente a pouco mais de 0,5% dos cerca de 158,7 milhões totais do país.

 

Os brasileiros que vivem fora do país votam apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

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Seções eleitorais

O número de brasileiros aptos a votar fora do país vem crescendo ano a ano. De 2010 a 2026, o aumento registrado foi de 358%.

 

Em 2010, eram cerca de 210 mil eleitores habilitados, contingente que subiu para 354 mil em 2014. Em 2018 eram 500 mil eleitores registrados fora do país e, em 2022, quase 700 mil.

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Brasília (DF), 25/09/2026 – Eleições 2026. Eleitores no exterior. Foto: Arte/Agência Brasil

Eleições 2026: eleitores no exterior. – Arte/Agência Brasil

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A jornalista Victoria Duarte, de 30 anos, está entre esses eleitores. Estudante de mestrado na University of Niagara Falls, ela mora em Ontário, no Canadá, desde agosto de 2025. Esta será a primeira vez que ela participará de uma eleição brasileira no exterior.

 

“Queria votar, mesmo morando fora, porque sei da importância dessas eleições para o futuro do meu país. Fiz todo o processo necessário para isso”, disse ela à Agência Brasil.

 

Para votar, Victoria e outros amigos brasileiros terão de se deslocar até Toronto, onde fica a seção eleitoral mais próxima.

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Segundo o TSE, serão instaladas seções eleitorais em 186 cidades do exterior. Elas funcionarão principalmente em consulados e embaixadas brasileiras, mas também poderão ser instaladas em escolas, hotéis e outros espaços.

 

O número de brasileiros aptos a votar fora do país vem crescendo nos últimos anos. Em 2014, havia cerca de 354 mil eleitores habilitados. Em 2022, esse contingente chegou a quase 700 mil.

 

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A experiência de morar fora reforçou o vínculo de Victoria com o Brasil. “Fiquei mais patriota e orgulhosa do próprio país”, afirmou. “Quem mora fora sabe disso porque compara.”

 

Os países com o maior número de eleitores brasileiros são os Estados Unidos (265,4 mil), Portugal (134,7 mil), Japão (88,3 mil), Canadá (46,4 mil) e Alemanha (41,5 mil).

 

 

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Brasília (DF), 25/09/2026 – Eleições 2026. Eleitores no exterior. Foto: Arte/Agência Brasil

Arte/Agência Brasil

Perfil

Segundo o TSE, as mulheres representam 57% dos eleitores registrados fora do Brasil, enquanto os homens correspondem a 43%. Quanto ao estado civil, os solteiros são maioria, com 52% do total. Os casados representam 42%; os divorciados, 6%; e os viúvos, 1%.

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O cadastro eleitoral registra ainda 6.614 pessoas com deficiência, número equivalente a 0,72% desse eleitorado.

 

Com relação à escolaridade, 38% dos eleitores residentes no exterior têm ensino superior completo, o maior percentual entre os níveis de instrução registrados. Os que concluíram o ensino médio representam 29%, enquanto aqueles com ensino superior incompleto correspondem a 13%.

 

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Os eleitores com ensino médio incompleto somam 10%, seguidos pelos que têm ensino fundamental completo (5%), ensino fundamental incompleto (3%) e pelos que apenas sabem ler e escrever (1%).

 

Quanto à faixa etária, o maior grupo é formado por eleitores de 40 a 44 anos. Em seguida aparecem as faixas de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos.

 

Os dados detalhados sobre o eleitorado residente no exterior estão disponíveis no portal do TSE.

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Polarização

Victoria diz que a polarização política brasileira também é percebida entre os brasileiros que vivem no exterior.

 

“Em geral, as pessoas que vêm ao Canadá têm melhores condições financeiras e, por isso, tendem a ser mais conservadoras. Mas há também muitos jovens por aqui que, em geral, são mais progressistas e costumam votar na esquerda”, avaliou.

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Justificativa

Eleitores que estiverem no exterior no dia da votação e não comparecerem às urnas poderão justificar a ausência em uma das mesas receptoras de votos instaladas fora do país ou por meio do aplicativo e-Título.

 

“Não haverá mesas exclusivas para justificativa. O procedimento presencial poderá ser realizado apenas nas mesas que funcionarem com urna eletrônica”, informou o TSE.

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