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Seapi abre inscrições para salão de iniciação científica da agricultura

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) abriu as inscrições para o 15º Salão de Iniciação Científica e de Inovação Tecnológica (15º Sicit), o 10º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa 2026. Organizado por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), o evento será realizado de forma online nos dias 23 e 24 de setembro de 2026, com transmissão pelo canal do DDPA no YouTube.
A programação prevê a apresentação de resultados de pesquisas nas áreas animal, vegetal e de desenvolvimento rural. Neste ano, as palestras de abertura terão como tema “Bioinsumos: Legislação e Aplicações na Agropecuária”.
Para apresentar trabalhos, os bolsistas precisam estar regularmente matriculados em instituição de ensino superior e envolvidos em atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Os participantes deverão submeter resumo e fazer apresentação oral, conforme a disponibilidade de vagas. As apresentações orais serão gravadas e enviadas previamente.
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As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela plataforma Even3. Os resumos poderão ser enviados até 24 de agosto, de acordo com o modelo do Anexo I do edital. A comunicação sobre o aceite dos trabalhos está prevista a partir de 8 de setembro. Os trabalhos aprovados deverão encaminhar o link do vídeo de apresentação até 13 de setembro.
Também serão aceitos apenas resumos com resultados parciais, preliminares ou finais. O público em geral poderá participar como ouvinte, com inscrições abertas até 22 de setembro.
Segundo a Seapi, o 15º Sicit, o 10º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa 2026 têm como objetivo viabilizar a apresentação de resultados de atividades de pesquisa de estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação, além de pesquisadores e servidores da secretaria.
A proposta do evento é estimular o interesse pela ciência, o raciocínio crítico e o desenvolvimento de produtos, processos inovadores, conhecimento e transferência de tecnologias e serviços voltados à agropecuária gaúcha.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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Pequenos produtores comandam 80% da estrutura da atividade pecuária em Mato Grosso

A hegemonia de Mato Grosso no mercado nacional de carne bovina depende majoritariamente de uma malha capilarizada de pequenas propriedades. Dos 106.009 imóveis rurais cadastrados no Instituto de Defesa Agropecuária do estado (Indea-MT) para a criação de gado de corte, 85.005 são áreas de pequeno porte, que não ultrapassam os 320 hectares.
Esse contingente de produtores familiares e de menor escala representa 80,1% do ecossistema da atividade no estado. O peso econômico do setor mede-se também pela sua representatividade empresarial: a atividade responde por 9,36% de todos os CNPJs ativos em Mato Grosso, superando faturamentos e estruturas do cultivo de soja, do comércio de roupas e do transporte rodoviário de cargas.
Os extratos restantes da cadeia produtiva local revelam uma participação de 11,8% de médias propriedades, o equivalente a 12.583 fazendas. Já os grandes complexos pecuários representam a menor fatia absoluta do total de estabelecimentos, somando 8.417 propriedades, ou 7,9% do total registrado pelo órgão de defesa sanitária.
Na divisão geográfica, o extremo norte e a região de fronteira concentram os maiores polos produtivos em volume de fazendas. O município de Colniza desponta na liderança com 3.762 unidades, seguido por Cáceres, com 3.218. Juína (2.485), Nova Bandeirantes (2.140) e Confresa (2.051) completam a lista das cinco cidades com maior densidade de propriedades.
Dinâmica econômica regional
Analisando a dispersão dos dados, o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, aponta que o peso estatístico das pequenas áreas mostra que a sustentação do rebanho mato-grossense ocorre fora dos grandes conglomerados corporativos. Segundo ele, o volume expressivo de pequenos pecuaristas descentraliza a receita e fomenta os mercados locais.
“Essa ampla base produtiva é um dos fatores que ajudam Mato Grosso a manter sua liderança na produção de carne bovina”, sinaliza Andrade.
O diretor pontua que a presença capilar da atividade nos municípios do interior funciona como um motor de desenvolvimento regional, impulsionado pela absorção de novas ferramentas de manejo.
“Temos uma cadeia produtiva diversificada, presente em todas as regiões do estado e cada vez mais focada em produtividade e tecnologia. Esse conjunto de fatores tem sido fundamental para consolidar Mato Grosso como uma referência mundial na produção de proteína animal”, conclui.
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Trump diz que recursos do Irã serão usados na compra de produtos agrícolas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de quinta-feira (25) que recursos iranianos congelados serão desbloqueados para a compra de produtos agrícolas destinados ao reabastecimento do mercado do Irã após a guerra no Oriente Médio. A declaração foi feita durante cerimônia em que ele assinou uma ordem executiva sobre inovações agrícolas.
Segundo Trump, as negociações caminham para um acordo que prevê o uso desses recursos na aquisição de alimentos produzidos por agricultores norte-americanos. Ao citar os itens que poderiam ser comprados, o presidente mencionou milho, soja e "todas as coisas de que eles precisam".
Na fala durante a cerimônia, Trump disse que essas compras começarão em breve e classificou a operação como algo de grande porte. A declaração vincula o desbloqueio dos fundos congelados a um movimento de recomposição do abastecimento iraniano.
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Na segunda-feira (22), Trump já havia defendido a mesma proposta ao afirmar a repórteres que os recursos iranianos descongelados no âmbito de um memorando de entendimento entre os dois países seriam usados para comprar comida.
A menção direta a milho e soja coloca a iniciativa no campo das commodities agrícolas e das vendas externas de produtos do setor. As declarações também associam o acordo em negociação à demanda por abastecimento alimentar no mercado iraniano.
Trump reiterou, portanto, que o desbloqueio de recursos do Irã está ligado à compra de alimentos e produtos agrícolas de agricultores dos Estados Unidos, com destaque para milho e soja, em meio às negociações entre os dois países.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Plano Safra 2026/27 deve ser anunciado no dia 30 de junho; veja o que está em jogo

O anúncio do Plano Safra 2026/27 já tem expectativa de data: 30 de junho. A informação foi apurada pelo jornalista Marcelo Dias, da equipe do Canal Rural em Brasília, com fontes que confirmaram a terça-feira da semana que vem, apesar de não haver convite oficial até o momento.
Com isso, é possível que o anúncio ocorra na quarta-feira, 1º de julho, assim como foi no ano passado. A previsão é que tanto o plano da Agricultura Familiar quanto o da Agricultura Empresarial sejam apresentados no mesmo dia.
A definição do possível cronograma ocorre no momento em que as equipes técnicas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) finalizam os ajustes orçamentários junto ao Ministério da Fazenda.
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O valor pedido pelo agro vs. o valor sinalizado pelo governo
Em abril, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou formalmente ao Ministério da Agricultura a proposta de R$ 623 bilhões em recursos financiáveis para o novo Plano Safra. Esse valor, segundo a CNA, não inclui as cédulas de produto rural.
Além disso, o montante representa um pedido de aumento significativo de 53,5% em relação ao total disponibilizado no ciclo 2025/26, quando foram anunciados R$ 405,9 bilhões.
De acordo com apuração do ex-presidente do Banco do Brasil e colunista do Canal Rural, Fausto Ribeiro, o Plano Safra 2026/27 deve ser de R$ 652 bilhões. O valor significaria um avanço de cerca de 10% frente ao total disponibilizado na safra passada.
As atenções, contudo, se voltam para as condições a serem disponibilizadas. Nesse cenário, especialistas alertam para restrições fiscais e ambientais, o que deve impactar o crédito rural.
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