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29 de maio de 2026

Sustentabilidade

STF destrava Ferrogrão após quase seis anos e recoloca nos trilhos projeto estratégico para a logística nacional – MAIS SOJA

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A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que validou a constitucionalidade da lei relacionada à Ferrogrão encerra quase seis anos de insegurança jurídica e recoloca nos trilhos um dos empreendimentos logísticos mais importantes do Brasil.

Na prática, o STF validou a Lei nº 13.452/2017, que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, permitindo a regularização da faixa de domínio da BR-163 e o avanço da Ferrogrão.

A ferrovia ligará Sinop (MT) ao distrito de Miritituba (PA), em um corredor de aproximadamente mil quilômetros de extensão, acompanhando grande parte da BR-163, rota fundamental para o escoamento da produção agropecuária mato-grossense em direção aos portos do Arco Norte.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, a construção da ferrovia representa um avanço econômico, logístico e ambiental para Mato Grosso e para o Brasil.

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“A construção da Ferrogrão significa mais competitividade e eficiência para o produtor de Mato Grosso. Estima-se uma economia de mais de R$ 8 bilhões por ano, podendo ainda, haver redução no valor do frete no estado”, destacou.

Segundo ele, além da redução dos custos logísticos, os recursos economizados tendem a permanecer circulando na economia estadual, estimulando investimentos, geração de empregos e aumento da arrecadação.

Outro benefício apontado é a melhora no fluxo da BR-163, que atualmente transporta mais de 17 milhões de toneladas de grãos e enfrenta graves gargalos, congestionamentos, acidentes e elevado custo operacional. Com parte da carga migrando para o modal ferroviário, a expectativa é reduzir acidentes, melhorar o tráfego e aumentar a eficiência do escoamento por esse importante corredor logístico de Mato Grosso.

Além dos impactos econômicos, a Ferrogrão também é apontada como uma alternativa mais sustentável para o transporte de cargas. A estimativa é de redução de até 40% nas emissões de CO₂ no transporte de grãos.

“A redução das emissões de carbono pode chegar a aproximadamente 3,4 milhões de toneladas por ano”, afirmou Lucas Costa Beber.

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O projeto também foi desenvolvido para minimizar impactos ambientais e sociais. No trecho relacionado ao Parque Nacional do Jamanxim, a área desafetada para viabilização da obra corresponde a 862 hectares, cerca de 0,054% da unidade de conservação, com previsão de compensação ambiental.

“A ferrovia utilizará majoritariamente o corredor já existente da BR-163. A área desafetada será compensada posteriormente, podendo inclusive superar a extensão utilizada, garantindo segurança ambiental, social e econômica ao projeto”, explicou.

Com a decisão do STF, a expectativa do setor produtivo é que os órgãos responsáveis avancem com celeridade nos próximos passos para viabilizar o empreendimento. A Aprosoja MT defende que Ministério dos Transportes, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Tribunal de Contas da União (TCU), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) atuem de forma coordenada para garantir o andamento do projeto, a realização do leilão e o início das obras.

Assim como fez desde o início das discussões sobre a Ferrogrão, a Aprosoja MT seguirá empenhada na defesa do projeto e na busca por soluções que ampliem a competitividade do agronegócio brasileiro, promovendo desenvolvimento econômico, eficiência logística e sustentabilidade para Mato Grosso e para todo o país.

Fonte: Aprosoja/MT

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FONTE

Autor:Raiane Florentino – Assessoria de Comunicação

Site: Aprosoja/MT

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Sustentabilidade

Milho recuа em Chicago enquanto custos da nova safra sobem no Brasil – MAIS SOJA

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O primeiro mês cotado, em Chicago, recuou nesta semana, com o fechamento da quinta-feira (28) ficando em US$ 4,55/bushel, contra US$ 4,62 uma semana antes. Enquanto isso, o plantio do milho, nos EUA, até o dia 24/05, atingia a 86% da área esperada, contra a média de 83% para esta data. Do total semeado, 60% havia germinado, contra 58% na média histórica.

E no Brasil os preços melhoraram um pouco, com as principais praças gaúchas pagando R$ 58,00/saco, enquanto nas demais regiões nacionais os valores oscilaram entre R$ 44,00 e R$ 62,00/saco.

Dito isso, estudo feito pelo Imea, em parceria com o Senar-MT, apontou que o milho foi a cultura com maior aumento de custos, naquele Estado, para 2026/27. Em abril o custeio da safra aumentou 2,3%, com pressão de 4,3% de elevação nos fertilizantes e corretivos e de 2,46% nos defensivos agrícolas. Também o custo com sementes subiu.

