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Atualização do Sindesa interrompe emissão de GTAs por quatro dias em MT

A atualização do sistema responsável pelo controle sanitário e pelo trânsito de animais em Mato Grosso vai provocar uma interrupção temporária na emissão de documentos essenciais para a pecuária. A paralisação do Sistema Integrado de Defesa Sanitária (Sindesa) ocorrerá entre as 18h de 6 de agosto e 9 de agosto, período em que produtores precisarão antecipar a emissão de GTAs para manter a programação de abates, reposição de rebanho e reprodução.
Além da emissão das guias, também ficarão fora do ar o Módulo do Produtor Rural e as consultas ao sistema. A interrupção deve afetar operações que dependem da documentação sanitária para o transporte de bovinos, aves, suínos e outras espécies.
Com a paralisação, produtores que têm movimentações programadas para o período precisam antecipar a emissão dos documentos. A recomendação vale principalmente para animais destinados ao abate, à reposição de rebanho e à reprodução.
Para reduzir os impactos da interrupção, as GTAs poderão ter o prazo de validade ampliado temporariamente para até 15 dias. A medida permitirá que os documentos sejam emitidos com maior antecedência em relação à data prevista para o transporte.
Emissão manual não será permitida para animais destinados ao abate
A antecipação, no entanto, será necessária porque não haverá emissão manual de GTAs para animais destinados ao abate durante o período de indisponibilidade. A restrição está relacionada às exigências de rastreabilidade e certificação sanitária.
A orientação é que produtores e empresas revisem a programação de movimentações e providenciem a documentação antes da paralisação. “A Famato junto ao Indea-MT reforça a importância de os produtores se organizarem com antecedência. A emissão das GTAs e dos demais documentos devem ser antecipada para que a paralisação temporária do sistema não comprometa a movimentação dos animais e a rotina das propriedades”, destaca o 2º vice-presidente e presidente da Comissão de Pecuária da Famato, Amarildo Merotti.
O impacto alcançará diferentes segmentos da produção pecuária. “Toda a cadeia pecuária que depende da emissão de GTA para o trânsito de animais será impactada durante esse período. Isso inclui bovinos destinados ao abate, aves, suínos e outras movimentações que utilizam o sistema”, explica o analista de Pecuária da Famato, Marcos Carvalho. Segundo ele, o planejamento antecipado é necessário para evitar atrasos na programação.
Em situações excepcionais, como incêndios em propriedades rurais ou outras emergências que exijam a movimentação imediata de animais, será utilizado um plano de contingência com atendimento pelas unidades do Indea-MT.
Nova plataforma exigirá redefinição de senha
Após a conclusão da atualização, os usuários precisarão redefinir a senha no primeiro acesso ao Sindesa. A nova versão foi desenvolvida para ampliar a estabilidade e a capacidade de processamento do sistema.
A plataforma também terá mudanças na gestão do cadastro pecuário, no controle do trânsito animal e em outras atividades executadas pelo Serviço Veterinário Oficial. O histórico de informações sanitárias e cadastrais deverá ser preservado.
Para auxiliar os usuários na adaptação, serão disponibilizados materiais explicativos, vídeos e treinamentos sobre o funcionamento do novo sistema.
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Cachaça de alambique do Circuito das Águas Paulista recebe Indicação Geográfica

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) concedeu nesta terça-feira (21) o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência, para a cachaça de alambique do Circuito das Águas Paulista. O reconhecimento alcança nove municípios do interior de São Paulo e formaliza a identificação da região como área tradicional de produção da bebida.
A Indicação de Procedência abrange os municípios de Águas de Lindoia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindoia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo (SFA-SP), prestou orientações técnicas aos produtores sobre os procedimentos ligados ao reconhecimento da IG e sobre a legislação aplicável à produção, ao registro, à inspeção e à fiscalização de bebidas.
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Na região, a produção de cachaça de alambique está associada ao turismo rural e ocorre, em sua maioria, em pequena escala, com presença de produtores de tradição familiar. Segundo o Inpi, os primeiros registros documentados da atividade local datam de 1929, quando Giuseppe Benedetti produziu a primeira cachaça registrada na região.
Atualmente, o Circuito das Águas Paulista reúne mais de 350 alambiques e produtores de cachaça. Além das práticas tradicionais, a bebida é associada a características da região, como solo, clima e disponibilidade de água. Em recente Concurso Paulista de Cachaça de Alambique, duas das três cachaças mais bem classificadas do estado foram produzidas no Circuito das Águas Paulista.
Em maio deste ano, a região também obteve o reconhecimento de Indicação Geográfica para o café. Com o novo registro, o estado de São Paulo passa a contar com 16 indicações geográficas reconhecidas, das quais 11 estão relacionadas a produtos do agronegócio.
Com o registro da cachaça de alambique do Circuito das Águas Paulista, a região amplia a lista de produtos reconhecidos por Indicação Geográfica no estado e reforça a presença de bens agroindustriais paulistas entre os ativos protegidos pelo sistema de propriedade industrial.
Fonte: gov.br
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Demanda por biomassa impulsiona debate sobre produtividade de árvores em MT

