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23 de julho de 2026

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Demanda por biomassa impulsiona debate sobre produtividade de árvores em MT

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A expansão do etanol de milho em Mato Grosso está aumentando a demanda por biomassa florestal para geração de energia e criando novas oportunidades para a produção de árvores no estado. Ao mesmo tempo, o crescimento do setor coloca em debate a necessidade de elevar a produtividade dos plantios por meio de genética, manejo e tecnologia.

É nesse cenário que produtores e pesquisadores se reúnem em Cuiabá, em 11 de setembro, para o Encontro Técnico dos Produtores de Árvores em Mato Grosso. A programação terá sete palestras sobre temas ligados à produção florestal, incluindo pesquisas com germoplasma de eucalipto, nutrição, manejo e prevenção de incêndios.

“O crescimento dos polos produtores de etanol de milho no Estado tem impulsionado a demanda por biomassa florestal para geração de energia, o que reforça as perspectivas de expansão da atividade”, comenta o presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa.

O evento será realizado das 8h às 18h30, na sede da Aprosoja Mato Grosso, no Centro Político Administrativo. As vagas são limitadas a 110 participantes e exigem inscrição prévia.

Pesquisa e manejo no centro das discussões

Entre os palestrantes confirmados estão o pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, Maurel Behling; Robinson Cannaval Júnior e Carlos Wilcken, do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF/Esalq-USP); e Ronaldo Luiz Vaz, da RR Agroflorestal.

A proposta é aproximar os resultados científicos das decisões tomadas no campo.

“A intenção do evento é discutir soluções para o aumento da produtividade média dos plantios através da inovação e disseminação de boas práticas”, pontuou Takizawa.


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Atualização do Sindesa interrompe emissão de GTAs por quatro dias em MT

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Foto: Sistema Famato/Reprodução

A atualização do sistema responsável pelo controle sanitário e pelo trânsito de animais em Mato Grosso vai provocar uma interrupção temporária na emissão de documentos essenciais para a pecuária. A paralisação do Sistema Integrado de Defesa Sanitária (Sindesa) ocorrerá entre as 18h de 6 de agosto e 9 de agosto, período em que produtores precisarão antecipar a emissão de GTAs para manter a programação de abates, reposição de rebanho e reprodução.

Além da emissão das guias, também ficarão fora do ar o Módulo do Produtor Rural e as consultas ao sistema. A interrupção deve afetar operações que dependem da documentação sanitária para o transporte de bovinos, aves, suínos e outras espécies.

Com a paralisação, produtores que têm movimentações programadas para o período precisam antecipar a emissão dos documentos. A recomendação vale principalmente para animais destinados ao abate, à reposição de rebanho e à reprodução.

Para reduzir os impactos da interrupção, as GTAs poderão ter o prazo de validade ampliado temporariamente para até 15 dias. A medida permitirá que os documentos sejam emitidos com maior antecedência em relação à data prevista para o transporte.

Emissão manual não será permitida para animais destinados ao abate

A antecipação, no entanto, será necessária porque não haverá emissão manual de GTAs para animais destinados ao abate durante o período de indisponibilidade. A restrição está relacionada às exigências de rastreabilidade e certificação sanitária.

A orientação é que produtores e empresas revisem a programação de movimentações e providenciem a documentação antes da paralisação. “A Famato junto ao Indea-MT reforça a importância de os produtores se organizarem com antecedência. A emissão das GTAs e dos demais documentos devem ser antecipada para que a paralisação temporária do sistema não comprometa a movimentação dos animais e a rotina das propriedades”, destaca o 2º vice-presidente e presidente da Comissão de Pecuária da Famato, Amarildo Merotti.

O impacto alcançará diferentes segmentos da produção pecuária. “Toda a cadeia pecuária que depende da emissão de GTA para o trânsito de animais será impactada durante esse período. Isso inclui bovinos destinados ao abate, aves, suínos e outras movimentações que utilizam o sistema”, explica o analista de Pecuária da Famato, Marcos Carvalho. Segundo ele, o planejamento antecipado é necessário para evitar atrasos na programação.

Em situações excepcionais, como incêndios em propriedades rurais ou outras emergências que exijam a movimentação imediata de animais, será utilizado um plano de contingência com atendimento pelas unidades do Indea-MT.

Nova plataforma exigirá redefinição de senha

Após a conclusão da atualização, os usuários precisarão redefinir a senha no primeiro acesso ao Sindesa. A nova versão foi desenvolvida para ampliar a estabilidade e a capacidade de processamento do sistema.

A plataforma também terá mudanças na gestão do cadastro pecuário, no controle do trânsito animal e em outras atividades executadas pelo Serviço Veterinário Oficial. O histórico de informações sanitárias e cadastrais deverá ser preservado.

Para auxiliar os usuários na adaptação, serão disponibilizados materiais explicativos, vídeos e treinamentos sobre o funcionamento do novo sistema.


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Produção mundial de café deve bater recorde de 189,7 milhões de sacas em 2026/27

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A produção mundial de café na safra 2026/27 deve alcançar 189,7 milhões de sacas, volume recorde e 10,8 milhões de sacas acima do ciclo 2025/26, segundo estimativa do Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O avanço é atribuído principalmente às colheitas históricas previstas para Brasil, Etiópia, Uganda e Vietnã, superando as perdas esperadas na Índia e na Indonésia.