“Com isso, o Custo Operacional Efetivo (COE) do grão apresentou incremento de 1,72% no comparativo mensal, enquanto o Custo Total (CT) avançou 1,25%. Assim, somente o custeio chega a R$ 3.772,24 por hectare, ganhando 7,2% sobre o ano anterior. Os Custos Operacionais Efetivos (COE) atingem a média de R$ 5.176,14 por hectare. Por sua vez, enquanto o custo de produção subiu, os preços do saco de milho, no interior do Centro-Oeste, têm oscilado perto dos R$ 40,00, exigindo maior atenção do produtor com relação às trocas”.

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Por sua vez, as exportações brasileiras de milho, nos primeiros 15 dias úteis de maio, atingiram a 201.735 toneladas. Isso significa 625% acima do registrado na média diária de maio do ano passado. O valor médio da tonelada exportada caiu 42,9%, passando de US$ 467,10, em maio de 2025, para US$ 266,60 atualmente (cf. Secex).

Enfim, destaque para o início da colheita da safrinha no Mato Grosso, com a mesma atingindo a 0,57% da área até o dia 22/05. A produtividade média é de 118,7 sacos/hectare neste momento (cf. Imea). Dito isso, o clima continua sendo um ponto de atenção junto aos produtividade possa ser mantida.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

CEEMA/Unijuí: Redução da área plantada pode elevar preços do trigo na próxima safra – MAIS SOJA

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O trigo igualmente assistiu, em Chicago, um recuo em suas cotações nesta última semana de maio. O bushel do cereal, para o primeiro mês cotado, fechou a quinta-feira (28) em US$ 6,24, contra US$ 6,47 uma semana antes.

Dito isso, as condições das lavouras estadunidenses de trigo de inverno, até o dia 24/05, aparesentavam-se com 44% entre ruins a muito ruins, 30% regulares e apenas 26% entre boas a muito boas. Já o trigo de primavera, na mesma data, estava com 86% da área esperada semeada, contra 79% na média histórica. Do total semeado, 56% havia germinado, contra 51% na média.

E no Brasil, os preços voltaram a melhorar na média. As principais praças gaúchas se mantiveram entre R$ 65,00 e R$ 66,00/saco, porém, no Paraná o produto se consolidou em R$ 70,00/saco.

Os aumentos de preço estão ligados a falta de produto de qualidade superior, a preços mais elevados na importação, e a forte redução de área semeada que se cristaliza na medida em que o plantio avança neste momento.

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No Paraná, no dia 25/05 o plantio do cereal atingia a 61% da área esperada. Já no Rio Grande do Sul o mesmo ainda está em sua fase inicial. Por outro lado, em 2025 o Brasil moeu 13,3 milhões de toneladas de trigo, com avanço de 0,6% sobre 2024. Foi o maior volume anual desde 2021. Houve maior ocupação da capacidade instalada, com a taxa média superando a 76%.

“O Paraná se manteve como o principal polo de moagem de trigo, com 3,9 milhões de toneladas, apesar de uma queda anual de 1%, seguido pelo Rio Grande do Sul (2 milhões de toneladas, +3%) e São Paulo (1,73 milhão de toneladas, -7,6%). Os Estados do Norte e Nordeste, que importam a maior parte da demanda de trigo, verificaram aumento de 4,7% na moagem de trigo, para 3,5 milhões de toneladas. Enquanto isso, o Brasil importou 6,88 milhões de toneladas de trigo em 2025, volume que respondeu por pouco mais da metade do total processado no país. A maior parte das importações veio da Argentina, com 5,4 milhões de toneladas, seguida do Uruguai (767.800 toneladas) e Paraguai (513.000 toneladas)” (cf. Abitrigo).

Enfim, “no Rio Grande do Sul os preços da safra velha continuam melhorando aos poucos. Os moinhos elevaram as indicações para R$ 1.430,00 a R$ 1.450,00 por tonelada CIF para trigo normal, sem característica branqueadora ou melhoradora. No mercado FOB, as referências estão em R$ 1.330,00 para junho, R$ 1.350,00 para julho e R$ 1.370,00 para agosto. A tendência de redução na área de trigo para a safra nova é considerada generalizada, diante da falta de sementes e do menor uso de tecnologia.

