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1 de novembro de 2026

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Tarifaço de Trump entra em vigor, taxa 19% das exportações e Brasil anuncia reação

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Nova tarifa de 25% afeta até US$ 11 bilhões em produtos. Itamaraty rebate acusações dos EUA e prepara pacote de R$ 130 milhões para buscar novos mercados

Começou a vigorar nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% aplicada pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. O tarifaço atinge 19% das exportações do Brasil para os Estados Unidos. 

A estimativa do valor total das exportações afetadas varia entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões, segundo cálculos da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Armcham Brasil).

Entre os 2,3 mil produtos afetados, a maioria integra os setores de eletroeletrônicos; máquinas e equipamentos; autopeças e calçados. Praticamente, 700 produtos estão isentos da tarifa, número superior aos 615 previstos durante as negociações.

Segundo o governo, o mercado estadunidense é o principal destino das exportações brasileiras de eletroeletrônicos. O país responde por cerca de um quarto das vendas externas do setor de máquinas e equipamentos.

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Os estados de São Paulo (SP) e Santa Catarina (SC) concentram 52% do impacto do tarifaço dos EUA, com o estado economicamente mais forte do país concentrando, sozinho, 41,6% do total do valor das exportações afetadas. Santa Catarina, porém, tem situação mais crítica, com 68% das exportações aos EUA atingidas pela medida da Casa Branca, segundo dados da Apex-Brasil.

Políticas brasileiras

O tarifaço adotado pelo governo Trump baseou-se em um processo conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), que alega que o Brasil detém práticas “desleais” no comércio com os norte-americanos.

Os estadunidenses elencaram seis temas para decidir sobre a taxação:

  1. pagamentos eletrônicos (pix) e regulação de redes sociais;
  2. desmatamento ilegal;
  3. acesso ao mercado de etanol;
  4. combate à corrupção;
  5. proteção da propriedade intelectual;
  6. acordos preferenciais com México e Índia.

O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação e argumenta que elas têm motivação política e não condizem com a realidade. Segundo o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, os negociadores dos EUA pediam a abertura total de mercados sem contrapartida.

Brasília (DF), 14/07/2026 - Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, fala durante declaração à imprensa a respeito do recente anúncio do USTR de imposição de tarifas contra produtos brasileiros, na sala de coletivas do Palácio Itamaraty. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, diz que a taxação tem motivação política – Valter Campanato/Agência Brasil

Diversificação

Em resposta ao tarifaço, o governo brasileiro anunciou que retomará o programa de apoio aos setores afetados com linha de crédito para capital de giro, investimentos e com apoio para escoamento de produtos a outros clientes e países. Avalia também flexibilizar temporariamente regras do regime de isenção, suspensão ou restituição de tributos para insumos usados na produção de mercadorias para exportação.

Já a Apex-Brasil prevê a divulgação, em agosto, de um plano de R$ 130 milhões para diversificar as exportações do Brasil, principalmente, para União Europeia, países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, além de nações da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão.

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Conteúdo especial

A Agência Brasil publicou reportagens especiais para contrapor os argumentos usados pelos EUA para justificar o tarifaço:

Modelo do pix desafia controle financeiro dos EUA sobre o Brasil

Tarifaço: EUA distorcem tema das big techs, afirmam especialistas

Tarifaço deve ter efeito limitado na balança comercial brasileira

Governo Trump usa desmatamento para impor taxas ao Brasil

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Tarifa dos EUA terá efeito limitado sobre etanol brasileiro

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Pivetta rebate deputado e promete endurecer combate às facções criminosas em MT

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Governador defende classificação de organizações criminosas como terroristas e critica Carlos Avalone por questionar proposta enviada à Assembleia Legislativa

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), rebateu as críticas do deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) ao projeto de lei que pretende classificar facções criminosas que atuam no estado como organizações terroristas. A proposta, encaminhada pelo Executivo à Assembleia Legislativa (ALMT), busca ampliar os mecanismos de enfrentamento ao crime organizado.

Em entrevista ao RDNews, neste sábado (31), Pivetta afirmou que não pretende recuar da iniciativa e defendeu uma atuação mais rigorosa das forças de segurança contra grupos criminosos.

“Vamos fazer o que tiver que ser feito para combater essa cambada, essas organizações criminosas que têm atacado inocentes e acabado com muitas famílias. Eu fui eleito para cuidar do povo e assim vou fazer. Então, o Avalone que cuide desses criminosos, que ele defende”, disparou o governador.

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A reação ocorreu depois que Avalone manifestou preocupação com possíveis consequências da proposta. O parlamentar argumentou que a classificação das facções como organizações terroristas poderia abrir espaço para interferências estrangeiras no Brasil, especialmente diante de declarações do governo dos Estados Unidos sobre o combate internacional ao terrorismo.