Com a oferta maior, as exportações globais de café em grão devem atingir 131,4 milhões de sacas em 2026/27, aumento de 11,9 milhões de sacas na comparação anual, de acordo com o USDA. O consumo mundial é estimado em 179,7 milhões de sacas, também em nível recorde, com os maiores avanços na União Europeia e nos Estados Unidos. Os estoques finais devem subir pelo segundo ano consecutivo, para 26,3 milhões de sacas.

Entre os principais produtores, o Vietnã deve colher uma safra recorde de 32,5 milhões de sacas, alta de 800 mil sacas sobre o ciclo anterior. O USDA atribui o resultado à expansão da área cultivada e ao aumento da produtividade. Segundo a agência, os preços elevados observados recentemente permitiram aos produtores ampliar os investimentos em fertilizantes e outros insumos. As exportações vietnamitas são estimadas em 25,4 milhões de sacas, aumento de 300 mil sacas.

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Na América Central e no México, a produção deve crescer quase 600 mil sacas, para 17,7 milhões, puxada principalmente pela recuperação de Honduras. Na Colômbia, a safra é projetada em 13,4 milhões de sacas, avanço de 900 mil sacas, refletindo a boa umidade do solo após as chuvas do ano passado e o maior uso de fertilizantes e defensivos. As exportações colombianas devem subir 500 mil sacas, para 12,2 milhões de sacas, com destino principal aos Estados Unidos e à União Europeia.

A Etiópia também deve registrar produção recorde, de 12,1 milhões de sacas, com crescimento superior a 500 mil sacas. O USDA relaciona o avanço à ampliação da área plantada e ao uso de variedades de maior produtividade, que já ocupam mais da metade da área cultivada no país. Em sentido oposto, a Indonésia deverá colher 11,4 milhões de sacas, redução de 1 milhão de sacas, com recuo na produção de robusta após excesso de chuvas em regiões produtoras do sul de Sumatra e Java.

A projeção do USDA indica uma safra global recorde de café em 2026/27, acompanhada por avanço das exportações, do consumo e dos estoques finais, em um cenário de expansão da oferta entre os principais produtores.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Queda nos preços reduz margem e pressiona rentabilidade da suinocultura em MT

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Foto: Reprodução/Acrismat

A rentabilidade da suinocultura em Mato Grosso atravessa um momento de forte pressão. A queda nos preços pagos ao produtor reduziu as margens da atividade e, mesmo com o alívio proporcionado pela redução no custo do milho, o resultado econômico das granjas segue comprometido.

O cenário preocupa principalmente produtores que ainda têm financiamentos e investimentos para honrar. Com menor retorno sobre a produção, a capacidade de cumprir esses compromissos fica mais limitada, tornando a gestão financeira um dos principais desafios da atividade.

A situação contrasta com o desempenho da cadeia no país. Enquanto o Brasil registra recordes nas exportações de carne suína e Mato Grosso amplia a produção, os ganhos não chegam com a mesma intensidade às propriedades, sobretudo pela dependência do mercado interno.

A avaliação foi apresentada por pesquisadores do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e da Embrapa durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, que discutiu os desafios econômicos e as perspectivas para o setor.

Mercado interno limita reação dos preços

Embora o mercado internacional siga aquecido para a carne suína brasileira, o efeito sobre a renda dos produtores mato-grossenses ainda é restrito. Isso ocorre porque apenas uma pequena parcela da produção estadual é destinada às exportações.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, a redução dos custos de produção não foi suficiente para compensar a queda nos preços pagos pelo suíno. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor”. Conforme ele, a atividade registra atualmente alguns dos menores resultados econômicos de sua série histórica.

Outro fator que limita uma recuperação mais rápida é a concentração das vendas no mercado doméstico. Gauer explica que “apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação”, enquanto o restante permanece no mercado interno, reduzindo o impacto positivo dos embarques recordes sobre os preços recebidos pelos produtores.

Gestão ganha ainda mais importância

Diante desse cenário, aumentar a eficiência dentro das granjas passa a ser um dos principais caminhos para preservar a rentabilidade. O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, avalia que controlar custos e reduzir desperdícios será determinante enquanto o mercado permanecer pressionado.

Na avaliação dele, os preços atuais continuam abaixo do necessário para garantir margens confortáveis. Por isso, “o produtor [precisa] olhar cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, sem depender apenas de uma reação do mercado.

Martins também defende que a cadeia continue investindo em ações para estimular o consumo da carne suína no país. Para ele, o aumento da demanda interna pode contribuir para melhorar a remuneração dos produtores no médio prazo. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”.

Competitividade depende de planejamento

Além da gestão econômica, a manutenção da competitividade passa pelo fortalecimento das práticas de biosseguridade nas granjas. O tema também esteve entre os debates do simpósio por seu impacto na produtividade e na sanidade dos rebanhos.

Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, discutir custos, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável em um momento de margens cada vez menores. De acordo com ele, o objetivo é oferecer informações que auxiliem os produtores na tomada de decisão.

“A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas”, afirmou Tannure. Ele acrescentou que reunir diagnósticos econômicos e perspectivas para o setor permite ao produtor planejar melhor a atividade, já que, em sua avaliação, “conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”.


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