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11 de agosto de 2026

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‘Os javalis estão por todo o Brasil e são cada vez mais avistados onde há soja’, diz analista da Famato

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Foto: Ibama

O avanço dos javalis sobre as propriedades rurais tem preocupado produtores em diferentes regiões do Brasil. Embora os animais apresentem preferência por áreas maiores de milho, também há registros de ataques em lavouras de soja, especialmente durante os estágios iniciais da cultura, quando as plantas recém-semeadas ficam mais vulneráveis.

Em Mato Grosso, um dos principais polos de produção de soja e milho do país, os relatos da presença de javalis têm se tornado cada vez mais frequentes. Em conversa com o Soja Brasil, Marcos Carvalho, analista de Pecuária da Famato, explica que os animais são atraídos principalmente por áreas com maior oferta de alimento e podem causar prejuízos expressivos às lavouras.

“O javali utiliza o focinho para revolver o solo, principalmente na formação de ninhos onde as fêmeas fazem o parto. Nesse processo, acaba consumindo também a soja recém-semeada e causando grandes estragos dentro das lavouras”, explica Carvalho.

A espécie, que começou a se disseminar pelo Sul do país, avançou para outras regiões e hoje já está presente em praticamente todo o território nacional. Em Mato Grosso, a expansão acompanha principalmente áreas com grande oferta de alimentos.

“O javali está disseminado em todo o território nacional. Ele começou no Sul e foi avançando em direção ao Norte. Em Mato Grosso, temos uma grande quantidade de animais sendo avistados nas propriedades rurais, principalmente onde há soja e milho, que oferecem uma grande disponibilidade de alimento”, afirma o analista.

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Problema também chega à pecuária

A presença dos javalis não se restringe às áreas de soja ou de milho, por exemplo. Os animais também são encontrados em propriedades de pecuária de corte, principalmente onde existe oferta de ração.

Além de consumir o alimento destinado ao gado, os javalis podem urinar e defecar próximos aos locais de alimentação, aumentando a preocupação com a sanidade dos rebanhos.

“Eles também são observados em propriedades de pecuária de corte, principalmente onde há fornecimento de ração. Os javalis consomem esse alimento e acabam urinando e defecando na área, o que representa um risco sanitário para a propriedade”, alerta Carvalho.

A preocupação está relacionada ao potencial de transmissão de doenças. Os javalis podem atuar como hospedeiros ou transmissores de enfermidades de importância para a produção animal, o que reforça a necessidade de controle e monitoramento da população.

Controle exige medidas legais

Diante dos prejuízos provocados pelos animais, a orientação da Famato é que os produtores adotem medidas de proteção e controle dentro das normas estabelecidas pelos órgãos competentes.

Entre as estratégias utilizadas nas propriedades estão a instalação de cercas, inclusive elétricas, e medidas para impedir o acesso dos javalis às fontes de alimento. O objetivo é reduzir a entrada dos animais nas lavouras e evitar que encontrem condições favoráveis para permanecer na propriedade.

“O produtor precisa buscar formas de proteção. Muitos relatam o uso de cerca elétrica na parte inferior para impedir a entrada dos animais e outras estratégias para bloquear o acesso às fontes de alimento”, destaca.

O controle da população também é considerado fundamental, já que o javali é uma espécie invasora e não pertence à fauna nativa brasileira.

“É um problema sério e o produtor precisa utilizar as ferramentas disponíveis para o controle, sempre dentro da legalidade. A captura e o manejo dos animais são medidas importantes para reduzir os prejuízos causados por essa espécie invasora”, reforça Carvalho.

Para os produtores, o alerta é para que o problema seja tratado de forma preventiva. Com a expansão das áreas agrícolas e a grande disponibilidade de alimento, especialmente em regiões produtoras de soja e milho, o risco de novos ataques tende a aumentar, tornando o monitoramento e o controle dos javalis cada vez mais importantes para a proteção das lavouras e da produção pecuária.

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Operação Heritage é baseada em “grande especulação”, afirma governador

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Segundo ele, a oposição política teria se aproveitado da situação para se promover

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a Operação Heritage está baseada em uma “grande especulação”, sem clareza sobre o que pode ser factível ou não.

O governador se manifestou nesta terça-feira (11) sobre a ação da Polícia Federal, que atingiu a composição de sua chapa para a campanha de reeleição. Segundo ele, a oposição política teria se aproveitado da situação para se promover.

“Me parece que a oposição tirou todo o proveito possível de uma grande especulação que a gente não sabe o que há de verdadeiro nisso. Eu acho as pessoas citadas e sei da inocência delas. Também já fui vítima [de ação sem clareza]”, disse.

O impacto da Operação Heritage movimentou o grupo político do governo. Nesta terça-feira, o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) anunciou que desistiu de concorrer ao cargo de vice-governador na chapa de Pivetta.

Pivetta afirmou que manterá seu projeto de disputar o governo e disse que ainda não consegue mensurar qual será o impacto da operação na campanha eleitoral.

“É um momento de dar um passo atrás para percorrer o mesmo caminho de novo. Nós vamos continuar prosseguindo a implantar o modelo de gestão que ajuda Mato Grosso”, disse.

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Pivetta diz que saída de Fábio Garcia da vice foi decisão consensual do grupo

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que a saída do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) da vaga de vice em sua chapa ao governo foi uma decisão consensual do grupo político.

“Foi uma decisão consensual de nosso grupo todo”, disse.

Pivetta e Fábio confirmaram a mudança na chapa em entrevista nesta terça-feira (11), na Assembleia Legislativa. Segundo Fábio, a ordem judicial que o proíbe de manter contato com o ex-governador Mauro Mendes foi um dos fatores que pesaram para a decisão.

“Essa restrição impõe uma grande dificuldade na articulação da campanha, e eu fui pedido pelo presidente da federação União Progressista para reavaliar minha candidatura a vice-governador e voltar a disputar a Câmara Federal”, disse.

A ordem foi determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a autorização da Operação Heritage.

Pivetta afirmou que, apesar da saída de Fábio, não há racha no grupo político em razão da frustração do projeto original.

A saída de Fábio também ocorre em meio à necessidade de reduzir o impacto da Operação Heritage sobre a candidatura do governador Otaviano Pivetta. A Polícia Federal investiga a negociação financeira envolvendo a devolução de R$ 308 milhões à operadora de telefonia Oi S.A., referente a uma cobrança tributária considerada indevida.

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Fábio Garcia abre mão da vice de Pivetta e mira permanência na Câmara

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O deputado federal Fábio Garcia (União) decidiu não disputar mais a vaga de vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos). Com a mudança, Pivetta terá liberdade para definir o novo nome que integrará a composição eleitoral.

Entre os nomes avaliados estão a deputada federal Gisela Simona (União), a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira (Pode), e o ex-secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo.

A decisão ocorre após uma reunião entre Pivetta e o governador Mauro Mendes (União), que marcou uma nova etapa na composição política do grupo. Garcia deverá concentrar esforços na disputa pela permanência na Câmara dos Deputados.

A mudança também acontece em meio às repercussões da Operação Heritage, da Polícia Federal, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi. O inquérito envolve Mauro Mendes, Fábio Garcia e Mauro Carvalho.

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