A expansão do etanol de milho em Mato Grosso está aumentando a demanda por biomassa florestal para geração de energia e criando novas oportunidades para a produção de árvores no estado. Ao mesmo tempo, o crescimento do setor coloca em debate a necessidade de elevar a produtividade dos plantios por meio de genética, manejo e tecnologia.
É nesse cenário que produtores e pesquisadores se reúnem em Cuiabá, em 11 de setembro, para o Encontro Técnico dos Produtores de Árvores em Mato Grosso. A programação terá sete palestras sobre temas ligados à produção florestal, incluindo pesquisas com germoplasma de eucalipto, nutrição, manejo e prevenção de incêndios.
“O crescimento dos polos produtores de etanol de milho no Estado tem impulsionado a demanda por biomassa florestal para geração de energia, o que reforça as perspectivas de expansão da atividade”, comenta o presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa.
O evento será realizado das 8h às 18h30, na sede da Aprosoja Mato Grosso, no Centro Político Administrativo. As vagas são limitadas a 110 participantes e exigem inscrição prévia.
Pesquisa e manejo no centro das discussões
Entre os palestrantes confirmados estão o pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, Maurel Behling; Robinson Cannaval Júnior e Carlos Wilcken, do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF/Esalq-USP); e Ronaldo Luiz Vaz, da RR Agroflorestal.
A proposta é aproximar os resultados científicos das decisões tomadas no campo.
“A intenção do evento é discutir soluções para o aumento da produtividade média dos plantios através da inovação e disseminação de boas práticas”, pontuou Takizawa.
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Produção mundial de café deve bater recorde de 189,7 milhões de sacas em 2026/27

A produção mundial de café na safra 2026/27 deve alcançar 189,7 milhões de sacas, volume recorde e 10,8 milhões de sacas acima do ciclo 2025/26, segundo estimativa do Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O avanço é atribuído principalmente às colheitas históricas previstas para Brasil, Etiópia, Uganda e Vietnã, superando as perdas esperadas na Índia e na Indonésia.
Com a oferta maior, as exportações globais de café em grão devem atingir 131,4 milhões de sacas em 2026/27, aumento de 11,9 milhões de sacas na comparação anual, de acordo com o USDA. O consumo mundial é estimado em 179,7 milhões de sacas, também em nível recorde, com os maiores avanços na União Europeia e nos Estados Unidos. Os estoques finais devem subir pelo segundo ano consecutivo, para 26,3 milhões de sacas.
Entre os principais produtores, o Vietnã deve colher uma safra recorde de 32,5 milhões de sacas, alta de 800 mil sacas sobre o ciclo anterior. O USDA atribui o resultado à expansão da área cultivada e ao aumento da produtividade. Segundo a agência, os preços elevados observados recentemente permitiram aos produtores ampliar os investimentos em fertilizantes e outros insumos. As exportações vietnamitas são estimadas em 25,4 milhões de sacas, aumento de 300 mil sacas.
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Na América Central e no México, a produção deve crescer quase 600 mil sacas, para 17,7 milhões, puxada principalmente pela recuperação de Honduras. Na Colômbia, a safra é projetada em 13,4 milhões de sacas, avanço de 900 mil sacas, refletindo a boa umidade do solo após as chuvas do ano passado e o maior uso de fertilizantes e defensivos. As exportações colombianas devem subir 500 mil sacas, para 12,2 milhões de sacas, com destino principal aos Estados Unidos e à União Europeia.
A Etiópia também deve registrar produção recorde, de 12,1 milhões de sacas, com crescimento superior a 500 mil sacas. O USDA relaciona o avanço à ampliação da área plantada e ao uso de variedades de maior produtividade, que já ocupam mais da metade da área cultivada no país. Em sentido oposto, a Indonésia deverá colher 11,4 milhões de sacas, redução de 1 milhão de sacas, com recuo na produção de robusta após excesso de chuvas em regiões produtoras do sul de Sumatra e Java.
A projeção do USDA indica uma safra global recorde de café em 2026/27, acompanhada por avanço das exportações, do consumo e dos estoques finais, em um cenário de expansão da oferta entre os principais produtores.
Fonte: Estadão Conteúdo
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