Pivetta, por outro lado, sustenta que o endurecimento das medidas é necessário para enfrentar a atuação das facções em Mato Grosso. Segundo o governador, a aprovação do projeto permitirá a adoção de protocolos específicos pelas forças estaduais de segurança.

A proposta identifica inicialmente duas organizações criminosas, mas prevê a possibilidade de incluir outros grupos. O texto também estabelece mecanismos de cooperação entre as forças de segurança de Mato Grosso, órgãos federais, instituições internacionais e autoridades de outros estados.

A justificativa é que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras mato-grossenses, exigindo ações integradas para combater suas atividades.

O projeto ainda depende de análise e votação na Assembleia Legislativa para avançar.

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Ressaca das urnas: após perder quase metade dos votos, Galvan some dos bastidores políticos

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Ex-presidente da Aprosoja Brasil terminou disputa pelo Senado em sexto lugar e reduziu votação em quase 50% em relação a 2022

O ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan, anda sumido dos bastidores da política e das redes sociais desde que sofreu uma derrota nas eleições deste ano. Após terminar a disputa pelo Senado em sexto lugar, o empresário tem adotado uma postura bem mais discreta.

Nas redes sociais, desde que as urnas deram seu recado, Galvan não fez novas publicações no feed e apareceu poucas vezes nos stories. Nem mesmo a disputa presidencial parece ter animado o ex-candidato, que pouco se manifestou em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu candidato à Presidência.

O silêncio ocorre após um resultado eleitoral indigesto. Galvan recebeu 169.265 votos, equivalentes a 4,73% dos votos válidos, terminando a corrida pelo Senado na sexta colocação.

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O desempenho ficou muito abaixo do registrado em 2022, quando conquistou 337.003 votos e terminou em segundo lugar entre sete candidatos. Em quatro anos, perdeu 167.738 votos, uma queda de aproximadamente 49,8%.

E olha que, desta vez, havia duas cadeiras em disputa, contra apenas uma na eleição anterior. Ainda assim, Galvan caiu quatro posições e terminou longe dos eleitos.

O resultado também encerrou uma campanha marcada por turbulências. Entre os episódios que movimentaram a candidatura estiveram a prisão de um dos filhos do empresário, mudanças partidárias e até a substituição do publicitário responsável pela campanha na reta final.

Por enquanto, Galvan parece ter escolhido a discrição para digerir o resultado das urnas. Resta saber se o silêncio representa apenas uma pausa ou um afastamento mais prolongado da política mato-grossense.

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Novembro começa com chuva e trovoadas em MT; veja previsão para Finados

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Novembro começa neste domingo (1º) com previsão de chuva e trovoadas em Mato Grosso. A instabilidade deve continuar após o estado passar o último dia de outubro sob alerta amarelo para chuvas intensas, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Nos primeiros dias do mês, o sol aparece entre muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nas regiões noroeste, centro e sudeste. No sul e no leste, o céu fica mais encoberto. Em Cuiabá, a previsão para este domingo é de muitas nuvens e pancadas de chuva, com temperaturas entre 25 °C e 36 °C.

Chuvas irregulares e temperaturas acima da média

Apesar da previsão de chuva ao longo do mês, o volume acumulado em novembro deve ficar abaixo da média histórica em Mato Grosso, segundo a Climatempo. Isso não significa que não vai chover: as pancadas devem ocorrer em diferentes regiões, mas de forma irregular e com volumes que podem variar de uma cidade para outra.

A previsão também indica temperaturas acima do normal no oeste, centro e norte do estado. No sul e no leste, os termômetros devem ficar dentro da média esperada para o mês. Em algumas áreas, o calor pode chegar aos 40 °C.

Segundo a Climatempo, há possibilidade de formação de uma faixa de instabilidade que pode provocar vários dias seguidos de chuva em parte do estado. Esse fenômeno é conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

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Previsão para o feriado

Já no feriado de Finados, nesta segunda-feira (2), Mato Grosso acorda com muitas nuvens e menor possibilidade de chuva e previsão de pancadas isoladas. O tempo fica quente, com máxima de 36 °C em Cuiabá, segundo o Inmet.

Mesmo com a previsão de instabilidade, mais de 90 missas e celebrações religiosas serão realizadas no estado ao longo do dia. A programação inclui cemitérios e comunidades de nove municípios atendidos pela Arquidiocese de Cuiabá, com atividades em 33 paróquias e uma Área Pastoral.

O que fazer em caso de tempestades

Durante tempestades, o Inmet recomenda:

  • Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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