Caso esse movimento se confirme, os preços devem se elevar após a futura colheita. Ainda no estado gaúcho, o trigo melhorador segue difícil de ser encontrado, sendo que as coberturas de junho estão próximas de 100%, enquanto julho é estimado em 40%. Em Santa Catarina, o mercado avança de forma gradual, acompanhando os movimentos do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Com preços relativamente estáveis nas demais origens, o frete segue como principal fator de diferença nos valores finais. O trigo catarinense passou para R$ 1.350,00 a R$ 1.400,00 por tonelada FOB, enquanto as ofertas do Paraná ficaram entre R$ 1.320,00 e R$ 1.350,00 no Sudoeste. E no Paraná a escassez de matéria-prima de boa qualidade mantém os preços elevados. Negócios recentes foram reportados a R$ 1.350,00 por tonelada na região central, R$ 1.400,00 FOB no norte e R$ 1.450,00 CIF na região de Curitiba. As ofertas seguem limitadas, com produtores buscando valores maiores e moinhos avaliando propostas, embora as alternativas mais baratas praticamente tenham desaparecido” (cf. TF Agronômica)

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Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

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Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Produtividade da soja varia no RS após impactos do clima ao longo da safra – MAIS SOJA

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A colheita da soja se encontra em fase final no Estado, alcançando 99% da área cultivada. A predominância de tempo seco e de boa trafegabilidade favoreceram o avanço das operações e a conclusão da colheita na maior parte das regiões produtoras. Restam áreas de safrinha, implantadas após o milho precoce, e talhões tardios, implantados principalmente após o período de escassez hídrica no início do verão, que estão encerrando o ciclo fisiológico.

Nessas áreas, especialmente em ambientes de várzea e de drenagem mais limitada, observam-se perdas pontuais por debulha natural em função do atraso da colheita das lavouras já maduras.

As produtividades seguem bastante heterogêneas devido à época de semeadura, ao regime hídrico ao longo do ciclo e ao potencial das lavouras implantadas tardiamente. Em áreas submetidas a déficit hídrico mais intenso, especialmente em solos rasos ou arenosos, ocorreram perdas significativas.

Nas lavouras de segundo cultivo e safrinha, persiste a tendência de redução do potencial produtivo também em decorrência da menor disponibilidade hídrica, da redução do fotoperíodo e do menor porte das plantas. Houve incremento na incidência de doenças foliares, como oídio e ferrugem-asiática, nas áreas ainda em final de ciclo.

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Os produtores realizam operações de manejo pós-safra, como aplicação de corretivos, reparos localizados em áreas com erosão e classificação de grãos destinados à armazenagem e à eventual utilização como semente própria.

Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Passo Fundo e Soledade, a colheita de soja foi concluída. Na de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita foi concluída em Maçambará, Itacurubi, Barra do Quaraí e Uruguaiana. Em Manoel Viana, 99% dos 58.000 hectares foram colhidos; restam apenas áreas implantadas após o milho. Em São Borja, há por colher lavouras de safrinha, que equivalem a cerca de 10% dos 105.000 hectares semeados.

Na Campanha, dos 378 mil hectares cultivados 93% foram colhidos, e restam aproximadamente 26.000 hectares, compostos principalmente por áreas implantadas em janeiro e por talhões replantados após as precipitações intensas do final de dezembro. Em Dom Pedrito, parte dos produtores postergou a colheita em períodos de maior nebulosidade para reduzir descontos por umidade dos grãos.

As produtividades apresentaram melhor desempenho nas semeaduras tardias. Contudo, a maioria dos municípios deverá encerrar a safra com resultados inferiores ao inicialmente projetado.

Na de Frederico Westphalen, a colheita alcança 99% dos 434.000 hectares cultivados. As áreas remanescentes se encontram em maturação e devem ser colhidas nos próximos dias devido às boas condições de tempo. Na de Ijuí, a colheita alcança 98%. A operação tem sido realizada apenas em lavouras de segundo cultivo, após a aplicação de produtos para a uniformização da maturação. A produtividade média regional está estimada em 3.024 kg/ha. Há relatos de redução do potencial produtivo nas áreas tardias, além de aumento da incidência de oídio e de ferrugemasiática.

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Na de Pelotas, 97% foram colhidos. A produtividade média está estimada em 2.800 kg/ha. As precipitações de baixo volume no período não comprometeram as operações, mantendo adequadas as condições de acesso das máquinas às lavouras. Os 3% remanescentes se encontram em fase de maturação.

Na de Santa Maria, a colheita está praticamente concluída. A produtividade média regional está estimada em 2.900 kg/ha. Na de Santa Rosa, restam 2% das lavouras em fase madura, e 98% foram colhidos. O avanço da colheita das áreas de safrinha foi favorecido pela adequada umidade do solo, que permitiu o acesso de máquinas em áreas de baixada e de drenagem deficiente. Em parte dessas áreas, houve perdas por debulha de legumes devido à permanência prolongada das plantas maduras no campo. As produtividades apresentam elevada variabilidade, entre 900 kg/ha e 4.200 kg/ha como reflexo de diferenças na disponibilidade hídrica, na época de implantação e na adaptação das áreas de segundo cultivo.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A cotação média da soja passou de R$ 114,96 para R$ 115,52, aumentando 0,49% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar

Fonte: Emater/RS


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